Faça como Milhares de Outras Pessoas, Cadastre-se e Receba Atualizações Diretamente em seu e-mail!

Funções da Ocitocina e da Prolactina



Após o parto, o sistema nervoso materno produz dois hormônios fundamentais para a amamentação: a prolactina e a ocitocina. É por meio do leite materno que a criança recebe todos os nutrientes necessários para seu desenvolvimento, além da proteção contra uma série de doenças em razão dos anticorpos recebidos da mãe.

A prolactina é um hormônio estimulado pela hipófise, glândula que fica no cérebro, ela é responsável não só pela prolactina, mas também por diversos outros hormônios de nosso corpo. A prolactina, produzida no cérebro, é o hormônio que atua na glândula mamária e, após o parto, age nas células produtoras de leite, acelerando sua produção. É dependente da sucção que o bebê faz na mama e das técnicas corretas de amamentação.


A ocitocina é um hormônio produzido na hipófise, sua função mais conhecida é a de estimular a contração do útero na hora do parto. No entanto, a ocitocina não é exclusiva das mulheres, os homens também a fabricam. Além da sua função no parto, ela age como um neurotransmissor, regulando comportamento de interação social, sendo por isso também conhecida como o "hormônio do amor".




Nas mulheres, ela age na glândula mamária atuando na liberação do leite armazenado. Além da sucção e das técnicas corretas para amamentação, a síntese desse hormônio está condicionada ao estado emocional materno. Ansiedade, medo e estresse inibem a produção e a liberação da ocitocina. Por outro lado, níveis aumentados de ocitocina no cérebro resultam em leve sonolência, euforia, limiar à dor aumentado e sentimento de mais amor pelo bebê.

Como o nosso organismo sabe o momento exato de produzir estes hormônios?

Com o estimulo da sucção (ou da ordenha) nas tetas, inicia-se o reflexo neural que se propaga até o hipotálamo, estimulando a neurohipófise a liberar ocitocina. Pode-se dizer que a prolactina está relacionada à síntese e a ocitocina a ejeção do leite. A ocitocina se liga aos receptores nas células mioepiteliais localizadas nos alvéolos provocando contração destas células e consequentemente a ejeção do leite.

Benefícios da Amamentação para a saúde da Criança

A alimentação com leite humano diminui a incidência e/ou a severidade de uma ampla série de doenças infecciosas, incluindo meningite bacteriana, bacteriemia, diarreia, infecções do trato respiratório, alergias alimentares, enterocolite necrotizante, otite média, infecção do trato urinário e sepse de início tardio em crianças pré-termo.

Alguns estudos sugerem taxas diminuídas de síndrome da morte súbita do lactente no 1º ano de vida e redução na incidência de diabetes melito insulino-dependente (tipo 1) e não insulino-dependente (tipo 2), doença celíaca e de Crohn, linfoma, leucemia e doença de Hodgkin, sobrepeso e obesidade, hipercolesterolemia e asma em crianças mais velhas e adultos que foram amamentados, comparados com indivíduos que não foram amamentados. 

Proporciona melhora do vínculo mãe-filho, ausência de sobrecarga renal de solutos, melhor biodisponibilidade de nutrientes e digestibilidade, melhora da aceitação de novos alimentos no desmame (pela exposição a odores e sabores diferentes) e custo menor quando comparado com alimentação artificial.

Além disso, quanto ao desenvolvimento neurológico, a amamentação tem sido relacionada a desempenho ligeiramente melhor em testes de desenvolvimento cognitivo.

Benefícios para a Saúde Materna

  • Diminuição da hemorragia pós-parto e involução uterina mais rápida atribuíveis a concentrações aumentadas de ocitocina;
  • Perda de sangue menstrual reduzida e efeito anticoncepcional atribuível à amenorreia lactacional;
  • Retorno mais rápido ao peso pré-gravidez;
  • Risco diminuído de câncer de mama e de ovário;
  • Risco possivelmente reduzido de fraturas de quadril e osteoporose no período pós-menopausa.



