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Bico de papagaio ou Osteofitose - Causas, Sintomas e Tratamento


A Osteofitose ou o Bico de Papagaio como popularmente é conhecido, é uma doença degenerativa que afeta as vértebras da coluna, causando dor forte nas costas e formigamento nos braços ou nas pernas.

Consistem em pequenas expansões ósseas em forma de gancho que surge ao redor do disco da coluna vertebral, geralmente em casos de problemas reumáticos, como a osteoartrose lombar e cervical (o aspecto do osteófito remete ao bico de um papagaio, vindo daí o nome popular).



Causas:

Má postura, carregar peso excessivo, permanecer por muito tempo sentado sem pausa, desconhecimento da ergonomia e movimentos repetidos de curvar a coluna são alguns dos fatores agravantes e estressantes da coluna que predispõe o aparecimento da hérnia de disco, artrose e do bico de papagaio.


Sintomas:

  • Dor forte localizada nas costas ou que irradia até à coxa, principalmente quando nos movimentos;
  • Sensação de formigamento nas pernas quando se desenvolve na região lombar ou nos braços caso se localize na cervical;
  • Diminuição da força muscular.

Diagnóstico:

Para saber se é bicos de papagaio é preciso fazer exames como raio x e tomografia e quando a dor irradia é fundamental fazer uma ressonância magnética.

Tratamento:

A osteofitose piora com o passar dos anos e não tem cura, porém existe tratamento que numa fase inicial da doença inclui o uso de analgésicos e sessões de fisioterapia que ajudam a aliviar a dor.

Adoção de novos hábitos, como boa postura, juntamente com prática de atividade física pode auxiliar no alívio das dores. O uso de alguns fármacos, fisioterapia e acupuntura também são medidas benéficas.

O tratamento cirúrgico é recomendado quando o paciente apresenta dano neurológico súbito e quando a coluna evidenciar sinais de desalinhamento progressivo com dor intensa, bem como alteração de força e sensibilidade nos membros superiores. 










Como acontece a Fecundação?


A fecundação humana acontece quando o espermatozoide se funde ao óvulo, que normalmente fica na primeira porção da tuba uterina e forma o zigoto. Essa formação ocorre no interior das tubas, onde o óvulo fecundado caminha, em seguida, em direção ao útero.




Lembrando que, apenas um único espermatozoide atravessa sua a membrana do óvulo, carregando consigo 23 cromossomos não pareados. Imediatamente, esses cromossomos isolados combinam-se com os outros 23 cromossomos que existem no óvulo, passando a formar um complemento normal de 46 cromossomos, dispostos em 23 pares. Isso dá início ao processo de multiplicação celular.



Fecundação do espermatozoide com o óvulo

Terceira semana: o óvulo é dividido em centenas de células que, juntas, formam o blastocisto.

Quarta semana: embrião com três planos distintos, interno, médio e externo.

Quinta semana: embrião mede 4mm com tubo neural que irá formar a medula espinhal e o cérebro.

Sexta semana: embrião mede 6mm e já tem o crânio quase formado.

Quando o zigoto atinge o útero, é produzido um hormônio chamado Hormônio Coriônico Gonadotrófico (HCG). É esse hormônio que induz o ovário ao produzir estrogênio e a progesterona.

O estrogênio e a progesterona chegam a hipófise “avisando” que a mulher está grávida. Assim, a hipófise para de produzir os hormônios (FSH e LH) que iriam estimular o ovário a parar a ovulação, suspendendo o ciclo menstrual. Quando uma mulher está grávida, é o exame do hormônio FSH que indica a gravidez. No primeiro dia de falha da menstruação, os exames já costumam dar positivo.

Devido à alteração hormonal no organismo feminino durante a gravidez, podem ser percebidas transformações em muitas partes do corpo. Tais como inchaço nos pés, mamas e manchas (cloasma). 

