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Avaliação das Pupilas



A avaliação das pupilas faz parte de um importante exame neurológico que poderá dar indicações fundamentais relativas ao funcionamento cerebral, monitorização de lesões e indícios precoce de complicações.

As pupilas são normais quando apresentam formas circulares, centradas e de diâmetro normais. Sua avaliação faz-se através de um estímulo luminoso apontado ao olho esperando-se obter resposta pupilar bilateral e simétrica, pela ativação do nervo oculomotor. 


O objetivo da avaliação das pupilas concentra-se em buscar os seguintes dados: reatividade, simetria, forma e diâmetro. A reatividade demonstra o funcionamento dos III e IV pares cranianos.

Quando há reação pupilar à luz diz-se que houve reação fotomotora (RFM+), já o contrário, diz-se reação fotomotora negativa (RFM -).

A simetria das pupilas é classificada de acordo com a reação fotomotora aplicada a elas e ainda envolve a forma com a qual esta se apresenta, podendo assim ser explicadas: 
  • Isocóricas: quando apresentam o mesmo tamanho; 
  • Anisocóricas: quando apresentam tamanhos diferentes; 
  • Puntiformes: pupilas pequenas (em forma de pontas de alfinete); 
  • Midríase: quando estas se apresentam grandes; 
  • Mióticas: quando apresentam menores. 

O diâmetro das pupilas deve ser sempre igual e circular. 

Forma Pupilar 
A forma das pupilas geralmente é arredondada, como um círculo, e a sua avaliação deve ser feita pela observação do contorno das mesmas. 

Formas anormais de pupilas: ovóide, buraco de fechadura ou irregular. 
  • Forma ovóide = sinal precoce de herniação transtentorial devido à hipertensão intracraniana. 
  • Forma buraco de fechadura = comum em pacientes submetidos à cirurgia de catarata. 
  • Forma irregular = encontrada em pacientes com trauma de órbita.

Simetria Pupilar 
  • ISOCÓRICAS: pupilas com o mesmo diâmetro; 
  • ANISOCÓRICAS: uma pupila é maior que a outra;

OBS: Quando anisocóricas, sempre anotar a pupila maior em relação à menor - pupilas anisocóricas, esquerda maior que direita (E> D).

Fotorreação Pupilar 
O reflexo fotomotor da pupila depende do nervo óptico e do nervo oculomotor. A fotorreação é observada com o auxílio do foco de luz de uma lanterna. 
  • Fechar o olho; 
  • Aguardar alguns segundos; 
  • Levantar rapidamente a pálpebra dirigindo o foco de luz diretamente sobre a área da pupila; 
  • Repetir do outro lado.

Incidência da luz: constrição.
Retirada da luz: retorno a dilatação

Velocidade de Reação:
  • Normal: constrição rápida;
  • Alterações: constrição lenta, arreativa ou fixa.

NORMAL x ALTERAÇÃO
- As pupilas quando normais são do mesmo diâmetro e possuem contornos regulares.
- Pupilas contraídas, mióticas, podem ser encontradas nas vítimas viciadas em drogas.
- Pupilas dilatadas, midriáticas, indicam um estado de relaxamento ou inconsciência, geralmente tal dilatação ocorre rapidamente após uma parada cardíaca.
- Pupilas desiguais, em anisocorias podem indicar lesões de crânio ou acidente vascular cerebral nas vítimas.
- Na morte cerebral, as pupilas estão totalmente dilatadas. Não respondem à luz.






Medidas de Prevenção de Pneumonia Associada à Assistência à Saúde



A cada ano ocorrem nos Estados Unidos da América - EUA entre 5 e 10 episódios de pneumonia relacionada à assistência à saúde por 1.000 admissões. Estas infecções são responsáveis por 15% das infecções relacionadas à assistência à saúde - IRAS e aproximadamente 25% de todas as infecções adquiridas nas unidades de terapia intensiva – UTI.

Os dados epidemiológicos sobre a pneumonia relacionada à assistência à saúde nos hospitais brasileiros ainda são imprecisos porque ainda não há um uso disseminado e uniforme dos critérios de diagnósticos, além da dificuldade de entendimento aplicação desses critérios. A maioria destas infecções é associada à ventilação mecânica (VM) e há mais dados epidemiológicos sobre este tipo de pneumonia adquirida no ambiente hospitalar, apesar de ainda não existirem dados nacionais consolidados.


As taxas de pneumonia associada à ventilação mecânica - PAV podem variar de acordo com a população de pacientes e os métodos diagnósticos disponíveis. Mas vários estudos demonstram que a incidência desta infecção aumenta com a duração da VM e apontam taxas de ataque de aproximadamente 3% por dia durante os primeiros cinco dias de ventilação e depois 2% para cada dia subsequente.



A mortalidade global nos episódios de pneumonia associada à VM varia de 20 a 60%, refletindo em grande parte a severidade da doença de base destes pacientes, a falência de órgãos e especificidades da população estudada e do agente etiológico envolvido. Estimativas da mortalidade atribuída a esta infecção variam nos diferentes estudos, mas aproximadamente 33% dos pacientes com PAV morrem em decorrência direta desta infecção.

