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Prótese de Quadril e os cuidados de Enfermagem

quadril
A Artroplastia Total Primária de Quadril ou simplesmente Prótese de Quadril é um procedimento cirúrgico que tem como objetivo substituir a articulação natural doente ou fraturada, por uma articulação artificial constituída por materiais não orgânicos chamados implantes protéticos.  
                        
O quadril normal é uma junta formada pela cabeça do fêmur que se articula com uma cavidade da bacia chamada acetábulo ou cavidade acetabular 

As fraturas do colo do fêmur continuam desafiando a ortopedia, e apesar da melhoria das técnicas e dos implantes disponíveis, o número de casos desse tipo de fratura entre adultos jovens tem crescido devido ao aumento da intensidade dos traumas. Entre os idosos, o aumento deve-se ao aumento da perspectiva e da qualidade de vida. As importantes complicações dessa fratura, como necrose avascular e não consolidação, parecem depender da gravidade do deslocamento da fratura, da qualidade da redução e da estabilidade da fixação.


Os componentes de uma prótese de quadril são:

- Componente Acetabular;
- Insert (polietileno, cerâmica metal...)
- Haste femoral
- Cabeça femoral
- Cimento ósseo
- Centralizador 
- Restritor de Cimento (bone plug)
- kit cimentação
- Dreno sucção

obs: as próteses podem ser cimentadas (acetábulo e haste); hibrida (acetábulo parafusado e haste cimentada).



Assistência de enfermagem no pré-operatório

- Realizar o exame físico geral e específico, realizar os exames laboratoriais obrigatórios: hemograma, glicemia, ts-tc, sódio e potássio, uréia e creatinina, tipagem sanguínea, incluindo ECG em idosos. 
- Avaliar a pele com relação à sujidade, afecção epidérmica e preparo da 
pele, . Orientar a importância da lavagem diária com água e sabão da região pubiana e interglútea. 
- Orientar, mostrar e ensinar quanto ao uso de comadre e técnica de eliminação, importância do coxim de abdução do trapézio, do quadro balcânico que facilitará a movimentação no pós-operatório, ensinar a transferência do leito à cadeira de rodas e vice-versa ; ensinar exercícios isométricos (contrações musculares) do quadríceps e dos músculos glúteos e movimentos ativos do joelho, mudança de decúbito.
- Verificar a eliminação intestinal 48hs antes da cirurgia, Orientar quanto ao jejum de 6 a 12 hs antes da cirurgia. Avaliar os sinais vitais.
- No dia da cirurgia ou no intra-operatório deverá ser feita sondagem vesical, com sonda tipo FOLLEY (14 ou 16), possibilitando o balanço hídrico durante o intra e pós-operatório. 
- Encaminhar o paciente deverá ser feito em maca, com o prontuário, exames radiológicos recentes e exames complementares. A cama precisa ser prepara (cama de operado); quanto menor a movimentação no transporte do paciente operado, menor será o risco de complicações como dor e perda da prótese. 

Os cuidados no pós-operatório:

- Elevação da cabeceira, verificar a existência de infusão venosa no braço e dor que, às vezes, pode dificultar a movimentação dos braços e mãos. 
- Estimular ao exercício no pós-operatório de artroplastia total do quadril é de fundamental importância para a prevenção de embolia, trombose, atrofia muscular e deformidades. 
- Posicionar o membro operado é fundamental ao sucesso da cirurgia (Manter o coxim de abdução).
- Mudança de decúbito é um procedimento adotado para prevenção de escaras nas regiões de proeminência ósseas e nas áreas de maior atrito. 
- Sentar no leito; este procedimento deve ser realizado a partir do terceiro dia de pós-operatório. Eleva-se a cabeceira mais ou menos em torno de 60º a 70º, 
retira-se o travesseiro e coloca-se um coxim na região cervical, evitando-se a tendência a inclinar o tronco para frente. 



