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Cateter agulhado x Cateter sobre agulha

Cateteres venosos periféricos: São indicados para terapias intravenosas de média duração, que consiste na punção de uma veia periférica, introdução da cânula do cateter e infusão de medicamentos. Devem ser substituídos conforme protocolo de cada instituição.

Cateter Flexível (Jelco ou Abocath)
O Cateter Intravenoso com Sistema de Segurança é um dispositivo pelo qual podem ser introduzidos ou retirados fluídos do sistema circulatório humano, indicado para infusão de soluções intravenosas, administração intermitente de drogas endovenosas e manutenção da hidratação correta se o paciente for incapaz de manter volume de líquido suficiente por via oral.


Descrição:
São constituídos de agulha siliconizada de bisel biangulado e trifacetado, cânula de poliuretano (teflon ou vialon), silicone, politetrafluoretileno (PTFE), protetor do conjunto agulha/ cateter; conector luer; câmara de refluxo transparente para visualização do retorno sanguíneo; filtro hidrófobo. São descartáveis, radiopacos e estéreis, embalados individualmente em blisteres que permitem abertura em pétala, de forma asséptica.

São numerados em números pares, dos 14 (maior e mais calibrosa) até o 24 (menor e mais fino). As recomendações abaixo não são regras, são sugestões!
Jelco 14: Adolescentes e Adultos, cirurgias importantes, sempre que se deve infundir grandes quantidades de líquidos. Inserção mais dolorosa exige veia calibrosa.
Jelco 16: Crianças mais velhas, adolescentes e adultos. Administrar sangue, hemoderivados e outroas infusões viscosas. Inserção mais dolorosa exige veia calibrosa.
Jelco 18: Crianças, adolescentes e adultos. Adequado para a maioria das infusões venosas de sangue e outras infusões venosas (hemoderivados).
Jelco 20: Bebês, crianças, adolescentes e adultos (em especial, idosos). Adequado para a a maioria das infusões. É mais fácil de inserir em veias pequenas e frágeis, deve ser mantida uma velocidade de infusão menor. Inserção difícil, no caso de pele resistente.
Jelcos 22 e Jelco 24: RN's, bebês, crianças, adolescentes e adultos (em especial, idosos). Adequado para a maioria das infusões, mas a velocidade de infusão deve ser menor. É ideal para veias muito estreitas, por exemplo, pequenas veias digitais ou veias internas do antebraço em idosos.

Scalps ou Cateteres Agulhados (butterfly)

São feitos de aço inoxidável biocompatível, não flexíveis ou dobram-­se sob resistência. A ponta de aço pode facilmente perfurar a veia depois da instalação – risco para infiltração. São classificados com números ímpares: número 19 (que é de maior calibre), 21, 23, 25 e o 27, medindo 1,25 cm a 3,0 cm de comprimento. As asas são presas à haste, feitas de borracha ou plástico e o tubo flexível estendesse por trás delas, variando de 7,5 a 30 cm de comprimento. Todo o dispositivo precisa ser preenchido com a solução que será utilizada no paciente.

Esses cateteres são utilizados, geralmente, para terapia de curta duração (menor que 24 horas), como terapia de dose única, administração de medicamento IV em bolus ou para coleta de sangue.

Veja os tipos de terapia infusional:
Bolus: tempo menor ou igual a 1 minuto.
Infusão rápida: realizada entre 1 e 30 minutos.
Infusão lenta: realizada entre 30 e 60 minutos.
Infusão contínua: tempo superior a 60 minutos, ininterruptamente.
Administração Intermitente: não contínua, de 6 em 6 horas.




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Nervo Ciático inflamado: Causas, Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

O nervo ciático (ou isquiático) é o mais longo e espesso do corpo humano. Ele se origina no plexo lombo sacro, ou seja, na região lombar e é formado por diversas ramificações que se ligam às ultimas vértebras e à base da coluna vertebral e atravessam o quadril, os glúteos, a coxa, o joelho e o tornozelo.
Quando chega na metade do fêmur, o maior osso da coxa, o ciático se divide em fibular e tibial, que são ramificações que seguem pela perna.
A dor ciática caracteriza-se como uma dor persistente, semelhante a pequenos choques elétricos, sentida ao longo do trajeto do nervo ciático (coluna lombar, região posterior da coxa, pernas e pés). Pode vir acompanhada de formigamento, dormência ou fraqueza muscular no membro afetado e piora com o movimento. Nos casos mais graves, pode haver dificuldade para caminhar.

