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Hipertensão arterial e os cuidados com tratamento
































O Ministério da Saúde e sociedades científicas como cardiologia, Diabetes,
Hipertensão e Nefrologia, as federações nacionais dos portadores de Hipertensão arterial, e as secretarias Estaduais de Saúde , através do CONASS e as secretarias Municipais de saúde através do CONASEMS apresenta o Plano de Reorganização da Atenção à HA.
  • Doenças do coração e dos vasos (IAM, morte súbita, AVE, Edema Agudo de Pulmão e Insuficiência Renal)
  • Doenças do coração e dos vasos (IAM, morte súbita, AVE, Edema Agudo de Pulmão e Insuficiência Renal)
  • Primeira causa de morte (27,4%) segundo dados MS -1998
  • AVE e IAM mais prevalentes na faixa etária de 30 a 69 anos.
  • Foram responsáveis por 65% do total de óbitos, em adultos em fase produtiva
  • 30 a 60 anos – Doenças cardiovasculares foram responsáveis por 14% da totalidade de internações, sendo 17,2% por AVE ou IAM.
  • 60 a 80% da HA pode ser tratado na rede básica de saúde.
  • A HA tem prevalência estimada em cerca de 20% da população adulta (maior ou igual a 20 anos);
  • A HA tem prevalência estimada em cerca de 20% da população adulta (maior ou igual a 20 anos);
  • 80% dos casos de AVE e 60% das doenças isquêmicas do coração.
  • Constitui principal fator de risco para as doenças cardiovasculares, cuja principal causa de morte, o AVE, tem como origem a Hipertensão não-controlada.

Estatisticamente falando:
  • As doenças cardiovasculares constituem a principal causa de morbimortalidade na população brasileira.
  • A HA representa um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares.
  • Afeta de 11 a 20% da população adulta com mais de 20 anos.
  • Cerca de 85% dos pacientes com AVE e 40% dos pacientes com IM apresentam HA associada.
  • Evita complicações;
  • Retardam a progressão das doenças já existentes.

Hipertensão Arterial
Conceito: limite de Pressão arterial igual ou maior que 140/90mmHg, em pelo menos duas aferições, em momentos diferentes.

Pressão arterial sistólica maior ou igual a 140mmHg e Pressão arterial diastólica maior ou igual a 90mmHg em indivíduos que não estão fazendo uso de medicação anti - hipertensiva.


CLASSIFICAÇÃO
  • PA ideal – indivíduo apresenta o menor risco cardiovascular, PAS < 120 mmHg e PAD < 80 mmHg;
  • PA ideal – indivíduo apresenta o menor risco cardiovascular, PAS < 120 mmHg e PAD < 80 mmHg;
  • Indivíduos adultos que não estejam usando medicação anti - hipertensiva e sem co-morbidades associadas é considerada normal quando a PAS é < 130 mmHg e a PAD < 85 mmHg;
  • PAS de 130 a 139 mmHg e/ou de PAD entre 85 e 89 mmHg são considerados limítrofes

ANAMNESE
  • Hábito de fumar;
  • Uso exagerado de álcool;
  • Ingestão excessiva de sal;
  • Aumento de peso;
  • Sedentarismo;
  • Estresse;
  • Antecedentes pessoais de diabetes;
  • Gota;
  • Doença renal;
  • Doença cárdio e cerebrovascular;
  • Utilização de anticoncepcionais;
  • Corticosteróides;
  • Antiinflamatórios não-hormonais;
  • Estrógenos;
  • Descongestionantes nasais;
  • Anorexígenos (fórmulas para emagrecimento);
  • Ciclosporina;
  • Eritropoetina;
  • Cocaína;
  • Antidepressivo tricíclico e inibidores da mono-aminooxidase
  • Sinais ou sintomas sugestivos de lesão em órgãos-alvo e/ou causas secundárias de hipertensão arterial;
  • Sinais ou sintomas sugestivos de lesão em órgãos-alvo e/ou causas secundárias de hipertensão arterial;
  • Tratamento medicamentoso anteriormente realizado, seguimento efetuado e reação às drogas utilizadas;
  • História familiar de hipertensão arterial;
  • Doenças cárdio e cerebrovasculares;
  • Dislipidemia;
  • Diabetes;
  • Doença renal;
  • Pacientes com relato de HA de difícil controle e apresentando picos tensionais graves e freqüêntes, acompanhados de rubor facial, cefaléia intensa e taquicardia, devem ser encaminhados à unidade de referência secundária, para pesquisa de feocromocitoma.
  • Pacientes com relato de HA de difícil controle e apresentando picos tensionais graves e freqüêntes, acompanhados de rubor facial, cefaléia intensa e taquicardia, devem ser encaminhados à unidade de referência secundária, para pesquisa de feocromocitoma.
  • Pacientes nos quais a HA surge antes dos 30 anos, ou de aparecimento súbito após os 50 anos, sem história familiar para hipertensão arterial, também devem ser encaminhados para unidade de referência secundária, para investigação das causas, como renovasculares.


