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Interpretação de Eletrocardiograma (ECG)


O profissional de enfermagem é essencial no processo diagnóstico e terapêutico em pacientes com alterações cardiovasculares. Para realizar a assistência com qualidade técnica é necessário ter embasamento científico, por isso elaboramos um material interessante sobre interpretação de eletrocardiograma (ECG), vamos estudar!

Revisão da anatomia fisiológica do sistema cardiovascular:

A anatomia cardíaca é descrita como um órgão muscular constituído por câmaras (átrios e ventrículos), válvulas (aórtica, pulmonar, mitral e tricúspide), vasos sanguíneos (artérias e veias), sistema de condução (células nodais, feixe de His e fibras de Purkinje), localizado no centro do tórax. A função do coração é bombear sangue para o pulmão (coração direito) e órgãos periféricos (coração esquerdo). Esta função é vital para a homeostase, é a partir do transporte de sangue que nossas células recebem oxigênio e nutrientes necessários para produzir energia e eliminar toxinas, dióxido de carbono, entre outros.


A partir deste conhecimento podemos adentrar no tão esperado assunto: Interpretação de ECG!

O ciclo cardíaco é fator determinante para analisarmos o eletrocardiograma de forma crítica. O bombeamento do coração é constituído por duas fases: diástole (relaxamento) e sístole (contração) este evento mecânico é realizado devido ao processo bioquímico transmitido através do sistema de condução cardíaca (nodo sinoatrial, nodo atrioventricular, feixe de His e fibras de Purkinje) respectivamente. Os impulsos elétricos são conduzidos através do potencial de ação que consiste na distribuição de uma corrente elétrica (íons de sódio, potássio e cálcio) pelo miocárdio através de vias internodais e os ramos do feixe de His e Purkinje que envolvem o miocárdio. Todo este complexo mecanismo é representado através do ECG.



Eletrocardiograma:

O ponto chave para analisarmos um ECG e interpretar o processo fisiopatológico é atentar a dois itens extremamente importantes: Ritmo cardíaco e Frequência cardíaca. Vamos lá!

O ECG é a representação gráfica que disponibiliza informações sobre a atividade elétrica no miocárdio, permite obter o diagnóstico de alterações cardíacas de forma prática e de fácil acesso.

Ritmo cardíaco: é a condução do impulso elétrico no miocárdio. Em estado normal consideramos como ritmo sinusal, em condições fisiopatológicas é descrito como arritmia cardíaca.

Frequência cardíaca: é a quantidade de vezes que ocorre o bombeamento cardíaco.
- Normocardia: 60 a 100 bpm
- Bradicardia: < 60 bpm
- Taquicardia: > 100 bpm

As formas de obter o ECG são por exame diagnóstico e monitoramento cardíaco que disponibiliza informações referentes à função cardiovascular.

Elementos essências:

Derivações: representam a localização anatômica que está sendo apresentada no traçado do ECG, padronizada em precordiais (v1; v2; v3; v4; v5 e v6) e periféricas (DI; DII; DIII; aVR; aVL e aVF).


Principais traçados (ondas, complexos e intervalos):

Onda P: Ocorre a contração atrial.
Complexo QRS: Ocorre a contração ventricular.
Onda T: Ocorre o relaxamento ventricular.
*Onda U: relaxamento ventricular (50 – 90% de ECG), em alguns casos representa quadros de hipopotassemia e hipertensão de acordo com a literatura.
Segmento ST: representa graficamente desde término do complexo QRS até o início da onda T.
 Intervalo PR: medido do início da onda P até o início do complexo QRS.



Com estes dados em mente, o profissional de enfermagem irá determinar dados clínicos a respeito da condição cardíaca do paciente.  


Referencias bibliográficas

SMELTZER, Suzanne C et al. Brunner & Suddarth: Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. 1117 p.

IKEGAMI, Marcelo Tetsuo et al. Análise da onda U do eletrocardiograma: Sua presença, características e sua relação com situações clínicas. Rev. Fac. Ciênc. Méd.sorocaba, Sorocaba, v. 1, n. 2, p.45-48, nov. 1999. Disponível em: <http://novo.more.ufsc.br/artigo_revista/inserir_artigo_revista>. Acesso em: 17 jan. 2016.

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