Leia também sobre Ovário Policístico





COFEN normatiza atuação da Equipe de Enfermagem no procedimento de Aspiração de Vias Aéreas


O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) através da RESOLUÇÃO Nº 0557/2017 aprovou no âmbito da Equipe de Enfermagem, o procedimento de Aspiração de Vias Aéreas.

Segundo a norma o procedimento pode ser executado por profissionais de enfermagem nas seguintes condições:

Os pacientes graves, submetidos a intubação orotraqueal ou traqueostomia, em unidades de emergência, de internação intensiva, semi intensivas ou intermediárias, ou demais unidades da assistência, deverão ter suas vias aéreas privativamente aspiradas por profissional Enfermeiro, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional da Enfermagem.

Os pacientes atendidos em Unidades de Emergência, Salas de Estabilização de Emergência, ou demais unidades da assistência, considerados graves, mesmo que não estando em respiração artificial, deverão ser aspirados pelo profissional Enfermeiro, exceto em situação de emergência, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional de Enfermagem e Código de Ética do Profissional de Enfermagem – CEPE.



Os pacientes em unidades de repouso/observação, unidades de internação e em atendimento domiciliar, considerados não graves, poderão ter esse procedimento realizado por Técnico de Enfermagem, desde que avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.

Os pacientes crônicos, em uso de traqueostomia de longa permanência ou definitiva em ambiente hospitalar, de forma ambulatorial ou atendimento domiciliar, poderão ter suas vias aéreas aspirada pelo Técnico de Enfermagem, desde que devidamente avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.

Nas hipóteses dos números 3 e 4, deverá ser instituído protocolo institucional prevendo a observação de sinais e sintomas do padrão respiratório durante o procedimento, para comunicação imediata ao Enfermeiro.

Leia a Resolução Cofen na íntegra: clicando aqui






Exame descobre qualquer tipo de câncer dez anos antes de se manifestar



Segundo pesquisadores, em menos de 2 anos será possível que um simples exame de sangue possa identificar qualquer tipo de tumor cancerígeno até dez anos antes de sua manifestação no organismo. O exame de sangue chamado entre seus desenvolvedores de “biópsia líquida” é capaz de fazer uma criteriosa análise do DNA encontrado no sangue, sendo possível prever qualquer sinal de eventuais tumores.

Febre Amarela - Transmissão, Tratamento e Prevenção



A febre amarela é uma doença infecciosa causada por um Arbovírus do Gênero Flavivírus, cujo reservatório natural são os primatas não humanos que habitam as florestas tropicais. Sua incidência se restringe à América Central, América do Sul e África.

Existem dois ciclos epidemiológicos distintos de transmissão: silvestre e urbano. A silvestre é transmitida pela picada do mosquito Haemagogus, e a urbana transmitida pela picada do Aedes aegypti (mesmo transmissor da dengue) que foi reintroduzido no Brasil na década de 1970. Embora os vetores sejam diferentes, o vírus e a evolução da doença são iguais. A forma urbana já foi erradicada. O último caso de que se tem notícia ocorreu em 1942, no Acre, mas pode acontecer novo surto se a pessoa infectada pela forma silvestre da doença retornar para áreas de cidades onde exista o mosquito da dengue que prolifera nas cercanias das residências e ataca durante o dia.

TRANSMISSÃO 

É importante salientar que a febre amarela não é transmitida

Período fértil para engravidar



O período fértil é o momento da ovulação da mulher, ele acontece, de 10 a 14 dias depois do início da menstruação. Neste momento são grandes as chances de engravidar durante uma relação sexual.

Ciclo Menstrual Normal

O ciclo menstrual é um processo natural que ocorre de modo cíclico em todas as mulheres férteis. Todo ciclo em que ocorre uma ovulação inicia-se e termina com a menstruação. A menstruação é um sinal que mostra que a mulher ovulou, mas este óvulo não foi fecundado. A primeira menstruação da vida da mulher chama-se menarca. A última chama-se menopausa.

