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Febre Amarela - Transmissão, Tratamento e Prevenção


A febre amarela é uma doença infecciosa causada por um Arbovírus do Gênero Flavivírus, cujo reservatório natural são os primatas não humanos que habitam as florestas tropicais. Sua incidência se restringe à América Central, América do Sul e África.

Existem dois ciclos epidemiológicos distintos de transmissão: silvestre e urbano. A silvestre é transmitida pela picada do mosquito Haemagogus, e a urbana transmitida pela picada do Aedes aegypti (mesmo transmissor da dengue) que foi reintroduzido no Brasil na década de 1970. Embora os vetores sejam diferentes, o vírus e a evolução da doença são iguais. A forma urbana já foi erradicada. O último caso de que se tem notícia ocorreu em 1942, no Acre, mas pode acontecer novo surto se a pessoa infectada pela forma silvestre da doença retornar para áreas de cidades onde exista o mosquito da dengue que prolifera nas cercanias das residências e ataca durante o dia.

TRANSMISSÃO 

É importante salientar que a febre amarela não é transmitida
de uma pessoa para a outra, a infecção ocorre quando uma pessoa que nunca contraiu a doença ou não tomou vacina contra ela circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado. Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano. Além do homem, a infecção pelo vírus também pode acometer outros vertebrados. Os macacos podem desenvolver a febre amarela silvestre de forma inaparente, mas ter a quantidade de vírus suficiente para infectar mosquitos. 

SINTOMAS

O tempo entre a picada e a manifestação dos sintomas (período de incubação) se dá entre três a seis dias. Há uma grande variação de pessoa para pessoa, visto que algumas não manifestam sintoma algum, ao passo que outras apresentam quadros com vários sintomas. Como principais podemos citar a febre alta, mal-estar, dor de cabeça, dor muscular muito forte, cansaço, calafrios, vômito e diarreia. Além dos já citados, podem ocorrer sintomas mais graves como icterícia, hemorragias, comprometimento dos rins (anúria), fígado (hepatite e coma hepático), pulmão e problemas cardíacos que podem levar à morte. Uma vez recuperado, o paciente não apresenta sequelas e adquire imunização permanente contra a doença.

DIAGNOSTICO

Como os sintomas da febre amarela são muito parecidos com os da dengue e da malária, o diagnóstico preciso é feito através de exames laboratoriais específicos, a fim de evitar o risco de epidemia em áreas urbanas. Em determinados casos, podem ser solicitados exames laboratoriais adicionais para averiguar se há ou não complicações ou comprometimento de órgãos e/ou funções vitais.

TRATAMENTO

Não há tratamento específico para combater a doença, assim, os procedimentos médicos focam no controle de sintomas e prevenção de complicações, a fim de evitar que o quadro evolua com maior gravidade. Repouso, ingestão abundante de água, boa alimentação, uso de antitérmicos (que não contenham acido acetilsalicílico) e, em casos mais graves dialise e transfusão de sangue, são importantes medidas. Após a cura, não há riscos de reinfecção.
É de grande importância salientar que o uso de aspirina ou outros fármacos contendo acetilsalicílico é contraindicado.

PREVENÇÃO

A única forma de evitar a febre amarela é a vacinação. A vacina é gratuita, administrada em dose única, a partir dos nove meses de idade, com validade de 10 anos e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. Passado o período de validade (10 anos) deve ser administrada nova dose (reforço). 

Em caso de viagens para áreas de risco de transmissão da doença, a vacina deve ser aplicada com 10 dias de antecedência. 
O controle do mosquito Aedes aegypti é outra medida eficaz, tendo a vantagem de também prevenir a dengue. Para aqueles cuja imunização por meio da vacina não é recomendada (gestantes, imunocomprometidos, etc.) e também como medida adicional, o uso de bons repelentes, camisas de manga comprida, calça, meias e luvas, ao visitar áreas suscetíveis, é uma boa medida de prevenção.