Paracetamol - Indicações, Dose, Funciona?


O paracetamol é um medicamento com propriedades analgésicas e antitérmicas, pode ser encontrado em forma de gotas, xarope e comprimidos
Atualmente é um dos medicamentos mais populares e utilizados, ao lado da dipirona, por exemplo. Os nomes comerciais e mais conhecidos do paracetamol são: Tylenol, Parador, Febralgin, Dorico, Vick Pyrena ou Sonridor, além do genérico, denominado pelo nome do próprio principio ativo, paracetamol
A ação desse medicamento pode ser explica graças a sua atuação direta no Sistema Nervoso Central (SNC), atuando no centro regulador da temperatura e diminuindo a sensibilidade a dor.


Indicação
É indicado para diminuir a febre e aliviar temporariamente dores leves a moderadas, como por exemplo: dores associadas a resfriados comuns, dor de cabeça, dor no corpo, dor de dente, dor nas costas, dores musculares, dores leves associadas a artrites e cólicas menstruais.
O paracetamol também pode ser usado para tratar os sintomas da dengue, porém, sempre sob orientação médica. 

Posologia
A administração oral do medicamento garante efeito entre 15 a 30 minutos e tem uma duração variável de 4 a 6 horas. Quando o uso for feito através de comprimidos, o ideal é que o mesmo seja sempre ingerido com liquido, além disso, seu uso independe das refeições.


Paracetamol Comprimidos
- Adultos e crianças de 12 anos ou mais: variam de 500 a 1000 mg/dose com intervalos de 4 a 6 horas entre cada administração. Não se deve exceder o total de 4 g em 24 horas.

- Paracetamol 500 mg: 1 a 2 comprimidos, 3 a 4 vezes ao dia. Não se deve exceder 8 comprimidos, em doses fracionadas, em um período de 24 horas.

- Paracetamol 750 mg: 1 comprimido, 3 a 5 vezes ao dia. Não se deve exceder 5 comprimidos, em doses fracionadas, em um período de 24 horas. O paracetamol de 750 mg não pode ser partido ou mastigado.

Paracetamol Gotas
- Adultos e crianças acima de 12 anos: devem utilizar 35 a 55 gotas, 3 a 5 vezes ao dia, com intervalos de 4 a 6 horas Não exceder 5 administrações por dia.

- Crianças: 1 gota de paracetamol por kg de peso (ex: se uma criança pesa 15 kg, deve receber uma dose de 15 gotas e assim por diante) até o limite de 35 gotas por dose.

Paracetamol Xarope
- Uso pediátrico: Varia de 10 a 15 mg/kg/dose, com intervalos de 4-6 horas entre cada administração. Não se deve exceder 5 administrações, em doses fracionadas, em um período de 24 horas. 



Contraindicações
O medicamento não deve ser utilizado por pacientes que têm hipersensibilidade conhecida ao paracetamol ou a qualquer componente da fórmula.

Reações Adversas
Reação muito rara (< 1/10.000): distúrbios do sistema imunológico: reação anafilática e hipersensibilidade; e distúrbios da pele e tecidos subcutâneos: urticária, erupção cutânea pruriginosa, exantema. Podem ocorrer pequenos aumentos nos níveis de transaminase em pacientes que estejam tomando doses terapêuticas de paracetamol. Esses aumentos não são acompanhados de falência hepática e geralmente são resolvidos com terapia continuada ou descontinuação do uso de paracetamol. 

Advertências e Precauções
A dose recomendada de paracetamol não deve ser ultrapassada. Muito raramente, foram relatadas sérias reações cutâneas, tais como pustulose generalizada exantemática aguda, síndrome de Stevens Johnson e necrólise epidérmica tóxica em pacientes que receberam tratamento com paracetamol. 

Uso com álcool: Usuários crônicos de bebidas alcoólicas podem apresentar um risco aumentado de doenças hepáticas caso seja ingerida uma dose maior que a dose recomendada (superdose) de paracetamol. 

