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Entendendo a Sepse


Chamada como septcemia ou sepsis

É um conjunto de manifestações graves causada por infecção disseminada, conhecida também como infecção generalizada, representa a principal causa de morte em clientes na Unidade de Terapia Intensiva – UTI.

As bactérias gram-negativas constituem os patógenos mais comuns, já as bactérias gram-positivas, vírus e fungos podem causar o choque séptico: uma intensa resposta inflamatória por todo organismo.

No entanto, criar um processo inflamatório é uma forma de defesa do organismo, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, mas provoca em todo organismo um resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção, comprometendo assim alguns órgãos vitais.

DADOS

  • A sepse representa 25% da ocupação de leitos em UTIs no Brasil
  • Principal causa de morte em UTI
  • Uma das principais causas de mortalidade tardia, superando o infarto do miocárdio e câncer.
  • Representa 65% das taxas de mortalidade no Brasil.
  • Geradora de custos no setor público e privado.

FATORES DE RISCO

  • Procedimentos invasivos e dispositivos de demora.
  • Microorganismos resistentes a antibióticos.
  • População idosa (sistema nervoso envelhecido).
  • Desnutrição e imunossupressão.
  • Doença crônica.
  • Múltiplas cirurgias.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

É um processo evolutivo, sendo que os sinais e sintomas são claramente definíveis e observáveis.

Estágios iniciais:
  • Pressão arterial dentro dos limites.
  • Aumento da frequência Cardíaca e Respiratória (>20 irpm).
  • Débito cardíaco aumentado
  • Hipertermia (febre)
  • Alterações do estado mental
  • No hemograma: leucócitos > 12000 ou abaixo de 4000 cel/mm3 e alteração da proteína C reativa.
Com agravamento:
  • Hipotensão
  • Débito cardíaco baixo
  • Piora da função dos rins
  • Pele fria e pálida
  • Frequência cardíaca e respiratória rápidas
  • Anúria

TRATAMENTO

  • Antibióticos e fluidos intravenosos
  • Cuidados médicos: ventilação mecânica, hidratação, líquidos intravenosos
  • Medicamentos: Bloqueadores neuromusculares e agentes sedativos reduzem a demanda metabólica, vasoconstritores, antibióticos de amplo espectro: inicialmente na primeira hora de tratamento, vasopressores e inotrópicos para a melhoria da perfusão tissular, e outros.
  • Dispositivos: cateter venoso central
  • Especialidades: intensiva, pediatria, clínica e emergência (Leia esta matéria sobre Medidas de Prevenção de Infecção do Trato Urinário, ANVISA)

MANEJO DE ENFERMAGEM (Brunner & Suddarth)

  • Identificar clientes que correm risco de sepse e choque séptico.
  • Realizar todos os procedimentos invasivos com técnica asséptica correta após cuidadosa higiene das mãos
  • Monitorar os acessos venosos, os locais de punção arterial e venosa, as incisões cirúrgicas, as feridas traumáticas, os cateteres urinários e as úlceras de pressão, à procura de sinais de infecção
  • Implantar intervenções para evitar a pneumonia associada ao respirador e úlceras de pressão
  • Controlar a temperatura do cliente (temperatura > 38° ou < 36°C), conforme prescrição, monitorar rigorosamente o cliente para tremores.
  • Administrar os líquidos IV e medicamentos prescritos
  • Monitorar e relatar os níveis sanguíneos (níveis máximos e mínimos de antibióticos, níveis de procalcitonina, proteína C reativa, ureia e creatinina; contagem de leucócitos; níveis de hemoglobina e hematócrito; contagem de plaquetas; coagulograma)
  • Monitorar o estado hemodinâmico, o equilíbrio hídrico e o estado nutricional
  • Controlar diariamente o peso e os níveis séricos de albumina e pré-albumina, para determinar as necessidades diárias de proteínas.
Contribuiu com este Artigo:




Mateus Henrique Dias Guimarães








REFERÊNCIAS

Instituto Latino Americano De Sepse. SEPSE. Disponível em: < https:// www.ilas.org.br > acesso em 10 de março de 2018.

Hospital Israelita Albert Einstein. SEPSE HEMODINAMICA. Disponível em: < https://www.einsein.br > acesso em março de 2018.