A patogênese da pneumonia relacionada à assistência à saúde envolve a interação entre patógeno, hospedeiro e variáveis epidemiológicas que facilitam esta dinâmica. Vários mecanismos contribuem para a ocorrência destas infecções, porém o papel de cada um destes fatores permanece controverso, podendo variar de acordo com a população envolvida e o agente etiológico.

Figura 1. Patogênese da Pneumonia Relacionada à Assistência a Saúde e Possíveis Alvos para a Prevenção.




A pneumonia relacionada à assistência à saúde é geralmente de origem aspirativa, sendo a principal fonte, as secreções das vias áreas superiores, seguida pela inoculação exógena de material contaminado ou pelo refluxo do trato gastrintestinal. Estas aspirações são, mais comumente, microaspirações silenciosas, raramente há macroaspirações, que quando acontecem trazem um quadro de insuficiência respiratória grave e rapidamente progressiva.  Raramente a pneumonia é ocasionada pela disseminação hematogênica a partir de um foco Infeccioso à distância.
Os pacientes internados e, especialmente, os pacientes em ventilação mecânica são um grupo de risco aumentado para pneumonia. Este risco maior deve-se essencialmente a três fatores:
1) diminuição das defesas do paciente;
2) risco elevado de ter as vias aéreas inoculadas com grande quantidade de material contaminado;
3) presença de microrganismos mais agressivos e resistentes aos antimicrobianos no ambiente, superfícies próximas, materiais e colonizando o próprio paciente.

A diminuição da defesa pulmonar pode estar relacionada a várias causas e estas podem ocorrer isoladamente ou em associação. Dentre estas causas destacam-se: a presença de doença de base, tais como, neoplasias, doença pulmonares agudas ou crônicas, doenças autoimunes, o uso de drogas imunossupressoras (corticoesteróides, quimioterapia) e o uso de próteses traqueais.

O risco elevado de ter as vias aéreas inoculadas com grande quantidade de material contaminado exerce um papel central na fisiopatologia da pneumonia relacionada à assistência à saúde. Este risco aumentado pode também estar associado a inúmeros motivos, que podem acontecer isoladamente ou, mais frequentemente, associados. Podem ser citados como exemplos o rebaixamento do nível de consciência, causado por drogas ou pela doença de base, que pode predispor à aspiração e a retenção de secreção das vias áreas superiores, na região acima do balonete do tubo traqueal. Esta retenção de material oriundo das vias aéreas superiores e coletado acima do balonete, penetra na traqueia quando o balonete é desinflado ou atravessando o espaço entre o balonete e a parede da traqueia. Pode também ocorrer a inoculação de material contaminado na traqueia por meio de nebulizações, inalações ou aspirações traqueais realizadas com material contaminado.

Em pacientes em ventilação mecânica e umidificação com água aquecida pode haver acúmulo de água condensada no circuito do ventilador e esta água acumulada e contaminada pelo contato com o circuito do ventilador, pode, por meio da manipulação descuidada, penetrar na traqueia do paciente. Cabe também ressaltar que em pacientes idosos, com doenças neurológicas ou musculares há alteração do padrão normal de deglutição, o que predispõe a aspiração.

Como a principal razão da pneumonia relacionada à assistência à saúde é a aspiração e como estes pacientes, habitualmente, encontram-se restritos ao leito, as pneumonias hospitalares desenvolvem-se nos lobos inferiores e nos segmentos posteriores destes. Após a aspiração o material contaminado impacta em brônquios de pequeno calibre e expande-se para o espaço alveolar ao redor, causando histopatologicamente uma broncopneumonia. Como podem acontecer aspirações em momentos diferentes, um paciente pode ter mais de um foco de pneumonia e até com microrganismos diferentes.

Nos locais onde há a coleta sistemática dos indicadores relacionados a esta infecção, a incidência de PAV tem diminuído após a introdução de medidas preventivas, o que indica que a PAV e provavelmente a pneumonia não associada à ventilação mecânica são complicações evitáveis.

Esta é uma revisão do manual da Anvisa de 2010 – Medidas de Prevenção de Infecção do Trato Respiratório. Essa revisão está pautada em evidências científicas publicadas na literatura e é o resultado de reuniões técnicas realizadas pelo um grupo de trabalho formado por profissionais especialistas na área de prevenção e controle de infecção, terapia intensiva e representantes da Associação de Medicina Intensiva Brasileira – AMIB, Sociedade Brasileira de Infectologia - SBI, Associação Brasileira de Controle de Infecção Hospitalar – ABIH e Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia- SBPT.







Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)


A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é provocada pela degeneração progressiva no primeiro neurônio motor superior no cérebro e no segundo neurônio motor inferior na medula espinhal. Esses neurônios são células nervosas especializadas que, ao perderem a capacidade de transmitir os impulsos nervosos, dão origem à doença.



