Faça como Milhares de Outras Pessoas, Cadastre-se e Receba Atualizações Diretamente em seu e-mail!

Recomendações para cateteres periféricos, ANVISA 2017



Como é bom divulgar informações para qualificar a assistência! A ANVISA divulgou as Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde, 2017. E estaremos abordando as principais recomendações para Cateteres Periféricos.

Higiene das mãos

Higienizar as mãos antes e após a inserção de cateteres e para qualquer tipo de manipulação dos dispositivos.
a) Higienizar as mãos com água e sabonete líquido quando estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue e outros fluidos corporais.
b) Usar preparação alcoólica para as mãos (60 a 80%) quando as mesmas não estiverem visivelmente sujas.
c) O uso de luvas não substitui a necessidade de higiene das mãos.

Seleção do cateter e sítio de inserção

Selecionar o cateter periférico com base no objetivo pretendido, na duração da terapia, na viscosidade do fluido, nos componentes do fluido e nas condições de acesso venoso.
Não usar cateteres periféricos para infusão contínua de produtos vesicantes, para nutrição parenteral com mais de 10% de dextrose ou outros aditivos que resultem em osmolaridade final acima de 900 mOsm/L, ou para qualquer solução com osmolaridade acima de 900 mOsm/L24-26.

Para atender à necessidade da terapia intravenosa devem ser selecionados cateteres de menor calibre e comprimento de cânula:
a) Cateteres com menor calibre causam menos flebite mecânica (irritação da parede da veia pela cânula) e menor obstrução do fluxo sanguíneo dentro do vaso. Um bom fluxo sanguíneo, por sua vez, ajuda na distribuição dos medicamentos administrados e reduz o risco de flebite química (irritação da parede da veia por produtos químicos).

Agulha de aço só (scalp / butterfly) deve ser utilizada para coleta de amostra sanguínea e administração de medicamento em dose única, sem manter o dispositivo no sítio.

Em adultos, as veias de escolha para canulação periférica são as das superfícies dorsal e ventral dos antebraços. As veias de membros inferiores não devem ser utilizadas a menos que seja absolutamente necessário, em virtude do risco de embolias e tromboflebites.

Para pacientes pediátricos, selecione o vaso com maior probabilidade de duração de toda a terapia prescrita, considerando as veias da mão, do antebraço e braço (região abaixo da axila), evite a área anticubital.

Para crianças menores de 03 (três anos) também podem ser consideradas as veias da cabeça. Caso a criança não caminhe, considere as veias do pé. Considerar a preferência do paciente para a seleção do membro para inserção do cateter, incluindo a recomendação de utilizar sítios no membro não dominante. Evitar região de flexão, membros comprometidos por lesões como feridas abertas, infecções nas extremidades, veias já comprometidas (infiltração, flebite, necrose), áreas com infiltração e/ou extravasamento prévios, áreas com outros procedimentos planejados.


Preparo da pele

Um novo cateter periférico deve ser utilizado a cada tentativa de punção no mesmo paciente.

Em caso de sujidade visível no local da futura punção, removê-la com água e sabão antes da aplicação do antisséptico. O sítio de inserção do cateter intravascular não deverá ser tocado após a aplicação do antisséptico (técnica do no touch). Em situações onde se previr necessidade de palpação do sítio calçar luvas estéreis.
Realizar fricção da pele com solução a base de álcool: gliconato de clorexidina > 0,5%, iodopovidona – PVP-I alcoólico 10% ou álcool 70%.  
a) Tempo de aplicação da clorexidina é de 30 segundos enquanto o do PVPI é de 1,5 a 2,0 minutos. Indica-se que a aplicação da clorexidina deva ser realizada por meio de movimentos de vai e vem e do PVPI com movimentos circulares (dentro para fora).
b) Aguarde a secagem espontânea do antisséptico antes de proceder à punção.

A remoção dos pelos, quando necessária, deverá ser realizada com tricotomizador elétrico ou tesouras. Não utilize laminas de barbear, pois essas aumentam o risco de infecção.

