Dipirona


A dipirona ou metamizol é um medicamento analgésico, antitérmico e antipirético muito popular em boa parte do mundo. No Brasil, o medicamento esta entre as drogas mais populares e consumidas. 
É importante salientar que a dipirona, possui muitos nomes comerciais, como por exemplo, Novalgina, Anador, Baralgin, Magnopyrol, Nofebrin etc, ou seja, em todos esses casos a dipirona é o principio ativo, sendo apenas comercializada sob outras nomenclaturas, já em medicamentos genéricos, utiliza-se o próprio nome (dipirona). O medicamento pode ser encontrado sob a forma de gotas, xarope, comprimidos, supositório ou como solução injetável.


Solução Injetável 
O dipirona gotas, comprimido ou supositório é facilmente encontrado e comercializado nas mais diversas farmácias. Porém quando falamos de solução injetável há outras considerações a fazer. Isso porque é preciso considerar que a administração do medicamento de forma injetável só deve ser feita por orientação medica e por pessoa habilitada para tal função.

Quando for necessário um efeito analgésico de início rápido ou quando a administração por via oral ou retal é contraindicada, recomenda-se a administração por via intravenosa ou intramuscular. Neste caso deve-se considerar que a via parenteral está associada com maior risco de reações anafiláticas/anafilactoides.

Visto que reações de hipotensão após administração da forma injetável podem ser dose-dependentes, a indicação de doses únicas maiores do que 1g de dipirona sódica por via parenteral deve ser cuidadosamente considerada. Para garantir que a administração parenteral de dipirona sódica possa ser interrompida ao primeiro sinal de reação anafilática/anafilactoide e para minimizar o risco de reações hipotensivas isoladas, é necessário que os pacientes estejam deitados e sob supervisão médica. Além disto, como uma medida adicional na prevenção de reações hipotensivas, a administração intravenosa deve ser muito lenta, ou seja, a velocidade de infusão não deve exceder 1mL(500mg de dipirona sódica)/minuto.

Caso a administração parenteral de dipirona sódica seja considerada em crianças entre 3 e 11 meses de idade, deve-se utilizar apenas a via intramuscular.

Para que serve?
Com ação analgésica, antitérmica e antipirética, o dipirona alivia a dor, febre e cólicas. Em geral eles agem bloqueando os estímulos dolorosos antes de chegarem ao cérebro ou interferindo na forma como o cérebro interpreta esses estímulos.

A dipirona é amplamente utilizada em quadros de gripe ou resfriado, seja isoladamente ou em conjunto com outros fármacos, servindo tanto para o controle da febre quanto para as dores no corpo, além disso, estudos mostram que a dipirona tem bons resultados no controle da dor de origem traumática, odontológica, oncológica e pós-operatória, assim como tem boa opção para analgesia nos quadros de enxaqueca e nas cólicas de origem renal, intestinal ou uterina.


Posologia 
A Dipirona não deve ser administrada em altas doses, ou períodos prolongados, sem orientação médica. A princípio, a dose e a via de administração escolhidas dependem do efeito analgésico desejado e das condições do paciente. Em muitos casos, a administração oral ou retal é suficiente para obter analgesia satisfatória. Quando for necessário um efeito analgésico de início rápido ou quando a administração por via oral ou retal é contraindicada, recomenda-se a administração por via intravenosa ou intramuscular. Para todas as formas farmacêuticas, os efeitos analgésico e antipirético são alcançados 30 a 60 minutos após a administração e geralmente duram aproximadamente 4 horas. O tratamento pode ser interrompido a qualquer instante sem provocar danos, inerentes à medicação, ao paciente.

GOTAS (500 mg/ml)
Adultos e adolescentes acima de 15 anos: 20 a 40 gotas em administração única ou até o máximo de 40 gotas 4 vezes ao dia. 
As crianças devem receber dipirona gotas de acordo com seu peso e conforme tabela abaixo:



XAROPE (50 mg/ml)
Adultos e adolescentes acima de 15 anos:  Dose individual de 10 a 20 ml, sendo a dose máxima diária 80 ml (20 ml 4x por dia).

As crianças devem receber dipirona de acordo com seu peso e conforme tabela abaixo:



COMPRIMIDO (500 ou 1000 mg):
Adultos e adolescentes acima de 15 anos: Dose individual de 500 a 1000 mg, sendo a dose máxima diária de 4000 mg (1000 mg 4x por dia).

SUPOSITÓRIO (300 ou 1000 mg):
Crianças com mais de 4 anos (16 kg): Dose individual de 300 mg, sendo a dose máxima diária de 1200 mg (1 supositório de 300 mg 4x por dia).
Adultos e adolescentes acima de 15 anos: Dose individual de 1000 mg, sendo a dose máxima diária de 4000 mg (1 supositório de 1000 mg 4x por dia).

INJETAVEL (intravenosa ou intramuscular)
Adultos e adolescentes acima de 15 anos: em dose única de 2 a 5mL (IV ou IM); dose máxima diária de 10mL. 
Crianças e lactentes: em crianças com idade inferior a 1 ano, dipirona injetável deve ser administrada somente pela via intramuscular. 
As crianças devem receber dipirona injetável conforme seu peso segundo tabela:


Outras considerações 
- Para pacientes diabéticos, recomenda-se a administração de comprimidos ou solução oral (gotas) ao invés de xarope, isso porque os carboidratos contidos em 5 ml de solução oral correspondem a 3,75 g de glicose.
- Conduta necessária caso haja esquecimento de administração: baseando-se nos sintomas, reintroduzir a medicação respeitando sempre os horários e intervalos recomendados. Nunca devem ser administradas duas doses ao mesmo tempo. 

Reações Adversas
A dipirona é um medicamento que costuma provocar poucos efeitos colaterais. Além da possibilidade de reação alérgica, que é comum a todos os outros analgésicos e anti-inflamatórios do mercado, o efeito colateral mais relatado costuma ser a queda da pressão arterial, principalmente nos pacientes desidratados ou com problemas cardíacos descompensados.

Há também relatos de problemas cardíacos, choque anafilático ou reações anafiláticas/anafilactoides, como sintomas cutâneos ou nas mucosas (coceira, ardor, vermelhidão, urticária, inchaço), falta de ar e queixas gastrintestinais, distúrbios no sangue, como anemia aplástica (doença onde a medula produz glóbulos vermelhos em quantidade insuficiente), agranulocitose, pancitopenia e leucopenia (diminuição dos glóbulos brancos) e trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas) e insuficiência renal aguda.

Além disso, existe a agranulocitose, situação na qual há uma queda abrupta no número dos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que são algumas formas de glóbulos brancos, células do nosso sistema imunológico responsáveis pelo combate a germes invasores. A agranulocitose induzida pela dipirona, apesar de temporária e reversível, é um quadro potencialmente fatal, pois pode deixar o paciente completamente indefeso contra infecções.

Contraindicações 
- Alergia / intolerância a dipirona ou às pirazolonas ou pirazolidinas (ex. fenazona, propifenazona, fenilbutazona e oxifembutazona);
- Grávidas ou lactantes;
- Função da medula óssea prejudicada;
- Pessoas que já apresentaram broncoespasmo (contração dos brônquios levando ao chiado no peito), urticária, angiodema e outras reações alérgicas a outros analgésicos, como AAS, paracetamol, diclofenaco, ibuprofeno, entre outros;
- Deficiência da enzima glicose-6-fosfato-desidrogenase (G6PD);
- Porfiria hepática (doença metabólica);

- Crianças menores de 3 meses ou que pesam menos de 5 Kg.


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