EXAME FÍSICO 
- Os pulsos carotídeos (inclusive com ausculta) e o pulso dos 4 membros;
Pressão Arterial em ambos os membros superiores, com o paciente deitado, sentado e em pé (ocorrência de doença arterial oclusiva e de hipotensão postural);
- Peso (atual, habitual e ideal) e a altura, com estabelecimento do Índice de Massa Corporal – IMC;
- Fácies, que podem sugerir doença renal ou disfunção glandular (tireóide, supra-renal, hipófise) – lembrar o uso de corticosteróides.
Pescoço, para pesquisa de sopro em carótidas, turgor de jugulares e aumento da tireóide;
Precórdio, anotando-se o íctus (o que pode sugerir aumento do VE) e possível presença de arritmias, 3ª ou 4ª bulhas e sopro em foco mitral e/ou aórtico.
O abdome, pela palpação (rins policísticos, hidronefrose, tumores) e ausculta (sopro sugestivo de doença renovascular ou aórtica)
O estado neurológico e do fundo-de-olho.

AVALIAÇÃO CLINICA LABORATORIAL
Objetivos:
Confirmar a elevação da PA;
Avaliar lesões em órgãos-alvo (LOA);
Identificar fatores de risco para doença cardiovascular e co-morbidades;
Diagnosticar a etiologia da hipertensão.

EXAMES NORMALMENTE SOLICITADOS
Urina (bioquímica e sedimento);
Creatinina sérica;
Potássio sérico;
Glicemia sérica;
Colesterol total;
ECG de repouso.

ESTRATIFICAÇÃO DOS PORTADORES
- Considerar os Níveis de PA e outros fatores de risco e doenças concomitantes, como diabetes, lesão em órgãos-alvo, doenças renal e cardiovascular;
- São definidos 4 categorias de risco cardiovascular absoluto:

CATEGORIAS DE RISCO
Grupo de risco baixo;
Grupo de risco médio;
Grupo de risco alto;
Grupo de risco muito alto.

GRUPO DE BAIXO RISCO
Homens com idade menor de 55 anos, e mulheres com idade abaixo de 65 anos, com hipertensão de grau I e sem fatores de risco.

GRUPO DE RISCO MÉDIO
Inclui portadores de HA grau I ou II, com um ou dois fatores de risco cardiovascular.
Alguns possuem baixos níveis de PA e múltiplos fatores de risco, enquanto outros possuem altos níveis de PA e nenhum ou poucos fatores de risco.

GRUPO DE RISCO ALTO
Inclui portadores de HA grau I ou II que possuem três ou mais fatores de risco e são também portadores de hipertensão grau III, sem fatores de risco.


GRUPO DE RISCO MUITO ALTO
Inclui portadores de HA grau III, que possuem um ou mais fatores de risco, com doença cardiovascular ou renal manifesta.

Está indicada a instituição de imediata e efetiva conduta terapêutica.

TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL
Estratégias: educação, modificações dos hábitos de vida e, se necessário, medicamentos.

Tratamento concomitante de outros fatores de risco cardiovascular para redução da mortalidade

Estimular paciente a adotar hábitos saudáveis de vida:
Manutenção de peso adequado;
Prática regular de atividade física;
Suspensão do hábito de fumar;
Baixo consumo de gorduras saturadas;
Baixo consumo de bebidas alcoólicas;

TRATAMENTO INDIVIDUALIZADO
Idade do paciente;
Presença de outras doenças;
Capacidade de percepção da hipotensão;
Estado mental do paciente;
Uso de outras medicações;
Dependência de álcool ou drogas;
Cooperação do paciente;
Restrições financeiras

QUANDO DA OPÇÃO PELO USO DE DROGAS ANTIHIPERTENSIVAS
Iniciar sempre com doses menores do que as preconizadas;
Evitar os efeitos colaterais associando nova droga antes da dose máxima estabelecida, favorecendo associações de baixas doses;
Estimular medir PA no domicílio;
Lembrar tempo de efeito máximo da droga, evitando modificações do esquema terapêutico, antes do término desse período;
Orientar sobre horário mais conveniente, relação com alimentos, sono, diurese e mecanismos de ação;
Monitorar a adesão ao medicamento antes de aumentar ou modificar a dosagem do mesmo;

CLASSES DE ANTIHIPERTENSIVOS

Seis classes:
Diuréticos;
Inibidores adrenérgicos (os de ação central, os alfa-1 bloqueadores e os betabloqueadores);
Vasodilatadores diretos;
Inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA);
Antagonistas dos canais de cálcio;
Antagonistas do receptor da angiotensina II

URGÊNCIA E EMERGÊNCIA EM HIPERTENSÃO ARTERIAL
Crise hipertensiva: Alterações PA acompanhadas de cefaléia, alterações visuais recentes, dor no peito, dispnéia e obnubilação.

