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Assistência de Enfermagem durante o parto

Parto natural
A assistência ao parto é dada em todos os seus períodos:

-Dilatação 

- Expulsão 

- Dequitação 

A parturiente deverá estar orientada sobre os sinais e sintomas do parto, bem como das características das contrações uterinas para poder se dirigir ao hospital na hora aprasada.


Cuidados no 1º período do parto (Dilatação)

1) Atendimento na Sala de Admissão

É feito exame obstétrico pelo médico ou obstetriz, os quais utilizam na ocasião o seguinte material:

- Fita métrica (medir a altura do útero); 

- Estetoscópio de Pinard (escultar o foco fetal); 

- Luva esterilizada ( para toque vaginal); 

Anti-séptico (anti-sepsia da vulva); 

Termômetro e esfigmomanômetro; 

Mesa de exame; 

Lençol. 

O preparo da cliente para exame consta de: 

Pedir a gestante para esvaziar a bexiga, indicando a localização do banheiro; 

Verificar a temperatura axilar; 

Ajudar a gestante a subir e descer da mesa de exame, colocá-la em decúbito dorsal sem roupa da cintura para baixa, cobri-la com lençol dando apoio física para evitar que caia; 

Auxiliar o médico durante o exame – o toque vaginal é realizado para fornecer dados que indiquem a posição do feto e a dimensão da dilatação do colo uterino; 

Posição ginecológica; 

Sendo comprovado, pelos exames e a história, que a cliente está em trabalho de parto ou sendo uma situação especial, a parturiente será admitida no hospital. 

Impressos: ficha obstétrica (médico), prescrição médica e de enfermagem, termo responsabilidade. 

2 – Depois da Admissão 

Uma vez admitida na clínica, ainda na sala de admissão ou em local pré-determinado, a gestante deverá ser submetida ao seguinte preparo: 

Esvaziar a bexiga espontaneamente ou através de sondagem vesical. Geralmente a sondagem vesical é feita nos casos de parto cirúrgicos, deixando-se a sonda de demora (alguns obstetras optam por não utilizar); 

Tricotomia do abdômen, períneo, raiz das coxas e ânus (tricotomizador elêtrico para aparar os pelos); 

Banho de chuveiro – auxiliá-la no banho e vesti-la com camisola; 

Lavagem intestinal – será feita dependendo de indicação médica; 

Anti-sepsia das regiões tricotomizadas – lavá-las com água e sabão e em seguida passar solução anti-séptica; 

Controle de TPR e PA e anotação no prontuário; 

Colheita de sangue para tipagem e fator RH. 


Atendimento na Enfermaria 

Terminados estes cuidados, a parturiente deverá ser encaminhada à enfermaria ou local determinado pela obstretriz onde os cuidados de enfermagem terão continuidade, ressaltando-se os seguintes: 

- A parturiente deverá permanecer em jejum; 

- As batidas do coração do feto (foco fetal – deverão ser ouvidos e contados a cada 15 minutos. Esse controle é feito pelo médico ou obstetriz utilizando o estetoscópio de Pinard (ritmo e intensidade)); 

A cliente poderá ser medicada no transcorrer desses períodos. Ao fazê-lo, empregar habilmente os conhecimentos adquiridos; 

Quando ocorrem as contrações uterinas, a parturiente deverá respirar de maneira ofegante como “cachorrinho cansado”. No fim da contração, deverá inspirar profundamente e expirar sem forçar, com a boca entre aberta. Orientá-la para que proceda como o exposto acima; 

Controle da dinâmica uterina – controle das contrações: freqüência, intensidade e duração, durante 10 minutos; 

Observar perdas vaginais e avisar o médico; 

Controle dos sinais de período expulsivo: aumento da freqüência das contrações uterinas, abalamento do períneo e vontade de fazer força; 

Encaminhamento de maca à sala de parto; 

Durante todo o atendimento que prestamos, devemos Ter atitude amistosa, paciente e compreensiva. No decorrer de todo o parto, é necessário a cooperação da futura mãe; para tanto devemos tentar diminuir o “medo” que sente, confortando-se e dando apoio emocional. Promover ambiente repousante e bem-estar no leito. 