Brunner & Suddarth, Manual de enfermagem médico-cirúrgica / revisão técnica Sonia Regina de Souza; tradução Patricia Lydie Voeux. – 13. ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. Choque séptico, p.315.



Neonatologia conceitos básicos



Todos concordam que as crianças são o futuro da humanidade, por isso a pediatria é o ramo da medicina que cuida do desenvolvimento físico, da prevenção e tratamento das doenças e/ou traumas físicos das crianças. Além disso, complementa a Obstetrícia na redução da morbidade e mortalidade materna e infantil na organização do atendimento perinatal. Nós da enfermagem temos um papel muito importante no desenvolvimento do neonato, pensando nisso , nós vamos abordar alguns conceitos.

Conceitos básicos de Neonatologia

Conceito de nascimento:  é caracterizado pela extração ou expulsão de um feto do organismo materno.

Nascido vivo ou nativivos: é caracterizado pelo produto do nascimento que existe vida.

Aborto:  é caracterizado pela extração ou expulsão do feto com 22 semanas ou e peso inferior a 500 gramas.

Morte fetal: quando há óbito do feto antes do nascimento.

Período perinatal: segundo a OMS, é o período que inicia em 28 semanas de gestação e vai até o sétimo dia de vida.

Período neonatal: é caracterizado pelas primeiras quatro semanas, vai do nascimento até 28 dias de vida.

classificação do RN 

IDADE GESTACIONAL

Pré termo: 22 a 36 semanas
Á termo: 37 a 41 semanas
Pós termo:  igual ou acima de 42 semanas 

Peso ideal para o RN: 2.500 e 3.999 kg ele é considerado AIG - ADEQUADO PARA IDADE GESTACIONAL

PIG - PEQUENO PARA IDADE GESTACIONAL:  37 semanas abaixo de 2.500 gramas

GIG - GRANDE PARA IDADE GESTACIONAL: RN a termo superior a 4.000 gramas

Baixo peso: RN  com peso de nascimento  entre 1.500 e 2.499 g
Muito baixo peso: RN com peso de nascimento entre 1000 g e 1.499 g
Extremo baixo peso: nascido entre 501 g e 999 g


Contribuiu com este Artigo:



Jennyfer Almeida Rodrigues Da Silva
Cursando o 5º período de enfermagem
e-mail: jeje.a.r.silva@gmail.com








Classificação das Lesões por Pressão



O National Pressure Ulcer Advisory Panel (NPUAP) é uma organização norte-americana, sem fins lucrativos, dedicada à prevenção e ao tratamento de lesões por pressão. Formado em 1986, o conselho diretor é multidisciplinar, composto de especialistas em lesões por pressão e líderes de diferentes áreas da saúde que compartilham o compromisso da organização.

No dia 13 de abril de 2016, o NPUAP anunciou a mudança na terminologia Úlcera por Pressão para Lesão por Pressão e a atualização da nomenclatura dos estágios do sistema de classificação. ]

Segundo o NPUAP, a expressão descreve de forma mais precisa esse tipo de lesão, tanto na pele intacta como na pele ulcerada.

LESÃO POR PRESSÃO

Lesão por pressão é um dano localizado na pele e/ou tecidos moles subjacentes, geralmente sobre uma proeminência óssea ou relacionada ao uso de dispositivo médico ou a outro artefato. A lesão pode se apresentar em pele íntegra ou como úlcera aberta e pode ser dolorosa. A lesão ocorre como resultado da pressão intensa e/ou prolongada em combinação com o cisalhamento. A tolerância do tecido mole à pressão e ao cisalhamento pode também ser afetada pelo microclima, nutrição, perfusão, comorbidades e pela sua condição.