PRÓTESE DE QUADRIL - VÍDEO DISPONÍVEL NO YOUTUBE

Top da Semana

Instrumentação cirúrgica

Umas das principais frases que o instrumentador cirúrgico adora ouvir é: “Vamos entrar em campo”. O Instrumentador é fundamental para realização de uma cirurgia, e está presente desde o paciente mais compreensivo ao mais difícil de se fazer entender, desde a cirurgia mais simples até a mais complexa.
Mais do que conhecer os materiais específicos utilizados em cada tipo de operação, é fundamental que o instrumentador cirúrgico tenha bom relacionamento com os profissionais que estão à sua volta e seja comprometido com o trabalho para garantir o dia-a-dia na atividade.
O comprometimento vai muito além de montar a mesa cirúrgica e alcançar pinças ou segurar afastadores, é comprometimento com a vida de quem está ali aos cuidados da equipe cirúrgica, confiando que o cirurgião fará o seu melhor para garantir o sucesso do procedimento, porém isso não depende apenas dele. Depende também da atenção de quem o acompanha durante o ato, um instrumentador ágil, comprometido e atento ao procedimento, c…

Insuficiência Venosa Crônica e os cuidados de enfermagem

A insuficiência venosa crônica é definida como uma anormalidade do funcionamento do sistema venoso causada por incompetência valvular, associada ou não à obstrução do fluxo venoso. Pode afetar o sistema venoso superficial, o sistema venoso profundo ou ambos. Além disso, a disfunção venosa pode ser resultado de um distúrbio congênito ou pode ser adquirida.
O resultado dessa disfunção no sistema venoso é a instalação de um estado de hipertensão venosa. Essa sobrecarga venosa ocorre devido à intensificação do fluxo sanguíneo retrógrado que sobrecarrega o músculo da panturrilha a ponto deste não conseguir bombear quantidades maiores de sangue, na tentativa de contrabalançar a insuficiência das válvulas venosas.



As úlceras podem causardor local, edema, podendo apresentar exsudato e odor fétido. A sua localização mais frequente é em torno do maléolo medial e do terço distal da perna.
Etiopatogenia
1 – Próprios da patologia venosa periférica • Obstrução venosa profunda (Síndrome pós-trombólica*) •…

Febre Chikungunya

Febre Chikungunya é uma doença parecida com a dengue, causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae. Seu modo de transmissão é pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado e, menos comumente, pelo mosquito Aedes albopictus.
Seus sintomas são semelhantes aos da dengue: febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. Porém, a grande diferença da febre chikungunya está no seu acometimento das articulações: o vírus avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local.

A febre chikungunya teve seu vírus isolado pela primeira vez em 1950, na Tanzânia. Ela recebeu esse nome, pois chikungunya significa "aqueles que se dobram" no dialeto Makonde da Tanzânia, termo este usado para designar aqueles que sofriam com o mal. A doença, apesar de pouco letal, é muito limitante. O paciente tem dificuldade de movimentos e locomoção por causa das articulações inflamadas e doloridas, daí o "andar cur…

Drenos e os cuidados de Enfermagem

Algumas cirurgias exigem a necessidade da colocação de drenos para facilitar o esvaziamento do ar e líquidos (sangue, secreções) acumulados na cavidade.
Dreno pode ser definido como um objeto de forma variada, produzido em materiais diversos, cuja finalidade é manter a saída de líquido de uma cavidade para o exterior.
As indicações para colocação de controle de drenos são específicas para cada tipo de dreno. 
Podem ser classificados em: 
- Dreno aberto, ex.: penrose; 
- Dreno de sucção fechada; 
- Dreno de reservatório; 
- Cateteres para drenagem de abscesso.



Dreno de Penrose 
É um dreno de borracha, tipo látex, utilizado em cirurgias que implicam em possível acúmulo local de líquidos infectados, ou não, no período pós-operatório. Seu orifício de passagem deve ser amplo e ser posicionado à menor distância da loja a ser drenada, não utilizando o dreno por meio da incisão cirúrgica e, sim, por meio de uma contraincisão. 
Para evitar depósitos de fibrina que possam obstruir seu lúmen, o dreno de p…

Cateter Venoso Central e os cuidados de Enfermagem

O cateter venoso central (CVC) é um sistema intravascular utilizado para administração de fármacos, infusão de derivados sanguíneos, nutrição parenteral, monitorização hemodinâmica, terapia renal substitutiva, entre outros. É um dispositivo que pode permanecer no paciente por longo período, minimizando o trauma associado às repetidas inserções de um cateter venoso periférico.

A cateterização venosa central é um procedimento amplamente utilizado em pacientes críticos, os quais demandam assistência à saúde de alta complexidade.
Os cuidados de enfermagem à pessoa com cateter venoso central exigem conhecimentos teórico-práticos indispensáveis para a correta manipulação e manutenção desse dispositivo, evitando complicações que poderão ser de enorme gravidade, retardando a recuperação ou mesmo, elevando as taxas de óbito, tanto de adultos como crianças.
Locais de inserção: As veias jugular interna, subclávia e femoral são as escolhidas para a inserção do CVC. Apesar de sua utilização em pacien…