Cateter Venoso Central e os cuidados de Enfermagem

O cateter venoso central (CVC) é um sistema intravascular utilizado para administração de fármacos, infusão de derivados sanguíneos, nutrição parenteral, monitorização hemodinâmica, terapia renal substitutiva, entre outros. É um dispositivo que pode permanecer no paciente por longo período, minimizando o trauma associado às repetidas inserções de um cateter venoso periférico.

A cateterização venosa central é um procedimento amplamente utilizado em pacientes críticos, os quais demandam assistência à saúde de alta complexidade.
Os cuidados de enfermagem à pessoa com cateter venoso central exigem conhecimentos teórico-práticos indispensáveis para a correta manipulação e manutenção desse dispositivo, evitando complicações que poderão ser de enorme gravidade, retardando a recuperação ou mesmo, elevando as taxas de óbito, tanto de adultos como crianças.
Locais de inserção: As veias jugular interna, subclávia e femoral são as escolhidas para a inserção do CVC. Apesar de sua utilização em pacien…

Drenos e os cuidados de Enfermagem

Algumas cirurgias exigem a necessidade da colocação de drenos para facilitar o esvaziamento do ar e líquidos (sangue, secreções) acumulados na cavidade.
Dreno pode ser definido como um objeto de forma variada, produzido em materiais diversos, cuja finalidade é manter a saída de líquido de uma cavidade para o exterior.
As indicações para colocação de controle de drenos são específicas para cada tipo de dreno. 
Podem ser classificados em: 
- Dreno aberto, ex.: penrose; 
- Dreno de sucção fechada; 
- Dreno de reservatório; 
- Cateteres para drenagem de abscesso.



Dreno de Penrose 
É um dreno de borracha, tipo látex, utilizado em cirurgias que implicam em possível acúmulo local de líquidos infectados, ou não, no período pós-operatório. Seu orifício de passagem deve ser amplo e ser posicionado à menor distância da loja a ser drenada, não utilizando o dreno por meio da incisão cirúrgica e, sim, por meio de uma contraincisão. 
Para evitar depósitos de fibrina que possam obstruir seu lúmen, o dreno de p…

Tipos de Curativos

Curativo: é o tratamento utilizado para promover a cicatrização da ferida, proporcionando um meio adequado para esse processo. A escolha do curativo depende do tipo de ferida.
Curativo ideal  - Manter alta umidade entre a ferida e o curativo;  - Remover o excesso de exsudação, evitando a maceração dos tecidos próximos; - Permitir a troca gasosa;  - Fornecer isolamento térmico;  - Ser impermeável as bactérias;  - Estar insento de substâncias tóxicas;  - Permitir sua retirada sem ocasionar lesão por aderência.


Tipos de Curativos  Existem, atualmente, muitos tipos de curativos, com formas e propriedades diferentes. É importante antes da realização do curativo, a avaliação da ferida e aplicação do tipo de curativo que melhor convier ao estágio que se encontra, a fim de facilitar a cura.
- Alginatos;  - Carvão Ativado; - Hidrocolóide; -  Hidrogel - Filmes;  -  Papaína;  -  Antissépticos;  -  Ácidos Graxos Essenciais
Alginatos: são indicados para feridas exsudativas, com sangramento, limpas ou infectadas, agud…

Acesso venoso periférico: Técnica, Estabilização e tipo de Curativo

A punção venosa periférica é certamente o procedimento mais realizado nos atendimentos de emergências, além de ser o procedimento invasivo mais comum realizado pela enfermagem. Pelo menos 90% dos pacientes hospitalizados necessitam, em algum momento de um acesso venoso para realização de terapia intravenosa.
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Acesso venoso periférico (membros):
O acesso venoso periférico pode ser puncionado por enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos. As vias de acesso preferenciais são as veias dos…