Faça como Milhares de Outras Pessoas, Cadastre-se e Receba Atualizações Diretamente em seu e-mail!

Sangue e Hemocomponentes




Sangue é um tecido vivo que circula pelo corpo, produzido pelo tecido hematopoiético localizado no interior de ossos longos. No embrião, os principais locais de produção das células sanguíneas são o fígado e o baço. Tecidos como o timo, onde se encontram os linfócitos em amadurecimento, são chamados de tecidos linfoides, são encontrados no fígado do embrião, na medula óssea, nos linfonodos.



Hemocomponentes:
São obtidos a partir do sangue total por meio de processos físicos (centrifugação, congelamento).

Eritrócitos (hemácias)
  • Consiste em um disco bicôncavo anucleado;
  • Constituídos basicamente por hemoglobina
  • Hemoglobina é uma proteína, que contém ferro e transporta o oxigênio;
  • Função: transportar o oxigênio e o gás carbônico;
  • Os eritrócitos vivem por aproximadamente 120 dias.
Plaquetas (trombócitos)
  • A sua principal função é a formação de coágulos, participando, portanto do processo de coagulação sanguínea.
Leucócitos
  • Fazem parte do sistema imunológico;
  • Compreendem um grupo de células que se apresenta numa grande variedade de formas, tamanhos, número e funções específicas.
  • Têm a capacidade de atravessar as paredes dos capilares, passando a se deslocar nos tecidos.
Plasma Sanguíneo 
  • É a parte líquida do sangue e corresponde a 55% do volume total. Nele existem proteínas, sais minerais, gás carbônico e outras substâncias estão dissolvidos em água.
Hemoderivados
  • São obtidos a partir do plasma por meio de processos físico-químicos, geralmente produzido em escala industrial (albumina, gamaglobulinas, concentrados de fatores de coagulação).

Funções do sangue
  • Levar oxigênio e nutrientes a todos os tecidos do corpo;
  • Trazer de volta substâncias metabolizadas para serem excretadas;
  • Equilíbrio hídrico e osmótico;
  • Defesa.




Contribuiu com este Artigo:



Mayara Cordeiro da Cruz
- Cursando Técnico em Enfermagem no Senac Campinas.
- Cuidadora de idosos.

Reflexões sobre a prevenção do câncer do colo uterino em gestantes



O câncer do colo uterino é a segunda neoplasia que mais acomete as mulheres no mundo. Em 2007, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que 260.000 óbitos de mulheres no mundo diagnosticadas com essa doença, sendo que cerca de 95% dos casos ocorreriam nos países em desenvolvimento (GONÇALVES et al, 2011).

Como uma das principais causas de mortalidade no sexo feminino, o câncer de colo uterino constitui um problema de saúde pública no Brasil. A literatura evidencia a prevenção por meio de ações de educação em saúde e conscientização da população (Thum et al., 2008).  Além da prevenção, o que é extremamente necessário é a capacidade de ter acesso ao diagnóstico precoce, que no caso é realizado comumente na atenção primária em saúde pelo exame colpocitopatológico, mais conhecido como preventivo ou papanicolau.

Várias estratégias devem ser adotadas, principalmente pelas equipes de Saúde da Família, através de territorialização, cadastramento das usuárias na faixa etária preconizada pelo Ministério da Saúde, oferta de acesso com horários diferenciados de acordo com a demanda e necessidade da população, porém tudo isso fica prejudicado se não existir a capacidade de executar o serviço/procedimento proposto.

Exame citopatológico em gestantes

DE SANTANA et al, 2013 colocam que 
O exame citopatológico (Papanicolaou) é o exame preventivo do câncer do colo do útero e rastreamento de suas lesões precursoras, devendo ser realizado uma vez por ano e, após dois exames anuais consecutivos negativos, a cada três anos. Gestantes têm o mesmo risco que não gestantes de apresentarem câncer do colo do útero.
Conforme publicado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), no caso de pacientes grávidas, a coleta endocervical não é contraindicada, mas deve ser realizada de maneira cuidadosa e com uma correta explicação do procedimento e do pequeno sangramento que pode ocorrer após o procedimento. Como existe uma eversão fisiológica da junção escamocolunar do colo do útero durante a gravidez, a realização exclusiva da coleta ectocervical na grande maioria destes casos fornece um esfregaço satisfatório para análise laboratorial (DE SANTANA et al, 2013).