Não se conhece a causa específica para a esclerose lateral amiotrófica. Parece que a utilização excessiva da musculatura favorece o mecanismo de degeneração da via motora, por isso os atletas representam a população de maior risco. Outra causa provável é que dieta rica em glutamato seja responsável pelo aparecimento da doença em pessoas predispostas. Estudos recentes em ratos indicam que a ausência de uma proteína chamada parvalbumina pode estar relacionada com a falência celular característica da ELA, uma doença relativamente rara (são registrados um ou dois casos em cada cem mil pessoas por ano, no mundo), que acomete mais os homens do que as mulheres, a partir dos 45/50 anos.


O principal sintoma é a fraqueza muscular, acompanhada de endurecimento dos músculos (esclerose), inicialmente num dos lados do corpo (lateral) e atrofia muscular (amiotrófica), mas existem outros: cãibras, tremor muscular, reflexos vivos, espasmos e perda da sensibilidade. Como a doença é de difícil diagnóstico, em grande parte dos casos, o paciente passa por quatro, cinco médicos num ano, antes de fechar o diagnóstico e iniciar o tratamento.

Não se sabe, porém, é quando a medicina chegará à cura. Hoje, trata-se a doença com intervenções que pretendem diminuir o desconforto do paciente. Nessa direção há, por exemplo, fisioterapias, uma vez que sem elas o corpo definha ainda mais rapidamente. No campo dos remédios, existe uma substância que tenta proteger os neurônios, o riluzol. O tratamento é multidisciplinar sob a supervisão de um médico e requer acompanhamento de fonoaudiólogos, fisioterapeutas e nutricionistas.

Para o futuro, a grande esperança são as pesquisas com células-tronco, estruturas versáteis capazes de se transformar em qualquer tecido do corpo. A ideia é usá-las para criar neurônios motores e implantá-los no lugar dos que estão “apagando”. 

Recomendações

Nunca subestime qualquer sintoma, procure sempre assistência médica o mais rápido possível, pois, o diagnóstico e o início precoce do tratamento são dois requisitos fundamentais para retardar a evolução da doença. 

Embora a ELA seja uma doença degenerativa irreversível, não há como fazer prognósticos. Em alguns casos, a pessoa vive muitos anos e bem. A relação do paciente com a equipe médica e familiares é sempre muito rica. Com animo, fica mais fácil procurar alternativas para enfrentar as dificuldades do dia a dia.

Fontes: Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica (Abrela); Manuais de Exercícios Domiciliares para Pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica (Ed. Manole: 2001); Cristina Salvioni, nutricionista do ambulatório de ELA da Unifesp; Simone Gonçalves, fisioterapeuta respiratória do ambulatório de ELA da Unifesp; Acary Souza Bulle Oliveira, médico responsável pelo setor de investigação em doenças neuromusculares da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Francisco Rotta, médico especialista em neurofisiologia clínica e neurologia




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Congresso de Desenvolvimento Profissional em Enfermagem – CONDEPE 2018



Desenvolvido para ser o maior e mais inovador Congresso de Enfermagem do Brasil, o CONDEPE - Congresso de Desenvolvimento Profissional em Enfermagem é totalmente focado na qualificação do profissional de Enfermagem através da atualização e do engajamento.  

A grade temática do CONDEPE é composta por conteúdos atuais e diversificados, que irão preparar os congressistas para os novos desafios e perspectivas da profissão. 

À frente do comitê científico está a Dra. Renata Pietro, renomada profissional de Enfermagem, com ampla atuação acadêmica e reconhecimento em toda a América Latina.

Algumas das temáticas: Gestão e Qualidade, Formação em Enfermagem, Paciente Crítico, Segurança do Paciente, Práticas de Promoção à Saúde, Estética e Saúde, Trauma, Saúde Pública, Terapia Nutricional em Enfermagem, entre outros.


Por que participar? 
- Para multiplicar conhecimento com o que existe de mais atual em Enfermagem no Brasil e no mundo, através de talk shows, palestras, oficinas, workshops e simulações.
- Para garantir a melhor gestão de procedimentos individualizados aos pacientes.
- Para trocar experiência com profissionais renomados e discutir novas perspectivas multidisciplinares.
- Para ter direito ao certificado de participação.

Inscrições
Aproveite o valor promocional do 1° lote e faça já sua inscrição até 31/08/2017 
R$158,00 – através de cartão de crédito ou boleto bancário 
Acesse e garanta já sua participação: www.condepe2018.com.br
Curta nossa página no Facebook: www.facebook.com/condepecongresso

Saiba mais: 
Congresso de Desenvolvimento Profissional em Enfermagem – CONDEPE 2018
Data: 03 e 04 de abril de 2018
Local: Transamerica Expo Center – São Paulo / SP
Telefone: (11) 5643-3035
E-mail: condepe@transamerica.com.br 


Mitos e Verdades sobre a Tireóide



A tireóide e uma glândula localizada na região do pescoço entre a laringe e faringe, é responsável por produzir os hormônios tiroxina (T4) e tri-iodotironina (T3), esses dois hormônios atuam em uma série de mecanismos metabólicos do nosso corpo. 

