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Principais antissépticos em uma instituição hospitalar

Antissepsia  É o processo de eliminação ou inibição do crescimento dos microrganismos na pele ou em outros tecidos vivos. É realizada atravé...


Antissepsia 

É o processo de eliminação ou inibição do crescimento dos microrganismos na pele ou em outros tecidos vivos. É realizada através de antissépticos que são formulações hipoalergênicas e de baixa causticidade. Os antissépticos podem ser classificados como agentes bactericidas, devido à sua capacidade de destruir as bactérias nas formas vegetativas ou como agentes bacteriostáticos, quando apenas inibem o crescimento destes microrganismos.  

O Food and Drug Administration (FDA) propõem o uso do termo “antisséptico” para  identificar os produtos classificados como:

  • Preparo pré-operatório da pele do paciente;
  • Degermação das mãos e antebraços;
  • Produto para lavagem das mãos dos profissionais da saúde.


Nenhuma solução antisséptica é ideal para uso em todas as situações. Segundo “New and Non Official Drugs” (NND) a seleção de um antisséptico deve considerar  algumas propriedades e requisitos:

  • Amplo espectro de ação – com ação germicida sobre os microrganismos da
    microbiota residente e transitória; 
  • Ação rápida – com efeito germicida no menor tempo possível, dentro de 15 segundos ou em uma única lavagem das mãos;Efeito residual – que propicie ação do antisséptico por várias horas após a aplicação do produto; 
  • Efeito acumulativo – que produza aumento da atividade germicida depois de sucessivas aplicações. Esta característica é especialmente desejável para antissépticos utilizados na lavagem das mãos;
  • Baixa toxicidade – que o produto não cause irritação nem sensibilização da pele pelo uso repetido e não-absorção sistêmica;
  • Baixa inativação por matéria orgânica – que a ação germicida não seja afetada pela presença de sangue, secreção purulenta ou sujidade;
  • Ser estável e não corrosivo; 
  • Odor agradável e boa aceitação pelo usuário;
  • Custo acessível e disponibilidade no mercado local;
  • Veiculação funcional em dispensadores ou embalagens de pronto uso.
  •  As formulações dos antissépticos podem ser degermante, quando associada ao  sabão (veículo detergente); tópica, quando em veículo aquoso e tintura, quando em  veículo alcoólico.


Álcool 70%

Na concentração a 70% é efetivo, resseca menos a pele e causa menos dermatites. Possui boa atividade contra o bacilo da tuberculose, atuando ainda contra muitos fungos e vírus incluindo vírus sincicial respiratório, hepatite B e HIV.
 

Vantagem: Ação bactericida contra formas vegetativas de microrganismos Gram positivos e Gram negativos.

Desvantagem: É inativo contra esporos.

Uso: Higienização de mãos, na higienização do coto umbilical, na antissepsia da pele para punção venosa e para coleta de sangue arterial ou venoso.

Principio Ativo: álcool etílico, álcool feniletílico, trietilenoglicol e propilenoglicol

Apresentação: Frasco 100 ml e frasco de 1000 ml.

Locais de uso: Todas as dependências do hospital;

Descrição para compra: Incolor, pronto para uso, uso hospitalar, para fins de antissepsia da pele e desinfecção de superfícies fixas, em embalagem em frasco opaco ou transparente de 100 ml ou em galão de 5000 ml, com tampa rosqueável, com lacre inviolável; com dados de identificação e procedência.

Embalagem que contenha dados de identificação, procedência, lote e validade, conforme RDC 184 de 22/10/2001. Documentos necessários: Registro no ministério da saúde, ficha técnica e ficha de segurança.

Indicações do álcool 70%

Higienização do coto umbilical, na antissepsia da pele para punção venosa e para coleta de sangue arterial ou venoso.

Gluconato de Clorexidina

Essa substância está disponível sob a forma de solução degermante, alcoólica e aquosa.

Vantagem: Possui efeito bactericida para cocos Gram positivo e bacilos Gram negativos, efeito viruscida contra vírus lipofílicos (Influenza, Citomegalovírus, herpes, HIV) e ação fungicida, mesmo na presença de sangue e demais fluidos corpororais; efeito residual de aproximadamente 6-8 horas por ação cumulativa.

Principio Ativo: Gluconato de Clorexidina

Solução alcoólica de clorexidina (0,5%)

Uso: utilizada na antissepsia complementar da pele no campo operatório, curativo de acesso venoso central e procedimentos invasivos (passagem de cateteres venosos centrais, drenagem de tórax, toracocentese, biópsias, paracenteses, punção lombar, etc).

Apresentação: Frasco 100 ml

Local de uso: Todas as Unidades de Internação, Bloco Cirúrgico, Ambulatórios e Serviço de Imagem.

Descrição para compra: Antisséptico dermatológico, para uso hospitalar. Almotolia plástica descartável lacrada de 100 ml, com sistema de abertura que não necessite de material cortante e permita após a abertura encaixe perfeito da tampa adicional que deverá conter na embalagem, se for em sistema twist-off, que seja de fácil deslacre, e se for em sistema de tampa com furador, que a membrana seja de fácil penetração, com ausência de corantes, conservantes e odores. Embalagem que contenha dados de identificação, procedência, lote e validade, conforme RDC 184 de 22/10/2001. Documentos necessários: Registro no Ministério da Saúde para antissépticos (RDC nº. 199, 26/10/06) e ficha técnica.

Indicações da solução alcoólica de clorexidina 0,5%

Antissepsia complementar da pele no campo operatório, curativo de acesso venoso central e
procedimentos invasivos (passagem de cateteres venosos centrais, drenagem de tórax,
toracocentese, biópsias, paracenteses, punção lombar, etc).