Urgência hipertensiva: aumento súbito da PA não associada a quadros clínicos agudos, como obnubilação, vômitos, dispnéia e que não apresentam risco imediato de vida ou dano em órgão-alvo.

- Controlar PA em 24 horas

- Administrar diuréticos de alça, betabloqueadores, inibidores da ECA ou antagonista dos canais de Cálcio.

Emergência Hipertensiva: aumento da PA, acompanhado de sinais e sintomas indicativos de dano importante em órgãos - alvo e risco de vida.

- Edema agudo de pulmão, IAM, aneurisma dissecante da aorta, AVE e encefalopatia hipertensiva.

- Hospitalizar o paciente e tratamento inicial para emergências cardiológicas.

COMPLICAÇÕES DA HIPERTENSÃO ARTERIAL
Lesões vasculares em:
- Coração;
Cérebro;
Rins.

CRITÉRIOS DE ENCAMINHAMENTOS PARA REFERÊNCIA E CONTRA REFERÊNCIA
Finalidade
- garantir a atenção integral ao portador de HA.
- Estabelecer rede de referência e contra-referência.
Encaminhar para unidades de referência casos como: ICC, IRC, Diabetes associado à HÁ, HA resistente ou grave, gestantes, crianças e adolescentes com HA, Edema agudo de Pulmão prévio, Lesões vasculares das extremidades, AVE prévio com déficit sensitivo e ou motor, IAM prévio,

PROCEDIMENTO DE AFERIÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL
  • Explicar o procedimento ao paciente;
  • Certificar-se de que o paciente: não está com a bexiga cheia, não praticou exercícios físicos, não ingeriu bebidas alcoólicas, café, alimentos ou fumou até 30 minutos, antes da medida;
  • Deixar o paciente descansar,por cinco a dez minutos, em ambiente calmo, com temperatura agradável;
  • Localizar a artéria braquial por palpação;
  • Colocar o manguito adequado, firmemente, cerca de dois a três cm acima da fossa antecubital, centralizando a bolsa de borracha sobre a artéria braquial;
  • Manter o braço do paciente à altura do coração;
  • Posicionar os olhos no mesmo nível da coluna de mercúrio ou do mostrador do manômetro aneróide;
  • Palpar o pulso radial, inflar o manguito, até o desaparecimento do pulso, para estimação do nível da pressão sistólica; desinflar, rapidamente, e aguardar, de 15 a 30 segundos, antes de tornar a inflar;
  • Colocar o estetoscópio nos ouvidos, com a curvatura voltada para a frente;
  • Posicionar a campânula do estetoscópio sobre a artéria braquial, na fossa antecubital;
  • Solicitar ao paciente que não fale durante o procedimento da medida;
  • Inflar rapidamente, de 10 em 10 mmHg, até que o nível estimado da pressão sistólica ultrapasse 20 a 30 mmHg.
  • Proceder a deflação na velocidade constante inicial de 2 a 4 mmHg por segundo, evitando congestão venosa e desconforto para o paciente.
  • Determinar a pressão sistólica no momento do aparecimento do primeiro som (fase I de Korotkoff), que se identifica com o aumento da velocidade de deflação
  • Determinar a pressão sistólica no momento do aparecimento do primeiro som (fase I de Korotkoff), que se identifica com o aumento da velocidade de deflação
  • Determinar a pressão diastólica no momento do aparecimento do primeiro som (fase V de Korotkoff), exceto em condições especiais. Auscultar cerca de 20 a 30 mmHg abaixo do último som, para confirmar o seu desaparecimento e, depois, proceder a deflação rápida e completa.
  • Registrar os valores da pressão sistólica e diastólica, complementando, com a posição do paciente, o tamanho do manguito e o braço em que foi feita a mensuração. Deverá ser registrado, sempre, o valor da pressão obtida na escala do manômetro, que varia de 2 em 2 mmHg, evitando-se arredondamentos e valores de pressão terminados em 5.
  • Esperar um a dois minutos antes de realizar novas medidas

 
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