Pular para o conteúdo principal

Hemorroidas – Causas, Sintomas e tratamentos


Hemorroidas são veias dilatadas e inflamadas no ânus e reto, pode ser interna, quando ela fica escondida dentro do reto, ou externa, quando ela é facilmente identificada ao redor do ânus.

Os sintomas mais comuns são a dor na região, coceira, dificuldade ao evacuar e presença de sangue nas fezes ou fezes endurecidas.  O diagnóstico é feito com a análise dos sinais ou por meio de ajuda médica com exame de colonoscopia.




Tipos de Hemorroidas:

Hemorroida Interna: quando os inchaços das veias ficam apenas dentro do ânus
Hemorroida Externa: quando esse inchaço se projeta para fora.


Classificação:

As hemorroidas são divididas por graus de intensidade e gravidade. Os casos graves são as de grau 3 e 4, na qual as bolhas ficam inchadas e inflamadas, podem estourar e infeccionar outras partes do reto ou ainda causar forte dor no canal anal, considerada semelhante a dor do parto.

Grau I: Sem prolapso, ou seja, não se exteriorizam
Grau II: Há exteriorização, mas há o retorno espontâneo da hemorroida
Graus III: Há exteriorização e é necessário o auxílio manual para retorno ao normal
Grau IV: Há exteriorização e a hemorroida não retorna ao normal nem com auxílio manual.


Sintomas de Hemorroida:
  • Dor anal, principalmente enquanto se está sentado
  • Prurido anal
  • Sangue vermelho vivo no papel higiênico, nas fezes ou no vaso sanitário
  • Dor ao evacuar
  • Um ou mais nódulos endurecidos sensíveis próximos ao ânus
  • Inchaço ao redor do ânus.

Os diagnósticos de casos mais recorrentes de hemorroidas podem pedir um exame de colonoscopia onde será colocado um tubo com câmera para visualizar a região para detectar infecções internas.

Causas:

Estima-se que mais da metade da população acima dos 50 anos sofra deste problema em graus variáveis.

Os principais fatores de risco são:
  • Prisão de ventre (constipação intestinal);
  • Esforço para evacuar;
  • Obesidade;
  • Diarreia crônica;
  • Prender as fezes com frequência, evitando defecar sempre que há vontade;
  • Dieta pobre em fibras;
  • Gravidez;
  • Cirrose hepática e hipertensão portal;
  • Sexo anal;
  • História familiar de hemorroidas;
  • Tabagismo;
  • Ficar longos períodos sentados no vaso sanitário

Tratamentos mais conhecidos para Hemorroidas:

A dor, sangue nas fezes e dificuldades de realizar determinadas atividades são terríveis e as vezes precisam até mesmo de intervenção cirúrgica.

Banhos de Assento com água morna:
O assento na água morna é uma ótima possibilidade de melhorar a circulação sanguínea na região anal e com isso diminuir a formação das bolhas e facilitar que o organismo trabalhe para o combate as feridas. Também gera alivio nas dores.

Uso de Laxantes (de forma controlada):
Em casos em que o indivíduo apresenta-se com fezes endurecidas, os médicos recomendam o uso controlado de laxantes para facilitar a evacuação. Além destes que tem ação mais imediata é muito importante adquirir uma cardápio rico em fibras, elas são capazes de formar uma espécie de gel que abraça os alimentos no intestino, facilitando a formação das fezes e a evacuação.

Pomadas e remédios de uso tópico:
Os cremes e pomadas para hemorroida como Xyloproct, Proctyl e Proctosan podem ser usados com orientação médica, pois lubrificam e anestesiam a região anal. Além do alívio das dores eles ajudam a circulação sanguínea afim de agilizar o tratamento natural das hemorroidas.

Todo o tratamento deve ser acompanhado por um médico que irá receitar o melhor medicamento para cada caso e irá monitorar quanto tempo de tratamento será necessário.

Cirurgia de Hemorroidas: Quando é recomendada?
Nos casos graves em que o paciente não apresenta melhora e sofre com dores agudas, a intervenção cirúrgica pode ser recomendada.

Ligadura elástica: Amarração de um vaso sanguíneo dilatado ou com sangramento com uma tira de borracha para bloquear seu suprimento de sangue, isso faz com que ele seque e caia.

Escleroterapia: Injeção de uma solução salina em vasos sanguíneos ou tecidos
anormais, o que faz com que eles se deteriorem e desapareçam.

Hemorroidectomia: Remoção cirúrgica de hemorroidas dilatadas. O procedimento consiste na remoção das veias inflamadas, tem uma recuperação de nível intermediário, e pode demorar cerca de até um mês para ficar curado completamente.