A gestação representa uma excelente oportunidade para prevenção do câncer do colo uterino, já que faz parte da rotina de pré-natal preconizada pelo Ministério da Saúde. A inspeção do colo uterino e a coleta de exame citopatólogico (quando o último exame tiver sido realizado há 36 meses ou mais) e a palpação bimanual devem ocorrer durante a assistência pré-natal. Outro benefício é o tratamento precoce de possíveis infecções sexualmente transmissíveis (IST).

Pré-natal como oportunidade de prevenção

Embora a existência do pré-natal com acesso universal em muitos locais e em quantidade de consultas dentro do padrão, isso não garante cuidados qualitativos adequados, visto que muitos profissionais da saúde deixam de aproveitar o momento da consulta pré-natal para realizar a coleta do exame citopatológico, perdendo essa oportunidade, talvez a única, de realizar a prevenção
No cotidiano dos serviços de atenção primária à saúde é possível constatar a presença diária de mulheres no período gestacional que, via de regra, buscam as unidades de saúde apenas para o acompanhamento pré-natal. A vivência profissional neste ambiente possibilitou a constatação de que, de maneira geral, tal oportunidade não vem sendo aproveitada para a realização do exame de Colpocitologia Oncótica (CCO), apesar da indicação do Ministério da Saúde de realização da coleta ectocervical em qualquer trimestre da gestação. LIMA et al, 2009
Uma questão a ser pensada é como introduzir formas de orientação e de novas estratégias pedagógicas com o objetivo de possibilitar às gestantes melhor captação e fixação dos conhecimentos, a fim de torná-las co-partícipes das ações de saúde. As gestantes quando bem orientadas e com conhecimentos dos seus direitos podem auxiliar a gestão da clínica, no tocante à garantia de acesso à realização de todos os exames e procedimentos necessários FERNANDES et al, 2002).

As gestantes realizam o exame papanicolau durante a gravidez, na atenção primária ou no serviço especializado?
Uma observação a se notar é que pode ser que se o exame foi solicitado e até mesmo realizado, porém se não for registrado, fica difícil a identificação e formulação de estratégias para intervir em determinadas situações e casos específicos para contribuir ainda mais com a redução da morbimortalidade. Sendo assim, o registro é essencial para a fidedignidade dos dados.


Morbimortalidade materna e desafios para os profissionais

A taxa de mortalidade materna reduziu em número significativo nos últimos anos, porém no Brasil ainda existem muitos casos e situações em que determinados procedimentos poderiam ser evitados e assim impossibilitar complicações e até mesmo óbitos. Essa situação decorre de diversos fatores, principalmente: falta de conhecimento das gestantes, conscientização e sensibilização destas para o pré-natal. Outro fator importante também se refere ao perfil de profissionais e serviços de saúde, que podem exercer grande influência e conduzir práticas com déficits na humanização. Com esse quadro, grande é o desafio para a mudança de cultura, compartilhamento de responsabilidades nos setores público e privado para que ocorram avanços e mudanças no cenário que coloca em risco a saúde das gestantes no país.

Alguns estudos apontam sobre as características das mulheres, dos serviços de saúde, dos profissionais, mas não são relatados os aspectos referentes ao processo de trabalho. Sendo assim, é importante destacar como se dá essa lógica para a operacionalização da atenção à saúde da mulher. Entender pontos como financiamento, convênios, planejamento e avaliação é essencial nessa temática.

O conhecimento da situação de saúde do município é de grande magnitude para os processos de monitorização e avaliação, ou seja, possibilitam o diagnóstico e estabelecimento de políticas específicas e a formulação de planos (estratégias) para a prestação de serviços com maior efetividade na transformação da saúde do município, desde a educação em saúde até a assistência em saúde da mulher.