Fluoxetina Emagrece? Quais sao os seus efeitos colaterais?



A Fluoxetina é um medicamento usado como antidepressivo à base de Cloridrato de Fluoxetina. O medicamento trabalha inibindo a recaptação de serotonina para aumentar a liberação da mesma. É indicado para tratamentos de ansiedade, fobias, depressão, distúrbios obsessivos compulsivos e TPM. Porém, é frequentemente mencionado por emagrecer, que é na verdade, um dos efeitos colaterais da fluoxetina.

Existe uma polêmica relacionada a fluoxetina. Sempre que este é citado vem acompanhado da pergunta ou da afirmação “Fluoxetina emagrece”. Isso se deve, na verdade, a uma de suas reações colaterais, ou seja, perder peso não é a finalidade do remédio, mas o seu consumo, controla a ansiedade e faz com que o paciente perda peso.

Recomendações da ANVISA para Cateteres Periféricos



Recomendações da ANVISA para Cateteres Periféricos.

Higiene das mãos

Higienizar as mãos antes e após a inserção de cateteres e para qualquer tipo de manipulação dos dispositivos.
a) Higienizar as mãos com água e sabonete líquido quando estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue e outros fluidos corporais.
b) Usar preparação alcoólica para as mãos (60 a 80%) quando as mesmas não estiverem visivelmente sujas.
c) O uso de luvas não substitui a necessidade de higiene das mãos.



Seleção do cateter e sítio de inserção

Selecionar o cateter periférico com base no objetivo pretendido, na duração da terapia, na viscosidade do fluido, nos componentes do fluido e nas condições de acesso venoso.
Não usar cateteres periféricos para infusão contínua de produtos vesicantes, para nutrição parenteral com mais de 10% de dextrose ou outros aditivos que resultem em osmolaridade final acima de 900 mOsm/L, ou para qualquer solução com osmolaridade acima de 900 mOsm/L24-26.

Para atender à necessidade da terapia intravenosa devem ser selecionados cateteres de menor calibre e comprimento de cânula:
a) Cateteres com menor calibre causam menos flebite mecânica (irritação da parede da veia pela cânula) e menor obstrução do fluxo sanguíneo dentro do vaso. Um bom fluxo sanguíneo, por sua vez, ajuda na distribuição dos medicamentos administrados e reduz o risco de flebite química (irritação da parede da veia por produtos químicos).

Agulha de aço só (scalp / butterfly) deve ser utilizada para coleta de amostra sanguínea e administração de medicamento em dose única, sem manter o dispositivo no sítio.

Em adultos, as veias de escolha para canulação periférica são as das superfícies dorsal e ventral dos antebraços. As veias de membros inferiores não devem ser utilizadas a menos que seja absolutamente necessário, em virtude do risco de embolias e tromboflebites.

Para pacientes pediátricos, selecione o vaso com maior probabilidade de duração de toda a terapia prescrita, considerando as veias da mão, do antebraço e braço (região abaixo da axila), evite a área anticubital.

Para crianças menores de 03 (três anos) também podem ser consideradas as veias da cabeça. Caso a criança não caminhe, considere as veias do pé. Considerar a preferência do paciente para a seleção do membro para inserção do cateter, incluindo a recomendação de utilizar sítios no membro não dominante. Evitar região de flexão, membros comprometidos por lesões como feridas abertas, infecções nas extremidades, veias já comprometidas (infiltração, flebite, necrose), áreas com infiltração e/ou extravasamento prévios, áreas com outros procedimentos planejados.

Preparo da pele

Um novo cateter periférico deve ser utilizado a cada tentativa de punção no mesmo paciente.

