Pular para o conteúdo principal

Adrenalina (simpaticomimético)


A Adrenalina (Epinefrina) é um fármaco adrenérgico. Estimulante cardíaco, vasopressor, antiasmático que pode ser administrado de forma intramuscular ou subcutânea

É indicada em casos de:
- Parada cardíaca;
- Choque anafilático;
- Asma brônquica;

ATENÇÃO: por Via Intravenosa usar apenas soluções a 1:10.000 ou ainda mais diluídas (alguns médicos preferem soluções a 1:100.000). A aplicação por via intravenosa deve ser feita lentamente, com monitoramento cardíaco. Deve ser administrada com o auxílio de bombas de infusão. Entre as reações que a Epinefrina pode causar estão: Ansiedade, vertigem, hipertensão, hemorragia cerebral, arritmias entre outras. 

Durante Ressuscitação: Via intravenosa (utilizando solução a 1:10.000 ou ainda mais diluída), 0,5 a 1 mg cada 3 a 5 minutos durante a ressuscitação.



Contudo este é um medicamento contraindicado nas seguintes situações:
- Pacientes com arritmia;
- Pacientes em choque;
- Pacientes com glaucoma;
- Pacientes durante trabalho de parto;
- Recém-nascidos ou crianças prematuras;
- Hipersensibilidade a simpatomiméticos;
- Acompanhante em anestesias locais – como, nos dedos dos pés ou das mãos, nariz, orelhas e genitais;

Cuidados de enfermagem:
- Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que melhore.
- Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionados ao uso da medicação. 
- A medicação não deve ser usada em crianças <2 anos nem durante a gestação (terceiro trimestre) ou lactação.
- Pode causar tontura ou sonolência.
- Recomende que o paciente evite o tabagismo ou outros irritantes respiratórios e o consumo de álcool.
- Inalação: instrua o paciente que são necessários intervalos de 1-2min entre as inalações; que, quando em uso concomitantes de glicocorticóides ou inalações de ipatrópio, o broncodilatador deve ser administrado primeiro e outros medicamentos 5min após, para evitar toxicidade pela inalação de propulsores de fluorocarbono; sobre a técnica correta de inalação.
- Endotraqueal: se o paciente estiver entubado, a droga poderá ser ejetada diretamente na árvore bronquial, através do tubo endotraqueal, execute 5 insuflações rápidas, administre vigorosamente 10ml diretamente no tubo; prossiga com 5 insuflações rápidas.
- SC ou IM: a suspensão só deve ser administrada por via SC; não use solução que apresentem alterações em sua cor original ou que contenham partículas; a droga pode causar irritação ao tecido; alterne os locais de aplicação para evitar necrose do tecido; logo após a administração, massageie o local de aplicação para aumentar a absorção da droga e diminuir a vasocontrição local; evite administração IM no glúteo; agite bem a suspensão antes de administrar e injete rapidamente.
- IV: não use solução que apresentem alterações em sua cor original ou que contenham partículas; após seu preparo, qualquer solução não usada dentro de 24h deve ser descartada; direta: administre cada 1mg em, pelo menos, 1min; administrações mais rápidas podem ser usadas durante ressuscitação cardíaca; intermitente, em choques anafiláticos severos, a dose de 0,1-0,25mg pode ser repetida a cada 5-15min; administre além de 5-10min; contínua: administre 1-4mcg/min.


Fonte da Imagem: Google





Top da Semana

Drenos e os cuidados de Enfermagem

Algumas cirurgias exigem a necessidade da colocação de drenos para facilitar o esvaziamento do ar e líquidos (sangue, secreções) acumulados na cavidade.
Dreno pode ser definido como um objeto de forma variada, produzido em materiais diversos, cuja finalidade é manter a saída de líquido de uma cavidade para o exterior.
As indicações para colocação de controle de drenos são específicas para cada tipo de dreno. 
Podem ser classificados em: 
- Dreno aberto, ex.: penrose; 
- Dreno de sucção fechada; 
- Dreno de reservatório; 
- Cateteres para drenagem de abscesso.