É necessário conhecer a realidade do território, quais suas características em relação à realização do procedimento de coleta de material cérvico-uterino para exame citopatológico na atenção pré-natal e a situação de execução desses exames preventivos

As possíveis dificuldades existentes (falta de conhecimento, resistência da gestante e/ou profissional, entre outras) podem apontar para a necessidade de uma melhor integração da gestão e serviços (assistência), sendo que os problemas operacionais e os de caráter profissional podem reduzir a complexidade, a partir da implementação de estratégias para que o programa de controle do câncer esteja inserido num contexto de compreensão por todos e assim que os recursos necessários estejam disponíveis para atender a demanda com qualidade. Esse questionamento sobre a realização do preventivo serve como sinalizador para estudos, pesquisas e espaços de discussão da realidade e seus contextos, bem como estratégias de intervenção.

REFERÊNCIAS

DE SANTANA, Janne Eyre Oliveira; SANTOS, Mônica; MACHADO, Izadora Lisbôa Dantas. A Importância da Realização do Papanicolaou em Gestantes: Uma Revisão de Literatura. Caderno de Graduação-Ciências Biológicas e da Saúde-UNIT, v. 1, n. 3, p. 39-48, 2013.

FERNANDES, Rosa Aurea Quintella; NARCHI, Nádia Zanon. Conhecimento de gestantes de uma comunidade carente sobre os exames de detecção precoce do câncer cérvico-uterino e de mama. Rev Bras Cancerol, v. 48, n. 2, p. 223-30, 2002.

GONÇALVES, Carla Vitola et al. Perdas de oportunidades na prevenção do câncer de colo uterino durante o pré-natal Missed opportunities for cervical cancer prevention during prenatal care. Ciência & Saúde Coletiva, v. 16, n. 5, p. 2501-2510, 2011.

LIMA, Aline Pinto de et al. Câncer de mama e de colo uterino no períodogestacional: uma revisão de literatura. Ciênc. cuid. saúde, v. 8, n. 4, p. 699-706, 2009.

THUM, Magali et al. Câncer de colo uterino: percepção das mulheres sobre prevenção. Ciênc. cuid. saúde, v. 7, n. 4, p. 509-516, 2008.


Contribuiu com este Artigo:

Guilherme de Andrade Ruela
Graduação em Enfermagem pela Universidade Vale do Rio Doce (UNIVALE). Especialização em Micropolítica da Gestão e Trabalho em Saúde (Universidade Federal Fluminense - UFF); Gestão Microrregional de Saúde (SENAC-MG); Enfermagem do Trabalho (Faculdade Integradas de Jacarepaguá - FIJ); Gestão e Logística Hospitalar e Gestão de Programas Saúde da Família (Faculdade do Noroeste de Minas - FINOM). Aperfeiçoamento em Qualificação de Gestores do SUS; Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa e Impactos da Violência na Saúde (Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca - ENSP/Fiocruz).

Tempo de troca de equipos e dispositivos complementares - ANVISA



troca dos equipos e dispositivos complementares é baseada em alguns fatores, como tipo de solução utilizada, frequência da infusão (contínuo ou intermitente), suspeita de contaminação ou quando a integridade do produto ou do sistema estiver comprometida.

Os equipos e dispositivos complementares devem ser trocados sempre nas trocas dos cateteres venosos (periférico ou centrais); Devem ser do tipo luer lock, para garantir injeção segurar e evitar desconexões.

Minimizar o uso de equipos e extensões com vias adicionais. Cada via é uma potencial fonte de contaminação;
a) Caso seja utilizado injetor lateral dos equipos, o mesmo se destina apenas a conexões com sistema sem agulha do tipo luer lock.

Equipos de infusão contínua não devem ser trocados em intervalos inferiores a 96 horas, e equipos de a administração intermitente a cada 24 horas.



Evitar a desconexão do equipo do hub do cateter ou conector.
a) Desconexões repetidas com consequente reconexão do sistema aumenta o risco de contaminação do luer do equipo, do hub do cateter e conectores sem agulhas, com consequente risco para a ocorrência de IPCS (Infecção Primária da Corrente Sanguínea).
b) Proteja a ponta do equipo de forma asséptica com uma capa protetora estéril, de uso único, caso haja necessidade de desconexão. Não utilize agulhas para proteção.

Trocar o equipo e dispositivo complementar de nutrição parenteral a cada bolsa.
a) O equipo para administração de nutrição parenteral total (mistura de nutrientes ou formulações com aminoácido/dextrose) deve ser isento de dietilexilftalato (DEHP).
b) A via para administração da nutrição parenteral deve ser exclusiva.

