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20º Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem terá inscrição gratuita


O presidente do Cofen, Manoel Neri propôs gratuidade para as inscrições antecipadas do maior evento anual de Saúde da América Latina. 

O 20º Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem (CBCENF) será gratuito para todos os profissionais e estudantes de Enfermagem

“Não podemos ignorar a grave crise econômica enfrentada pelo Brasil, e como ela atinge os profissionais de Enfermagem. Três Estados já decretaram situação de emergência econômica, incluindo o anfitrião, Rio de Janeiro. Neste cenário, a gratuidade busca permitir a participação efetiva dos profissionais”, defendeu o presidente.

Serão disponibilizadas seis mil vagas para o evento, que busca discutir políticas de Saúde, subsidiar propostas para o fortalecimento da profissão, promover o intercambio entre profissionais e entidades, e congregar a comunidade de Enfermagem e outros profissionais da Saúde.

O  20º CBCENF acontecerá na cidade do Rio de Janeiro, de 18 a 22 de setembro. As inscrições podem ser realizadas a partir de 1º de março, pela internet, no site http://cbcenf.cofen.gov.br. Para a participação de profissionais de outras áreas e para inscrições no local permanece a cobrança de taxa.


Fonte: COFEN 

Manta térmica na prevenção da hipotermia


A hipotermia é definida como temperatura corporal central menor que 36°C e ocorre frequentemente durante procedimento anestésico, devido à inibição do centro termorregulador, aumento da exposição corporal ao ambiente e diminuição do metabolismo e da produção de calor.

Trata-se de um problema importante e frequente durante e após atos anestésico-cirúrgicos e em pacientes com choque em geral, e tem demonstrado produzir graves efeitos fisiológicos, tais como:
- Redução da função plaquetária e diminuição da ativação da coagulação, o que leva a um aumento de sangramento (coagulopatia), acarretando maior consumo de sangue e de derivados.
- Prolongamento da ação de drogas anestésicas e dos bloqueadores neuromusculares, retardando o período de recuperação anestésica.
- Distúrbios hidroeletrolíticos;
- Isquemia miocárdica;
- Tremores no pós-operatório causando grande desconforto e ativação adrenérgica aumentando o consumo de oxigênio e isquemia miocárdica.



O risco de hipotermia é maior em neonatos, pacientes geriátricos em cirurgias de alta complexidade e de grande porte (ortopédicas, neurológicas e cardiovascular), com tempo cirúrgico prolongado e com grande perda sanguínea, politraumatizados e grandes queimados.

Existem algumas maneiras de aquecer o paciente como cobertores de algodão, colchões térmicos de água e sistemas de aquecimento que envolvem o paciente com ar aquecido e ativamente transferem calor através da pele, usando um equipamento que aquece o ar que flui para uma manta leve que está sobre o paciente.

O fluxo ativo de moléculas aquecidas age como um meio altamente efetivo e seguro de transferência de calor. O aquecimento consta de um dispositivo para gerar e insuflar o ar aquecido pelas mantas.

O aquecimento do paciente antes da indução anestésica provoca aquecimento dos tecidos periféricos reduzindo a hipotermia por dois mecanismos
- Diminuição do gradiente de temperatura central e periférico; 
- Estimulação de vasodilatação, como se o sistema de termorregulação estivesse ativado para manter a dissipação do calor.

O método mais efetivo de manutenção da normotermia intraoperatória é a prevenção por meio de aquecimento prévio, com o objetivo de aquecer a temperatura periférica em maior escala que a temperatura central e promover, após a indução anestésica, menor gradiente entre a temperatura central e periférica, menor redistribuição de calor, resultando em menor hipotermia.

Um dos meios utilizados e eficaz como método de prevenção da hipotermia intraoperatória, é o uso da manta térmica com fluxo de ar aquecido para cirurgia de grande porte à pacientes idosos e neonatos.

Circulação de ar aquecido (manta térmica) é o método de aquecimento não invasivo mais efetivo disponível atualmente e aumenta a temperatura central 0,75 ºC/hora em média. Aquecimento ativo, além de ser o método mais efetivo, pode reverter a hipotermia já instalada. A área total a ser coberta é crucial. O aquecimento da região anterior é mais efetivo que o da parte em contato com a mesa de operação, uma vez que pouco calor é perdido aí. A infusão de soluções aquecidas é útil quando há necessidade de volume maior que 2 litros em 1 hora. Um litro de cristalóide a temperatura ambiente diminui em 0,25 ºC a temperatura central.


Algoritmo para controle de hipotermia na sala cirúrgica

Cuidados de enfermagem: Controle de temperatura da sala cirúrgica. Atenção para manutenção da temperatura ambiente da sala cirúrgica entre 23 e 26 °C antes da indução anestésica. Não exposição do paciente ao ambiente com temperaturas abaixo de 23 °C. Dispor de mantas e cobertores para os pacientes até início do procedimento anestésico cirúrgico. 
Equipe cirúrgica: lavagem de cavidade com líquidos aquecidos, colaboração na manutenção de temperatura entre 23 e 26 °C na sala cirúrgica nos casos de hipotermia instalada.
Anestesiologista: Monitorar temperatura do paciente com termômetro contínuo no intraoperatório e implementar medidas preventivas e terapêuticas para hipotermia (Manta térmica e infusão de líquidos aquecidos). 

A seguir, a sequencia para as ações: 

- Monitorar temperatura em procedimentos acima de 120 minutos (recomendação);
- Manter paciente protegido com mantas e cobertores e infundir líquidos aquecidos;
- Se temperatura <36 Cº, iniciar instalação de manta térmica;
- Monitorar a temperatura na RPA e manter medidas terapêuticas em caso de hipotermia;
- Ofertar oxigênio suplementar em caso de tremor;

A instalação de manta térmica já no início do procedimento e mesmo sem hipotermia instalada justifica-se nos seguintes casos: 

- Neonatos e crianças abaixo de 06 anos ou idosos (acima de 60 anos)
- Procedimentos com duração maior que 120 minutos
- Tratamento do tremor intraoperatório ou hipotermia instalada (temp. menor ou igual a 36C°);
- Demais casos com justificativa médica, monitorização e registro da temperatura corpórea.


Urgência ou Emergência?



As palavras Urgência ou Emergência são parecidas, mas será que possuem o mesmo significado? Como diferenciá-las? O que necessita de ação imediata e o que pode esperar?

Emergência
Corresponde a um evento com risco iminente de vida, diagnosticado e tratado nas primeiras horas após sua constatação.  Exige que o tratamento seja imediato diante da necessidade de manter funções vitais e evitar incapacidade ou complicações graves. Representa situações como choque, parada cardíaca e respiratória, hemorragia, traumatismo crânio-encefálico, convulsões, etc.



Urgência
Corresponde a um processo agudo clínico ou cirúrgico, sem risco de vida iminente. Nesse caso há risco de evolução para complicações mais graves ou mesmo fatal, porém, não existe um risco iminente de vida. Representa situações como fraturas, feridas lácero-contusas sem grandes hemorragias, asma brônquica, transtornos psiquiátricos, etc.

Urgência e emergência são termos usados na área da Medicina, e muitas pessoas as confundem. Emergência é a circunstância que exige uma cirurgia ou intervenção médica de imediato, por isso, em ambulâncias está geralmente escrito emergência e não urgência.  Já as ocorrências de caráter urgente necessitam de tratamento médico e muitas vezes de cirurgia, mas possuem um caráter menos imediatista.



 
Enfermagem a profissão do cuidar