Dreno de Penrose 
É um dreno de borracha, tipo látex, utilizado em cirurgias que implicam em possível acúmulo local de líquidos infectados, ou não, no período pós-operatório. Seu orifício de passagem deve ser amplo e ser posicionado à menor distância da loja a ser drenada, não utilizando o dreno por meio da incisão cirúrgica e, sim, por meio de uma contraincisão. 
Para evitar depósitos de fibrina que possam obstruir seu lúmen, o dreno de p…

Sintomas e Tratamentos do Cisto Pilonidal

Cisto Pilonidal é a formação de uma bolsa a partir de qualquer tecido do corpo que pode compreender em seu interior ar, líquido, pus ou outro fluido. O cisto pilonidal é uma doença crônica muito comum, variante do cisto dermoide, e aparece habitualmente na região terminal da coluna vertebral (região sacrococcigiana ou sacrococcígea), conhecida popularmente como cóccix, alguns centímetros acima do ânus.
É muito comum que se encontre cabelos dentro do cisto pilonidal (“ninho de pêlos”), além de fragmentos de pele, glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas. Quando o acúmulo desse material resulta em uma inflamação, dando sinais de infecção e pus, o cisto pilonidal é também chamado de abscesso pilonidal. Apesar de ser conhecido por ocorrer na região do cóccix, o cisto pilonidal também pode surgir nos olhos, nariz, axilas, couro cabeludo e ao redor do umbigo. Acomete mais os homens jovens entre 15 e 30 anos.

Os sintomas do cisto pilonidal só existem quando eles inflamam, nesses casos, os pa…

Doenças e Agravos de Notificação Compulsória

A vigilância epidemiológica tem como finalidade fornecer subsídios para execução de ações de controle de doenças e agravos (informação para a ação) e, devido a isso, necessita de informações atualizadas sobre a ocorrência dos mesmos. A principal fonte destas informações é a notificação de agravos e doenças pelos profissionais de saúde.
A escolha das doenças e agravos de notificação compulsória obedece a critérios como magnitude, potencial de disseminação, transcendência, vulnerabilidade, disponibilidade de medidas de controle, sendo a lista periodicamente revisada, tanto em função da situação epidemiológica da doença, como pela emergência de novos agentes e por alterações no Regulamento Sanitário Internacional. Os dados coletados sobre as doenças de notificação compulsória são incluídos no Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN).
Notificação Compulsória: comunicação obrigatória à autoridade de saúde, realizada pelos médicos, profissionais de saúde ou responsáveis pelos estabel…

Arrumação de leito hospitalar

A técnica tem como função proporcionar repouso, conforto e segurança ao cliente. O cliente (paciente) é o elemento principal de qualquer instituição de saúde. 
Considera-se paciente todo o individuo submetido a tratamento, controle especiais, exames e observações medicas. O paciente procura o hospital quando atingido pela doença, cria nele angustia, inquietação, que leva a exagerar o poder e conhecimento sobre os profissionais que o socorrem, muitas vezes torna-se difícil o tratamento do doente, originando problemas de relacionamento (paciente pessoal).
Quando uma pessoa esta doente, precisa de ajuda para muitas das tarefas que habitualmente realiza sozinha. Parte do trabalho das pessoas que se dedicam, ao cuidado do paciente em um hospital é manter agradável o local que o cerca. Ficar em quarto limpo e com tudo em ordem ajudará o paciente a sentir-se melhor e tornará sua permanência no hospital mais agradável.
O leito é um fator importante na obtenção de repouso e conforto, sendo impres…

Bomba de infusão e os cuidados de enfermagem

A bomba de infusão é indicada para todo o paciente com prescrição de infusão em via parenteral ou enteral, nos casos onde se faz necessária a garantia rigorosa do gotejamento dos medicamentos prescritos. 
A bomba infusora é um dos mais práticos recursos habitualmente disponíveis na UTI e/ou Sala de Emergência, e mesmo em algumas ambulâncias modernas. Permite administrar de maneira confiável os fármacos mais delicados de acordo com dosagens de mg/min ou ml/h.
Normalmente utilizada em pacientes que precisam controle rigoroso do gotejamento, tais como: pacientes com ICC (insuficiência Cardíaca Congestiva), Insuficiência Renal, Neonatos prematuros, tratamento com quimioterápicos, drogas vasoativas para controle pressão arterial, drogas cardiovasculares, anestésicos durante cirurgias, administração de insulinas endovenosa. Cito alguns exemplos de drogas que requerem gotejamento controlado: Dopamina, Dobutamina, Adrenalina, Nitroprussiato de sódio, Noradrenalina, KCL (alguns casos) etc. Infus…