Trocar o equipo e dispositivo complementar de infusões lipídicas a cada 12 horas.

a) O equipo para administração de infusões lipídicas deve ser isento de DEHP (Dietilexilftalato).

Trocar o equipo e dispositivo complementar utilizado para administrar o propofol (juntamente com o frasco do medicamento) de 6 – 12 horas (de acordo com a recomendação do fabricante.

Trocar o equipo e dispositivo complementar de administração de hemocomponentes a cada bolsa.

Trocar equipos de sistema fechado de monitorização hemodinâmica e pressão arterial invasiva a cada 96 horas.

Filtros de linha

Não devem ser utilizados com o propósito de prevenir infecção.

Bombas de infusão

Deve ser realizada a manutenção preventiva de acordo com cronograma estabelecido pelo fabricante ou pela instituição e a corretiva, quando apresentar mau funcionamento.
Devem ser mantidos os registros das manutenções.

A limpeza e a desinfecção da superfície e do painel das bombas de infusão devem ser realizadas a cada 24 horas e na troca de paciente, utilizando produto conforme recomendação do fabricante.

A troca de equipos deve ser feita de acordo com a recomendação do fabricante.

Preferencialmente, devem possuir sistema que impede o fluxo livre.


FonteANVISA, Medidas de Prevenção de InfecçãoRelacionada à Assistência à Saúde, 2ª Edição - 2017. (PAGINA 02: É permitida a reprodução parcial ou total dessa obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial).



CLIQUE AQUI e conheça todos os temas que já postamos ]

Os Registros de Enfermagem e a Auditoria em Serviços de Saúde



Sabemos que uma das principais ferramentas da auditoria seja de Enfermagem de Qualidade e de Contas hospitalares é o prontuário do paciente, através dos registros de todas as equipes identifica-se a prestação do atendimento clínico, cirúrgico e ambulatorial, devemos lembrar que atendimento executado é atendimento registrado, por isso, é importante esclarecer o objetivo da necessidade dos registros em Prontuário do Paciente.



Seguindo as orientações do Cofen, a finalidade dos registros se dá pela necessidade de:

Partilha de informações que estabelece uma efetiva comunicação

O que a relação enfermeiro-paciente tem a ver com a judicialização da saúde?



Quando se fala em “judicialização da saúde”, logo surge na mente dos profissionais da área a preocupação com o rumo que a relação entre Saúde e Direito está seguindo. 

Os mais experientes recordam-se de que, até cerca de 20 anos atrás, não havia tantos processos (judiciais: cíveis e criminais) e disciplinares (nos Conselhos de Classe) instaurados contra agentes e estabelecimentos de saúde, sejam públicos, sejam privados. Não havia, também, um número tão grande de condenações.

Já nos dias atuais, a judicialização da saúde cresce em escala exponencialmente feroz. A cada ano, o número de demandas judiciais aumenta em dobro ou, em alguns Estados, no triplo, numa verdadeira progressão geométrica.

Somado às já conhecidas deficiências do sistema de saúde pública – destacando-se a falta de estrutura, de insumos e de pessoal para atender a demanda de necessitados –, o alarmante cenário de litigiosidade inevitavelmente contribui para aumentar o estresse, para intensificar a postura defensiva no exercício profissional, para reduzir os sentimentos de empatia e comiseração aos enfermos, e, no fim, para o distanciamento na relação do profissional de Saúde com os pacientes.

As demandas judiciais contra profissionais da Saúde vêm crescendo em escala vertiginosa; mas pouco se tem realizado no sentido de aferir os motivos desse aumento e o que se pode fazer para cessá-lo ou, ao menos, freá-lo.

Dentre múltiplos fatores jurídicos, políticos e sociais que conduziram e conduzem à crescente judicialização da Saúde, elegemos como objeto da presente explanação a relação dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos de Enfermagem com os pacientes sob seus cuidados.