O ciclo menstrual (ciclo ovulatório) inicia-se no primeiro dia da menstruação, durando, em média, 28 dias e terminando no primeiro dia da menstruação seguinte. Algumas mulheres têm períodos mais curtos de até 21 dias, enquanto outras possuem períodos mais longos, indo até 35 dias. Mulheres adolescentes com menarca recente podem ter ciclos de até 45 dias, uma vez que seu sistema reprodutor ainda está amadurecendo. O mesmo prolongamento pode ocorrer com mulheres próximas da menopausa, quando já começam a haver sinais de falência dos ovários.

Ao contrário dos homens que produzem seus espermatozoides continuamente ao longo de toda a vida, as mulheres nascem com um número contado de óvulos. São cerca de 450.000 e eles ficam estocados nos ovários, sendo liberados, na maioria das vezes, apenas um por ciclo. Enquanto os homens são férteis por toda a vida, as mulheres só podem engravidar entre o período de anos que compreende a menarca e a menopausa.

Os órgãos reprodutores das mulheres consistem em dois ovários, duas tubas uterinas, um útero e a vagina. Para facilitar o entendimento, vamos considerar o ciclo normal aquele com 28 dias, começando e terminando sempre no primeiro dia da menstruação.

O ciclo menstrual é regido pelos hormônios TSH e LH, produzidos na hipófise, glândula localizada no cérebro, e pelos hormônios estrogênio e progesterona, produzidos pelos ovários.

O processo hormonal têm duas funções: provocar a ovulação e preparar o útero para receber o feto, caso óvulo seja fecundado.


Resumidamente, o que ocorre é o seguinte:

- Durante os primeiros dias do ciclo, o cérebro produz o hormônio FSH que provoca o amadurecimento dos óvulos, que por sua vez, passam a produzir estrogênio.

- Enquanto os óvulos vão ficando maduros, o estrogênio age no útero, fazendo com sua parede (endométrio) cresça e se torne um local propício para a implantação do óvulo, caso este seja fecundado.

- 14 dias antes da próxima menstruação, quando pelo menos um dos óvulos já encontra-se suficientemente maduro, a hipófise lança na corrente sanguínea um outro hormônio, chamado LH, que dentro de 36 horas provocará a ovulação.

- Quando a mulher ovula, lança seu óvulo em direção as trompas e o ovário começa a produzir um novo hormônio, a progesterona, que será responsável em manter o útero rico em nutrientes e circulação de sangue, à espera do feto.

- Se o óvulo não for fecundado, ele se degenera e a concentração de todos estes hormônios começa a cair. Sem hormônios, a parede espessa do útero não tem como se manter, e ela desaba. Isto é a menstruação. Agora, um novo ciclo se reinicia.


Como saber se estou no período Fértil?

O período fértil da mulher acontece de 10 a 14 dias após o primeiro dia da menstruação. Por isso o cálculo da tabelinha é importante para calcular quando esse período iniciará.

O período fértil feminino dura aproximadamente 6 dias e tecnicamente falando, a gravidez se torna possível exatamente nesse período do mês. Se você não quer engravidar tenha bastante cuidado nas relações sexuais que manter durante este período.

Por quantos dias a mulher permanece no período fértil?

Após a ovulação, o óvulo tem uma vida útil muito curta, cerca de 12-24 horas. Por isso, se a mulher ovular hoje, o espermatozoide tem uma prazo máximo de 24 horas até encontrá-lo. Como o espermatozoide tem uma vida muito mais longa, cerca de 3 a 7 dias, as maiores chances de fecundação ocorrem quando a relação sexual acontece 24 a 48 horas antes da ovulação. O ideal é que, quando o óvulo chegue nas trompas, já exista uma grande quantidade de espermatozoides à sua espera.

Levando-se em conta a vida média do óvulo e dos espermatozoides, na prática, o período fértil acaba por compreender, em média, os 5 a 6 dias antes da ovulação até o dia seguinte à mesma.

E para Engravidar...