Limitar no máximo a duas tentativas de punção periférica por profissional e, no máximo, quatro no total.
a) Múltiplas tentativas de punções causam dor, atrasam o início do tratamento, comprometem o vaso, aumentam custos e os riscos de complicações.

Estabilização

Significa preservar a integridade do acesso, prevenir o deslocamento do dispositivo e sua perda.
A estabilização dos cateteres não deve interferir na avaliação e monitoramento do sítio de inserção ou dificultar/impedir a infusão da terapia.
A estabilização do cateter deve ser realizada utilizando técnica asséptica.
Não utilize fitas adesivas e suturas para estabilizar cateteres periféricos.
a) É importante ressaltar que fitas adesivas não estéreis (esparadrapo comum e fitas do tipo microporosa não estéreis, como micropore) não devem ser utilizadas para estabilização ou coberturas de cateteres.
b) Rolos de fitas adesivas não estéreis podem ser facilmente contaminados com microorganismos patogênicos.
c) Suturas estão associadas a acidentes percutâneos, favorecem a formação de biofilme e aumentam o risco de IPCS.
Considerar dois tipos de estabilização dos cateteres periféricos: um cateter com mecanismo de estabilização integrado combinado com um curativo de poliuretano com bordas reforçadas ou um cateter periférico tradicional combinado a um dispositivo adesivo específico para estabilização.

Coberturas

Os propósitos das coberturas são os de proteger o sítio de punção e minimizar a possibilidade de infecção, por meio da interface entre a superfície do cateter e a pele, e de fixar o dispositivo no local e prevenir a movimentação do dispositivo com dano ao vaso. Qualquer cobertura para cateter periférico deve ser estéril, podendo ser semioclusiva (gaze e fita adesiva estéril) ou membrana transparente semipermeável.
a) Utilizar gaze e fita adesiva estéril apenas quando a previsão de acesso for menor que 48h. Caso a necessidade de manter o cateter seja maior que 48h não utilizar a gaze para cobertura devido ao risco de perda do acesso durante sua troca.

A cobertura não deve ser trocada em intervalos pré-estabelecidos. A cobertura deve ser trocada imediatamente se houver suspeita de contaminação e sempre quando úmida, solta, suja ou com a integridade comprometida. Manter técnica asséptica durante a troca.
Proteger o sítio de inserção e conexões com plástico durante o banho.

Flushing e manutenção do cateter periférico

Realizar o flushing e aspiração para verificar o retorno de sangue antes de cada infusão para garantir o funcionamento do cateter e prevenir complicações.
Realizar o flushing antes de cada administração para prevenir a mistura de medicamentos incompatíveis.
Utilizar frascos de dose única ou seringas preenchidas comercialmente disponíveis para a prática de flushing e lock do cateter.
a) Seringas preenchidas podem reduzir o risco de ICSRC e otimizar o tempo da equipe assistencial.
b) Não utilizar soluções em grandes volumes (como, por exemplo, bags e frascos de soro) como fonte para obter soluções para flushing.

Utilizar solução de cloreto de sódio 0,9% isenta de conservantes para flushing e lock dos cateteres periféricos.
a) Usar o volume mínimo equivalente a duas vezes o lúmen interno do cateter mais a extensão para flushing. Volumes maiores (como 5 ml para periféricos e 10 ml para cateteres centrais) podem reduzir depósitos de fibrina, drogas precipitadas e outros debris do lúmen. No entanto, alguns fatores devem ser considerados na escolha do volume, como tipo e tamanho do cateter, idade do paciente, restrição hídrica e tipo de terapia infusional. Infusões de hemoderivados, nutrição parenteral, contrastes e outras soluções viscosas podem requerer volumes maiores.
b) Não utilizar água estéril para realização do flushing e lock dos cateteres.

Avaliar a permeabilidade e funcionalidade do cateter utilizando seringas de diâmetro de 10 ml para gerar baixa pressão no lúmen do cateter e registrar qualquer tipo de resistência.
a) Não forçar o flushing utilizando qualquer tamanho de seringa. Em caso de resistência, avaliar possíveis fatores (como, por exemplo, clamps fechados ou extensores e linhas de infusão dobrados).
b) Não utilizar seringas preenchidas para diluição de medicamentos.