Por possuir diferentes funções no organismo, quando algo está fora do normal no metabolismo é muito comum culpar algum desequilíbrio na tireoide, mas nem todos os sintomas associados à tireoide realmente acontecem em função dessa glândula.


Veja o que é Mito e o que é Verdade sobre a tireoide:

Alterações no peso (Verdade)

Uma das funções da tireoide é controlar a maneira como o nosso corpo usa e armazena a energia. Os hormônios que ela produz também influenciam no metabolismo, e a taxa metabólica basal pode diminuir ou aumentar na maioria dos pacientes com hipotireoidismo e hipertireoidismo, devido à alta ou baixa nos hormônios.


Com isso, a intensidade de como se queima de energia é modificada. Uma pessoa que possui hipotireoidismo tem um metabolismo mais lento, mesmo realizando atividade física e dieta, o organismo perde menos energia que o esperado. Da mesma forma, a pessoa que possui hipertireoidismo, pode apresentar perda de peso devido a aceleração metabólica

Cansaço é o principal indicativo de hipotireoidismo (Mito)

É bem comum associar o cansaço ao hipotireoidismo, mas ele é apenas um dos sintomas da condição de saúde. O diagnóstico de um distúrbio de tireoide depende uma de uma combinação de fatores. Muitas das vezes, a causa do cansaço está ligada com a rotina, período de descanso e alimentação do que propriamente a tireoide.

Mas, se esse cansaço vier acompanhado de outros sintomas metabólicos, então sim pode ser um indicio de algum problema na tireoide. No entanto, é sempre importante consultador um médico para saber o diagnóstico correto antes de tomar qualquer medida.

Algumas pessoas têm mais predisposição a ter problemas de tireoide (Verdade)
Os distúrbios de tireoide podem acometer pessoas de diferentes idades. Mas existem alguns grupos que apresentam uma predisposição para a condição de saúde.

Casos de distúrbio de tireoide na família pode desenvolver o quatro ao longo do tempo. Da mesma forma, mulheres gestantes e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e vitiligo, também podem desenvolver o distúrbio.


Deficiência de iodo pode causar desequilíbrio da tireoide (Verdade)

O iodo é um mineral importante para o corpo. Representa um papel importantíssimo na produção de hormônios da tireoide. Encontrado principalmente em frutos do mar, a deficiência do iodo pode prejudicar a produção de T3 e T4. Esse problema não costuma ser comum no Brasil, porque aqui o nosso sal é iodado por lei, justamente para evitar esses problemas.

Todo nódulo na tireoide é maligno (Mito)

Os nódulos da tireoide podem ter causas diversas. Eles podem ocorrer simplesmente por alterações da própria glândula como, também, há a possibilidade de serem tumores malignos ou benignos. 

O mais importante a fazer é procurar um médico e fazer os exames necessários para saber a causa e o tratamento correto para o nódulo na tireoide. 

É necessário fazer o exame ultrassom tireoide constantemente (Mito)
Apenas pessoas que apresentam nódulo na tireoide precisam fazer o exame periodicamente. Muitos exames são realizados sem haver necessidade e que isso pode, na verdade, ocasionar surgimento de nódulos na tireoide.

O mais indicado é realizar o exame TSH, um exame de sangue que tem o objetivo de verificar se há problemas na tireoide, e pode ser feito juntamente com os testes para medir T3 e T4.

Fonte: Minha Vida





Buscopan Composto - Bula, indicações, composição e advertências



O buscopan composto é uma associação medicamentosa para uso oral e injetável, composta de butilbrometo de escopolamina e dipirona sódica. O butilbrometo de escopolamina exerce um efeito espasmolítico na musculatura lisa do trato gastrintestinal, das vias biliares e geniturinárias. Como um derivado de amônia quartenária, com uma baixa lipossolubilidade, o butilbrometo de escopolamina praticamente não atravessa a barreira hematoencefálica, estando assim, isento de efeitos colaterais sobre o sistema nervoso central. A ação anticolinérgica periférica resulta de uma ação bloqueadora ganglionar na parede visceral e de sua atividade antimuscarínica. A dipirona apresenta importantes propriedades analgésicas, antipiréticas, espasmolíticas e antiflogísticas. Admite-se que o efeito analgésico da dipirona ocorra principalmente por supressão do mecanismo de percepção da dor no sistema nervoso central, e ainda por uma inibição da síntese de prostaglandinas, impedindo o aparecimento da hiperalgesia.
O buscopan composto pode ser encontrado em comprimidos ou solução injetável. A solução em gotas foi retirada do mercado recentemente pelo fabricante de forma voluntaria, devido a um resultado do estudo de estabilidade, que estabelece os prazos de validade e é importante para avaliar a segurança, qualidade e eficácia do produto.