Durante o seu período fértil (10 a 14 dias após a menstruação) você terá seis dias que estará ovulando, ou seja, é o momento em que os ovários liberam o óvulo que esperará pela fecundação do espermatozoide durante uma semana. Caso a relação sexual não aconteça ou não seja efetiva a menstruação desce normalmente e o ciclo se reinicia. Após a ovulação, ou seja, a partir do 20° dia após o primeiro dia da sua última menstruação as chances de engravidar caem bastante.

Mesmo apostando no período fértil, muitas mulheres passam por problemas emocionais a cada ato falho de gravidez. A indicação mais importante é procurar ajuda médica para realizar exames de infertilidade e ter a orientação para acompanhar o processo de ovulação.




Paracetamol durante a gestação pode reduzir níveis de testosterona em bebês do sexo masculino


O paracetamol, conhecido como Tylenol nos Estados Unidos e também no Brasil, é um dos remédios mais comuns utilizados para aliviar dores e reduzir febre, além de ser rotineiramente usado durante todos os estágios da gravidez.

Pesquisadores em estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”, afirma que durante a gestação, as mulheres que tomam paracetamol por longos períodos podem colocar em risco os níveis de testosterona dos bebes (sexo masculino), o que pode acarretar possíveis problemas reprodutivos no futuro.


No estudo, os pesquisadores deram aos ratos (com traços de tecido humano) uma dose típica diária de paracetamol por um período de 24 horas ou de sete dias. Em seguida, começou a ser mensurada a quantidade de testosterona produzida pelo tecido humano após a dose final de paracetamol. Foi observado que após 07 dias de exposição ao paracetamol, a quantidade do hormônio caiu 45%.


A testosterona é um hormônio produzido nos testículos que é fundamental para a saúde do sexo masculino. O fato da testosterona ser reduzida ainda no útero materno está associado a maiores riscos de infertilidade, câncer de testículos e criptorquidia.

Os pesquisados da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, dizem que ainda são necessárias mais pesquisas para estabelecer o mecanismo pelo qual o paracetamol pode ter esse efeito. E aconselham que as mulheres grávidas devem seguir as atuais orientações de que analgésicos sejam tomados na mínima dose eficaz pelo menor período de tempo possível.






Ovário Policístico


A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um problema comum que atinge as mulheres em diversas idades, sendo comum o início ainda na adolescência (afeta cerca de 5% a 20% das mulheres em idade fértil).

É um distúrbio que interfere no processo normal de ovulação em virtude de desequilíbrio hormonal que leva à formação de cistos. O aparecimento de cistos durante o processo de ovulação faz parte do funcionamento dos ovários, mas eles desaparecem a cada ciclo menstrual. Nas portadoras da SOP, esses cistos permanecem e modificam a estrutura ovariana, tornando o órgão até três vezes mais largo do que o tamanho normal. A disfunção pode levar à secreção de hormônios masculinos (androgênios) em excesso.



O que causa o aparecimento do Ovário Policístico?

Normalmente os fatores que levam ao desenvolvimento da SOP não são totalmente conhecidos, mas tudo indica que ela tem origem genética, em parte, pois irmãs ou filhas de uma mulher portadora do distúrbio tem 50% de chance de desenvolvê-la. Principalmente em mulheres com histórico familiar, que têm sobrepeso, obesidade ou resistência à insulina, que é uma tendência a ter diabetes. Sua origem está estritamente associada com a produção da insulina em excesso pelo organismo. O aumento da quantidade dessa substância no sangue (a hiperinsulinemia) provocaria o desequilíbrio hormonal.

Sinais e Sintomas

Dificuldade para engravidar, ciclos menstruais irregulares, menores frequências de ovulação podem ser características comuns da síndrome dos ovários policísticos. O distúrbio ainda favorece o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, do diabetes tipo 2 e obesidade. Quando há excesso de hormônios masculinos, os sinais observados são:
- Aparecimento de cravos e espinhas, além do aumento de oleosidade na pele. 
- Crescimento anormal de pelos nas regiões dos seios, queixo e buço;
- Em alguns casos queda de cabelos;
- Aumento do peso;
- Manchas na pele, principalmente nas axilas e pescoço

Os sintomas continuam mesmo depois da menopausa?