Utilizar a técnica da pressão positiva para minimizar o retorno de sangue para o lúmen do cateter.
a) O refluxo de sangue que ocorre durante a desconexão da seringa é reduzido com a sequência flushing, fechar o clamp e desconectar a seringa. Solicitar orientações do fabricante de acordo com o tipo de conector valvulado utilizado.
b) Considerar o uso da técnica do flushing pulsátil (push pause). Estudos in vitro demonstraram que a técnica do flushing com breves pausas, por gerar fluxo turbilhonado, pode ser mais efetivo na remoção de depósitos sólidos (fibrina, drogas precipitadas) quando comparado a técnica de flushing contínuo, que gera fluxo laminar.

Realizar o flushing e lock de cateteres periféricos imediatamente após cada uso.

Cuidados com o sítio de inserção

Avaliar o sítio de inserção do cateter periférico e áreas adjacentes quanto à presença de rubor, edema e drenagem de secreções por inspeção visual e palpação sobre o curativo intacto e valorizar as queixas do paciente em relação a qualquer sinal de desconforto, como dor e parestesia. A frequência ideal de avaliação do sítio de inserção é a cada quatro horas ou conforme a criticidade do paciente.
a) Pacientes de qualquer idade em terapia intensiva, sedados ou com déficit cognitivo: avaliar a cada 1 – 2 horas.
b) Pacientes pediátricos: avaliar no mínimo duas vezes por turno.
c) Pacientes em unidades de internação: avaliar uma vez por turno.

Remoção do cateter

A avaliação de necessidade de permanência do cateter deve ser diária.
Remover o cateter periférico tão logo não haja medicamentos endovenosos prescritos e caso o mesmo não tenha sido utilizado nas últimas 24 horas.
O cateter periférico instalado em situação de emergência com comprometimento da técnica asséptica deve ser trocado tão logo quanto possível.
Remover o cateter periférico na suspeita de contaminação, complicações ou mau funcionamento.

Tempo de troca do cateter periférico

Rotineiramente o cateter periférico não deve ser trocado em um período inferior a 96 h. A decisão de estender a frequência de troca para prazos superiores ou quando clinicamente indicado dependerá da adesão da instituição às boas práticas recomendadas nesse documento, tais como: avaliação rotineira e frequente das condições do paciente, sítio de inserção, integridade da pele e do vaso, duração e tipo de terapia prescrita, local de atendimento, integridade e permeabilidade do dispositivo, integridade da cobertura estéril e estabilização estéril.
Para pacientes neonatais e pediátricos, não trocar o cateter rotineiramente. Porém, é imprescindível que os serviços garantam as boas práticas recomendadas neste documento, tais como: avaliação rotineira e frequente das condições do paciente, sítio de inserção, integridade da pele e do vaso, duração e tipo de terapia prescrita, local de atendimento, integridade e permeabilidade do dispositivo, integridade da cobertura estéril e estabilização estéril.

Fonte: ANVISA, Medidas de Prevenção de InfecçãoRelacionada à Assistência à Saúde, 2ª Edição - 2017. (PAGINA 02: É permitida a reprodução parcial ou total dessa obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial).


CLIQUE AQUI e conheça todos os temas que já postamos ]

Salinizar ou Heparinizar cateteres venosos periféricos?



A terapia intravenosa é um importante recurso terapêutico, sendo indicada para a maioria dos pacientes hospitalizados, sendo condição prioritária para o seu atendimento. E um evento frequentemente observado é a obstrução dos cateteres venosos devido à formação de coágulos ou precipitado de fármacos.

Segundo o parecer do COREN-SP, o uso do SF 0,9% para salinização dos cateteres venosos periféricos tem sido muito recomendado para manutenção da permeabilidade e prevenção de complicações decorrentes de associação medicamentosa. Apresentando como vantagem menor custo que a heparinização, além de ser um procedimento mais simples e de eliminar a possibilidade de incompatibilidade com as drogas e soluções administradas. Além disso, elimina o risco de alergia, trombocitopenia e hemorragia.