Comprimidos
Cada comprimido contém 10 mg de butilbrometo de escopolamina, correspondentes a 6,89 mg de escopolamina e 250 mg de dipirona sódica monoidratada, correspondentes a 221,51 mg de dipirona. 
Excipientes: dióxido de silício, povidona, lactose monoidratada, amido, amidoglicolato de sódio, estearato de magnésio, álcool etílico, hipromelose, macrogol, talco, dióxido de titânio, simeticona, álcool isopropílico, água purificada.

Solução Injetável   
Cada ml de solução injetável contém 4 mg de butilbrometo de escopolamina correspondentes a 2,75 mg de escopolamina e 500 mg de dipirona sódica monoidratada correspondentes a 443,02 mg de dipirona. Excipientes: ácido tartárico, água para injetáveis. 

Indicações
Assim, o medicamento tem ação antiespasmódica, agindo sobre as contrações dolorosas e aliviando de forma rápida e prolongada as cólicas, dores e desconforto abdominais, além de possuir importante propriedade analgésica, o que faz com que diminua a percepção da dor. O efeito do medicamento inicia logo após seu uso e dura aproximadamente 6 a 8 horas.

Contraindicações
O medicamento é contraindicado para pacientes com:
  • Hipersensibilidade prévia a pirazolonas ou pirazolidinas (como dipirona, isopropilaminofenazona, propifenazona, fenazona, fenilbutazona) ou ao butilbrometo de escopolamina, ou a qualquer outro componente do produto. Isto inclui pacientes que desenvolveram agranulocitose, por exemplo, após o uso destas substâncias; 
  • Conhecida síndrome de asma induzida por analgésico, ou intolerância conhecida a analgésicos do tipo urticária e edema angioneurótico, isto é, pacientes que desenvolveram broncoespasmo ou outras reações anafilactoides em resposta a salicilatos, paracetamol ou outros analgésicos não- narcóticos como diclofenaco, ibuprofeno, indometacina ou naproxeno. - Comprometimento da função da medula óssea (por exemplo, após tratamento com agentes citostáticos) ou doenças do sistema hematopoiético - Deficiência genética de glicose-6-fosfato-desidrogenase (risco de hemólise);
  • Porfiria hepática aguda intermitente (risco de desencadear ataque de porfiria); 
  • Glaucoma; 
  • Hipertrofia da próstata com retenção urinária; 
  • Estenose mecânica do trato gastrintestinal; 
  • Taquicardia; 
  • Megacólon;
  • Miastenia gravis; 
  • No terceiro trimestre de gravidez.
  • Além disto, a solução injetável é contraindicado em crianças com menos de 12 meses de idade, pacientes com hipotensão arterial ou condição circulatória instável e pacientes em tratamento com injeção intramuscular de drogas anticoagulantes, pois pode ocorrer hematoma intramuscular. Nestes pacientes, pode ser utilizada a via intravenosa.
Precauções e advertências
Se a dor abdominal forte e de causa desconhecida persistir ou piorar, ou estiver associada a sintomas como febre, náusea, vômito, alterações no movimento e ritmo intestinais, aumento da sensibilidade abdominal, queda da pressão arterial, desmaio ou presença de sangue nas fezes, deve-se procurar um médico imediatamente.

A dipirona pode provocar risco raro de choque (queda grave da pressão) e agranulocitose com risco à vida. Em caso de agranulocitose ou trombocitopenia (manchas roxas na pele e diminuição de plaquetas do sangue), deve-se interromper imediatamente o tratamento e seguir as orientações de seu médico para a realização de possíveis exames laboratoriais.
O medicamento pode provocar pressão baixa (a depender da dose), com risco aumentado se você já tiver pressão baixa, desidratação, circulação instável iniciante, insuficiência respiratória (como após a um ataque cardíaco ou politraumatismo) ou febre elevada. 

Este medicamento só deve ser utilizado em pacientes idosos ou com comprometimento da função renal e hepática sob orientação médica.
Foi relatado sangramento no aparelho digestivo em pacientes tratados com dipirona. Muitos desses pacientes foram tratados ao mesmo tempo com outros analgésicos que podem causar sangramento ou utilizaram uma dose muito elevada de dipirona.

Pode ocorrer aumento da pressão dentro do olho com o uso de agentes anticolinérgicos como o butilbrometo de escopolamina em pacientes com glaucoma ainda sem diagnóstico e, portanto, sem tratamento.

Se houver condição hereditária rara de intolerância à galactose (como galactosemia), o medicamento não deve ser utilizado.

Devido à possibilidade de ocorrer reações prejudiciais com o uso de altas doses da dipirona, não se deve dirigir, operar máquinas ou fazer atividades perigosas. Isso se aplica em particular à combinação com álcool.

Para injeção intramuscular as seguintes técnicas devem ser cuidadosamente observadas: 

Local de injeção: Apenas no quadrante súpero-lateral (externo) das nádegas 
Direção: Direcionada sagitalmente para a crista ilíaca. 
Profundidade: Uso de agulha suficientemente longa para assegurar que a injeção atinja os músculos.