Certamente sim. Após a menopausa os hormônios femininos diminuem, a mulher passa a sofrer ainda mais com o enfraquecimento e a queda de cabelo, crescimento anormal de pelos em outras partes do corpo, como rosto e peito. Além disso, o risco de problemas como ataque cardíaco, AVC e diabetes também aumentam depois da menopausa.

E também sobre: Cólicas e Dores Menstruais




Tratamentos

A SOP pode ser controlada por medicamentos, e variam de acordo com o quadro de sintomas de cada paciente. A utilização de anticoncepcionais hormonais como pílulas, anéis vaginais, implantes protegem os ovários contra a formação dos microcistos e diminuem os níveis de hormônios masculinos e de insulina. As mulheres que pretendem engravidar também devem utilizar anticoncepcionais hormonais, em um primeiro momento do tratamento, para regularizar a menstruação. A suspensão do anticoncepcional depois da regularização dos ciclos menstruais aumenta a chance de ovulação e gravidez. Outra forma de intervenção para aumentar as chances de gravidez são os produtos indutores da ovulação. Quando a portadora da SOP apresenta altos níveis de insulina os médicos usam medicamentos específicos para reduzir a produção dessa substância. Na presença de gravidez, tais medicamentos podem ser usados até a 36ª semana de gestação.

Ter ovários policísticos prejudica a gravidez?

Sim, pois esse problema aumenta as chances de complicações durante a gestação, como aborto espontâneo, parto prematuro, pré-eclâmpsia e diabetes gestacional.

Dicas que podem ajudar:

- Em sedentárias e principalmente com excesso de peso, que possuem resistência à insulina, é recomendável uma dieta voltada para a perda de peso saudável que é pobre em açúcar e rica em nutrientes.
- A redução do estresse é fundamental para resolver qualquer problema hormonal. Isso porque o estresse pode ter impactos drásticos sobre o sistema endócrino e, portanto, a produção de hormônios.
- Ter qualidade no sono é crucial para a regeneração celular, produção de hormônios, controle de estresse e até mesmo controle de peso. Na verdade, privação de sono pode ter os mesmos efeitos negativos sobre a saúde e hormônios como a falta de atividade e uma dieta pobre em nutrientes.
- Atividade física é essencial para as mulheres manterem o equilíbrio hormonal.



Gravidez ectópica



Ectópica significa "no lugar errado", portanto a gravidez ectópica é uma gestação que se desenvolve fora do útero e que é, portanto, inviável. A gravidez ectópica tipicamente ocorre em uma das trompas de falópio (tubas uterinas), tubo que conduz os óvulos dos ovários para o útero. Esse tipo de gravidez ectópica é conhecida como gravidez tubária. Embora seja bem mais raro, pode acontecer de a implantação se dar em um dos ovários, no colo do útero, diretamente no abdômen ou mesmo na cicatriz de uma cesárea.


A gravidez ectópica costuma ser observada entre a 5ª e a 14ª semana de gestação. O ovo fertilizado não sobrevive, e o feto em crescimento pode romper várias estruturas maternas. Se não for tratada, há o risco de hemorragias, que podem ser fatais. 

Fatores de Risco e Causas:
O motivo mais comum de uma gravidez ectópica é uma lesão na tuba uterina, que bloqueia ou estreita a passagem do óvulo fertilizado. Com isso, ele se implanta na parede da tuba. As causas mais comuns de danos das trompas de Falópio que pode levar a uma gravidez ectópica incluem:
  • Doença inflamatória pélvica, que pode surgir a partir de infecção por clamídia ou gonorreia
  • Inflamações e cicatrizes das trompas de falópio, decorrentes de uma condição médica ou cirurgia anterior
  • Gravidez ectópica anterior em uma trompa de Falópio
  • História de endometriose
  • Concepção auxiliada por medicamentos de fertilidade ou procedimentos
  • Tabagismo
  • Idade materna avançada de 35 anos ou mais
  • História de cirurgia pélvica, cirurgia abdominal, ou vários abortos

As condições a seguir podem ter ligação com gravidez ectópica:
  • Defeitos congênitos
  • Fatores hormonais
  • Anormalidades genéticas
  • Condições médicas que afetam a forma e condição das trompas de falópio e órgãos reprodutivos.


