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Diálise Peritoneal – Informação para enfermagem


Vamos tratar de um assunto extremamente interessante e rico em detalhes que para a prática profissional de enfermagem é essencial ter o conhecimento teórico e pratico para prestar assistência de excelente qualidade. Então sigam-me os bons, partiu estudar!

O que é? Para que serve?
A Diálise Peritoneal (DP) é uma forma de tratamento renal, com a intenção de promover a substituição da função renal do tipo aguda ou crônica. 
As principais indicações clínicas são hiperpotassemia, uremia, creatinina sérica alterada, ácidos no sangue, sinais de edema, quantidade de urina alterada do ponto de vista fisiológico, etc. 
O médico nefrologista junto com o paciente e/ou responsável decide em comum acordo iniciar o tratamento dialítico. A equipe de enfermagem pode ajudar de forma a esclarecer e prestar informações sobre o tratamento em si de forma clara e adaptada ao vocabulário e compreensão do paciente e acompanhante. É neste momento que o enfermeiro deve obter o consentimento assinado, aferir sinais vitais, dados antropométricos e registrar os valores da dosagem de eletrólitos e examina o abdome, com o objetivo de preparar o paciente para o procedimento.

Mecanismo de funcionamento
O próprio termo Diálise Peritoneal nos traz a pista de como e onde ocorre a atividade dialítica. Diálise indica uma função externa com a mesma finalidade fisiológica do rim, neste caso peritoneal, pois, compromete a região anatômica do peritônio que atua como um filtro remove as toxinas e excesso de líquido.




É muito complexo o procedimento como um todo devido ao mecanismo fisiológico que é desempenhado para ocorrer o procedimento. 
O que devemos destacar é o seguinte, de forma objetiva a literatura nos mostra que um líquido é inserido na cavidade peritoneal do paciente e drenado através de um cateter (ex. Tenckoff) que é um tubo flexível, implantado através de um procedimento cirúrgico de baixa complexidade, podendo ser inserido na beira do leito ou em centro cirúrgico, com anestesia local no abdome. Este líquido permanece por um período na cavidade peritoneal, e na sequência é drenado. Neste procedimento acontecem dois eventos bioquímicos (difusão e osmose) devido à movimentação de substâncias no sangue (ex. potássio, uréia) com o líquido estéril do dialisado, através da membrana peritoneal.

Existem duas modalidades de DP, são as seguintes:


- Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua (DPAC): É realizada de forma manual pelo próprio paciente ou responsável treinado, necessita de aproximadamente quatro trocas por dia, cada troca leva 30 minutos em média.

- Diálise Peritoneal Automatizada (DPA): Geralmente à noite, no domicilio, através de uma maquina cicladora.

Cuidados no domicílio: Durante a técnica de troca realizar lavagem das mãos e uso de máscara para evitar contaminação do equipamento. Método de limpeza recomendado é lavagem com água e sabão, o local de saída não deve ser submerso na água, pode colocar uma gaze cobrindo o local. 

Principais complicações possíveis:
- Peritonite.
- Extravasamento.
- Sangramento.
- Hipertrigliceridemia.
- Hérnias abdominais, dor lombar, constipação intestinal.
- Formação de coágulos no cateter peritoneal.

Cuidado de Enfermagem
- Ensino sobre o autocuidado (dieta balanceada, higiene corporal, etc).
- Ensino sobre manuseio da DP (lavagem das mãos, uso de mascara, etc).
- Avaliação de dados antropométricos e bioquímica sanguínea.
- Avaliação do progresso do tratamento.

Dicas a nível hospitalar
- Utilizar EPI e lavagem das mãos.
- Terapia IV (velocidade lenta, controlada em bomba de infusão).
- Registrar balanço hídrico.
- Avaliação cardíaca e respiratória frequente (vulnerável a ICC, EAP etc).
- Monitoramento do aporte nutricional (alterações eletrolíticas).
- Suspender agente anti-hipertensivo antes da diálise (evitar hipotensão).
- Apoio psicológico (expressão de emoções, sentimentos).

Com estas informações é possível prestar um atendimento com mais segurança e confiança em sua prática profissional.  

Referência bibliográfica
SMELTZER, Suzanne C et al. Brunner & Suddarth: Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. 2338 p

CABRAL, Alexandre Silvestre et al. Dialise peritoneal. 2016. Disponível em: <http://sbn.org.br/publico/tratatamentos/dialise-peritoneal/>. Acesso em: 12 fev. 2016.

obs: figuras/imagens retiradas de pesquisas no google, caso alguém sinta-se ofendido, ou não queira nos disponibilizar - basta nos encaminhar e-mail solicitando a remoção. enfermagemweb@gmail.com


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A higiene é fundamental para minimizar a contaminação da dieta e consequentes complicações gastrointestinais. Antes do preparo da dieta, é necessário realizar a lavagem adequada das mãos, dos alimentos e de todo material que será utilizado, bem como dos utensílios e da bancada onde haverá a manipulação. Depois da lavagem, recomendamos friccionar álcool a 70% na bancada e utensílios.

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