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Gripe H1N1 e os cuidados de Enfermagem


O que é Influenza H1N1? 

A influenza é uma doença infecciosa aguda classificada em tipos: A, B e C. Pela variação antigênica do vírus Influenza A, surgiu o A/H1N1, com significativo potencial patogênico.

O subtipo do ​​vírus influenza A H1N1 é resultado da combinação de segmentos genéticos do vírus da gripe aviária, do vírus da gripe suína e do vírus humano da gripe. Sua forma de transmissão se dá de uma pessoa para outra pelo contato com secreções respiratórias, partículas de saliva, tosse ou espirro. E, de acordo com o OMS, também é possível a transmissão pelo contato com superfícies contaminadas.​​


Como é transmitida a Gripe H1N1?

Acredita-se que a transmissão do vírus da gripe suína tipo A (H1N1) aconteça da mesma maneira pela qual se transmite a gripe sazonal. Os vírus da influenza se disseminam de pessoa para pessoa especialmente através de tosse ou espirros das pessoas infectadas. Algumas vezes, as pessoas podem se infectar tocando objetos que estão contaminados com os vírus da influenza e depois tocando sua boca ou seu nariz.

Pandemia

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ao todo 207 países e demais territórios notificaram casos confirmados de gripe H1N1 entre 2009 e 2010, quando houve a pandemia da doença. Durante este período, foram quase nove mil mortos em decorrência da gripe H1N1.

O surto começou no México, onde uma doença respiratória alastrou-se pela população e chegou rapidamente aos Estados Unidos, Canadá e, depois, para o restante do mundo – graças às viagens aéreas.

Notou-se que o vírus infectou mais pessoas entre os cinco e os 24 anos. Foram poucos os casos de gripe H1N1 relatados em pessoas acima dos 65 anos de idade.

Gestantes, doentes crônicos, crianças pequenas, pessoas com obesidade e com outros problemas respiratórios também estão entre os grupos mais vulneráveis para gripe H1N1.

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Quais são os sinais e sintomas?

Os sintomas são similares aos sintomas da Gripe comum, e incluem febre (acima de 38ºC), tosse, garganta inflamada, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fadiga. Algumas pessoas relatam diarréia e vômitos associados à gripe. É recomendado que os pacientes que apresentarem sintomas que envolvam secreções nasais, tosse ou espirro recebam máscara cirúrgica com o intuito de evitar a transmissão do vírus. Os adultos podem transmitir a doença no período de sete dias após o aparecimento dos sintomas. Nas crianças, este período vai de dois dias antes até 14 dias após aparecerem os sintomas.

Diagnóstico e Tratamento

Para confirmar o diagnóstico de H1N1, é necessário realizar teste laboratorial específico. Já o tratamento é feito com uso de medicamento fosfato de Oseltamivir (Tamiflu) nas primeiras 48 horas após aparecerem os sintomas, com duração de cinco dias. Não há contra indicação de medicamentos para este tipo de gripe.

Prevenção

A melhor forma de prevenir é recebendo a vacina contra a gripe H1N1. Porém, cuidados de higiene também são importantes, como:
  • Lave bem as mãos com água e sabão e utiliza álcool gel com frequência
  • Evite colocar as mãos nos olhos, boca e nariz após contato com superfícies
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal
  • Cubra a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar
  • Evite locais fechados e com muitas pessoas presentes
  • Evite beber água em bebedouros públicos. Utilize copo ou garrafa plástica de uso pessoal

Os cuidados de Enfermagem

Referem-se primeiramente à prevenção e vacinação, bem como identificação precoce por meio dos sinais e sintomas. Em casos suspeitos ou confirmados
são necessários cuidados de isolamentos e de propagação da doença, cuidados específicos no agravo (SRAG -  Síndrome Respiratória Aguda Grave), cuidados para a minimização da sintomatologia do usuário.

Responsabilidades da equipe de Enfermagem

Compete ao enfermeiro, segundo a Leio do Exercício Profissional, no Art 11 - II alínea e prevenção e controle sistemático de infecção hospitalar e de doenças transmissíveis em geral.

Assim, compete ao enfermeiro notificar a ocorrência de casos suspeitos e ou confirmados de gripo por Influenza A H1N1 às autoridades sanitárias locais (vigilância epidemiológica/sanitária do município e ou do estado).

Compete ainda segundo o Art 11 - II alínea F - prevenção e controle sistemático de danos que possam ser causados a clientela durante a assistência de enfermagem. Desta forma o enfermeiro deve garantir a assistência segura de enfermagem aos pacientes vitimas desta doença, prevenindo as complicações e disseminação para a comunidade, por meio de ações pró-ativas de educação do cliente e família para autonomia do cuidado.

Compete ao técnico e auxiliar de enfermagem, segundo o Art 12 e Art 13, executar ações planejadas pelo enfermeiro para garantir, com competência a habilidade, assistência que para proteção do paciente portador da gripo por influenza A H1N1, bem como executar todas as ações necessárias para prevenir a disseminação da infecção.


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