Gravidez e Lactação: O uso deste medicamento por mulheres grávidas ou amamentando não deve ser feito sem orientação médica. Quando administrado à mãe em doses terapêuticas, o paracetamol atravessa a placenta passando para a circulação fetal em 30 minutos após a ingestão. No feto, o paracetamol é efetivamente metabolizado por conjugação com sulfato. Quando administrado conforme recomendado, o paracetamol não representa risco para a mãe ou feto. O paracetamol é excretado no leite materno em baixas concentrações (0,1% a 1,85% da dose materna ingerida). A ingestão materna de paracetamol nas doses analgésicas recomendadas não representa risco para o lactente. 

Pacientes com hepatopatias: O paracetamol pode ser empregado em pacientes com doenças hepáticas. Estudos prospectivos de segurança em adultos com hepatopatias demonstraram que doses terapêuticas múltiplas de paracetamol durante vários dias são bem toleradas. Um estudo de controle pareado do paracetamol em pacientes com cirrose hepatocelular secundária à hepatite C e/ou abuso de álcool, demonstrou que a biotransformação do paracetamol pelo fígado lesado não é diferente daquela do fígado normal, mas apenas mais lenta. A quantidade de metabólitos tióis derivados da glutationa é semelhante em adultos com e sem hepatopatia, após administração de dose única ou múltipla (4 g por dia). A administração diária consecutiva, essencialmente induz glucoronidação (uma via não tóxica), resultando em depuração total aumentada de paracetamol no decorrer do tempo e em acúmulo plasmático limitado. 

Uso em pacientes com nefropatias: Não há evidências de que pacientes com nefropatias apresentam metabolismo hepático alterado. Embora haja aumento das concentrações plasmáticas de metabólitos excretados pelos rins devido à depuração renal mais baixa, todos esses metabólitos são inativos e não tóxicos. Portanto esses aumentos não são clinicamente relevantes. O intermediário tóxico, a imina Nacetil-p-benzo-quinona, formado pela oxidação hepática, não pode sair do fígado, pois ele é imediatamente desintoxicado com glutationa ou se liga às proteínas locais. Dados prospectivos, bem controlados, indicam que o paracetamol pode ser utilizado em pacientes com insuficiência renal moderada a grave sem ajuste de doses. Os dados clínicos também sugerem que o paracetamol pode ser utilizado em pacientes com nefropatias crônicas sem ajuste de doses. 

Idosos: Até o momento não são conhecidas restrições específicas ao uso de paracetamol por pacientes idosos. Não existe necessidade de ajuste da dose neste grupo etário. Não use outro produto que contenha paracetamol.



Superdosagem
Em adultos e adolescentes (≥ 12 anos de idade), pode ocorrer hepatotoxicidade após a ingestão de mais que 7,5 a 10g em um período de 8 horas ou menos. Fatalidades não são frequentes (menos que 3-4% de todos os casos não tratados) e raramente foram relatadas com superdoses menores que 15g. Uma superdose aguda de menos que 150mg/kg em crianças (7,5g no intervalo de 8 horas; crianças com menos de 12 anos de idade: > 150mg/kg dentro de 8 horas) eles são considerados esperados: 

- Infecções e infestações: septicemia, infecção fúngica e infecção bacteriana; 
- Distúrbios do sangue e sistema linfático: coagulação intravascular disseminada, coagulopatia e trombocitopenia; 

- Distúrbios metabólicos e nutricionais: hipoglicemia, hipofosfatemia, acidose metabólica e acidose láctica;
- Distúrbios do sistema nervoso central: coma (com superdose maciça de paracetamol ou superdose de múltiplas drogas), encefalopatia e edema cerebral; 

- Distúrbios cardíacos: cardiomiopatia; 

- Distúrbios vasculares: hipotensão; 

- Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: insuficiência respiratória; 

- Distúrbios gastrintestinais: pancreatite e hemorragia gastrintestinal; 

- Distúrbios renais e urinários: insuficiência renal aguda; 

- Distúrbios gerais e condições do local de administração: falência múltipla de órgãos.

Os sinais e sintomas iniciais que se seguem a uma dose potencialmente hepatotóxica de paracetamol são: anorexia, náusea, vômito, sudorese intensa, palidez e mal-estar geral.