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O Acadêmico de Enfermagem e a Pesquisa científica

A enfermagem tem como base a arte do cuidar e, ainda que considerada uma profissão jovem, no Brasil vem crescendo a cada ano. Para sua...


A enfermagem tem como base a arte do cuidar e, ainda que considerada uma profissão jovem, no Brasil vem crescendo a cada ano. Para sua consolidação é necessário preservar seu conhecimento sempre atualizado, pois comparando-se a enfermagem com as demais áreas da saúde observa-se a necessidade de estimular produções de maior qualidade, ainda na formação acadêmica e uma das ferramentas mais importantes e usadas neste processo é a pesquisa científica. 

O objetivo deste trabalho é descrever como o aluno da graduação em enfermagem vislumbra a pesquisa científica e a importância da mesma na formação acadêmica e no que esse processo influencia no currículo quando o assunto é a inserção ao mercado de trabalho. 

De acordo com CARVALHO (1998), pesquisa pode ser definida como uma investigação sistemática para acrescentar ao saber corrente um conhecimento que seja a comunicável é verificável. E as teorias e o conhecimento gerados a partir de pesquisa em enfermagem são essenciais para o estabelecimento de uma base científica que garanta a qualidade do cuidado e a credibilidade profissional (MENDES, 1991). 

A realização deste artigo se dá pelo fato de perceber-se um declínio nas pesquisas na área da enfermagem, tendo em vista expor, através da literatura, os desafios e as dificuldades encontradas no quesito de atuação no dia a dia profissional ao longo de décadas e reforçar a importância das produções textuais para que o profissional possa adquirir reconhecimento e valorização. 

Uma estratégia para modificar esse quadro é incentivar os alunos a realizarem pesquisa científica na graduação. Para dar início a essa mudança as universidades introduziram, como parte integrante da grade curricular, o ensino de Metodologia da Pesquisa. Através das aulas teóricas e oficinas de desenvolvimento de textos. A lei de diretrizes e bases vem normatizar o ensino de pesquisa nas universidades nos cursos de graduação e pós-graduação através do projeto de lei (Lei Fed. n.9394/96) que determinou a aplicação da disciplina, por meio disto os alunos são introduzidos no mundo científico, sendo apresentados à base de dados e normas específicas para a produção do conhecimento. Outra disciplina também usada para a incentivar a pesquisa, de forma geral, são as monografias e o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). 

Apesar da pesquisa ser reconhecida como uma ferramenta essencial para o desenvolvimento profissional, pois fornece ao pesquisador, uma visão mais abrangente do tema discutido, possibilitando um senso crítico e reflexivo mais apurado, resultando em oportunidades de um embasamento mais sólido ao longo da carreira na enfermagem. Em contrapartida, esse conhecimento pode ser dividido com toda a sociedade, e principalmente por outros profissionais da saúde para que se possa alcançar o objetivo principal que é o bem-estar do cliente. 

METODOLOGIA 


Devido a importância e a relevância para a sociedade como um todo, foi escolhido falar sobre a pesquisa científica. Para este estudo foi adotado como método a revisão bibliográfica de caráter descritivo exploratório. Foi realizada através de consulta a fontes de base de dados como a biblioteca virtual da Saúde (BVS) e os critérios de inclusão foram: os conteúdos disponibilizados na íntegra, em suporte eletrônico, de trabalhos nacionais publicados, como critério de exclusão: as dissertações e teses que fugiam do tema ou em outro idioma. Foram utilizados também livros e textos da área da saúde que tratavam do tema em questão. A busca foi realizada através da utilização das palavras-chave: metodologia, pesquisa, cientifica, enfermagem. 

O levantamento em fontes de dados resultou em 32 estudos, sendo analisados somente aqueles que discutiam especificamente a temática, ou seja, 18 artigos e um livro. Dentre os artigos analisados temos: 08 revisões bibliográficas; 05 pesquisas de caráter quantitativo; 01 estudos quantitativos transversal de caráter descritivo, 01 documental, 03 qualitativos e 01 publicação em livro. Para a exclusão foi-se levado em consideração: produções em duplicidade; produções em idiomas diferentes ao Português; produções voltadas à demais áreas da saúde e produções que fugiam da proposta deste artigo. 

Após o levantamento bibliográfico, realizou-se a leitura do material encontrado, obtendo uma visão geral. Em seguida, efetuou-se a leitura detalhada e seletiva, definindo os textos a serem analisados. Após esse momento, os textos foram analisados tomando por base o tema pesquisa científica onde os resultados foram discutidos.

RESULTADOS E DISCUSSÃO 


Pesquisa na Graduação.

A introdução do aluno de enfermagem no âmbito da pesquisa tem se mostrado de fundamental importância, pois, de acordo com Mendes (1991) as teorias e o conhecimento gerados a partir de pesquisa em enfermagem são essenciais para o estabelecimento de uma base científica que garanta a qualidade do cuidado e a credibilidade profissional. 

