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AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA: Bullying um desafio a ser enfrentado



Esse trabalho partiu de observações a respeito de comentários, leituras e na mídia em geral sobre a educação na sociedade contemporânea, e a importância dos docentes e sua responsabilidade nesse contexto, já que a maioria das famílias segundo se sabe acredita que o ambiente escolar seja o local ideal para a educação do seu filho, delegando ao professor sua educação, que por vezes já chega deteriorada, independente de níveis escolares.





O Bullying, palavra de origem inglesa que tem como raiz o termo bull, “é um termo utilizado para designar pessoa cruel, intimidadora e/ou agressiva” Guimarães, (2009). Um grande desafio que os docentes vêm enfrentando ultimamente é o Bullying, que designa as práticas agressivas propositais sejam elas físicas ou psicológicas sendo realizadas sucessivamente na intenção de humilhar determinada pessoa, sendo praticadas por adultos, jovens, e principalmente crianças, em qualquer classe social ocorrendo, sobretudo na escola. 

Parece que a origem desse tipo de agressão, é a necessidade de se auto-afirmar frente a um grupo. Sabe-se que existem três categorias no Bullying: o agressor, a vítima, e as testemunhas, muitas vezes sem fazer nada para acabar com a situação, e que geralmente o perfil do agressor é de uma pessoa com autoestima muito elevada e despertando simpatia no seu grupo. 

Comenta-se também que o agressor pode ter sido vítima e passa a praticar o Bullying como forma de vingança, e escolhem as suas vítimas quando essas apresentam qualquer característica que a diferencia dos demais como problemas físicos ou psicológicos. Parece que os alvos recorrentes de Bullying nas escolas são alunos novatos. Uma pesquisa do Santos, (2014) revelou que quase um terço (32,6%) dos estudantes brasileiros informou já ter sofrido Bullying, sendo maioria das vítimas do sexo masculino. A maior proporção de ocorrências foi registrada em escolas privadas (35,9%), ao passo que nas públicas os casos atingiram 29,5% dos estudantes. 



Sabe-se que violência e agressões estão presente nas escolas de diversas formas, e todos estão envolvidos no processo educativo. A gravidade da questão se faz presente e urge uma busca soluções para esses problemas, até porque  desorganizam o processo de interações comportamentais, implicando nas relações entre as pessoas, levando as instituições à criação de agentes estressores culminando por adoecer a coletividade  escolar e a um ambiente como um todo.

Na tentativa de compreender mais sobre a questão buscar-se-á fundamentar-se na construção histórica do papel do pedagogo, já, que está diretamente envolvido com a dinâmica da escola, todos os acontecimentos podem estar sob sua orientação e supervisão, principalmente os de natureza pedagógica. (IVANOSKY et al, 2009).

O envolvimento de professores, pais e alunos é fundamental para a implementação de projetos de redução do Bullying, já que a participação de todos visa estabelecer normas, diretrizes e ações coerentes que devem priorizar a conscientização geral; o apoio às vítimas de Bullying, fazendo com que se sintam protegidas; a conscientização dos agressores sobre a incorreção de seus atos e a garantia de um ambiente escolar sadio e seguro (NETO, 2005). 

Aqueles que praticam Bullying são caracterizados pela impulsividade, dominação e não sentem nenhuma ou pouca empatia com relação aos alvos. Geralmente são mais fortes, maiores que seus alvos, com temperamento explosivo, baixa tolerância à frustração, agressivos, desafiantes, opositivos e relativamente populares (HEINRICHS, 2003). 

Por outro lado, Bernardini (2008), afirma que a inoperância docente possibilita a banalização da violência e corre-se o risco de manter esses episódios que cada vez mais interferem na construção de uma cultura pela paz nas escolas.



Violência, medo e intimidação, não devem ter lugar em contextos educativos, no entanto o Bullying é uma pratica generalizada que afeta negativamente a saúde e o bem-estar dos alunos. Haverá sempre as relações de poder em grupos sociais, em virtude de força, tamanho ou habilidade A definição exata do que constitui abuso dependerá socialmente do contexto cultural, mas isso é inevitável quando se examina o comportamento humano.

A homofobia e o assedio também são uma forma de Bullying e as respostas  individuais e sociais para tal diversidade variam enormemente: de hostilidade e perseguição a graus de aceitação e integração, e são refletidas na faixa de quadros legislativos e políticos que existem em diferentes países.