Top da Semana

Insuficiência Venosa Crônica e os cuidados de enfermagem

A insuficiência venosa crônica é definida como uma anormalidade do funcionamento do sistema venoso causada por incompetência valvular, associada ou não à obstrução do fluxo venoso. Pode afetar o sistema venoso superficial, o sistema venoso profundo ou ambos. Além disso, a disfunção venosa pode ser resultado de um distúrbio congênito ou pode ser adquirida.
O resultado dessa disfunção no sistema venoso é a instalação de um estado de hipertensão venosa. Essa sobrecarga venosa ocorre devido à intensificação do fluxo sanguíneo retrógrado que sobrecarrega o músculo da panturrilha a ponto deste não conseguir bombear quantidades maiores de sangue, na tentativa de contrabalançar a insuficiência das válvulas venosas.



As úlceras podem causardor local, edema, podendo apresentar exsudato e odor fétido. A sua localização mais frequente é em torno do maléolo medial e do terço distal da perna.
Etiopatogenia
1 – Próprios da patologia venosa periférica • Obstrução venosa profunda (Síndrome pós-trombólica*) •…

Febre Chikungunya

Febre Chikungunya é uma doença parecida com a dengue, causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae. Seu modo de transmissão é pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado e, menos comumente, pelo mosquito Aedes albopictus.
Seus sintomas são semelhantes aos da dengue: febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. Porém, a grande diferença da febre chikungunya está no seu acometimento das articulações: o vírus avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local.

A febre chikungunya teve seu vírus isolado pela primeira vez em 1950, na Tanzânia. Ela recebeu esse nome, pois chikungunya significa "aqueles que se dobram" no dialeto Makonde da Tanzânia, termo este usado para designar aqueles que sofriam com o mal. A doença, apesar de pouco letal, é muito limitante. O paciente tem dificuldade de movimentos e locomoção por causa das articulações inflamadas e doloridas, daí o "andar cur…

Drenos e os cuidados de Enfermagem

Algumas cirurgias exigem a necessidade da colocação de drenos para facilitar o esvaziamento do ar e líquidos (sangue, secreções) acumulados na cavidade.
Dreno pode ser definido como um objeto de forma variada, produzido em materiais diversos, cuja finalidade é manter a saída de líquido de uma cavidade para o exterior.
As indicações para colocação de controle de drenos são específicas para cada tipo de dreno. 
Podem ser classificados em: 
- Dreno aberto, ex.: penrose; 
- Dreno de sucção fechada; 
- Dreno de reservatório; 
- Cateteres para drenagem de abscesso.



Dreno de Penrose 
É um dreno de borracha, tipo látex, utilizado em cirurgias que implicam em possível acúmulo local de líquidos infectados, ou não, no período pós-operatório. Seu orifício de passagem deve ser amplo e ser posicionado à menor distância da loja a ser drenada, não utilizando o dreno por meio da incisão cirúrgica e, sim, por meio de uma contraincisão. 
Para evitar depósitos de fibrina que possam obstruir seu lúmen, o dreno de p…

Cateter Venoso Central e os cuidados de Enfermagem

O cateter venoso central (CVC) é um sistema intravascular utilizado para administração de fármacos, infusão de derivados sanguíneos, nutrição parenteral, monitorização hemodinâmica, terapia renal substitutiva, entre outros. É um dispositivo que pode permanecer no paciente por longo período, minimizando o trauma associado às repetidas inserções de um cateter venoso periférico.

A cateterização venosa central é um procedimento amplamente utilizado em pacientes críticos, os quais demandam assistência à saúde de alta complexidade.
Os cuidados de enfermagem à pessoa com cateter venoso central exigem conhecimentos teórico-práticos indispensáveis para a correta manipulação e manutenção desse dispositivo, evitando complicações que poderão ser de enorme gravidade, retardando a recuperação ou mesmo, elevando as taxas de óbito, tanto de adultos como crianças.
Locais de inserção: As veias jugular interna, subclávia e femoral são as escolhidas para a inserção do CVC. Apesar de sua utilização em pacien…

Instrumentação cirúrgica

Umas das principais frases que o instrumentador cirúrgico adora ouvir é: “Vamos entrar em campo”. O Instrumentador é fundamental para realização de uma cirurgia, e está presente desde o paciente mais compreensivo ao mais difícil de se fazer entender, desde a cirurgia mais simples até a mais complexa.
Mais do que conhecer os materiais específicos utilizados em cada tipo de operação, é fundamental que o instrumentador cirúrgico tenha bom relacionamento com os profissionais que estão à sua volta e seja comprometido com o trabalho para garantir o dia-a-dia na atividade.
O comprometimento vai muito além de montar a mesa cirúrgica e alcançar pinças ou segurar afastadores, é comprometimento com a vida de quem está ali aos cuidados da equipe cirúrgica, confiando que o cirurgião fará o seu melhor para garantir o sucesso do procedimento, porém isso não depende apenas dele. Depende também da atenção de quem o acompanha durante o ato, um instrumentador ágil, comprometido e atento ao procedimento, c…