Lesão por Pressão Estágio 1: Pele íntegra com eritema que não embranquecePele íntegra com área localizada de eritema que não embranquece e que pode parecer diferente em pele de cor escura.
Lesão por Pressão Estágio 2: Perda da pele em sua espessura parcial com exposição da dermePerda da pele em sua espessura parcial com exposição da derme. O leito da ferida é viável, de coloração rosa ou vermelha, úmido e pode também apresentar-se como uma bolha intacta (preenchida com exsudato seroso) ou rompida. O tecido adiposo e tecidos profundos não são visíveis.
Lesão por Pressão Estágio 3: Perda da pele em sua espessura totalPerda da pele em sua espessura total na qual a gordura é visível e, frequentemente, tecido de granulação e epíbole (lesão com bordas enroladas) estão presentes. Esfacelo e /ou escara pode estar visível. A profundidade do dano tissular varia conforme a localização anatômica; áreas com adiposidade significativa podem desenvolver lesões profundas. Podem ocorrer descolamento e túneis.
Lesão por pressão Estágio 4: Perda da pele em sua espessura total e perda tissularPerda da pele em sua espessura total e perda tissular com exposição ou palpação direta da fáscia, músculo, tendão, ligamento, cartilagem ou osso. Esfacelo e /ou escara pode estar visível. Epíbole (lesão com bordas enroladas), descolamento e/ou túneis ocorrem frequentemente.

Lesão por Pressão Não Classificável: Perda da pele em sua espessura total e perda tissular não visível.

Perda da pele em sua espessura total e perda tissular na qual a extensão do dano não pode ser confirmada porque está encoberta pelo esfacelo ou escara. Ao ser removido (esfacelo ou escara), Lesão por Pressão em Estágio 3 ou Estágio 4 ficará aparente.

Lesão por Pressão Tissular Profunda: descoloração vermelho escura, marrom ou púrpura, persistente e que não embranquece.

Pele intacta ou não, com área localizada e persistente de descoloração vermelha escura, marrom ou púrpura que não embranquece ou separação epidérmica que mostra lesão com leito escurecido ou bolha com exsudato sanguinolento. 
Dor e mudança na temperatura frequentemente precedem as alterações de coloração da pele. A descoloração pode apresentar-se diferente em pessoas com pele de tonalidade mais escura. 

Essa lesão resulta de pressão intensa e/ou prolongada e de cisalhamento na interface osso-músculo.

Lesão por Pressão Relacionada a Dispositivo Médico
Essa terminologia descreve a etiologia da lesão. A Lesão por Pressão Relacionada a Dispositivo Médico resulta do uso de dispositivos criados e aplicados para fins diagnósticos e terapêuticos.

A lesão por pressão resultante geralmente apresenta o padrão ou forma do dispositivo. Essa lesão deve ser categorizada usando o sistema de classificação de lesões por pressão.

Lesão por Pressão em Membranas Mucosas
A lesão por pressão em membranas mucosas é encontrada quando há histórico de uso de dispositivos médicos no local do dano. Devido à anatomia do tecido, essas lesões não podem ser categorizadas.

LEIA TAMBÉM: 
Lesão por pressão e os cuidados de enfermagem

RESUMO ESQUEMATIZADO DAS PRINCIPAIS LESÕES


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Mateus Henrique Dias Guimarães






REFERÊNCIAS 
SOBEST. Associação Brasileira de Estomaterapia. SOBENDE. Associação Brasileira de Enfermagem em Dermatologia. Publicação oficial da classificação das lesões por pressão. Consenso NPUAP 2016.

MALAGUTTI, Willian (org). Curativo, estomias e dermatologia: uma abordagem multiprofissional. São Paulo: Martinari, 2010.
Feridas e Coberturas. Ebook. Um material atualizado com procedimentos e tratamentos. Rômulo Passos. Disponíivel em: < www.romulopassos.com.br > acesso em: 19 maio de 2017.

Atualização em Enfermagem. Curso online. Enfermagem a Distância, Grupo EAD. Disponível em: < www.enfermagemadistancia.com.br > acesso em: 27 de dez de 2017.




Pesquisa revela: 88% dos celulares em salas cirúrgicas estão contaminados



Atualmente os smartphones estão presente na vida de praticamente todas as pessoas, e são objeto pessoal no dia a dia de profissionais das mais variadas áreas

Após pesquisa, seu uso começa a ser questionado no âmbito hospitalar, tudo porque as bactérias encontradas neles estão relacionadas com infecções hospitalares.

ESTUDO: Realizado no Bloco cirúrgico do Hospital Português de Recife

Uma pesquisa, realizada pelo cirurgião Cristiano Berardo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), revelou que 88% dos smartphones presentes junto a profissionais em salas de cirurgia estavam contaminados por bactérias que podem causar infecções hospitalares.

Foram analisados 50 aparelhos celulares de cirurgiões, anestesistas, enfermeiros e profissionais que trabalham no bloco cirúrgico cardíaco, e a colonização de bactérias foram detectadas em 44 telefones.