Interações medicamentosas 
O medicamento pode intensificar reações anticolinérgicas (como boca e narinas secas, prisão de ventre e visão borrada), se administrado ao mesmo tempo com medicamentos tais como antidepressivos tricíclicos e tetracíclicos (como amitriptilina, imipramina, nortriptilina, mirtazapina, mianserina), anti-histamínicos (medicamentos para alergias, como astemizol), antipsicóticos (como clorpromazina e haloperidol), quinidina (para arritmia cardíaca), amantadina (para doença de Parkinson), disopiramida (para arritmias cardíacas) e outros anticolinérgicos (para problemas respiratórios, como tiotrópio, ipratrópio e compostos similares à atropina).

O uso ao mesmo tempo de medicamentos que agem de forma contrária à dopamina, como metoclopramida, pode resultar na diminuição da atividade de ambas as medicações no aparelho digestivo.

A taquicardia provocada pelos agentes beta-adrenérgicos (como propranolol, atenolol) pode ser aumentada com o uso deste medicamento.

Em contra partida buscopan composto pode reduzir a eficácia da ciclosporina, pois reduz a concentração desse medicamento no sangue, quando administrado conjuntamente. Neste caso, seu médico deverá monitorar os níveis sanguíneos de ciclosporina.

Usar álcool simultaneamente ao medicamento pode intensificar os efeitos de ambos, o uso com clorpromazina pode causar grave redução da temperatura corpórea.

Devido à dipirona, pode haver interação com anticoagulantes orais (como varfarina), captopril (para pressão alta), lítio (estabilizador de humor), metotrexato (para tratamento de câncer), triantereno (diurético). A eficácia de medicamentos para pressão alta e diuréticos poderá ser afetada. Não se sabe em que extensão a dipirona provoca estas interações. 
Em pacientes diabéticos, a dipirona pode ainda interferir em alguns testes específicos de açúcar no sangue (ensaios enzimáticos pelo método da glicose-oxidase), usados para diagnosticar diabetes.


Posologia

Comprimidos
A dose recomendada é de 1 a 2 comprimidos 10 mg/250 mg, administrados 3 a 4 vezes por dia.
Os comprimidos de Buscopan Composto devem ser engolidos inteiros, sem partir ou mastigar acompanhados de água.

Solução injetável
A solução injetável só deve ser administrada por profissional qualificado. O uso é intravenoso ou intramuscular profundo, nunca por via subcutânea. A administração intra-arterial inadvertida pode causar necrose na região vascular distal. Deve ser administrado por via parenteral  por injeção intravenosa lenta (não mais que 1ml por min), a duração da aplicação deve ser de no mínimo 5 minutos. O paciente deve permanecer em posição supina. A solução deve ser aquecida à temperatura do corpo antes da injeção. 
Adultos: aplicar 1 ampola de 5 ml, até 2 - 3 vezes ao dia, com intervalo de 6 a 8 horas. Cada ml da solução injetável contém 4 mg de butilbrometo de escopolamina e 500 mg de dipirona sódica monoidratada. 

Reações adversas
  • Reações comuns (ocorre entre 1 % e 10 % dos pacientes que utilizam buscopan composto): hipotensão (queda da pressão), tontura, boca seca.
  • Reações incomuns (ocorre entre 0,1 % e 1 % dos pacientes que utilizam buscopan composto): agranulocitose (ausência ou diminuição acentuada de leucócitos granulócitos, ou seja, das células brancas do sangue) incluindo casos fatais, leucopenia (baixa produção de certas células do sangue), erupção cutânea medicamentosa (reações e manchas vermelhas na pele com coceira e descamação), reações cutâneas (reação na pele), choque (queda grave da pressão), rubor (vermelhidão).
  • Reações raras (ocorre entre 0,01 % e 0,1 % dos pacientes que utilizam buscopan composto): reação anafilactóide e reação anafilática (reações alérgicas graves) principalmente após administração injetável, asma em pacientes com síndrome de asma causada por analgésicos, erupção maculopapular (reação na pele semelhante ao sarampo).
  • Reações muito raras (ocorre em menos de 0,01 % dos pacientes que utilizam buscopan composto): trombocitopenia (diminuição de plaquetas do sangue), necrólise epidérmica tóxica (condição bolhosa grave na pele com necrose e toxicidade), síndrome de Stevens-Johnson (doença grave da pele com surgimento de bolhas, dor, febre, mal estar geral), insuficiência renal aguda (falha abrupta no funcionamento dos rins), anúria (ausência de produção de urina), nefrite intersticial (problema renal), proteinúria (proteínas na urina), oligúria (diminuição da urina), insuficiência renal (funcionamento deficiente dos rins).
  • Reações com frequência desconhecida: sepse (infecção generalizada grave) incluindo casos fatais, choque anafilático (choque alérgico) incluindo casos fatais principalmente após administração injetável, dispneia (falta de ar), hipersensibilidade (alergia), disidrose (bolhas nos pés e mãos), taquicardia, hemorragia gastrintestinal (sangramento do aparelho digestivo), retenção urinária (dificuldade para urinar), cromatúria (alteração da cor da urina).
Superdosagem
Os sintomas de uma superdose podem incluir: enjoo, vômitos, comprometimento da função dos rins, retenção urinária (dificuldade para urinar), dor abdominal, parada respiratória, lesões do fígado, e em casos raros sintomas no sistema nervoso central (tonturas, sonolência, coma, agitação, convulsões, contrações musculares ritmadas), queda da pressão arterial e até choque, taquicardia, retenção de sódio e água com edema pulmonar em pacientes com problemas cardíacos, secura na boca e narinas, visão borrada, pupilas dilatadas, aumento do ritmo cardíaco, diminuição de pressão arterial, intestino preso e aumento da temperatura do corpo. Além disso, após doses muito altas, a eliminação de ácido rubazônico pode provocar alteração avermelhada na cor da urina.