Sintomas de Gravidez ectópica
No início, uma gravidez ectópica muitas vezes é sentida como uma gravidez normal, com sintomas tais como:
  • Atraso na menstruação
  • Seios sensíveis e inchados
  • Fadiga
  • Náusea
  • Aumento da micção.

Os primeiros sinais de uma gravidez ectópica podem incluir:
  • Hemorragia vaginal, que pode ser leve
  • Dor abdominal ou dor pélvica, geralmente seis a oito semanas após a ausência de menstruação.

Conforme a gravidez ectópica progride, outros sintomas podem se desenvolver, incluindo:
  • Dor de barriga ou dor pélvica, que pode piorar com o movimento ou esforço. Pode começar bruscamente de um lado e depois se espalhar por toda a região pélvica
  • Sangramento vaginal moderado ou intenso
  • Dor no coito ou durante um exame pélvico
  • Tonturas, vertigens ou desmaio, causada por hemorragia interna
  • Sinais de choque hipovolâmico
  • Dor no ombro causada por hemorragia no abdômen sob o diafragma. O sangramento irrita o diafragma e é sentido como dor no ombro.
  • Os sintomas do aborto espontâneo muitas vezes são semelhantes aos sintomas precoces experimentados durante a gravidez ectópica. Para mais informações, consulte o tópico aborto espontâneo.

Tratamento para a gestação ectópica

Monitoração e espera

Quando a gravidez ectópica é identificada logo (até 6 semanas), mas sua localização exata ainda não foi descoberta, os médicos podem adotar a estratégia de esperar alguns dias para ver o que acontece sem tratamento. 

Muitas gestações ectópicas evoluem para um aborto espontâneo, especialmente quando não há sinais de saco vitelino e os níveis do hormônio da gravidez (hCG) estão bem baixos. Nesses casos, a simples observação da evolução evita a cirurgia, enquanto não ficar claro que ela é absolutamente necessária. 

Em cerca de 25% dos casos a cirurgia acaba acontecendo. Depois do tratamento, você deve fazer uma série de exames de sangue para monitorar os níveis de hCG até eles zerarem, para ter certeza de que tudo foi resolvido. 

Tratamento com medicamento e monitoração

Quando a gravidez ectópica ainda é recente, e não há visualização de batimentos cardíacos, o médico pode administrar um remédio, que interrompe o desenvolvimento do embrião. Dessa forma é possível evitar a cirurgia. 

O tratamento é mais eficaz quando a gravidez é bem inicial, e os níveis de hormônio ainda estão baixos. Ele pode ser adotado quando não há sangramento e a trompa não se rompeu. 

A gravidez termina e o material embrionário é reabsorvido pela mulher, que apresentará sangramento por algumas semanas.

Os níveis de hCG são monitorados através de exames de sangue, até voltarem a zero. 

Tratamento cirúrgico

Se a gestação ectópica for diagnosticada, o cirurgião pode usar a laparoscopia para interromper a gravidez, mantendo a tuba intacta se ela puder ser recuperada. 

A laparoscopia é mais vantajosa em relação à cirurgia abdominal, porque é uma operação mais rápida, com perda menor de sangue, menos analgesia e tempo menor de internação.

Se a trompa tiver se rompido, os médicos costumam recomendar a cirurgia abdominal, porque ela é o meio mais ágil de conter a perda de sangue. Em alguns casos uma transfusão de sangue pode ser necessária. O que determina se a tuba será totalmente retirada ou não é a extensão da lesão, a saúde de sua outra tuba e seu desejo de engravidar novamente.



 
Enfermagem a profissão do cuidar