Bactérias Encontradas nos aparelhos Celulares

A Staphylococcus coagulase negativa, da mesma família da bactéria comum nas infecções de ferida operatória de cirurgias cardíacas, foi a mais frequente. Também foram encontradas as bactérias Bacillus subtillis e Micrococcus. A infecção na ferida é uma das preocupações do pós-operatório.

A avaliação foi feita passando hastes flexíveis na superfície dos celulares e analisando o material coletado.

O hábito de deixar celulares em salas de cirurgia é comum em unidades de saúde (de todo Brasil). E a contaminação dos aparelhos ocorrem pelo toque dos dedos na tela, ao deixa-los sobre balcões, utiliza-los enquanto vai ao banheiro, etc. 

O hospital informou que a política de redução de riscos de infecções é focada no rigor com a limpeza das mãos. Para entrar na sala cirúrgica, além da lavagem das mãos, são proibidos adornos, brincos, anéis e relógios. Contudo, celulares, óculos e estetoscópio podem entrar na sala. 

O estudo recomenda a criação de barreiras para as infecções relacionadas com operações com peito aberto para redução de mortalidade e tempo de internação, o que pode ter impactos sobre os custos da saúde. 

Em uma nota técnica, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) orienta os centros de saúde a criar “estratégias e ações que alertem as equipes de saúde para adoção de comportamentos para prevenir transmissão relacionada ao uso dos celulares”.



OUTRO ESTUDO REVELA: 92% DOS APARELHOS CELULARES ESTÃO CONTAMINADOS

Em estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Londres, foi revelado que os celulares são foco de contaminação por fungos e bactérias (92% dos aparelhos estão contaminados).

Os fungos e bactérias estão em todos os lugares. Desde o banheiro até a cozinha, são milhares de microorganismos que se acumulam na nossa pele e também nos objetos que usamos.

A melhor maneira de evitar o contágio é manter as mãos sempre limpas, porque são elas que passam os fungos e bactérias para os objetos – e também para os alimentos que ingerimos.

A regra é clara: foi no banheiro, tem que lavar as mãos! E não adianta esquecer de lavá-las, usar o celular, e só então ir ao banheiro para o ritual de higiene. Ao tocar no celular de novo, as mãos voltaram a se contaminar com as bactérias que ficaram no aparelho. Detalhe: a E. coli pode sobreviver por horas na superfície, o que não é nada bom.





Avaliação Primária e Secundária do Paciente em Agravos Clínicos



Os atendimentos em urgência representa uma luta dos profissionais de saúde exercida diariamente em favor da saúde do cidadão, sejam elas: parto, parada cardiorrespiratória, da crise convulsiva ao politraumatizado, da intoxicação à queimadura, da dor no peito à hipoglicemia e dentre outras situações presentes no âmbito das urgências clínicas, configurando em um desafio diário na busca e oferta de ações de saúde e qualidade.

Como realizar troca do Selo d’Água do frasco coletor do Dreno de Tórax



O tórax humano possui três compartimentos: o mediastino, a cavidade pleural direita e a cavidade pleural esquerda. As membranas pleurais envolvem os pulmões e revestem a parede torácica. A pleura parietal (aderida as estruturas da parede do tórax) reveste a parede torácica e a pleura visceral (aderida ao tecido pulmonar) apõe-se ao parênquima pulmonar.

No pequeno espaço entre as duas pleuras, aloja-se uma fina camada do líquido seroso que permite o deslizamento das pleuras parietal e visceral (uma sobre a outra) durante a inspiração e expiração.

Expansão Pulmonar
A pressão dentro do espaço pleural é chamada de pressão intrapleural e via de regra é menor que as pressões dentro do pulmão. É essa pressão negativa que mantém os pulmões insuflados. Se o espaço intrapleural perde a pressão negativa, o pulmão colaba, uma condição conhecida como pneumotórax. Também pode haver acúmulo de líquido.

Drenagem de tórax
A drenagem torácica restabelece a pressão negativa pulmonar, remove ar ou líquidos do espaço pleural, permite a expansão pulmonar e impede que o refluxo do material drenado volte ao tórax.
É necessário a instalação de dreno selado, que impede a entrada de ar (de fora) para restabelecer a pressão negativa intrapleural.

