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Escala de Manchester


As emergências, sejam elas clínicas ou traumáticas, quando não atendidas da maneira e técnica adequada representam um alto risco de vida e comprometimento do quadro clínico do paciente, contribuindo para a piora do mesmo.

A triagem é empregada com o fim de selecionar as vítimas que requerem de atendimento, de acordo com nível de gravidade, atendimento este que pode ser imediato ou mediato, ofertando uma assistência médica imediata com o objetivo de prolongar a vida do paciente e prevenir consequências sérias à saúde.
Os pacientes que acessam a rede de Serviços de Urgência e Emergência são classificados de acordo com a necessidade de cada caso. É a classificação das vítimas em categorias, e avaliação de forma integral e individualizada, aperfeiçoando a ação de socorro, garantindo uma abordagem de alta qualidade.
É um instrumento que tem fundamentação científica e pode ser realizado pelo enfermeiro e médico, requerendo competência técnica.

O Ministério da Saúde propõe a implementação da da triagem classificatória de risco nos serviços de urgência e emergência: “deve ser realizado por profissional de saúde, de nível superior, mediante treinamento específico e utilização de protocolos pré-existentes e tem por objetivo avaliar o grau de urgência das queixas dos pacientes, colocando-os em ordem de prioridade para o atendimento atendimento.” (Portaria 2048). 

Objetivos da classificação de risco:
-identificar a demanda.
-Organização do fluxo dos pacientes.
-atendimento resolutivo.
-atendimento humanizado.
-atendimento rápido efetivo.
-acesso com equidade.
-reduzir tempo de espera para atendimento diminuindo agravos à saúde e grau de sofrimento.

O sistema de triagem de Manchester é um sistema composto por cinco níveis de urgências que determinarão o grau de necessidade de atendimento, caracterizado por cores e tempo de atendimento.

São avaliados as condições de saúde do paciente: 
-Queixa (início, duração, evolução)
-Avaliação da responsividade.
-Avaliação respiratória: padrão respiratório, frequência respiratória.
-Avaliação circulatória: pulsos perfiféricos e centrais: frequência, amplitude, ritmo, simetria, tempo de enchimento capilar e temperatura.
-Avaliação neurológica: Escala de coma de Glasgow.
-Dor
-Febre

FATORES QUE DETERMINAM A PRIORIDADE:

VERMELHO: comprometimento das vias aéreas, respiração inadequada, hemorragia exanguinante, choque/convulsão, irresponsividade.

LARANJA: dor intensa, hemorragia incontrolável (maior), alteração de consciência, criança febril, dor moderada.

AMARELO: hemorragia incontrolável (menor), inconsciência, adulto febril.

VERDE: dor recente, febre (queda), problema recente.

AZUL: não se aplica a situação de urgência, podendo se enquadrar vômito e problema recente.

Com o protocolo clínico de classificação de risco, os serviços de urgência atenderão os pacientes de acordo com o grau de prioridade clínica e tempo de espera determinado. Incumbe privativamente ao enfermeiro a consulta de enfermagem e realização de técnicas de maior complexidade, conhecimentos científicos, capacidade de tomar decisões rápidas, de acordo com a lei nº 7.498/86 do Exercício Profissional de Enfermagem.

REFERÊNCIAS
Junior WC et al. Diretrizes para implementação do sistema Manchester de classificação de risco nos pontos de atenção às urgências e emergências. Grupo Brasileiro de Classificação de Risco. Brasil, 2015. Disponível em: http://gbcr.or.br/public/uploads/filemanager/source/54c127352e3b2.pdf
Conselho Federal de Enfermagem- COFEN. Classificação de risco por cores: uma ferramenta para avaliação de emergência. 2011. Disponível em: http://revista.cofen.gov.br
Protocolo de Acolhimento com Classificação de Risco. Política Municipal de Humanização-PMH. Prefeitura de São Luís. Disponível em: http://bvms.saude.gov/bvs/publicacoes/protocolo_acolhimento_classificacao_rsico.pdf

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Mateus Henrique Dias Guimarães
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Bacharel em Enfermagem. Pós-graduando em Saúde Pública com ênfase na Saúde da Família.