Instrumentação cirúrgica



Umas das principais frases que o instrumentador cirúrgico adora ouvir é: “Vamos entrar em campo”. O Instrumentador é fundamental para realização de uma cirurgia, e está presente desde o paciente mais compreensivo ao mais difícil de se fazer entender, desde a cirurgia mais simples até a mais complexa.

Mais do que conhecer os materiais específicos utilizados em cada tipo de operação, é fundamental que o instrumentador cirúrgico tenha bom relacionamento com os profissionais que estão à sua volta e seja comprometido com o trabalho para garantir o dia-a-dia na atividade.

O comprometimento vai muito além de montar a mesa cirúrgica e alcançar pinças ou segurar afastadores, é comprometimento com a vida de quem está ali aos cuidados da equipe cirúrgica, confiando que o cirurgião fará o seu melhor para garantir o sucesso do procedimento, porém isso não depende apenas dele. Depende também da atenção de quem o acompanha durante o ato, um instrumentador ágil, comprometido e atento ao procedimento, contribui para que tudo saia como planejado.


Conhecimento que o instrumentador cirúrgico tem sobre o instrumental

Como em qualquer outra profissão, na instrumentação conhecimento também faz a diferença. Não basta apenas saber o nome de cada instrumento, cada pinça, tem que saber para que aquilo é utilizado e como funciona. Um detalhe esquecido, um parafuso mal apertado, uma gaze ou compressa fora do lugar, é obrigação informar à equipe que algo está errado para que as consequências desse erro não afetem o paciente.

O importante é conhecer o material a ser utilizado no procedimento atual e ter domínio sobre ele, saber os “tempos cirúrgicos”, para agilizar o procedimento pois é dessa forma que se consegue ganhar segundos e minutos que somados tornam-se horas cirúrgicas de vantagem, as quais possibilitam que outros pacientes recebam atendimento e dessa forma aumentamos a produtividade do serviço como um todo, além de minimizar riscos de infecções aos pacientes que estão sendo operados.

A pressão psicológica do instrumentador cirúrgico 

Saber separar o trabalho da vida pessoal é essencial para manter a integridade mental de qualquer profissional, seja ele da área da saúde ou não, porém quando se trata de cuidados aplicados em vidas humanas, à pressão psicológica suportada pelo profissional da saúde tem seus agravantes amplificados, pois todos nos cobram e esperam que nada dê errado.

Por vezes, quando há dúvidas quanto a contaminação de algo, troca-se luvas, campos, materiais, novos afastadores ou manoplas de iluminação, dentre outros. Ouve-se muitas vezes a circulante de sala reclamar por ter de buscar materiais novos, enfermeiro do centro cirúrgico reclamar dos gastos, o cirurgião reclamando do tempo que fora perdido, mas o importante é ter a consciência de que era o certo a se fazer.

Emoções no dia a dia do instrumentador cirúrgico

Nesta profissão, gostar de lidar com pessoas é essencial, pois parte daí o respeito e a ética com o paciente exposto perante a equipe. Também é por gostar de lidar com pessoas e por querer fazer a diferença que, às vezes até mesmo após o horário de trabalho, sem ganhar nada em troca, o nada a que me refiro é ao reconhecimento monetário, pois o sentimento de gratidão que se sente por poder estar ali fazendo a diferença, ajudando a melhorar ou a salvar a vida de uma pessoa, não há remuneração que proporcione.






Febre - Causas, Sintomas, Tratamento



A febre é um fenômeno de defesa natural do organismo. Tem como função, através do aumento da temperatura, melhorar o tempo de resposta das células do organismo, no sentido de destruir os invasores, geralmente vírus e bactérias. Ter febre é um sinal de que algo fora do normal está acontecendo. A febre é motivo de preocupação, por ser um alerta de que alguma infecção pode estar se iniciando no organismo.