Essa agressividade atinge também alunos com algum tipo de necessidade especial, onde pode influenciar o desempenho acadêmico minimizando aspirações, aumentando a  ansiedade, perda da auto-estima, a confiança, depressão saúde física, automutilação e podendo até provocar sentimentos de alienação, absenteísmo e outros impactos negativos, tanto na educação quanto na saúde.

De acordo com Calbo et al., (2009) o Bullyng inclusive podendo até chegar ao ponto casos de  homicídios e suicídio muito constantemente nos adolescentes por conta da pressão que o adolescente vítima do Bullying sofre, seja inclusive por apelidos.

Nesse contexto sabe-se que o Bullying homofóbico é uma manifestação específica de comportamento e essa atitude precisa ser levado a sério, com respostas apropriadas ao contexto. Em alguns países, tanto o assédio sexual quanto o homofóbico seja nas instituições de ensino ou empresas, é considerado crime, enquanto o Bullying homofóbico é mais provável de ser considerado como uma questão educacional.

Por outro lado Bullying seja homofóbico ou não, jamais poderá ser tolerado em hipótese alguma. Quaisquer que sejam as circunstâncias, no trabalho, escola, ou lazer, todos os indivíduos têm direito a um ambiente de trabalho e ensino livre de assédio, discriminação. Essas pessoas nunca devem sentir-se culpadas ou embaraçadas, muito pelo contrário deverá procurar os seus direitos. 

Dando continuidade acreditamos que os direitos e garantias do cidadão segundo a Constituição Brasileira deveriam constar da missão de todas as empresas, assim como nas escolas e universidades. Art. 5º Constituição Federal de 1988. (BRASIL, 1988).

Contribuiu com este Artigo:




Enf. Prof. Ms. Dra. Maria Lucia Moura
Especialista em Docencia do Ensino Superior;
Especialista em Gestão no Programa Saúde da Familia;
Especialista em Enfermagem do Trabalho.






Referencias:

BERNARDINI HC. Representações sociais de Bullying por professores. Dissertação Universidade Estácio de Sá. Rio de Janeiro, 2008. Disponível em: http://portal.estacio.br/media/3485743/cristina-helena-bernardin-completa.pdf

BRASIL. Presidência da República. Casa Civil.  CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm

CALBO, Adriano Severo; BUSNELLO, Fernanda de Bastani; RIGOLI, Marcelo Montagner; SCHAEFER, Luiziana Souto; KRISTENSEN, Christian Haag. Bullying na escola: comportamento agressivo, vitimização e conduta pró-social entre pares. 2009.
GUIMARÃES, JR. Violência escolar e o fenômeno ‘bullying’. A responsabilidade social diante do comportamento agressivo entre estudantes. 2009. Disponível em: http://jusvi.com/artigos/41126 . .
HEINRICHS, RR.  A Whole-school approach to bullying: special considerations for chil dren with exceptionalities. Intervention in School and Clinics,.2003. Disponível em: http://isc.sagepub.com/content/38/4/195.abstract. 

IVANOSKI N; KASTELIC ESD; TONTINI L. O papel do pedagogo em relação ao Bull ying no interior da escola. ANAIS da VII Semana Acadêmica de Pedagogia e a da IV Jornada Pedagógica - Capitalismo, crises cíclicas e educação no Brasil: enfoques contem porâneos. Foz do Iguaçu, 2009. Disponível em: http://www.foz.unioeste.br/eventos/anaisviisap/textos/papeldopedagogoemrelacaoaobullying.pdf. 

NETO, AAL. Bullying: comportamento agressivo entre estudantes. Jornal de Pediatria, v. 81, n. 5 (supl.), p. S164-S172. 2005. Disponível em: http://www.mendeley.com/catalog/bullying-comportamento-agressivo-entre-estudantes-9/ 

SANTOS LM. Uma discussão sobre o Bullyng para uma sociedade sem ameaças, intimida ções e humilhações. Monografia. Universidade Estadual da Paraíba. Monteiro, PB, 2014. Disponível em: http://dspace.bc.uepb.edu.br/jspui/bitstream/123456789/9350/1/PDF%20-%20MARIA%20   DE %20 LOURDES%20SANTOS.pdf 


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