O sistema de drenagem mais popular utilizado, é o sistema de câmara única – que é composto por um frasco com tampa vedada que tem duas aberturas:
- Uma para saída de ar e a outra permite a passagem de um tubo que se estende quase até o fundo do frasco. 
- A água estéril é colocada no frasco até que a ponta do tubo rígido esteja submersa 2cm. Isso cria uma vedação aquática fechando o sistema de ar externo.
Leia Também: 
Cuidados de Enfermagem ao paciente submetido à drenagem de tórax

Competência para retirada do dreno de tórax, troca de selo d'água e curativo:
Os cuidados com o dreno de tórax são de responsabilidade da equipe de enfermagem. Com relação a ordenha e a troca do selo d'água do frasco coletor de drenagem torácica, poderão ser realizadas pela equipe de enfermagem sob a supervisão do enfermeiro. Já a retirada do dreno, quando prescrito, o enfermeiro é o membro desta equipe responsável por sua retirada (conforme PARECER Nº 001/2016/ COFEN).

TROCA DO SELO D’ÁGUA DO FRASCO COLETOR DO DRENO DE TÓRAX
Consiste no procedimento de troca do conteúdo drenado e/ou selo d’água do frasco coletor do dreno de tórax Finalidade:

Controlar a substância secretada quanto a volume, aspecto e prevenir infecções

Materiais necessários:
Bandeja contendo:
  • 01 par de luvas de procedimento não estéril;
  • Óculos de proteção e máscara;
  • Fita adesiva;
  • 01 cálice graduado;
  • 01 frasco de água destilada (500 ml);
  • Caneta e etiqueta para identificação.
  • Descrição do procedimento:
  • Higienizar as mãos;
  • Reunir o material e levá-lo;
  • Checar o nome e leito do paciente;
  • Orientar o cliente quanto ao procedimento;
  • Dispor o material sobre mesa auxiliar ou carrinho de curativo;
  • Colocar óculos de proteção e máscara cirúrgica descartável;
  • Calçar as luvas de procedimento não estéril;
  • Posicionar o cálice graduado sobre a mesa auxiliar/carrinho de curativo
  • Abrir o frasco de água destilada e inserir o dispositivo de transferência de
  • volume (Transofix ou agulha de grande calibre);
  • Após observar a oscilação do dreno de tórax na extensão, fechar o clamp da extensão;
  • Soltar o frasco de drenagem da fixação da cama, abrir a tampa e segurá-la firmemente com cuidado para não contaminar sua parte interna;
  • Desprezar o conteúdo do dreno no cálice graduado e observar a quantidade e aspecto do volume drenado;
  • Colocar parte da água destilada no frasco, agitar levemente para remover micropartículas ou sujidades e desprezar a água com resíduos no cálice graduado;
  • Colocar água destilada no frasco coletor até assegurar a imersão de 2 cm da extremidade do dreno (aproximadamente 500 ml) e fechar a tampa com cuidado;
  • Proceder a identificação do volume do selo d’água com a fita adesiva na posição vertical, ao lado da graduação contida no frasco de drenagem;
  • Retirar as luvas de procedimento e fazer a etiqueta de identificação do frasco (com data, hora, solução utilizada, volume contido e nome do profissional que executou o procedimento) e na régua de controle do volume do selo d’água, marcando com um risco o nível de água;
  • Fixar o frasco no leito, evitando a formação de alças ou acotovelamentos da extensão, protegendo o frasco de quedas;
  • Abrir o clamp da extensão do dreno de tórax;
  • Organizar a unidade e os materiais utilizados;
  • Higienizar as mãos;
  • Realizar a anotação de enfermagem do procedimento executado.
OBSERVAÇÕES: avaliar a oscilação do líquido na extensão e o selo d’água do frasco coletor; avaliar o débito e aspecto da secreção drenada e o padrão respiratório do paciente. Cuidados para evitar o tracionamento e remoção acidental do dreno.

Cuidados no Transporte
Cuidado na passagem entre macas, pois o dreno pode ficar preso e/ou ser arrancado;
Atenção para que a extremidade do sistema de drenagem não fique fora d’água;
Não ocluir o dreno durante o transporte.