Em caso de sujidade visível no local da futura punção, removê-la com água e sabão antes da aplicação do antisséptico. O sítio de inserção do cateter intravascular não deverá ser tocado após a aplicação do antisséptico (técnica do no touch). Em situações onde se previr necessidade de palpação do sítio calçar luvas estéreis.
Realizar fricção da pele com solução a base de álcool: gliconato de clorexidina > 0,5%, iodopovidona – PVP-I alcoólico 10% ou álcool 70%.  
a) Tempo de aplicação da clorexidina é de 30 segundos enquanto o do PVPI é de 1,5 a 2,0 minutos. Indica-se que a aplicação da clorexidina deva ser realizada por meio de movimentos de vai e vem e do PVPI com movimentos circulares (dentro para fora).
b) Aguarde a secagem espontânea do antisséptico antes de proceder à punção.

A remoção dos pelos, quando necessária, deverá ser realizada com tricotomizador elétrico ou tesouras. Não utilize laminas de barbear, pois essas aumentam o risco de infecção.

Limitar no máximo a duas tentativas de punção periférica por profissional e, no máximo, quatro no total.
a) Múltiplas tentativas de punções causam dor, atrasam o início do tratamento, comprometem o vaso, aumentam custos e os riscos de complicações.



Estabilização

Significa preservar a integridade do acesso, prevenir o deslocamento do dispositivo e sua perda.
A estabilização dos cateteres não deve interferir na avaliação e monitoramento do sítio de inserção ou dificultar/impedir a infusão da terapia.
A estabilização do cateter deve ser realizada utilizando técnica asséptica.
Não utilize fitas adesivas e suturas para estabilizar cateteres periféricos.
a) É importante ressaltar que fitas adesivas não estéreis (esparadrapo comum e fitas do tipo microporosa não estéreis, como micropore) não devem ser utilizadas para estabilização ou coberturas de cateteres.
b) Rolos de fitas adesivas não estéreis podem ser facilmente contaminados com microorganismos patogênicos.
c) Suturas estão associadas a acidentes percutâneos, favorecem a formação de biofilme e aumentam o risco de IPCS.
Considerar dois tipos de estabilização dos cateteres periféricos: um cateter com mecanismo de estabilização integrado combinado com um curativo de poliuretano com bordas reforçadas ou um cateter periférico tradicional combinado a um dispositivo adesivo específico para estabilização.

Coberturas
Os propósitos das coberturas são os de proteger o sítio de punção e minimizar a possibilidade de infecção, por meio da interface entre a superfície do cateter e a pele, e de fixar o dispositivo no local e prevenir a movimentação do dispositivo com dano ao vaso. Qualquer cobertura para cateter periférico deve ser estéril, podendo ser semioclusiva (gaze e fita adesiva estéril) ou membrana transparente semipermeável.
a) Utilizar gaze e fita adesiva estéril apenas quando a previsão de acesso for menor que 48h. Caso a necessidade de manter o cateter seja maior que 48h não utilizar a gaze para cobertura devido ao risco de perda do acesso durante sua troca.

A cobertura não deve ser trocada em intervalos pré-estabelecidos. A cobertura deve ser trocada imediatamente se houver suspeita de contaminação e sempre quando úmida, solta, suja ou com a integridade comprometida. Manter técnica asséptica durante a troca.
Proteger o sítio de inserção e conexões com plástico durante o banho.



Flushing e manutenção do cateter periférico

Realizar o flushing e aspiração para verificar o retorno de sangue antes de cada infusão para garantir o funcionamento do cateter e prevenir complicações.
Realizar o flushing antes de cada administração para prevenir a mistura de medicamentos incompatíveis.
Utilizar frascos de dose única ou seringas preenchidas comercialmente disponíveis para a prática de flushing e lock do cateter.
a) Seringas preenchidas podem reduzir o risco de ICSRC e otimizar o tempo da equipe assistencial.
b) Não utilizar soluções em grandes volumes (como, por exemplo, bags e frascos de soro) como fonte para obter soluções para flushing.

