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Síndrome de Guillain-Barré e os cuidados de Enfermagem



A Síndrome de Guillain-Barré é definida como uma enfermidade de caráter inflamatório e de evolução aguda ou subaguda, que compromete o sistema nervoso periférico mediante desmielinização segmentar, face a uma agressão autoimune, traduzindo-se clinicamente por polirradiculoneuropatia, essencialmente motora, mas pode atingir também os nervos sensitivos, e laboratorialmente, por dissociação albumino-citológica no líquido cefalorraquidiano.

Caracteriza-se por perda de força dos membros inferiores, perda do controle esfincteriano, comprometimento de pares cranianos e diminuição dos reflexos tendinosos profundos. Os sinais que devem chamar a atenção do pediatra geral são aqueles que comprometem ventilação, deglutição e movimentos oculares. 

EVOLUÇÃO CLÍNICA

1ª fase: Dura de 3 a 21 dias em 80% casos. Fraqueza máxima é atingida em 1 semana para 50% dos casos. Em 3% dos casos há uma piora rápida em 3 dias: pior prognóstico.

2ª fase: A partir da cessação da progressão. Dura em média 2 a 4 semanas.

3ª fase: Geralmente lenta, pode levar até 2 anos. 85% dos pacientes podem andar em até 6 meses. 20% permanecem com sequelas moderadas ou graves.

SINAIS E SINTOMAS
  • Acentuada dificuldade em falar, mastigar e deglutir (paralisia dos nervos cranianos);
  • Parestesia (formigamento e dormência)
  • Debilidade muscular dos membros inferiores, membros superiores, tronco e músculos faciais progredindo rapidamente para a paralisia completa;
  • Quadro neurológico frequentemente é precedido de sinais de infecções sistêmicas, tais como: astenia, cefaléia, discreta hipertermia, dores musculares e articulares, coriza, dor de garganta, desordens digestivas.
  • Vigilância contínua para que sejam detectados os sinais de insuficiência respiratória (dispnéia, aumento da frequência cardíaca, respiração superficial e irregular);
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
  • Manutenção das vias aéreas livres;
  • Assistência respiratória mecânica (manter o material para a assistência ventilatória pronto no lado da cama);
  • Monitorizar a ventilação mecânica;
  • Controle dos sinais Vitais, monitorização cardíaca,
  • Realizar balanço hídrico
  • Colaborar com a fisioterapia através da manutenção dos membros paralisados em condições funcionais, realização de exercícios passivos (prevenir deformidades e contraturas);
  • Assegurar uma hidratação adequada, auxiliar na fisioterapia e administrar a terapêutica anticoagulante prescrita ( prevenir tromboembolismo).
  • Manter uma nutrição adequada (NPT, SNG, SNE);
  • Manter uma comunicação com o paciente através de gestos, leitura labial;
  • Promover o alívio da ansiedade e do medo através da inserção familiar;
  • Promover higiene oral e corporal no leito, massagem de conforto, mudança de decúbito;
  • Cuidados com sondas e cateteres venosos;
  • Observar eliminação intestinal (fezes líquidas, constipação).

Referências Bibliográficas

1.Kieseier BC, Hartung HP. Therapeutic strategies in the Guillain-Barré syndrome. Semin Neurol. 2003;23(2):159-68.

2.Vucic S, Kiernan MC, Cornblath DR. Guillain-Barré syndrome: an update. J Clin Neurosci. 2009;16(6):733-41. Epub2009 Apr 7.
3.Ropper AH. The Guillain-Barré syndrome. N Engl J Med. 1992;326:1130-6.

4.Hughes RA, Rees JH. Clinical and epidemiologic features of Guillain-Barré syndrome. J Infect Dis. 1997;176 (Suppl 2):S92-8.

  
6.IMAGEM – O POVO COM A NOTÍCIA
  




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