Insuficiência Venosa Crônica e os cuidados de enfermagem


A insuficiência venosa crônica é definida como uma anormalidade do funcionamento do sistema venoso causada por incompetência valvular, associada ou não à obstrução do fluxo venoso. Pode afetar o sistema venoso superficial, o sistema venoso profundo ou ambos. Além disso, a disfunção venosa pode ser resultado de um distúrbio congênito ou pode ser adquirida.

O resultado dessa disfunção no sistema venoso é a instalação de um estado de hipertensão venosa. Essa sobrecarga venosa ocorre devido à intensificação do fluxo sanguíneo retrógrado que sobrecarrega o músculo da panturrilha a ponto deste não conseguir bombear quantidades maiores de sangue, na tentativa de contrabalançar a insuficiência das válvulas venosas.



As úlceras podem causar dor local, edema, podendo apresentar exsudato e odor fétido. A sua localização mais frequente é em torno do maléolo medial e do terço distal da perna.

Etiopatogenia

1 – Próprios da patologia venosa periférica
• Obstrução venosa profunda (Síndrome pós-trombólica*)
• Insuficiência valvular profunda
• Fístulas arteriovenosas
• Flebodisplasias congênitas

*Síndrome pós-trombólica
• alta incidência de IVC
• 67% dos casos apresentam edema e dor
• 15% hiperpigmentação
• 3% úlceras

2 – Fatores menos importantes
• alteração do arco plantar
• alteração da marcha
• hipertensão intra-abdominal
• distúrbios da função pulmonar
• insuficiência cardíaca

Diagnóstico

1) Quadro clínico
• edema isolado
• pigmentação
• dermite de estase
• celulite indurata
• úlcera
• antecedentes de patologias venosas 
• varizes (aspecto morfológico e topográfico)
• sensação de desconforto e dor

2) Doppler
Existência de obstrução ou agenesia;
Insuficiência vascular
Fístulas arteriovenosas 

Duplex scan: função vascular e o refluxo venoso


3) Flebografia
indicada para avaliar com precisão o estado do sistema venoso profundo em pacientes cirúrgicos

A equipe de saúde deve atentar para a prevenção do problema, estimulando ações que se oponham aos fatores de risco. As úlceras venosas causam impacto social e econômico significativo devido à natureza recorrente e ao longo tempo decorrido de seu início e cicatrização, cabe ao enfermeiro realizar a técnica apropriada de curativos, considerando o risco para infecções, como também conhecer de forma abrangente o paciente, já que a educação e o autocuidado se fazem prioritários durante o tratamento.

Tratamento clínico
- Controle do fator etiológico
- Controle de hipertensão venosa e do edema (elevação e meias elásticas)
- Tratamento da dermite de estase (cremes com corticoides, anti-histamínicos orais)
- Tratamento de úlcera

Tratamento clínico da úlcera
1 – Combate à infecção: uso sistêmico de antibióticos
2 – Remoção da fibrina: desbridamento com enzimas protedíticas 
3 – antissépticos fortes (assepsia da pele)
4 – impedir a formação de costas ou sua remoção sistemática
5 – impedir a reinfecção com antissépticos fracos
6 – repouso com MMII elevados

Tratamento 

Objetivos
- redução dos edemas
- promover uma circulação adequada
- melhorar o aspecto endurecido da pele
- fortalecer musculatura do membro inferior
- mobilizar as estruturas adjecentes da úlcera normalizar alterações sensitivas orientações gerais

Orientações gerais 
• repousar com os MMII elevados
• evitar a imobilidade dos MMII
• praticar atividades físicas adequadas
• tratar a obesidade
• uso de sapatos adequados higiene adequada da úlcera

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