Utilizar solução de cloreto de sódio 0,9% isenta de conservantes para flushing e lock dos cateteres periféricos.
a) Usar o volume mínimo equivalente a duas vezes o lúmen interno do cateter mais a extensão para flushing. Volumes maiores (como 5 ml para periféricos e 10 ml para cateteres centrais) podem reduzir depósitos de fibrina, drogas precipitadas e outros debris do lúmen. No entanto, alguns fatores devem ser considerados na escolha do volume, como tipo e tamanho do cateter, idade do paciente, restrição hídrica e tipo de terapia infusional. Infusões de hemoderivados, nutrição parenteral, contrastes e outras soluções viscosas podem requerer volumes maiores.
b) Não utilizar água estéril para realização do flushing e lock dos cateteres.

Avaliar a permeabilidade e funcionalidade do cateter utilizando seringas de diâmetro de 10 ml para gerar baixa pressão no lúmen do cateter e registrar qualquer tipo de resistência.
a) Não forçar o flushing utilizando qualquer tamanho de seringa. Em caso de resistência, avaliar possíveis fatores (como, por exemplo, clamps fechados ou extensores e linhas de infusão dobrados).
b) Não utilizar seringas preenchidas para diluição de medicamentos.

Utilizar a técnica da pressão positiva para minimizar o retorno de sangue para o lúmen do cateter.
a) O refluxo de sangue que ocorre durante a desconexão da seringa é reduzido com a sequência flushing, fechar o clamp e desconectar a seringa. Solicitar orientações do fabricante de acordo com o tipo de conector valvulado utilizado.
b) Considerar o uso da técnica do flushing pulsátil (push pause). Estudos in vitro demonstraram que a técnica do flushing com breves pausas, por gerar fluxo turbilhonado, pode ser mais efetivo na remoção de depósitos sólidos (fibrina, drogas precipitadas) quando comparado a técnica de flushing contínuo, que gera fluxo laminar.

Realizar o flushing e lock de cateteres periféricos imediatamente após cada uso.

Cuidados com o sítio de inserção

Avaliar o sítio de inserção do cateter periférico e áreas adjacentes quanto à presença de rubor, edema e drenagem de secreções por inspeção visual e palpação sobre o curativo intacto e valorizar as queixas do paciente em relação a qualquer sinal de desconforto, como dor e parestesia. A frequência ideal de avaliação do sítio de inserção é a cada quatro horas ou conforme a criticidade do paciente.
a) Pacientes de qualquer idade em terapia intensiva, sedados ou com déficit cognitivo: avaliar a cada 1 – 2 horas.
b) Pacientes pediátricos: avaliar no mínimo duas vezes por turno.
c) Pacientes em unidades de internação: avaliar uma vez por turno.

Remoção do cateter
A avaliação de necessidade de permanência do cateter deve ser diária.
Remover o cateter periférico tão logo não haja medicamentos endovenosos prescritos e caso o mesmo não tenha sido utilizado nas últimas 24 horas.
O cateter periférico instalado em situação de emergência com comprometimento da técnica asséptica deve ser trocado tão logo quanto possível.
Remover o cateter periférico na suspeita de contaminação, complicações ou mau funcionamento.

Tempo de troca do cateter periférico

Rotineiramente o cateter periférico não deve ser trocado em um período inferior a 96 h. A decisão de estender a frequência de troca para prazos superiores ou quando clinicamente indicado dependerá da adesão da instituição às boas práticas recomendadas nesse documento, tais como: avaliação rotineira e frequente das condições do paciente, sítio de inserção, integridade da pele e do vaso, duração e tipo de terapia prescrita, local de atendimento, integridade e permeabilidade do dispositivo, integridade da cobertura estéril e estabilização estéril.
Para pacientes neonatais e pediátricos, não trocar o cateter rotineiramente. Porém, é imprescindível que os serviços garantam as boas práticas recomendadas neste documento, tais como: avaliação rotineira e frequente das condições do paciente, sítio de inserção, integridade da pele e do vaso, duração e tipo de terapia prescrita, local de atendimento, integridade e permeabilidade do dispositivo, integridade da cobertura estéril e estabilização estéril.