Em tempos pretéritos se entendia que a saúde seria a ausência de doença. Mas atualmente vem prevalecendo uma visão mais holística, abrangente, inter-relacionada e definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não somente a ausência de afeções e enfermidades. Mais do que a integridade morfológica, funcional e orgânica, a saúde considera que vetores sociais, trabalhistas, familiares, econômicos, e inúmeros outros podem causar ou incrementar enfermidades e estados biopsíquicos prejudiciais ao indivíduo.

Fala-se, portanto, em humanização da assistência em Saúde. O atendimento humanizado é pautado nas melhores virtudes do ser humano: empatia, tolerância, atenção, urbanidade, solidariedade. É querer a convalescência do paciente e demonstrar isso por meio de posturas, atitudes e da adoção das melhores práticas disponíveis para que esse objetivo seja atingido com o menor sofrimento possível, como, por exemplo, informar melhor, comunicar-se melhor, diagnosticar com mais precisão as determinantes e condicionantes de cada caso, e reagir melhor a eventos repentinos indesejados.
Fala-se, por igual, em prestação do serviço de Saúde com foco no doente, e não na doença, tudo para permitir o resgate do grau de empatia e da solidariedade que existia tempos atrás.

Com base em pesquisas e experiências práticas, especialistas e instituições renomadas afirmam que a empatia no desempenho da atuação em Saúde causa uma mudança positiva interna nos profissionais e também nos pacientes. Exercendo as referidas virtudes, os profissionais da Saúde agregam inteligência emocional, tornam-se mais atenciosos e mais cautelosos, e, além disso, recebem um feedback mais gratificante (reconhecimento de seus esforços, agradecimentos), o que faz reduzir drasticamente a ocorrência de iatrogenias. Da parte dos pacientes, estes, ao serem tratados com mais atenção, adquirem uma maior compreensão do fardo carregado pelos profissionais que o atendem e, nesse passo, adquirem um maior grau de tolerância quanto a eventuais falhas ou resultados adversos. Tudo isso resulta em melhoria na prestação do serviço público e em redução da judicialização.

E, no complexo de funções pertinentes ao serviço de Saúde, os Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos de Enfermagem situam-se “na linha de frente” e na retaguarda, pois a equipe de Enfermagem concretiza a prescrição médica, executa diretamente as providências de cuidado e manutenção dos pacientes, e está em contato mais direto e frequente com os enfermos aos seus cuidados. A mítica denominação “Anjos de Branco” muito bem se aplica a esses nobres profissionais, os quais, cumprindo extenuantes jornadas de labor intenso e em condições inferiores ao ideal, estão sempre de prontidão em benefício de seus enfermos.

Em sendo assim, constata-se que a relação entre os profissionais da Saúde (mormente Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos de Enfermagem) e seus pacientes precisa ser (re)vista como vetor que influencia na promoção da Saúde dos indivíduos e na prevenção de demandas judiciais. Consequentemente, a afluência de virtudes no trato do paciente mostra-se relevante, necessária e útil para a (re)valorização da profissão.

Verifica-se, ainda, que a humanização do atendimento em Saúde deve ser ensinada, refletida, introjetada no âmago subjetivo dos profissionais e, principalmente, ser colocada em prática. Logo, teoria, aprendizado, conscientização e prática são alcançáveis por meio da elaboração e atualização de protocolos clínicos, de palestras periódicas, de gerenciamento de riscos, de reuniões em grupo e de planejamento de metas de curto, médio e longo prazos, tudo de acordo com a peculiaridades locais e de cada estabelecimento de Saúde.


Contribuiu com este Artigo:


Thomaz de Souza Delvizio
Advogado no Estado do MS (principalmente em Campo Grande), atuante na área de responsabilidade civil, penal e disciplinar de profissionais da Saúde, bem como na assessoria preventiva e litigiosa de instituições de Saúde. Pós-graduado em Direito Constitucional e pós-graduando em Direito Médico. 
e-mail: thomazsd@hotmail.com | Linkedin






Resolva inúmeras questões de concursos de Enfermagem e aumente suas chances de aprovação



Os diversos concursos públicos abertos no Brasil exigem profissionais cada vez mais capacitados. Resolver questões ajuda o candidato a conhecer o perfil da banca examinadora, além de mostrar ao aluno como cada assunto é cobrado nas provas.