A heparina interage com a antitrombina, formando um complexo ternário que inativa várias enzimas da coagulação, tais como os fatores da coagulação (II, IX e X) e mais significativamente a trombina. Assim recomenda-se que sua concentração seja a menor possível para manter a permeabilidade do cateter.

A escolha do método depende das rotinas das instituições e se for indicado o uso da heparina, recomenda-se que a concentração não cause anticoagulação sistêmica, aumentando o risco de hemorragias.

Estudos feitos com base em uma revisão sistemática com meta análise e uso da solução salina e heparina, evidenciou não  haver diferença na permeabilidade e prevenção de obstrução de cateteres,  com uso de SF 0,9% e heparina em acessos venosos. Porém nos acessos arteriais o uso da heparina prolonga o tempo de permeabilidade e redução dos coágulos.

Independente da solução, é importante exercer uma pressão positiva na hora de injetar a solução e fechamento rápido do sistema ou uso de dispositivo com válvula antirefluxo na luz do cateter.

Vale ressaltar que além da infusão intermitente, o uso de lavagens (flush) em cateteres de infusão contínua também é recomendado, com o objetivo de manter a permeabilidade do cateter e evitar infecções de corrente sanguínea relacionada ao cateter através da redução do biofilme.

A prescrição da salinização e heparinização dos cateteres podem ser feitas pelo enfermeiro, desde que haja previsão no protocolo institucional, conforme legislação do exercício profissional.

Quanto à execução da Permeabilização do Cateter Venoso Periférico:

Indicações:
- Antes e após a cada administração de medicamentos;
- Após a administração de sangue e derivados;
- Quando converter de infusão continua para intermitente;
- A cada 12 horas quando o dispositivo não for usado

Material Necessário (salinização)
- 01 Par de luvas de procedimento;
- 01 ampola de S.F. 0,9%;
- 01 seringa de 10ml;
- 01 agulha 41X12;
- 02 álcool Swab;
- 01 bandeja;
- Fixador ou Micropore

Técnica:
Realizar a higienização das mãos;
- Separar o material necessário;
- Aspirar a solução fisiológica a 0,9% na seringa de 10 ml;
- Fazer a desinfecção da via com álcool swab;
- Aspirar o dispositivo para confirmar o fluxo do cateter;
- Administrar um volume mínimo de ao menos 2 (duas) vezes o volume da
capacidade do cateter (priming);
- Fazer a desinfecção da via após o procedimento com álcool swab;
- Fechar a via com oclusor (tampinhas) estéreis (conector valvulado para manter sistema fechado);
- Desprezar o material utilizado em local apropriado;
- Realizar a higienização das mãos;
- Realizar checagem e anotações em prontuário.



A importância da Auditoria em Serviços de Saúde



A importância da Auditoria em Serviços de Saúde e o Bom Relacionamento em prol da otimização em processos

De tempos em tempos ouve-se expressões do tipo: Lá vem o Auditor (a)! Ou: Se a Auditoria pegar! Ou ainda: O que eu fiz de errado? Ou mais ainda: A culpa não foi minha!

Devemos encarar todas as equipes como verdadeiros parceiros, caminhamos juntos para o alcance de objetivos únicos, aprendemos todos os dias e não podemos generalizar o perfil de cada profissional, porém, temos certeza de uma coisa: As Equipes de Auditoria da Instituição Hospitalar ou da Operadora devem apurar cada vez mais a qualidade da prestação dos serviços em Saúde, o que é retratada em forma de “prontuário do paciente”.

É muito importante o entendimento das atividades do profissional Auditor, a razão pelo qual necessita de todas as informações contidas em cada página do prontuário, afinal quando se trata de saúde temos na prática que o Atendimento Executado é Atendimento Registrado, assim como determina a Resolução Cofen 311/07 – Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem:
Art. 68 Registrar no prontuário, e em outros documentos próprios da Enfermagem, informações referentes ao processo de cuidar da pessoa.
A classe predominante na Auditoria são de Enfermeiros, porém, Médicos, Dentistas, Fisioterapeutas, entre outros atuantes que são tão importantes quanto, porém, cada classe regida por suas resoluções e seu foco de análise.

