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DST - Conhecimento para equipe de enfermagem



As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são causadas por infecções transmitidas através de portas de entrada (pele, mucosa) devido a uma atividade sexual com parceiro (a) portador de agente etiológico (vírus, bactérias, protozoários) por exposição sexual (vaginal, anal e oral) sem preservativo.

Principais DST:
A literatura nos mostra que existem diversas DST, vamos listar as principais que são classificadas como uretrites, cervicites, e verrugas genitais, etc:

AIDS/ HIV +
Condiloma Acuminado (HPV)
Hepatites virais
Linfogranuloma venéreo
Tricomoníase
Cancro Mole
Doença inflamatória pélvica (DIP)
Herpes
Clamídia e Gonorreia
Donovanose
Infecção pelo Vírus T-linfotrópico humano (HTLV)
Sífilis 


















Aspectos importantes em infectologia:

Sabemos que do ponto de vista epidemiológico as DST tem relevante importância na saúde pública a nível mundial. Pois estudos demonstram a grande quantidade de indivíduos portadores de algum tipo de DST, independente do gênero, idade e situação financeira, contudo é evidente que existem grupos de risco, ou seja, pessoas que estão mais vulneráveis devido a situação social, biológica e comportamental. 

Neste artigo vamos listar os principais eixos que o profissional de enfermagem deve conhecer para prestar um atendimento de qualidade, eficaz e útil baseado no conhecimento científico.

- Agentes etiológicos: É fundamental que o profissional tenha conhecimento a respeito do agente causador da DST, pois cada uma é originada por um agente diferente, e consequentemente o tratamento farmacológico é direcionado a um mecanismo de ação, além disso os sinais clínicos também são característicos de acordo com a fisiopatologia do processo infeccioso.
Exemplo: DST Sífilis x Agente etiológico Treponema Pallidum.

- Interpretação da sorologia: Tanto em âmbito de atenção primária quanto secundária o profissional deve saber analisar valores e associar de forma clínica a DST.

- Biosegurança: Devido ao contexto histórico a respeito da Aids/HIV houve grande preocupação em medidas preventivas para os profissionais de saúde, sendo este um grupo de risco devido a exposição a fluidos e secreções dos portadores de DST, diante desta situação foi estabelecido a precaução padrão que são equipamentos de proteção individual (EPI) e ações de higiene que devem ser utilizados durante a assistência direta aos pacientes sendo estes portadores ou não de DST. 

São estes: lavagem das mãos descarte de perfurocortantes em recipiente adequado, avental, luvas de procedimento, óculos de proteção, máscara, sapato fechado, entre outros de acordo com o grau de exposição e contato.

- Avaliação de enfermagem: De forma geral iremos citar as principais condutas profissionais ao atender paciente portador de DST. A abordagem deve ser pautada na ética, devemos sempre considerar o grau de conhecimento e cultura do paciente, para adaptarmos a linguagem adequada, com isso obteremos resultados mais eficazes. A postura deve transparecer confiança e devemos encorajar o paciente a sentir-se a vontade para relatar sua queixa, descrever sintomas e transparecer seu estado psicoemocional. Ao realizar exame físico devemos atentar a lesões, linfonodos inguinais, aspectos de secreções, sensibilidade à palpação, sinais de inflamação na região genital, anal e a cavidade oral. 

- Intervenções de enfermagem: Devemos realizar ações educativas quanto à patogênese da DST, higiene íntima, preservativo, adesão ao tratamento, estado emocional, ações preventivas e curativas, realizar aconselhamento de testes sorológicos, promover a inserção social dos portadores de DST para obter sucesso no processo terapêutico. As principais vacinas que estão relacionadas a DST são vacina HPV e hepatite B que tem como destaque a via de transmissão sexual, seguir conforme calendário vacinal, para portadores de Aids-HIV tem algumas peculiaridades que devemos observar atentamente.

- Notificação de casos: Por ser um problema de saúde pública determinados casos devem ser formalmente informados ao setor de vigilância epidemiológica, o instrumento utilizado é o formulário SINAN, listamos conforme determinado pelo setor público as DST que devem ser notificadas.

Síndrome da úlcera genital (excluído herpes genital)
Síndrome do corrimento uretral
Síndrome do corrimento cervical
Sífilis em adultos (excluída a forma primária)
Herpes genital (apenas o primeiro episódio)
Condiloma acuminado (verrugas anogenitais)


Referências bibliográficas

SMELTZER, Suzanne C et al. Brunner & Suddarth: Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. 2338 p

HIV/AIDS, HEPATITES E OUTRAS DST. Brasília: Editora Ms - Os 2006/0263, 2006.

Top da Semana

Oxímetro de Pulso

oxímetro de pulso é um dispositivo médico que mensura indiretamente a quantidade de oxigênio que o sangue está transportando. Trata-se de uma monitorização não invasiva da saturação de oxigênio do sangue arterial.
O nível de oxigênio mensurado com um oxímetro é chamado de nível de saturaçãode oxigênio (abreviado como O2sat ou SaO2). A SaO2 é a porcentagem de oxigênio que seu sangue está transportando, comparada com o máximo da sua capacidade de transporte. O padrão de normalidade varia entre 90 - 100% de SpO2.