Fonte: ANVISA, Medidas de Prevenção de InfecçãoRelacionada à Assistência à Saúde, 2ª Edição - 2017. (PAGINA 02: É permitida a reprodução parcial ou total dessa obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial).

Diretrizes para parto normal no Brasil são publicadas pelo Ministério da Saúde



Enfermagem e o Parto Humanizado – A atuação da Enfermagem Obstétrica é um dos pilares do processo de humanização do parto. A assistência  dessas profissionais durante o trabalho de parto está associada ao aumento dos índices de partos normais e redução das intervenções. Referência em humanização do nascimento, o hospital mineiro Sophia Feldman registrou uma drástica redução no número de episiotomias com realização de partos por enfermeiras obstétricas. O procedimento, que ocorria em 60% dos partos em 1992, é atualmente de 4%.



Secretaria de Atenção a Saúde do Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União, a Portaria 353/2017, que aprova diretrizes para o parto normal no Brasil. “A publicação de diretrizes baseadas em evidência científica é um passo fundamental para desmistificar a assistência ao parto normal e contribuir com a melhoria da assistência obstétrica no Brasil”, ressalta a conselheira federal Fátima Sampaio, integrante da Comissão de Saúde da Mulher do Cofen, que participou a pactuação de diretrizes.

Administração de Medicação no Ouvido



É a introdução de medicamentos no canal auditivo externo com a finalidade de absorção para prevenir ou tratar processos inflamatórios, infecciosos, facilitar a saída de cerúmen e corpos estranhos.

Material Necessário:
- 01 bandeja;
- 01 par de luvas de procedimento;
- Gaze não esterilizada;
- Medicação prescrita.



Descrição da Técnica:
  • Identificar-se ao cliente e oriente sobre o que será feito;
  • Solicitar que o cliente informe o nome completo e a data de nascimento, conferindo junto com a pulseira de identificação e a prescrição médica;
  • Antes de preparar a medicação confira: nome da medicação, dose, via, horário e o nome do paciente;
  • Reunir o material e levar ao leito do cliente;
  • Higienizar as mãos com água e sabão ou álcool à 70%;
  • Calçar as luvas de procedimento;
  • Colocar o cliente em decúbito dorsal com a cabeça lateralizada, deixando para cima o ouvido que receberá a medicação.
  • Com a mão não-dominante, puxar suavemente a aurícula para cima e para trás (para maiores de 3 anos) e para baixo para trás (para menores de 3 anos;
  • Descansar o punho da mão dominante do lado da face do cliente próximo à área temporal, gotejar o número receitado de gotas no canal do ouvido sem tocar este com o frasco;
  • Soltar o ouvido e remover o excesso de medicação ao redor do mesmo com compressa de gaze estéril;
  • Retirar as luvas e desprezá-las em lixo adequado;
  • Orientar o cliente a permanecer na posição por 3-5 minutos para absorção da medicação;
  • Recompor a unidade e recolher o material;
  • Higienizar as mãos;
  • Anotar procedimento, em impresso próprio, no prontuário do cliente e checar na prescrição médica.
  • Em processos dolorosos, recomenda-se a aplicação concomitante de calor úmido ou seco.


Ressonância Magnética: Para que serve?



A ressonância magnética é um exame de diagnóstico por imagem que consegue criar imagens de alta definição dos órgãos internos através da utilização de campo magnético.

A agitação das moléculas gerada pelo campo é captada pelo aparelho e transferido para um computador que foi preparado com uma série de fórmulas matemáticas e com isso, o resultado dos cálculos é decodificado em imagem, sem prejuízo ao paciente.

