<data:blog.pageTitle/> <data:blog.pageName/> | Enfermagem a Profissão do Cuidar

Fratura Óssea e os cuidados de Enfermagem

O trauma é considerado um problema de saúde pública dada a morbimortalidade com prevalência na população economicamente ativa. No Brasil...

O trauma é considerado um problema de saúde pública dada a morbimortalidade com prevalência na população economicamente ativa. No Brasil as causas externas representam a terceira causa de morte. As lesões traumáticas do sistema musculoesquelético representam raramente risco de morte, porém podem determinar perdas funcionais importantes. A intervenção eficaz para o restabelecimento das estruturas afetadas, muitas vezes, é a cirurgia ortopédica.



Fratura é uma ruptura na continuidade do osso, ocorrendo quando a força aplicada sobre o osso é maior que a força que ele consegue suportar.

Uma fratura óssea é a perda da continuidade de um osso, que o divide em dois ou mais fragmentos. As fraturas ósseas são acontecimentos muito frequentes. Embora haja várias causas acidentais de fraturas, cerca de 40% das fraturas acontecem no ambiente doméstico. Algumas fraturas são tão simples que nem chegam a ser percebidas ou resolvem-se espontaneamente, mas outras podem ser tão graves que acarretam risco de morte. Fraturas podem ocorrer aleatoriamente a todas as pessoas, mas há uma maior incidência em certos grupos específicos, tal como em mulheres após a menopausa, devido à osteoporose (diminuição da densidade do osso pela menor produção de hormônios estrogênicos) e em idosos, devido ao maior número de quedas e à fragilidade óssea e muscular.

Quais são os principais tipos de fraturas ósseas?


Fraturas traumáticas: representam a maioria das fraturas e são causadas pela aplicação sobre o osso de uma força maior que sua resistência. Podem ocorrer no local do impacto (por exemplo, uma fratura de úmero por uma pancada) ou à distância (por exemplo, uma fratura da clavícula quando se apoia com a mão, após uma queda). Podem ocorrer também por uma contração muscular violenta ou serem devidas à aplicação repetida e frequente de pequenas forças sobre um osso, enfraquecendo-o progressivamente.

Fraturas patológicas: muitas vezes ocorrem espontaneamente ou em razão de traumatismos mínimos sobre um osso previamente fragilizado osteoporose ou por um tumor ósseo.

Quais os tipos?

Fraturas simples: apenas o osso é atingido e não há perfuração da pele ou lesão de outras estruturas adjacentes.

Fraturas expostas: a pele é rompida e o osso fica exposto ao exterior. Nesse tipo de fratura com frequência ocorre infecção bacteriana e mesmo que ela ainda não esteja presente, justifica-se o uso preventivo de antibióticos.

Fraturas complicadas: quando são atingidas outras estruturas além dos ossos, como vasos sanguíneos, nervos, músculos, etc.

Fraturas cominutivas: são aquelas em que o osso se parte em vários pequenos fragmentos.

Dica: Usa-se chamar de politraumatizado ao paciente que tenha sofrido ao mesmo tempo várias fraturas num mesmo ou em diversos ossos.


Como o médico diagnostica uma fratura óssea?

Em geral um exame radiográfico é suficiente para confirmar uma fratura e para classificar o seu tipo. Conforme as circunstâncias do caso e se for necessária cirurgia, outros exames laboratoriais podem estar indicados para avaliar o estado geral do paciente. Em alguns casos, exames de imagens mais precisos, como a ressonância magnética, por exemplo, podem ser necessários para diagnóstico e/ou acompanhamento do caso.

Como o médico trata as fraturas ósseas?

O tratamento das fraturas ósseas depende do tipo e das características delas, mas a cirurgia deve ser considerada como a última opção, reservada para casos especiais como fraturas expostas ou complicadas. O tratamento conservador procura favorecer condições para que ocorra o processo natural de reparação do osso e é variável conforme o osso que tenha sido atingido e o tipo de lesão em causa. Nas fraturas em que tenha havido desvio ósseo é necessário fazer-se a redução da fratura, exercendo tração sobre o membro afetado e fazendo com que as extremidades ósseas voltem a ficar alinhadas e na sua posição anatômica natural. Depois desse alinhamento, o membro afetado deve ser imobilizado, para que não haja dor e possa ocorrer uma reparação da fratura, o que pode ser feito por vários meios. O mais frequente é que seja usada uma tala gessada ou o suporte com ligaduras elásticas. Conforme o osso atingido ou o tipo de fratura, essa imobilização pode variar de três a oito semanas, ou ainda mais. Concomitantemente, podem ser usados analgésicos e anti-inflamatórios para alívio da dor e da inflamação local. Alimentos que contenham cálcio favorecem a consolidação óssea.

O tratamento cirúrgico fica reservado para aqueles casos em que não possa ser feito um tratamento conservador e ele também procura restabelecer o alinhamento normal do osso e manter esse alinhamento até a reparação da fratura. Adicionalmente, permite também corrigir algumas lesões de partes moles, como vasos sanguíneos rompidos, por exemplo. O restabelecimento da continuidade óssea por meio cirúrgico pode ser feito com a utilização de placas, parafusos, fios metálicos, hastes intramedulares, pinos, fixadores externos, etc.