A temperatura do corpo é controlada por uma área do cérebro chamada hipotálamo, que age como um termostato ajustado para manter os órgãos internos a 37ºC (graus Celsius). Esta manutenção é causada pelo equilíbrio alcançado devido a perda de calor pelos órgãos periféricos (pele, vasos sanguíneos, glândulas sudoríparas) em contato com o ambiente e a produção de calor pelo processo metabólico dos tecidos internos.

Temperatura corpórea
A considerada ideal varia entre 36ºC e 36,7ºC. Geralmente, ela é mais baixa pela manhã e mais alta no fim da tarde ou à noite. Alterações de até um grau podem ser absolutamente aceitáveis em condições normais. Nas mulheres, por exemplo, após a ovulação, durante o ciclo menstrual e no primeiro trimestre da gravidez, ocorre uma elevação natural da temperatura.

Limites para caracterizar a febre:
- De 37,3ºC a 37,8ºC – febrícula
- Acima de 37,8º – febre

Aferição da temperatura
Deve ser utilizado um termômetro, de preferência eletrônico. A maneira mais usual de aferi-la é colocar o bulbo do termômetro nas dobras das axilas e só retirar depois de cinco minutos para fazer a leitura.
A temperatura também pode ser aferida no interior da boca ou do reto, parte do intestino grosso que termina no ânus. Nessas áreas, ela costuma ser um grau mais alto do que a medida nas axilas.


Diagnóstico
A maioria dos quadros de febre é provocada por doenças infecciosas comuns e de curta duração. No entanto, como a febre pode também ser um dos sintomas de várias enfermidades diferentes, é indispensável estabelecer o diagnóstico diferencial para orientar a conduta terapêutica.

Causas
É importante destacar as infecções por vírus, bactérias, fungos e parasitas e as não infecciosas, como as doenças do sistema nervoso central (hemorragias, traumatismos, tumores cerebrais), as neoplásicas (câncer de fígado, rins, intestinos, linfomas, leucemia), as cardiovasculares (infarto, tromboflebite, embolia pulmonar), hipertireoidismo, alguns tipos de hepatite e de doenças reumáticas, etc.

Sintomas
A febre se instala quando o termostato (hipotálamo) se ajusta para fazer o corpo atingir uma temperatura mais alta. Nesse momento, começam os arrepios de frio que podem transformar-se em tremedeira seguida de sensação de calor intenso e sudorese.

Em adultos:

Sintomas adicionais podem incluir:
  • Cefaléia
  • Suor
  • Tremedeira
  • Dores musculares
  • Perda de apetite
  • Desidratação
  • Fraqueza geral.

Febre entre 39,4°C e 41,1°C podem causar:
  • Alucinação
  • Confusão
  • Irritabilidade
  • Convulsão
  • Desidratação
Em crianças e bebês:

Febre é considerada quando a temperatura é igual ou superior a um destes níveis:
  • Temperatura axilar maior do que 37,3 °C
  • Temperatura anal maior que 38 °C
  • Temperatura bucal maior do que 37,5 °C
Outros sintomas associados à febre em bebês e crianças incluem:
  • Falta de sono
  • Má alimentação
  • Falta de interesse em jogos
  • Letargia
  • Convulsão
Tratamento

Como a febre é apenas um sintoma, a escolha do tratamento está diretamente associada à doença de base. Infecções por bactérias, por exemplo, pode exigir a prescrição de antibióticos.

Como já dissemos, em grande parte dos casos, a febre é provocada por germes causadores de infecções de curta duração (gripes, resfriados, algumas infecções intestinais, amidalites, pneumonias, etc.), que o próprio sistema de defesa do organismo consegue eliminar. Portanto, em grande parte dos casos, não há necessidade de medicamentos especiais para tratamento da febre. Hidratação, repouso e remédios para aliviar os sintomas são medidas suficientes para o conforto do paciente.

Antitérmicos, ou antipiréticos, devem ser utilizados com cuidado e quando absolutamente necessários. Sempre é bom ressaltar que doses muito altas de paracetamol podem agredir os rins e o fígado e que o ácido acetilsalicílico é contraindicado nos casos de dengue e de certas infecções virais das crianças.

A febre pode ser o sinal de alerta de uma doença que precisa ser tratada com rapidez. Procure assistência médica nos seguintes casos:

- Temperatura acima de 37,5ºC e abaixo de 35,5% em bebês com menos de três meses e superior a 39ºC em bebês com mais de três meses, ou se a febre alta ou baixa vier acompanhada de choro persistente e irritabilidade extrema;

- Febre que dura mais de um dia, acompanhada de cefaleia, irritabilidade, sonolência, dificuldade para falar, apatia (sintomas sugestivos de meningite) em crianças de até dois anos;

- Febre acompanhada dos seguintes sintomas; cefaleia forte e persistente, sensibilidade excessiva à luz; dor de garganta que impede a deglutição; vermelhidão na pele; nuca endurecida e dolorosa ao curvar a cabeça; confusão mental; vômitos repetitivos; dificuldade para respirar ou dor no peito; irritabilidade ou apatia ou sonolência; dores abdominais; dor ao urinar ou micção frequente em pequena quantidade.


 
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