Desta forma, a Equipe de Auditoria analisa também as elegibilidades, as guias de autorizações, os códigos dos procedimentos clínicos ou cirúrgicos liberados regulados pela Agência Nacional de Saúde (ANS) assim como as diárias, honorários, taxas dos serviços, as valorizações de todos os materiais e medicamentos e suas pertinências técnicas, respeitando sempre as limitações e negociações contratuais das Operadoras de Saúde e o SUS, que garantem a assistência correta ao paciente.

Uma das ferramentas da qualidade mais eficientes para monitorar um sistema de gestão em saúde é a Auditoria, pois, bem aplicada, identifica não conformidades no serviço avaliado, sendo executada por profissionais capacitados que apresentam, além do conhecimento técnico científico, atributos como imparcialidade, prudência e diplomacia, por meio de pareceres embasados por leis, portarias e resoluções (Noronha e Salles, 2004)

Através dos variáveis formatos de indicadores é possível analisar possibilidades de melhorias nos processos, consequentemente nas contas hospitalares que podem resultar na otimização e realidade do Faturamento, afinal é o Auditor quem fornece pareceres técnicos no ato das negociações em contas hospitalares, por isso é essencial alto nível de apoio, com foco nos resultados dos processos tanto administrativos, como assistenciais. 

Até aqui conhecemos um pouco sobre o Universo da Auditoria em Saúde e a importância da diplomacia com imparcialidade no relacionamento para trocas e somas de experiências entre as equipes com objetivo de alcance na qualidade na assistência e melhorias de processos.

Até Breve!


REFERÊNCIAS
http://www.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2012/03/resolucao_311_anexo.pdf Acesso 19 Mar. 2017
NORONHA F. M.; Salles D. M. T. A ferramenta auditoria aplicada à odontologia. CONGRESSO VIRTUAL BRASILEIRO DE ADMINISTRAÇÃO, 2004. Disponível em: http://www.convibra.com. br/2004/pdf/130.pdf. Acesso em: 19 Mar. 2017.


Contribuiu com este Artigo:

Alexandra Garcia

RX Consultoria e Serviços 
Implantação dos serviços de auditoria em saúde, integração e treinamentos.
22 anos de experiência em saúde suplementar.
Enfermeira e gestora em recursos humanos 
Pós graduada em enfermagem do trabalho e auditoria em saúde com extensão pela FGV de SP.
e-mail: auditoria_saude@outlook.com

Princípios de atendimento emergencial



Todos os dias vemos nos noticiários casos de mortes vindas de acidentes que poderiam ser evitados. E uma das coisas que contribuem para estes acontecimentos é a falta de conhecimentos, principalmente coisas básicas que muitas vezes são pequenos detalhes que fazem grande diferença para salvar vidas.

Como estamos na era do conhecimento, saber "um pouco de cada coisa" é sempre bom quando o assunto é salvar vidas.

Devido a isso, saber como proceder um casos de emergências nos motiva á saber mais e nos deixa mais seguros e  confiantes do que se deve ou não fazer em cada caso, tendo a oportunidade de ajudar de forma assertiva em qualquer situação.


Como proceder  inicialmente?

Suponha que ao caminhar

Novo calendário Vacinal 2017


Ministério da Saúde amplia vacinação em todas as faixas etárias

Os postos de saúde de todo o país já estão com o novo calendário de vacinação para 2017. Neste ano, foi ampliado o público-alvo de seis vacinas: tríplice viral, tetra viral, dTpa adulto, HPV, Meningocócica C e hepatite A.

HEPATITE A – A vacina hepatite A passa a ser disponibilizada para crianças até 5 anos de idade. Antes, a idade máxima era até 2 anos. Essa vacina é altamente eficaz, com taxas de soroconversão de 94% a 100%. Em países que adotaram o esquema de vacinação com uma dose, houve controle da incidência da doença, principalmente em creches e instituições semelhantes, proporcionando proteção de rebanho para a população geral. Além disso, estudos também têm demonstrado que, em cerca de 95% dos vacinados, há produção de anticorpos em níveis protetores, quatro semanas após a vacinação com uma dose.