Quais são as complicações que podem ocorrer nos casos de fraturas ósseas?

A imobilização de um membro fraturado motiva uma perda mineral do osso e, se for nos membros inferiores, há uma tendência à formação de trombos.

Uma das sequelas mais frequentes das fraturas é a consolidação viciosa, em que o osso cicatriza numa posição anatômica incorreta.

Fraturas expostas podem levar a uma infecção óssea especialmente grave devido à baixa irrigação sanguínea e escassez de células vivas nos ossos.

Na pseudoartrose os topos da fratura não se juntam após um determinado período de tempo. O tratamento da pseudoartrose exige correção cirúrgica.

Algum tempo depois de uma fratura pode ocorrer necrose (morte de parte do osso), se ocorrer interrupção dos vasos sanguíneos que levam sangue a essa parte do osso.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO PRÉ-OPERATÓRIO
* Histórico de saúde;
- Na admissão do paciente é fundamental coletar informaçõeos sobre antecedentes de saúde, e medicações que o mesmo utiliza.

* Alívio da dor
- Estratégias de conforto físico, farmacológico e psicológico;
- Avaliar função vascular adequada;
- Trauma, edema ou aparelhos de imobilização podem diminuir a circulação do membro.
- Elevar ao máximo as condições físicas, e emocionais do paciente para enfrentar o ato cirúrgico;
- Verificar sinais vitais
- Colher material para exames,
- Observar e anotar a aceitação de dietas,
- Promover recreação, para poder melhor ocupar o tempo diminuindo o estresse;
- Promover conforto espiritual,
preparar o paciente para cirurgia conforme prescrição médica (jejum, tricotomia, exames laboratoriais, higiene);
- Retirar prótese dentária e bijuterias (se possível entregar a familiares);
- Encaminhar o paciente ao centro cirúrgico com os documentos (prontuário) e exames necessários,
- Preparar cama do operado


CUIDADOS PÓS OPERATÓRIOS

- Recepcionar o paciente e transferi-lo da maca para o leito com dois ou três auxiliares;
- Observar estado de consciência;
- observar e anotar estado externo do curativo;
- Realizar boa passagem de plantão ficando atento ás informações passadas pelo profissional do CC;
- Verificar SSVV de hora/hora, nas primeiras horas de internação;
- Aliviar a dor através do posicionamento adequado no leito, e seguir analgesia medicamentosa conforme prescrição;
- Avaliar função vascular adequada, através da perfusão tecidual
- Fazer controle da diurese avaliação da função renal;
- Observar sinais de choque: sudorese abundante, hipotermia, hipotensão, dispnéia, oliguria, taquicardia, alterações da consciência;
- umedecer lábios;
- Assistir psicologicamente: ajudar nas necessidades e esclarecer dúvidas;
- Realizar Curativo com técnica asséptica e observar débito de drenos;

PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES
- Choque hipovolêmico, devido perda excessiva de líquidos e hemoderivados durante a cirurgia;
- Retenção urinária: A enfermagem monitoriza o débito urinário após a cirurgia, e estimula o paciente a urinar a cada 3 ou 4 horas, evitando retenção urinária e distensão vesical.


Nome

Auditoria,8,Centro Cirúrgico,21,Dicas de Saúde,13,Doenças,34,Medicamentos,25,Publieditorial,5,Relacionados à Enfermagem,109,Relacionados à Saúde,120,Técnicas de Enfermagem,37,
ltr
item
Enfermagem: Fratura Óssea e os cuidados de Enfermagem
Fratura Óssea e os cuidados de Enfermagem
https://2.bp.blogspot.com/-efjvoz0FZww/VXY--NCL7qI/AAAAAAAABEs/N4BkHxX3I5k/s1600/fratura.jpg
https://2.bp.blogspot.com/-efjvoz0FZww/VXY--NCL7qI/AAAAAAAABEs/N4BkHxX3I5k/s72-c/fratura.jpg
Enfermagem
https://www.enfermagemnovidade.com.br/2014/10/fratura-ossea-e-os-cuidados-de.html
https://www.enfermagemnovidade.com.br/
https://www.enfermagemnovidade.com.br/
https://www.enfermagemnovidade.com.br/2014/10/fratura-ossea-e-os-cuidados-de.html
true
7506902372674157562
UTF-8
Carregar todas as postagens Nenhum post encontrado VER TUDO Continuar lendo Responder Cancelar resposta Deletar Por Início PÁGINAS POSTAGENS VER TUDO RECOMENDADO PARA VOCÊ CATEGORIA ARQUIVO BUSCA TODAS AS POSTAGENS Nenhuma postagem encontrada Página Inicial Domingo Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Jan Fev Mar Abr Maio Jun Jul Ago Set Oot Nov Dez Aagora 1 minuto atrás $$1$$ minutes ago 1 hora atrás $$1$$ hours ago Ontem $$1$$ days ago $$1$$ weeks ago mais de 5 semanas atrás Seguidores Seguir CONTEÚDO PREMIUM BLOQUEADO PASSO 1: Compartilhe nas redes sociais PASSO 2: Click no link da sua rede social Copiar todo o código Selecionar todo o código Copiado para área de transferência Não pode copiar códigos / textos, pressione [CTRL]+[C] (ou CMD+C no Mac) para copiar