Solução aquosa de clorexidina (0,2%)

Uso: antissepsia para cateterismo vesical, utilizado também para complementar os procedimentos invasivos em RN prematuros extremos onde existe o risco de queimadura química com o uso de soluções alcoólicas.

Apresentação: Frasco 100 ml

Local de uso: Todas as Unidades de Internação, Bloco Cirúrgico, Ambulatórios e Serviço de Imagem.

Descrição para compra: Antisséptico dermatológico, para uso hospitalar. Almotolia plástica descartável lacrada de 100 ml, com sistema de abertura que não necessite de material cortante e permita após a abertura encaixe perfeito da tampa adicional que deverá conter na embalagem, se for em sistema twist-off, que seja de fácil deslacre, e se for em sistema de tampa com furador, que a membrana seja de fácil penetração, com ausência de corantes, conservantes e odores. Embalagem que contenha dados de identificação, procedência, lote e validade, conforme RDC 184 de 22/10/2001. Documentos necessários: Registro no Ministério da Saúde para antissépticos (RDC nº. 199, 26/10/06) e ficha técnica.

Indicações do gluconato de clorexidina 2%

Higienização das mãos em áreas de internação; antes de procedimentos invasivos; degermação da pele nos procedimentos cirúrgicos; banho de recém-nascido infectado, pacientes em préoperatório de cirurgia cardíaca e implantes de próteses ortopédicas e pacientes queimados.

Gluconato de clorexidina degermante (2%)

Uso: higiene de mãos em áreas de internação; antes de procedimentos invasivos;
degermação da pele nos procedimentos cirúrgicos; banho de recém-nascido infectado, especialmente em situações de surtos de infecção por cocos Gram positivos, como o Staphylococcus aureus.


Apresentação: Frasco 1000 ml.

Local de uso: Todas as Unidades de Internação, Bloco Cirúrgico, CME, Ambulatórios, Laboratório, Patologia Cirúrgica, Farmácia e Serviço de Imagenologia.

Descrição para compra: Para degermação de mãos e braços, antissepsia da pele
(campo operatório), banhos pré- cirúrgicos de pacientes e recém-nascidos, em frascos opacos de 1000 ml, com tampa rosqueável; Embalagem que contenha dados de identificação, procedência, lote e validade, conforme RDC 184 de 22/10/2001. Documentos necessários: Registro no Ministério da Saúde para antissépticos (RDC nº. 199, 26/10/06) e ficha técnica.

Indicações da Solução aquosa de clorexidina (0,2%)

Mesma indicação do PVPI Tópico, exceto em cirurgias da oftalmologia e da otorrinolaringologia.  

Iodóforos

Solução aquosa de povidine 10% com 1% de iodo livre (polivinilpirolidona- iodo / PVPI Tópico).

Uso: para antissepsia de cirurgias da oftalmológia e da otorrinolaringologia.

Apresentação: Frasco 100ml

Local de uso: Pronto Socorro e Ambulatórios (Oftalmologia e Otorrinonaringologia)
e Bloco Cirúrgico.

Descrição para compra: Indicado para antissepsia complementar da pele, feridas cirúrgicas, em frasco opaco de 100 ml, cuja tampa tenha haste presa no corpo da almotolia, evitando com isso a perda da tampa e consequente contaminação do antisséptico. Embalagem que contenha dados de identificação, procedência, lote e validade, conforme RDC 184 de 22/10/2001. Documentos necessários: Registro no Ministério da Saúde para antissépticos (RDC nº. 199, 26/10/06) e ficha técnica.

Indicações da Solução aquosa de povidine 10% com 1% de iodo livre (PVPI Tópico)

Antissepsia para cateterismo vesical, utilizado também para complementar os procedimentos
invasivos em RN prematuros extremos onde existe o risco de queimadura química com o uso de soluções alcoólicas.

Álcool gel

Tem por finalidade reduzir a carga microbiana das mãos quando estas não estiverem visivelmente sujas, podendo substituir a higienização com água e sabão.

Vantagem: Ação bactericida contra formas vegetativas de microrganismos Gram positivos e Gram negativos.

Desvantagem: É inativo na presença de matéria orgânica 

Uso: Higienização de mãos.

Principio Ativo: álcool etílico, álcool feniletílico, trietilenoglicol e propilenoglicol.

Apresentação: Sache 800 ml.

Local de uso: Todas as Unidades de Internação, Bloco Cirúrgico, Ambulatórios, Serviço de Nutrição e Dietética, Farmácia, Laboratório e Serviço de Imagenologia.

Descrição para compra: Álcool etílico hidratado à base de gel, transparente, inodoro, isento de material em suspensão que não deixe resíduos aderentes nas mãos, com intervalo de 68% à 72% pp. Embalagem tipo sache de 800 ml, que contenha dados de identificação, procedência, lote e validade, conforme RDC 184 de 22/10/2001. Documentos necessários: Registro no Ministério da Saúde para antissépticos (RDC nº. 199, 26/10/06) e ficha técnica.

Indicações do Álcool gel

Higienização das mãos quando as mesmas não estiverem visivelmente sujas.


COMENTÁRIOS

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Auditoria,8,Centro Cirúrgico,22,Colunistas,2,Dicas de Saúde,11,Doenças,46,Mateus Henrique Dias Guimarães,11,Medicamentos,28,Publieditorial,4,Relacionados à Enfermagem,125,Relacionados à Saúde,124,Técnicas de Enfermagem,38,
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Enfermagem: Principais antissépticos em uma instituição hospitalar
Principais antissépticos em uma instituição hospitalar
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