TETRA VIRAL (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) – Em 2017, para as crianças, há ampliação da oferta da vacina tetra viral, passando a ser administrada de 15 meses até quatro anos de idade. Antes era administrada na

Enfermagem do Trabalho



O ambiente competitivo em que as empresas estão inseridas faz com que muitos gestores não detenham suas atenções quanto ao ambiente de trabalho oferecido a seus empregados e consequentemente não percebem os danos a que estão expondo seus funcionários em seu meio de trabalho, ao meio ambiente e às comunidades.

As organizações devem garantir que suas operações e atividades sejam realizadas de maneira segura e saudável para os seus empregados, atendendo aos requisitos legais de saúde e segurança, regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e Normas Regulamentadoras que tratam de Segurança e Saúde ocupacional. Assim, o sistema de gestão atua no comprometimento e atendimento aos requisitos legais e regulatórios, podendo trazer inúmeros benefícios tanto do ponto de vista financeiro quanto do ponto de vista motivacional.

A luta por segurança, higiene e saúde do trabalhador, assuntos estes que vêm sendo discutidos por diversas categorias profissionais, tais como engenharia e segurança do trabalho, da medicina do trabalho, da ergonomia, da psicologia e outras áreas do conhecimento humano, onde se reconhece a importância do ambiente de trabalho saudável.

Nossa “DESUNIÃO, nos causa “DESVALORIZAÇÃO”



É uma triste realidade, nossa categoria é desunida. Eu que vos escrevo não me isento da culpa, também faço parte da equipe de enfermagem e por algumas vezes de uma forma ou de outra já contribui para esta triste realidade.

Somos imediatistas, e muitas vezes nós profissionais, auxiliares, técnicos e enfermeiros nos “pegamos” em determinadas situações que sem medir as consequências acabamos criticando colegas de profissão, aceitamos trabalhar por mísera remuneração, sem privar de ética repercutimos fofocas e notícias que desabonam nossos pares. Em outras palavras, nós mesmos somos os principais responsáveis por “expor” nossa profissão.



Não devemos deixar de lutarmos por nossas melhorias, ter forças para almejar conquistas, afinal somos uma categoria grande e forte, e temos poder de mudar a situação caótica em que nós profissionais da saúde nos encontramos (baixa remuneração, carga horária abusiva e vários empregos, depressão, estresse, dores articulares e emocionais).

Deveríamos nos preocupar cada vez mais com nossa formação, aprimoramento contínuo para prestar assistência de qualidade independente da estrutura do local onde trabalhamos buscar sempre fazer o melhor.  

Penso que só começaremos a mudar esta situação com o fortalecimento de nossa categoria, ter ética profissional e união, postura e comprometimento visando o bem comum. Evitar julgamentos e criticas e se preocupar na melhor assistência aos nossos clientes.

Sem a enfermagem não se faz saúde! Estamos presentes em ambulatórios, UBS, clínicas, hospitais, enfim, nos mais diversos locais que necessitam de assistência de saúde. Somos donos de mão de obra especializada, temos “dom” do cuidar, e para VALORIZAÇÃO, somente com a UNIÃO.

“Não estou generalizando, mas infelizmente é uma realidade! Não se sintam ofendidos, peço desculpas de antemão e me coloco entre a categoria”.


Contribuiu com este Artigo:


José Edval Galdino
Enfermeiro, especialista em Enfermagem do Trabalho, cursando pós graduação em Saúde Coletiva.
Contatos: e-mail: jose.enfermeiro@yahoo.com.br 
Fone: (43) 99944-1735

Assistência ao Idoso com demência: Protocolo de Atendimento





Primeiramente, deve ser feita uma avaliação multidimensional global, ser caracterizado o quadro da pessoa idosa e traçado o plano de cuidados.
  • Orientar a família e cuidadores sobre o quadro atual e cuidados necessários.
  • Implementar programa de reabilitação, conforme a realidade, para recuperar as habilidades, desbloquear as funções cognitivas comprometidas, estimular a socialização; e do grupo de apoio familiar é de conscientizar quanto aos sintomas da demência fornecendo esclarecimento e discussão de soluções práticas, resgatar a relação paciente/familiar, prevenir doenças dos cuidadores/familiar (grupo de apoio), redução da interdependência, despertar interesses variados, afetividade, orientação para a realidade, estimular a segurança, preparar para complicações e até óbito entre muitos outros objetivo que por fim auxiliam na melhora da qualidade de vida tanto do paciente como do cuidador/ familiares.
  • Estabelecer as prioridades do tratamento. Conhecer o incômodo que a doença representa para o idoso. Considere-o ao prescrever.