A ressonância magnética não utiliza radiação, porém uma vez que o aparelho tem um potente campo magnético é preciso tomar cuidado para não utilizar elementos metálicos durante o exame como: jóias, objetos metálicos, maquiagem e placas utilizadas por ortopedistas para fixação dos ossos ou até mesmo marcapassos mais antigos.

Trata-se de um exame de imagem, não invasivo (isto é, não precisa de intervenção cirúrgica, inserção de cateteres, agulhas, etc), e que em determinados casos precisa ser feito com contraste.

O contraste geralmente é aplicado por uma veia, e serve para destacar determinadas regiões, de modo que elas apareçam melhor no exame, para facilitar o diagnóstico.




O exame é realizado com o paciente deitado, dentro de uma espécie de “tubo” que emitirá as ondas necessárias para captar as informações essenciais do exame.

Estas “ondas” consistem em um campo eletromagnético, que é capaz de produzir imagens de alta definição sobre o órgão (ou estruturas em conjunto) desejado.

O tempo de exame varia muito conforme a estrutura que se quer atingir, durando em média entre 15 e 45 minutos. Pacientes muito agitados, ou claustrofóbicos, deverão avisar o médico antes da realização do exame, para que este possa tomar condutas adequadas.


QUANDO É RECOMENDADO?

Ortopedia: o exame é muito utilizado na ortopedia por fornecer dados precisos sobre ossos, cartilagens e articulações.
Imagem cerebral: a ressonância consegue fornecer dados fantásticos sobre as estruturas do cérebro, podendo ser utilizada em traumas, AVE, e tumores.

Nódulos e tumores em geral: pela característica do tecido tumoral, o exame capta e informa a presença deste em diversos órgãos. Tanto é que a ressonância (juntamente com a biópsia), pode ser utilizada para diagnóstico de tumores e neoplasias.
Avaliação do pescoço: em doenças da tireóide, suspeita de tumores, e até mesmo na apnéia do sono, o exame pode ser solicitado.
Avaliação do tórax: em doenças do pulmão e suas estruturas, a ressonância também poderá ser pedida.

Investigações no abdomen: além dos tumores já comentados anteriormente, uma ressonância magnética do abdômen pode indicar a presença de infecções, lesões, e até mesmo a quantificação de ferro do fígado.
Estas são apenas algumas das situações em que se é recomendada uma ressonância magnética. 

RECOMENDAÇÕES PRÉ E PÓS PROCEDIMENTO

Diferente de outros exames, não existem preocupações antes do exame!
Não é preciso suspender medicações;
Não é preciso jejum;
Não existem restrições alimentares.



Precauções antes do exame: 

Retirada de objetos metálicos: estes, poderão interferir no funcionamento do exame.
Presença de marca-passo: funciona da mesma forma dos objetos metálicos.
Implantes auditivos: também poderão interferir no exame.
Presença de pinos, próteses e órteses, e também tatuagens feitas com tinta metálica.
Depois do exame, o paciente não precisa se preocupar pois não existem efeitos colaterais, e este poderá voltar para casa após a realização e continuar a realizar suas atividades diárias normalmente!

Menopausa - Causa, Diagnóstico e Tratamento


A menopausa é um processo natural do organismo feminino e corresponde a ultima menstruação. Em geral ocorre entre os 45 e 55 anos, podendo ocorrer por volta dos 40 anos, chamada menopausa precoce ou prematura, ou ainda após os 55 anos, menopausa tardia.

Muitas vezes, o termo menopausa é empregado indevidamente para designar o climatério, que apesar de ocorrer em uma mesma fase, é um processo diferente. O climatério é o conjunto de sintomas que surgem antes e depois da menopausa, causados, principalmente, pelas variações hormonais típicas desse período, e que podem ocasionar uma série de flutuações no ciclo menstrual. É a fase de transição do período reprodutivo, ou fértil, para o não reprodutivo, ou seja, o organismo deixa de produzir, de forma lenta e gradativa, os hormônios estrogênio e progesterona. Dessa forma, a menopausa (última menstruação) é um fato que ocorre durante o climatério.