Critérios para retirada do Dreno de Tórax
Drenagem inferior a 100 mL/24 horas (adulto);
Líquido seroso;
Ausência de bolhas de ar;
Melhora do padrão respiratório e da expansibilidade pulmonar.

Manejo ao Paciente Queimado



As QUEIMADURAS representam as principais causas externas de morte registradas no Brasil. Os afogamentos e as queimaduras representam como a primeira causa de morte entre as crianças. (MASCARENHAS et al., 2011).

Atualmente no Brasil, dois terços dos acidentes por queimaduras são protagonizados por crianças, sendo que tendem a conviver com as sequelas, sejam elas estéticas ou funcionais. LEONARDI; NAZARIO (2012) ressaltam que 80,7% dos casos de queimadura na infância tinham um dos pais presentes no momento do acidente, mas não estavam em alerta.

O quadro a seguir mostra as prevalências de mortes por queimaduras no Brasil, no ano de 2011.



Segundo Brunner e Suddarth (2015), a lesão é causada pela transferência de calor de uma fonte térmica para o corpo, por exposição a determinadas substâncias químicas ou por exposição à radiação. No entanto, os tecidos corporais são danificados, acarretando a morte celular.

A gravidade de uma queimadura não se mede pelo grau de lesão, mas pelo comprometimento de área atingida. As queimaduras podem ser classificadas quanto ao agente causador e quanto à profundidade das lesões (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, 2008b).

Quanto ao agente causador podem ser: química, térmica, elétrica, ionizante e radiação, biológica e por atrito e fricção.

Quanto ao grau das lesões: 1º, 2º e 3º graus, sendo que algumas literaturas trazem 4º grau.

Observação: a complexidade de uma queimadura é avaliada pela associação entre agente causador, tipo de queimadura e extensão da área queimada, assim como o acometimento de algumas áreas corpo¬rais específicas: pequeno, médio e grande queimado (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, 2008b, UFSC, 2014).

ATENDIMENTO DO PACIENTE QUEIMADO
O atendimento, no suporte básico de vida, requer proteção e manutenção da permeabilidade de vias aéreas, assistência ventilatória e cardiovascular, além do atendimento às lesões associadas, como, por exemplo, queimaduras ou traumas, comuns em vítimas intoxicadas em incêndios. 

O atendimento, em tempo OPORTUNO, pode diminuir possíveis complicações e a morbidade e mortalidade. 

Identificar as condições que colocam a vida em risco é de grande valia para o prognóstico e sobrevida do paciente; e seguir com a identificação do tipo de queimadura, extensão e profundidade e também iniciar o tratamento da queimadura, evitando a progressão da lesão e contaminação da mesma.

Observação: É necessário averiguar e identificar se a substância que provocou a queimadura, não está sobre a pessoa, se confirmado, deve se proteger e iniciar a interrupção do processo de queimadura (UFSC, 2014).

CUIDADOS
Resfriamento da área queimada
Deve ser realizada até 15 minutos após o acidente, se não for usado esse critério, não será uma medida útil. O resfriamento é realizado por meio de compressas embebidas em soro fisiológico a 0.9% (SF 0,9%) ou água a temperatura ambiente.

Avaliação primária 
O processo de avaliação é baseado nos princípios do “Advanced Trauma Life Support” (ATLS) que estabelece como norma de conduta a metodologia mnemônica do ABCDE. 

SITUAÇÃO VERMELHA – ATENDIMENTO IMEDIATO 
A) “Airway”: preservação da via aérea com controle da coluna cervical 
B) “Breathing”: boa ventilação 
C) “Circulation”: boa perfusão 
D) “Disability”: exame neurológico 
E) “Exposition”: exposição do paciente (com controle ambiental)

Avaliação Secundária
Destina-se a aprofundar na anamnese e no exame físico do paciente, fornecendo apoio e norteando para a reclassificação e o tratamento adequado com às situações encontradas.

Reposição volêmica 
Será necessário um acesso venoso permeável e seguro, para aqueles que necessitarem de reposição volêmica. O líquido da infusão de escolha é o Ringer Lactato.

Analgesia e sedação
É recomendado anti-inflamatórios não hormonais para os pequenos queimados, já  para os pacientes médios e grandes queimados e pela intensidade da dor, deve ser considerada a aplicação de opioide. 

