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Gravidez ectópica


Ectópica significa "no lugar errado", portanto a gravidez ectópica é uma gestação que se desenvolve fora do útero e que é, portanto, inviável. A gravidez ectópica tipicamente ocorre em uma das trompas de falópio (tubas uterinas), tubo que conduz os óvulos dos ovários para o útero. Esse tipo de gravidez ectópica é conhecida como gravidez tubária. Embora seja bem mais raro, pode acontecer de a implantação se dar em um dos ovários, no colo do útero, diretamente no abdômen ou mesmo na cicatriz de uma cesárea.


A gravidez ectópica costuma ser observada entre a 5ª e a 14ª semana de gestação. O ovo fertilizado não sobrevive, e o feto em crescimento pode romper várias estruturas maternas. Se não for tratada, há o risco de hemorragias, que podem ser fatais. 

Fatores de Risco e Causas:
O motivo mais comum de uma gravidez ectópica é uma lesão na tuba uterina, que bloqueia ou estreita a passagem do óvulo fertilizado. Com isso, ele se implanta na parede da tuba. As causas mais comuns de danos das trompas de Falópio que pode levar a uma gravidez ectópica incluem:
  • Doença inflamatória pélvica, que pode surgir a partir de infecção por clamídia ou gonorreia
  • Inflamações e cicatrizes das trompas de falópio, decorrentes de uma condição médica ou cirurgia anterior
  • Gravidez ectópica anterior em uma trompa de Falópio
  • História de endometriose
  • Concepção auxiliada por medicamentos de fertilidade ou procedimentos
  • Tabagismo
  • Idade materna avançada de 35 anos ou mais
  • História de cirurgia pélvica, cirurgia abdominal, ou vários abortos

As condições a seguir podem ter ligação com gravidez ectópica:
  • Defeitos congênitos
  • Fatores hormonais
  • Anormalidades genéticas
  • Condições médicas que afetam a forma e condição das trompas de falópio e órgãos reprodutivos.


Sintomas de Gravidez ectópica
No início, uma gravidez ectópica muitas vezes é sentida como uma gravidez normal, com sintomas tais como:
  • Atraso na menstruação
  • Seios sensíveis e inchados
  • Fadiga
  • Náusea
  • Aumento da micção.

Os primeiros sinais de uma gravidez ectópica podem incluir:
  • Hemorragia vaginal, que pode ser leve
  • Dor abdominal ou dor pélvica, geralmente seis a oito semanas após a ausência de menstruação.

Conforme a gravidez ectópica progride, outros sintomas podem se desenvolver, incluindo:
  • Dor de barriga ou dor pélvica, que pode piorar com o movimento ou esforço. Pode começar bruscamente de um lado e depois se espalhar por toda a região pélvica
  • Sangramento vaginal moderado ou intenso
  • Dor no coito ou durante um exame pélvico
  • Tonturas, vertigens ou desmaio, causada por hemorragia interna
  • Sinais de choque hipovolâmico
  • Dor no ombro causada por hemorragia no abdômen sob o diafragma. O sangramento irrita o diafragma e é sentido como dor no ombro.
  • Os sintomas do aborto espontâneo muitas vezes são semelhantes aos sintomas precoces experimentados durante a gravidez ectópica. Para mais informações, consulte o tópico aborto espontâneo.

Tratamento para a gestação ectópica

Monitoração e espera

Quando a gravidez ectópica é identificada logo (até 6 semanas), mas sua localização exata ainda não foi descoberta, os médicos podem adotar a estratégia de esperar alguns dias para ver o que acontece sem tratamento. 

Muitas gestações ectópicas evoluem para um aborto espontâneo, especialmente quando não há sinais de saco vitelino e os níveis do hormônio da gravidez (hCG) estão bem baixos. Nesses casos, a simples observação da evolução evita a cirurgia, enquanto não ficar claro que ela é absolutamente necessária. 

Em cerca de 25% dos casos a cirurgia acaba acontecendo. Depois do tratamento, você deve fazer uma série de exames de sangue para monitorar os níveis de hCG até eles zerarem, para ter certeza de que tudo foi resolvido. 

Tratamento com medicamento e monitoração

Quando a gravidez ectópica ainda é recente, e não há visualização de batimentos cardíacos, o médico pode administrar um remédio, que interrompe o desenvolvimento do embrião. Dessa forma é possível evitar a cirurgia. 

O tratamento é mais eficaz quando a gravidez é bem inicial, e os níveis de hormônio ainda estão baixos. Ele pode ser adotado quando não há sangramento e a trompa não se rompeu. 

A gravidez termina e o material embrionário é reabsorvido pela mulher, que apresentará sangramento por algumas semanas.

Os níveis de hCG são monitorados através de exames de sangue, até voltarem a zero. 

Tratamento cirúrgico

Se a gestação ectópica for diagnosticada, o cirurgião pode usar a laparoscopia para interromper a gravidez, mantendo a tuba intacta se ela puder ser recuperada. 

A laparoscopia é mais vantajosa em relação à cirurgia abdominal, porque é uma operação mais rápida, com perda menor de sangue, menos analgesia e tempo menor de internação.

Se a trompa tiver se rompido, os médicos costumam recomendar a cirurgia abdominal, porque ela é o meio mais ágil de conter a perda de sangue. Em alguns casos uma transfusão de sangue pode ser necessária. O que determina se a tuba será totalmente retirada ou não é a extensão da lesão, a saúde de sua outra tuba e seu desejo de engravidar novamente.



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