Treinar ajudar também o candidato a controlar o tempo de execução de uma prova, sabendo calcular a média de dedicação em cada questão e fazer uma autoavaliação e analisar o rendimento em cada assunto.

A ansiedade e o nervosismo podem ser controlados na hora da prova se você reforça todo o conteúdo na memória, fazendo com que fique mais confiante e conquiste a tão sonhada aprovação.

Clique nos links, resolva as questões separadas por temas e saia na frente da concorrência.

ATENÇÃO: QUESTÕES DE CONCURSOS DE ENFERMAGEM SEPARADOS POR TEMAS:

































Bons estudos e sucesso!



Atendimento ao paciente em terapia renal substitutiva (hemodiálise)



Em todas as clínicas especializadas, faz-se necessário o conhecimento e a experiência adequada para cumprir eficientemente uma rotina de assistência necessária para dar andamento no tratamento de seu público alvo.

Com os serviços de hemodiálise não é diferente, pois é um serviço especializado para atender pacientes em tratamento de terapia renal, em que se encontram clinicamente dependentes desse tratamento, pois suas funções renais estão comprometidas.

Em uma clinica de hemodiálise, os pacientes necessitam ser bem recebidos e encontrar o seu local de tratamento pronto para iniciar o tratamento neste dia, com segurança e todo o suporte necessário.

Para iniciar o tratamento, os pacientes são encaminhados para as máquinas dialisadoras e são submetidos á procedimentos de verificação de peso e pressão antes da terapia.



Além dos procedimentos vistos, existem outros procedimentos importantes, vejamos:

1. Ajustar a máquina de acordo com os dados do paciente
Colocar os dados necessários como UF (ultrafiltração), condutividade, nível de sódio e o tempo são necessários para iniciar o processo.

2. Verificar se o dialisador e linhas estão prontos para o uso
Isto pode ser feito antes do paciente acomodar-se próximo á sua máquina, para verificar se o kit de diálise do paciente está sem o produto químico utilizado para evitar contaminação das linhas (proxitane®,quando o conjunto é reutilizado), pois a presença do mesmo pode causar complicações para o paciente (hemólise). Se for um sistema novo, verificar se está cheio de soro e sem ar, como também aquecido (Ver temperatura prescrita e na máquina).

3. Fazer a assepsia do local da punção ou na região do catéter
É muito importante a limpeza do local onde as agulhas serão puncionadas (fístulas) ou cateter duplo lúmem (cdl).

4. Fazer a punção na fístula artério-venosa e conectar as linhas
Puncionar com muito cuidado e verificar a presença de sangue de acordo com os batimentos cardíacos e retirar o ar liberando um pouco o fluxo de sangue no interior das agulhas e no CDL.

5. Fixar as agulhas, ligar á elas as linhas do dialisador e ligar a máquina em um fluxo baixo, retirando o priming*
Uma diálise efetiva começa com seu início, mas para que isso aconteça devemos levar em consideração esses detalhes iniciais.
Ao verificar que o sangue está chegando ao filtro, ao mesmo tempo que pausa a máquina, fecha a linha por onde está saindo o priming ou a linha do isolador de pressão**(onde ele é conectado á máquina) e conecta á agulha do paciente (linha venosa) e prossegue o tratamento.

6. Monitorar o paciente durante a diálise
Verificar seus sinais vitais periodicamente, principalmente a pressão arterial pela perda de líquidos e eletrólitos que o tratamento proporciona, até o final do tratamento.
Quando se trata de hemodiálise, existem muitas coisas á se falar, mas esses passos são básicos para se proporcionar ao paciente renal o tratamento adequado para que seu tratamento seja o mais tranquilo e humanizado possível.




*priming - Quantidade de líquido no interior do dialisador.
**isolador de pressão - dispositivo redondo com duas roscas centralizadas (anterior e posterior) para conectar o filtro de ar á máquina para controlar a pressão interna da punção arterial (existem máquinas que possuem isoladores de pressão para as duas punções-arterial e venosa).

Contribuiu com este Artigo:


Adones de Souza Mendes
Técnico de enfermagem e graduando em Administração.
Facebook: Adones Mendes Instagram: mendesadones
e-mail: mendesadones@gmail.com






 
Enfermagem a profissão do cuidar