O Oxímetro substitui a necessidade de Gasometria Arterial?
O oxímetro mensura indiretamente a quantidade de oxigênio que é transportada pelo sangue, e não é invasivo. Já a gasometria arterial é um procedimento invasivo e mensura diretamente tanto a quantidade de oxigênio transportada pelo sangue quanto a de gás carbônico (dióxido de carbono). 
Material necessário para instalação do Oxímetro: Equipamento: Oxímetro de pulso;Sensor adulto ou infantil (permanente ou descartável);Álcool…

Cateter Venoso Central e os cuidados de Enfermagem

O cateter venoso central (CVC) é um sistema intravascular utilizado para administração de fármacos, infusão de derivados sanguíneos, nutrição parenteral, monitorização hemodinâmica, terapia renal substitutiva, entre outros. É um dispositivo que pode permanecer no paciente por longo período, minimizando o trauma associado às repetidas inserções de um cateter venoso periférico.

A cateterização venosa central é um procedimento amplamente utilizado em pacientes críticos, os quais demandam assistência à saúde de alta complexidade.
Os cuidados de enfermagem à pessoa com cateter venoso central exigem conhecimentos teórico-práticos indispensáveis para a correta manipulação e manutenção desse dispositivo, evitando complicações que poderão ser de enorme gravidade, retardando a recuperação ou mesmo, elevando as taxas de óbito, tanto de adultos como crianças.
Locais de inserção: As veias jugular interna, subclávia e femoral são as escolhidas para a inserção do CVC. Apesar de sua utilização em pacien…

Drenos e os cuidados de Enfermagem

Algumas cirurgias exigem a necessidade da colocação de drenos para facilitar o esvaziamento do ar e líquidos (sangue, secreções) acumulados na cavidade.
Dreno pode ser definido como um objeto de forma variada, produzido em materiais diversos, cuja finalidade é manter a saída de líquido de uma cavidade para o exterior.
As indicações para colocação de controle de drenos são específicas para cada tipo de dreno. 
Podem ser classificados em: 
- Dreno aberto, ex.: penrose; 
- Dreno de sucção fechada; 
- Dreno de reservatório; 
- Cateteres para drenagem de abscesso.



Dreno de Penrose 
É um dreno de borracha, tipo látex, utilizado em cirurgias que implicam em possível acúmulo local de líquidos infectados, ou não, no período pós-operatório. Seu orifício de passagem deve ser amplo e ser posicionado à menor distância da loja a ser drenada, não utilizando o dreno por meio da incisão cirúrgica e, sim, por meio de uma contraincisão. 
Para evitar depósitos de fibrina que possam obstruir seu lúmen, o dreno de p…

Cuidados com a Gastrostomia

Gastrostomia e jejunostomia são procedimentos cirúrgicos para a fixação de uma sonda alimentar. Um orifício criado artificialmente na altura do estômago ou na altura do jejuno, objetivando uma comunicação entre a cavidade do estômago e a parede do abdômen.
O alimento pode ser administrado por uma bomba infusora ou através de seringa (alimentação em bolus). O preparo e "porcionamento" da dieta terá que seguir rigorosamente a orientação dada pelo nutricionista ou nutrólogo.
A higiene é fundamental para minimizar a contaminação da dieta e consequentes complicações gastrointestinais. Antes do preparo da dieta, é necessário realizar a lavagem adequada das mãos, dos alimentos e de todo material que será utilizado, bem como dos utensílios e da bancada onde haverá a manipulação. Depois da lavagem, recomendamos friccionar álcool a 70% na bancada e utensílios.

Tipos de Curativos

Curativo: é o tratamento utilizado para promover a cicatrização da ferida, proporcionando um meio adequado para esse processo. A escolha do curativo depende do tipo de ferida.
Curativo ideal  - Manter alta umidade entre a ferida e o curativo;  - Remover o excesso de exsudação, evitando a maceração dos tecidos próximos; - Permitir a troca gasosa;  - Fornecer isolamento térmico;  - Ser impermeável as bactérias;  - Estar insento de substâncias tóxicas;  - Permitir sua retirada sem ocasionar lesão por aderência.


Tipos de Curativos  Existem, atualmente, muitos tipos de curativos, com formas e propriedades diferentes. É importante antes da realização do curativo, a avaliação da ferida e aplicação do tipo de curativo que melhor convier ao estágio que se encontra, a fim de facilitar a cura.
- Alginatos;  - Carvão Ativado; - Hidrocolóide; -  Hidrogel - Filmes;  -  Papaína;  -  Antissépticos;  -  Ácidos Graxos Essenciais
Alginatos: são indicados para feridas exsudativas, com sangramento, limpas ou infectadas, agud…