A menopausa é mais um estágio na vida da mulher. Nesse período ocorrem transformações no organismo feminino, que aumentam a possibilidade de aparecimento e agravamento de doenças.

Diagnóstico 

Na fase de transição do período reprodutivo para o não reprodutivo, é comum as menstruações ficarem mais espaçadas. Por isso, a menopausa só é “diagnosticada” após a mulher passar pelo menos 12 meses sem menstruar.
Já o climatério leva em conta os sintomas, o exame clínico e alguns exames laboratoriais de sangue. Mamografia, Papanicolaou, ultrassom transvaginal e densitometria óssea são exames complementares que devem ser repetidos com regularidade.

Causas

Os óvulos produzidos ao longo da vida têm sua origem em células germinativas (ou folículos) dos ovários já presentes desde o nascimento. Essa reserva é usada desde a primeira menstruação (menarca) até a última (menopausa), não sendo possível formar novos folículos para repor os que se foram. Assim, quando os últimos morrem, os ovários entram em falência e as concentrações dos hormônios femininos, estrogênio e progesterona, caem irreversivelmente. Além da causa natural citada, há as cirurgias ginecológicas que incluem a retirada dos ovários.

Sintomas

Os sintomas variam de mulher para mulher, seja em intensidade ou na apresentação de todos. Também há casos de mulheres que não apresentam sintoma algum, são assintomáticas. Porém, a maioria das mulheres começa a apresentar sintomas de intensidade variável já no início do climatério, que vão se intensificando com a diminuição progressiva das concentrações dos hormônios sexuais femininos. 

Os mais comuns são:
  • Ondas de calor ou fogachos, principalmente na face, pescoço e parte superior do tronco, geralmente acompanhados de rubor facial, sudorese, palpitações cardíacas, vertigens, fadiga muscular;
  • Irregularidades nos ciclos menstruais e fluxo sanguíneo;
  • Dificuldade para esvaziar a bexiga, dor e premência para urinar, incontinência e infecções urinárias e ginecológicas;
  • Ressecamento vaginal, dor à penetração e diminuição da libido;
  • Mudanças no humos, irritabilidade, labilidade emocional, choro descontrolado, depressão, distúrbios de ansiedade, melancolia e perda da memória;
  • Alterações na pele, com perca do vigor e da elasticidade da pele;
  • Perda de massa óssea característica da osteoporose e da osteopenia;
  • Risco aumentado de doenças cardiovasculares (doença coronariana é a principal causa de morte depois da menopausa);
  • Diminuição do tamanho dos seios e perda de firmeza
  • Sudorese noturna
  • Problemas para dormir
  • Ganho de peso e desaceleração do metabolismo
  • Cabelos e unhas mais finos e quebradiços;
  • Dores de cabeça.

Tratamento

O tratamento para menopausa é feito através de reposição hormonal, com a vantagem de aliviar os sintomas físicos (fogachos), psíquicos (depressão, irritabilidade) e os relacionados com os órgãos genitais (secura vaginal, incontinência urinária) no climatério. Também funciona como proteção contra a osteoporose e assegura melhor qualidade de vida para a mulher. Entretanto é importante ressaltar que há contraindicações que devem ser criteriosamente avaliadas, tais como o risco de doenças cardiovasculares, trombose, câncer de mama e de endométrio, distúrbios hepáticos e sangramento vaginal de origem desconhecida.
Como opção de tratamento natural, vários estudos apontam a isoflavona de soja, que tem ação semelhante a do estrogênio no controle das ondas de calor. 
Todo tratamento, deve ser aliado a uma alimentação saudável, atividade física regular, não fumar, evitar o consumo de álcool e cuidar da saúde bucal.



 
Enfermagem a profissão do cuidar