Cuidados no 2º período do parto (Expulsão) 

Os dois últimos períodos do parto, expulsão e dequitação, transcorrem na sala de parto, onde é empregada a técnica de sala de operação. 

Material esterilizado usado

- Campos; 

- Luvas e aventais; 

Caixa de instrumental para parto; 

Seringa de 10 cm e agulhas hipodérmicas 40x7 e 25x8; 

Gaze; 

Fio de sutura. 

Medicamentos (Anstésico local; Ocitócico (ampolas)). 


Material não esterilizado: 

- Aparelho de pressão e estetoscópio; 

Cuba rim 

Com o término da dilatação tem início o período expulsivo. As ocorrências normais e os cuidados nesse período são

- Transportar a paciente em maca para a sala de parto; 

- Deitá-la na mesa de parto em posição ginecológica; 

Atendê-la atenciosamente, sendo solicita e carinhosa; 

Atuar como circulante na sala de parto empregando técnica asséptica; 

Solicitar cooperação da parturiente na sala auxiliar na expulsão durante as contrações uterinas, orientá-las a inspirar profundamente e em seguida fazer força para baixo com todos os músculos e em seguida fazer força para baixo com todos os músculos do abdômen; 

Antes da expulsão do feto, o obstetra faz uma incisão no períneo da parturiente para ajudar o bebê a nascer. Essa intervenção é chamada de episiotomia. A episiotomia é precedida de anestesia local (só é feita quando realmente necessário); 

Assim que se desprende a cabeça, pedir para a mãe respirar normalmente e parar de fazer força; 

Depois do nascimento o bebê permanece ligado à placenta pelo cordão umbilical. Para liberar o bebê, o cordão umbilical é pinçado com duas pinças e seccionado entre as mesmas; 

O bebê deve chorar ao nascer. Verificar qual o sexo da criança envolvê-la em campo esterilizado e levá-la para a sal de reanimação. Com a secção do cordão umbilical, termina o 2º período de parto. 

Cuidados no 3º período do parto (dequitação) 

Alguns minutos após a expulsão do feto, dá-se a saída dos anexos fetais representados pela placenta, saco amniótico e cordão umbilical. 

Para ajudar na expulsão da placenta, o médico procede a delicada pressão sobre a parede uterina, comprimida o abdome; 

- A mãe é solicitada a fazer força para baixo; 

Ao serem expulsos, receber os anexos em cuba rim ou bandeja; 

Após a saída dos anexos é feita sutura da episiotomia pelo obstetra; 

- Pesar a placenta e colher sangue do cordão para tipagem sanguínea de bebê; 

- Verificar pressão arterial e dizê-la ao obstetra; 

- Após a dequitação, não estando a cliente com pressão arterial alta, o médico solicitará a aplicação de injeção do ocitócio por via IM. 

O ocitócio (Ergotrat Syntocinon) é um medicamento que provoca a contração uterina evitando hemorragia. É contra indicado para hipertensas. 

Transportar a mãe em maca para a enfermaria. Após o parto, a puérpera deseja dormir e descansar. Propiciar condições, amientes para que a mãe logre seu intento. 

Top da Semana

Oxímetro de Pulso

oxímetro de pulso é um dispositivo médico que mensura indiretamente a quantidade de oxigênio que o sangue está transportando. Trata-se de uma monitorização não invasiva da saturação de oxigênio do sangue arterial.
O nível de oxigênio mensurado com um oxímetro é chamado de nível de saturaçãode oxigênio (abreviado como O2sat ou SaO2). A SaO2 é a porcentagem de oxigênio que seu sangue está transportando, comparada com o máximo da sua capacidade de transporte. O padrão de normalidade varia entre 90 - 100% de SpO2.