A formação de pesquisadores necessita ter início na graduação, uma vez que nessa etapa deve-se ser apresentada e valorizada a cultura do consumo e produção de pesquisa. Tendo em vista que “somente com esforços para capacitação de quem se inicia no caminho da pesquisa será possível garantir o crescimento, a qualidade, a continuidade e a valorização da produção de conhecimento na área” (GIACCHERO; MIASSO, 2006). 

Corroborando com os autores acima citados, a pesquisa é de suma importância para a existência de qualquer área. Na enfermagem isso tem se mostrado uma ferramenta indispensável, até mesmo para consolidar a arte do cuidar, para avaliar o cliente de forma holística, não só na assistência durante o processo de doença. 

É possível citar vários autores relatando a importância deste processo, como Gomes & Sanna (2004) que declaram que a Iniciação Científica é  fornecedora de noções teóricas e metodológicas de pesquisa, suscitando ao aluno da graduação a capacidade de pensar e o espírito questionador e PINEDA et al., (1987) que expõe o fato de que para todo profissional de saúde exige-se o exercício de pesquisar em seu campo de atuação e que se faça da pesquisa uma ferramenta que o auxilie no planejamento e conduza suas ações de cuidados à população e a seus pacientes de forma geral. 

Alguns estudos transversais, com abordagem quantitativa demonstram que, os alunos não se sentem atraídos pela pesquisa por falta de conhecimento sobre a matéria, por falta de incentivo das universidades e/ou por falta de preparo dos docentes que foram designados para serem seus tutores. Também é notado que alunos provenientes da própria área da enfermagem, oriundos dos auxiliares e técnicos em enfermagem, que, por muitas vezes, enfrentam dupla jornada de trabalho se veem desestimulados pelo cansaço ou falta de tempo para desenvolver projetos de pesquisa.

Além dos itens apresentados, existem outros modos de incentivo, como os grupos de pesquisa e os núcleos de ensino e pesquisa (NEP), ainda que sejam restritos, a maioria, se encontram em instituições públicas e federais. Outra dificuldade é o número reduzido de docentes capacitados para auxiliar os alunos no desenvolvimento de pesquisas.

Pesquisa em Enfermagem. 

Hoje, em nosso país, é possível observar um número crescente de universidades com abertura de vagas em diversas áreas. Na área da saúde não tem sido diferente, ocorre uma crescente busca pelo curso de enfermagem. Em 2015, foi realizada uma pesquisa sobre o perfil da enfermagem no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), a pedido do Conselho federal de Enfermagem (COFEN). Na área da saúde, são cerca de 3,5 milhões de profissionais, sendo que destes 1,7 milhões são profissionais de enfermagem. O mesmo estudo demonstra que a maior parte da enfermagem trabalha no setor público (59,3%), privado (31,8%), filantrópica (14,6%) e (8,2%) na docência. Dentre as regiões do Brasil, 53,9% dos profissionais estão na região sudeste. Outro aspecto da mesma pesquisa mostra que 65,9% dos estudantes de nível superior já demonstram uma dificuldade para arrumar emprego e 10,1% relatam estar desempregados a mais de 12 meses (FIOCRUZ, 2015). 

Mendes & Trevizan (1983) informam que o despreparo do enfermeiro com relação a elaboração de pesquisas e a aplicação do produto das mesmas à prática deriva-se da pequena ênfase dada a este aspecto no currículo dos graduandos, em relação aos conteúdos de metodologia de pesquisa e à falta de cursos de especialização sobre metodologia de pesquisa para enfermagem. Todavia, passados aproximadamente treze anos desde tais colocações, esses aspectos ainda merecem ponderação, uma vez que poucas mudanças foram notadas. Os enfermeiros docentes resistem argumentando sobre a importância desse conhecimento nos cursos de graduação, como se é possível observar nas discussões e oficinas de trabalho de vários Seminários Nacionais de Pesquisa em Enfermagem. 

Quanto ao profissional inserido no mercado de trabalho o fato da baixa valorização e reconhecimento das pesquisas em enfermagem pela sociedade vem dificultando a produção dos estudos. A maioria das pesquisas acerca da assistência de enfermagem é desenvolvida por profissionais que atuam na área e estes queixam-se que a instituição onde trabalham não os dispensam para gerar esses projetos pois não compreender a necessidade de tais. Essa realidade é diferente quando se trata de hospitais de ensino, pois vários deles atribuem alguma carga horária semanal destinada ao estudo, desde que o enfermeiro esteja regularmente matriculado em algum programa de pós-graduação. Outro fator que desmotiva os enfermeiros a pesquisar é o fato de não conseguirem aplicar o conhecimento às práticas de seu dia a dia, pois ainda há essa dicotomia entre teoria e prática (CARNAUBA, 2016). 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Após a análise dos estudos, foi possível perceber que existe um grande déficit de produções, referente a artigos, na área da enfermagem. Os alunos da graduação veemm a pesquisa científica como uma grande dificuldade, seja por desconhecerem as formas de realizála, ou falta de empatia pelo processo de pesquisa ou escassez de incentivo. Cabe às universidades oferecerem recursos para que esses alunos sejam levados a conhecer a metodologia e sejam inseridos em grupos de pesquisas.  