Conforme Brunner e Suddart (2015), as medidas relacionadas com o manejo de queimaduras consistem em prevenção, avaliação da gravidade da queimadura, instituição de medidas para salvar a vida do indivíduo gravemente queimado, prevenção de incapacidade e desfiguração e reabilitação.

Intervenções de Enfermagem:

TROCA GASOSA
  • Fornecer oxigênio umidificado e monitorar gasometria arterial (GA), oximetria de pulso e níveis de carboxiemoglobina.
  • Relatar imediatamente ao médico as respirações laboriosas, a profundidade diminuída das respirações ou sinais de hipoxia; preparar para ajudar na intubação.
FUNÇÃO HEMODINÂMICA
  • Instituir o monitoramento eletrocardiográfico com base nos resultados da avaliação inicial.
  • Avaliar, com frequência, os pulsos periféricos distalmente à queimadura.
EQUILÍBRIO HIDRELETROLÍTICO
  • Monitorar os sinais vitais e o débito urinário (a cada hora), PVC, pressão da artéria pulmonar e débito cardíaco. Observar e registrar sinais de hipovolemia ou sobrecarga hídrica
  • Manter os acessos IV e líquidos regulares nas velocidades adequadas, conforme prescrição. Documentar o equilíbrio hídrico e pesar diariamente o cliente (se possível.
  • Elevar Cabeceira do leito.
MANUTENÇÃO DA TEMPERATURA CORPORAL NORMAL
  • Fornecer ambiente aquecido: uso de escudo térmico, cobertor suspenso, lâmpadas de aquecimento ou cobertores
  • Medir com frequência a temperatura corporal central
  • PREVENÇÃO DA INFECÇÃO
  • Colocar lençóis limpos embaixo e em cima do cliente para proteger a ferida de contaminação, manter a temperatura corporal e reduzir a dor do tecido queimado causada por correntes de ar.
MINIMIZAÇÃO DA DOR E DA ANSIEDADE
  • Usar escala de intensidade da dor para avaliar o nível de dor (e., de 1 a 10); diferenciar a inquietação causada pela dor da inquietação provocada por hipóxia
  • Administrar analgésicos opioides IV, conforme prescrição, e avaliar a resposta ao medicamento; observar a ocorrência de depressão respiratória em clientes que não estão sob ventilação mecânica.
MONITORAMENTO E MANEJO DAS COMPLICAÇÕES POTENCIAIS
Insuficiência Respiratória, choque distributivo, insuficiência renal aguda, síndrome compartimental, íleo paralítico, úlcera de curling.

“Devido a extensão do conteúdo, indico a leitura do Brunner & Suddarth, Manual de enfermagem médico-cirúrgica, 2015, pg. 971 & do material sobre queimaduras da Universidade Federal de Santa Catarina em www.unasus.ufsc.br.

Contribuiu com este Artigo:






Mateus Henrique Dias Guimarães




REFERÊNCIAS

BRASIL, M. S. Sistema de Informações sobre Mortalidade - SIM. Datasus: W00-X59 Outras causas externas de lesões acidentais. Disponível em: < http://www.abraspea.org.br/pdf_docs/anexos%20alcool%20estatisticas%20do%20datasus.pdf>. 

Brunner & Suddarth, Manual de enfermagem médico-cirúrgica / revisão técnica Sonia Regina de Souza; tradução Patricia Lydie Voeux. – 13. ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. Queimaduras, p.971.
LEONARDI, D. F.; NAZÁRIO, N. O. Queimaduras especiais: elétricas e químicas. In:________. Quei¬maduras: Atendimento Pré-Hospitalar. Palhoça: Unisul. 2012.

MASCARENHAS, M.D.M. et al. Epidemiologia das causa externa no Brasil: mortalidade por aciden¬tes e violência no período de 2000 a 2009. In: Brasil. Ministério da Saúde. Saúde Brasil 2010: uma análise da situação de saúde e de evidências selecionadas de impacto de ações de vigilância em saúde Secretaria de Vigilância e Saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2011.

Queimaduras / Universidade Federal de Santa Catarina; Organizadores: Nazaré Otília Nazário; Dilmar Francisco Leonardi e Cesar Augusto Soares Nitschke — Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2014.29 p. Modo de acesso: www.unasus.ufsc.br








 
Enfermagem a profissão do cuidar