Sobre prescrições
  • Evite sempre que possível tratar sinais e sintomas sem procurar esclarecer a causa, como nos casos de anemia, agitação e confusão mental.
  • Um efeito colateral não deve ser tratado com outro medicamento. Isso estabelece o efeito “cascata”: usa-se um remédio para tratar o mal que outro causou, sem resolver o problema que motivou a prescrição.
  • O medicamento é realmente necessário? Já foram tentadas medidas não farmacológicas?
  • Simplifique a sua receita. Conheça as razões que te levaram a prescrever. Elas ainda são necessárias? Se não for mais, esclareça e retire.
  • Antes de iniciar a medicação certifique-se de que é realmente indispensável ou pode ser substituída por tratamento tópico ou medidas para reabilitação física.
  • Comece a usar as drogas sempre em doses mais baixas, habitualmente os idosos respondem muito bem a doses consideradas subterapêuticas para o adulto.
  • Aumente a dose da medicação gradativamente, de acordo com a resposta e a sensibilidade do paciente.
  • Evite o uso de drogas que necessitem de várias tomadas por dia, geralmente não têm boa aceitação e favorecem erros.
  • Estabeleça os objetivos do tratamento e o tempo; analise periodicamente a prescrição, revendo a necessidade de modificá-la.
  • Informe e esclareça o idoso e familiares sobre os remédios e os possíveis efeitos colaterais.
  • Nunca diga ao idoso que deverá tomar um remédio para sempre, podem considerar esta recomendação para todos os medicamentos prescritos, dificultando muitas vezes a retirada de medicação desnecessária bem como o ajuste posológico.
  • Estabeleça contato com outros profissionais que estejam cuidando do idoso, evitando o uso de drogas semelhantes e interações medicamentosas.
  • Acompanhe sempre o tratamento e peça aos familiares para que te informe acerca do aparecimento de sintomas.
  • Peça ao idoso para trazer os medicamentos que está usando – prescritos e não prescritos.
  • Pergunte sempre pela medicação para dormir. Medicamentos usados por muito tempo nem sempre são lembrados...
  • Altere uma droga de cada vez. Isso facilitará o entendimento de efeitos colaterais e ou benefícios de cada uma.
  • Prescreva o medicamento que você conheça bem, de menor custo, de fácil manuseio e posologia mais cômoda.
  • Prescrever para uma pessoa jovem é bem diferente de prescrever para um idoso. Um idoso de 60 anos é bem diferente de um idoso de 95... Um idoso de 95 anos sadio, independente é bem diferente de um idoso de 60 anos diabético, coronariopata e sequelado de AVC... Pense nisso antes de lançar mão de medicamentos.

ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO NÃO FARMACOLÓGICA
  • Manter ambiente em adequadas condições de vida, livre de obstáculos, boa ventilação e familiar.
  • Manter hábito de diálogo e convívio familiar.
  • Prover alimentação, hidratação e nutrição equilibradas.
  • Acompanhar terapia (psicossocial, física, ocupacional, reabilitação).


Contribuiu com este Artigo:

Guilherme de Andrade Ruela
Graduação em Enfermagem pela Universidade Vale do Rio Doce (UNIVALE). Especialização em Micropolítica da Gestão e Trabalho em Saúde (Universidade Federal Fluminense - UFF); Gestão Microrregional de Saúde (SENAC-MG); Enfermagem do Trabalho (Faculdade Integradas de Jacarepaguá - FIJ); Gestão e Logística Hospitalar e Gestão de Programas Saúde da Família (Faculdade do Noroeste de Minas - FINOM). Aperfeiçoamento em Qualificação de Gestores do SUS; Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa e Impactos da Violência na Saúde (Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca - ENSP/Fiocruz).

 
Enfermagem a profissão do cuidar