Conjuntivite - Sintomas, Transmissão, Tratamento e Prevenção


A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Em geral, ataca os dois olhos e não costuma deixar sequelas. É uma doença comum na época do verão e pode ser alérgica, bacteriana, viral e gonocócica.

Embora as conjuntivites possam ser de causa alérgica, viral, bacteriana ou por irritação química, somente as infecciosas (virais e bacterianas) é que são contagiosas. As virais são as que mais frequentemente são causas de epidemias.




TIPOS DE CONJUNTIVITE

Alérgica:  Não  é  transmissível e  geralmente  afeta  indivíduos  propensos à alergia como, por exemplo, os portadores de rinite e de bronquite. Esta não é transmissível e ocorre mais vezes na primavera e no
outono quando há muito pólen espalhado pelo ar.

Bacteriana: Caracterizada por uma secreção espessa, amarelada e com consistência cremosa, que deixa o indivíduo com os olhos inchados e, por vezes, pode demorar de 5 a 7 dias para desaparecer. Tem como agente etiológico Streptococcuspenumoniae, Staphylococcus aureus e Haemophilusinfluenzae.

Viral:   Caracterizada   por   uma   secreção   esbranquiçada,   em   pequena quantidade que demora aproximadamente 15 a 20 dias para desaparecer. É a conjuntivite  mais frequente,  e  o  agente  causador  mais  comum  é  o adenovírus. Mas também pode ser causada por um enterovírus tipo 70 (conjuntivite hemorrágica) e coxsackie A4 (também conjuntivite hemorrágica).

Gonocócica: Possui como agente etiológico a Neisseriagonorrhoeae, que é uma bactéria transmitida através do ato sexual. Também pode ser transmitida no momento do parto, mas esta forma de transmissão é infrequente, uma vez que costuma-se  administrar  uma  gota  de  nitrato  de  prata  1%  no  saco conjuntival do recém-nascido. O tratamento é feito por meio do uso de antibióticos sistêmicos e oculares.


SINTOMAS DA CONJUNTIVITE

- Pálpebras inchadas (conjuntivite bacteriana);
- Secreção purulenta (conjuntivite bacteriana);
- Sensação de areia ou de ciscos nos olhos (conjuntivite viral);
- Secreção esbranquiçada (conjuntivite viral); 
- Coceira (conjuntivite alérgica);
- Olhos vermelhos e lacrimejantes;
- Fotofobia (dor ao olhar para a luz);
- Visão borrada;
- Pálpebras grudadas quando a pessoa acorda.

TRANSMISSÃO

O contágio da conjuntivite bacteriana pode ser feito através do contato com as secreções do indivíduo contaminado. O período de contágio dura todo o tempo em que houver sintomas.

A  transmissão da  conjuntivite viral dá-se através do contato com a secreção ou com objetos contaminados, como lenços ou toalhas que tenham entrado em contato direto com o olho afetado. Também pode ser transmitida através de artigos utilizados pelo indivíduo contaminado, como: maquiagem, dormir sobre o mesmo travesseiro, partilhar óculos ou lentes de contato, abraços e beijos etc. A doença é transmissível enquanto durar os sintomas.

Em geral a conjuntivite dissemina-se com maior facilidade em ambientes coletivos (escola, creches, fábricas etc.)

TRATAMENTO

Não existe tratamento específico para conjuntivite viral. Para diminuir os sintomas e o desconforto pode-se utilizar soro fisiológico gelado e compressas sobre as pálpebras, limpar os olhos com frequência, ou ainda, usar colírios lubrificantes e lágrimas artificiais. Geralmente, a conjuntivite viral não deixa sequelas, mas pode ocorrer visão embaçada (se notar alguma dificuldade na visão, deve-se voltar ao oftalmologista).

Já, o tratamento da conjuntivite bacteriana inclui a indicação de colírios antibióticos, que devem ser prescritos por um médico, pois alguns colírios são altamente contra indicados, porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro. 

Cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o contágio e a evolução da doença. Qualquer que seja o caso, porém, é fundamental lavar os olhos e fazer compressas com água gelada, que deve ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico comprado em farmácias ou distribuído nos postos de saúde.

PREVENÇÃO

- Evitar aglomerações ou frequentar piscinas de academias ou clubes;
- Lavar  com  frequência o  rosto  e  as  mãos,  uma  vez  que  estes  são veículos importantes para a transmissão de micro-organismos patogênicos;
- Não coçar os olhos;
- Usar toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos, ou lavar todos os dias as toalhas de tecido;
- Trocar as fronhas dos travesseiros diariamente, enquanto perdurar a crise;
- Não compartilhar o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza;
- Não se automedique.
- Lave as mãos antes e depois do uso de colírios ou pomadas e, ao usá- los não encoste o bico do frasco no olho.
- Não use lentes de contato enquanto estiver com conjuntivite, ou se estiver usando colírios ou pomadas.
- Evite a exposição a agentes irritantes (fumaça) e/ou alérgenos (pólen) que podem causar a conjuntivite.
- Use óculos de mergulho para nadar, ou óculos de proteção se você trabalha com produtos químicos.
- Evite nadar em piscinas sem cloro ou em lagos. 

As conjuntivites, principalmente por sua freqüência, devem ser adequadamente reconhecidas e tratadas. É importante realizar o diagnóstico diferencial com outras patologias, geralmente de maior gravidade, com o objetivo de prevenir potencias problemas visuais para o paciente.

A conjuntivite é uma afecção benigna, tem diagnóstico clínico e caráter autolimitado com resolução espontânea em aproximadamente duas semanas.
As conjuntivites viral, bacteriana e alérgica apresentam entidades clínicas diferentes, sendo o diagnóstico correto imprescindível para que a conduta a ser tomada seja a mais adequada.

A conjuntivite viral e bacteriana são altamente contagiosas, devendo-se atentar para a presença de surtos.








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