Outra dificuldade observada é a carência de professores específicos para direcionar os alunos para realização de seus projetos literários. 

Durante as leituras, foi possível observar que as produções, em sua grande maioria, são as monografias obrigatórias, como parte fundamental para conclusão acadêmica. 

A enfermagem tem sua independência profissional consolidada como a arte de cuidar e para que essa luz permaneça acesa é necessário o empenho por parte dos profissionais de enfermagem em realizar pesquisas, empenhando-se desde a graduação, esforçando-se a buscar recursos não apenas nas instituições públicas, mas também na iniciativa privada.

REFERÊNCIAS  
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CARNAÚBA, Flávia Pereira. Enfermagem e ciência. Londrina: V Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2016.  

CARVALHO, Emília Campos de. A produção do conhecimento em enfermagem. Revista Latino Americana de Enfermagem, São Paulo, v. 6, n. 1, p.119-122, jan. 1998. 

CASSIANI, Silvia Helena de Bortoli; RODRIGUES, Liliane Passarelli. O ENSINO DA METODOLOGIA CIENTÍFICA EM OITO ESCOLAS DE ENFERMAGEM DA REGIÃO SUDESTE. Revista Latino-americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 6, n. 2, p.73-81, abr. 1998.  

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GIACCHERO, Kelly Graziani; MIASSO, Adriana Inocenti. A produção científica na graduação em enfermagem (1997 a 2004): análise crítica. Revista Eletrônica de Enfermagem, Goiânia, v. 3, n. 8, p.431-440, 2006.  

GOMES, Maria Magda Ferreira; SANNA, Maria Cristina. A pesquisa em enfermagem no congresso de iniciação científica de uma universidade de São Paulo. Revista Brasileira de Enfermagem, [s.l.], v. 57, n. 5, p.574-578, out. 2004.  

GONZÁLEZ-CHORDÁ, Víctor Manuel; MACIÁ-SOLER, María Loreto. Avaliação da qualidade do processo ensino-aprendizagem no curso de graduação em Enfermagem. Revista Latino-americana de Enfermagem, [s.l.], v. 23, n. 4, p.700-707, ago. 2015.  

GUEDES, Glauteice Freitas et al. Ensino clínico na enfermagem: a trajetória da produção científica. Revista brasileira de enfermagem, Brasília, v.62, n2, p283-286, mar/abr.2009. 

LUCHESI, Luciana Barizon; AMORIN, Wellington Mendonça de; PORTO, Fernando.   ENSINO DA METODOLOGIA DE PESQUISA EM HISTÓRIA DA ENFERMAGEM: AVALIAÇÃO DE ESTRATÉGIA PEDAGÓGICA PARA A GRADUAÇÃO. Rio de Janeiro: Rev. de Pesq.: Cuidado é Fundamental Online, v. 1, n. 2, 2009. 

MAZON, L.; TREVIZAN, M. A. FECUNDANDO O PROCESSO DA INTERDISCIPLINARIDADE NA INICIAÇÃO CIENTÍFICA. Rev Latino-americana de Enfermagem, São Paulo, v, n. 9, p.83-87, jul. 2011. 

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Contribuíram com este artigo:

Tayná Oliveira de Almeida

Acadêmica de Enfermagem pela Faculdade Anhanguera de Taubaté. Idealizadora e membro do Comitê Acadêmico de Enfermagem da Faculdade Anhanguera un 1 - Taubaté


Alen Cleber Monteiro

Técnico em enfermagem formado pelo Senac Taubaté em 2007.
Atuou durante 5 anos em UTI coronariana, e 3 anos em sala de emergência no Hospital Municipal de São José do Campos. 
Atualmente: técnico em enfermagem no SAMU com enfoque na Unidade de Suporte Básico; Laboratório de hemodinâmica com ênfase em pacientes cardiológicos; e acadêmico do 7° semestre de Enfermagem pela Faculdade Anhanguera de Taubaté

COMENTÁRIOS

Nome

Auditoria,8,Centro Cirúrgico,22,Dicas de Saúde,11,Doenças,41,Medicamentos,27,Publieditorial,4,Relacionados à Enfermagem,123,Relacionados à Saúde,125,Técnicas de Enfermagem,38,
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Enfermagem: O Acadêmico de Enfermagem e a Pesquisa científica
O Acadêmico de Enfermagem e a Pesquisa científica
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Enfermagem
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