O Oxímetro substitui a necessidade de Gasometria Arterial?
O oxímetro mensura indiretamente a quantidade de oxigênio que é transportada pelo sangue, e não é invasivo. Já a gasometria arterial é um procedimento invasivo e mensura diretamente tanto a quantidade de oxigênio transportada pelo sangue quanto a de gás carbônico (dióxido de carbono). 
Material necessário para instalação do Oxímetro: Equipamento: Oxímetro de pulso;Sensor adulto ou infantil (permanente ou descartável);Álcool…

Drenos e os cuidados de Enfermagem

Algumas cirurgias exigem a necessidade da colocação de drenos para facilitar o esvaziamento do ar e líquidos (sangue, secreções) acumulados na cavidade.
Dreno pode ser definido como um objeto de forma variada, produzido em materiais diversos, cuja finalidade é manter a saída de líquido de uma cavidade para o exterior.
As indicações para colocação de controle de drenos são específicas para cada tipo de dreno. 
Podem ser classificados em: 
- Dreno aberto, ex.: penrose; 
- Dreno de sucção fechada; 
- Dreno de reservatório; 
- Cateteres para drenagem de abscesso.



Dreno de Penrose 
É um dreno de borracha, tipo látex, utilizado em cirurgias que implicam em possível acúmulo local de líquidos infectados, ou não, no período pós-operatório. Seu orifício de passagem deve ser amplo e ser posicionado à menor distância da loja a ser drenada, não utilizando o dreno por meio da incisão cirúrgica e, sim, por meio de uma contraincisão. 
Para evitar depósitos de fibrina que possam obstruir seu lúmen, o dreno de p…

Cateter Venoso Central e os cuidados de Enfermagem

O cateter venoso central (CVC) é um sistema intravascular utilizado para administração de fármacos, infusão de derivados sanguíneos, nutrição parenteral, monitorização hemodinâmica, terapia renal substitutiva, entre outros. É um dispositivo que pode permanecer no paciente por longo período, minimizando o trauma associado às repetidas inserções de um cateter venoso periférico.

A cateterização venosa central é um procedimento amplamente utilizado em pacientes críticos, os quais demandam assistência à saúde de alta complexidade.
Os cuidados de enfermagem à pessoa com cateter venoso central exigem conhecimentos teórico-práticos indispensáveis para a correta manipulação e manutenção desse dispositivo, evitando complicações que poderão ser de enorme gravidade, retardando a recuperação ou mesmo, elevando as taxas de óbito, tanto de adultos como crianças.
Locais de inserção: As veias jugular interna, subclávia e femoral são as escolhidas para a inserção do CVC. Apesar de sua utilização em pacien…

Cuidados com a Gastrostomia

Gastrostomia e jejunostomia são procedimentos cirúrgicos para a fixação de uma sonda alimentar. Um orifício criado artificialmente na altura do estômago ou na altura do jejuno, objetivando uma comunicação entre a cavidade do estômago e a parede do abdômen.
O alimento pode ser administrado por uma bomba infusora ou através de seringa (alimentação em bolus). O preparo e "porcionamento" da dieta terá que seguir rigorosamente a orientação dada pelo nutricionista ou nutrólogo.
A higiene é fundamental para minimizar a contaminação da dieta e consequentes complicações gastrointestinais. Antes do preparo da dieta, é necessário realizar a lavagem adequada das mãos, dos alimentos e de todo material que será utilizado, bem como dos utensílios e da bancada onde haverá a manipulação. Depois da lavagem, recomendamos friccionar álcool a 70% na bancada e utensílios.

Tipos de Curativos

Curativo: é o tratamento utilizado para promover a cicatrização da ferida, proporcionando um meio adequado para esse processo. A escolha do curativo depende do tipo de ferida.
Curativo ideal  - Manter alta umidade entre a ferida e o curativo;  - Remover o excesso de exsudação, evitando a maceração dos tecidos próximos; - Permitir a troca gasosa;  - Fornecer isolamento térmico;  - Ser impermeável as bactérias;  - Estar insento de substâncias tóxicas;  - Permitir sua retirada sem ocasionar lesão por aderência.


Tipos de Curativos  Existem, atualmente, muitos tipos de curativos, com formas e propriedades diferentes. É importante antes da realização do curativo, a avaliação da ferida e aplicação do tipo de curativo que melhor convier ao estágio que se encontra, a fim de facilitar a cura.
- Alginatos;  - Carvão Ativado; - Hidrocolóide; -  Hidrogel - Filmes;  -  Papaína;  -  Antissépticos;  -  Ácidos Graxos Essenciais
Alginatos: são indicados para feridas exsudativas, com sangramento, limpas ou infectadas, agud…