Diazepam – Posologia, indicação, bula


Primeiramente é importante dizer que o diazepam só deve ser utilizado com prescrição médica, uma vez que, o remédio é controlado (faixa preta) e deve ser prescrito na dosagem certa para cada caso.  O diazepam (substancia ativa) faz parte de um grupo de medicamentos chamado benzodiazepínicos, é um sedativo e também exerce efeito contra ansiedade e convulsões, além disso, também atua como relaxante muscular.  A ação do medicamento ocorre cerca de 20 minutos de sua administração. Este medicamento pode ser administrado por via oral (comprimidos) ou injetável.


Indicação
O diazepam é indicado para alívio sintomático da ansiedade, tensão e outras queixas somáticas ou psicológicas associadas com a síndrome da ansiedade, também é usado como coadjuvante no tratamento da ansiedade ou agitação associada a desordens psiquiátricas, no alívio do espasmo muscular reflexo devido a traumas locais (lesão, inflamação e no tratamento da espasticidade devida a lesão dos interneurônios espinhais e supra espinhais tal como ocorre na paralisia cerebral e paraplegia, assim como na atetose e na síndrome rígida. Os benzodiazepínicos são indicados apenas para desordens intensas, desabilitantes ou para dores extremas. O diazepam só deve ser utilizado quando prescrito por seu médico.


Posologia 
A posologia deve ser individualizada. O tratamento deve ser iniciado com a menor dose apropriada eficaz para a condição particular. As doses orais usuais para adultos se iniciam com 5 – 10mg, dependendo da gravidade dos sintomas, o médico poderá recomendar doses de 5 - 20mg/dia. A duração do tratamento deve ser a menor possível, sendo que não deve exceder 2 à 3 meses, incluindo o período de retirada progressiva. A extensão além desse limite poderá ser feita após reavaliação da situação.  
O diazepam injetável é usado apenas em hospitais, sendo que a dose padrão utilizada para adultos e adolescentes depende da gravidade, do tipo de sintomas e do peso corporal. 
Pacientes idosos ou com distúrbios de funcionamento do fígado devem receber doses menores. 

Contraindicações, Advertências e Precauções 
Este medicamento é contraindicado para alérgicos ao principio ativo diazepam ou a qualquer componente da fórmula do produto. Além disso, deve ser evitado ou usado com precaução por pessoas com:
- Glaucoma de ângulo agudo (aumento da pressão intraocular);
- Miastenia gravis (doença que causa fraqueza e fadiga muscular), por causa do relaxamento muscular preexistente;
- Insuficiência grave dos pulmões ou do fígado e síndrome da apneia do sono (paradas respiratórias durante o sono);
- Menos de 12 anos de idade;
- O diazepam possui lactose em sua composição, assim intolerantes à galactose (a deficiência Lapp de lactase ou má absorção de glicose-galactose) não devem tomar esta medicação sem orientação médica;
- Gravidas e lactantes não devem utilizar este medicamento sem orientação médica. O diazepam passa para o leite materno, podendo causar sonolência e prejudicar a sucção da criança.

Interações Medicamentosas 
Não tome bebidas alcoólicas enquanto estiver em tratamento com diazepam, essa utilização concomitante tem potencial para aumentar os efeitos clínicos de diazepam, incluindo possivelmente sedação grave, depressão cardiovascular e/ou respiratória, clinicamente relevantes. Uma exceção à dependência de álcool é o gerenciamento das reações agudas de retirada. 
Não use e não misture remédios por conta própria, o diazepam influenciar ou sofrer influência de outros medicamentos, quando são administrados ao mesmo tempo. Caso esteja utilizando algum dos medicamentos ou substâncias mencionados a seguir, informe ao seu medico, uma vez que podem ocorrer interações.
1. Qualquer outro medicamento para o tratamento de doenças do sistema nervoso, incluindo tranquilizantes, sedativos, medicamentos para dormir, medicamentos contra convulsões, entre outros; 
2. Medicamentos para o tratamento de doenças do estômago: cisaprida, cimetidina e omeprazol; 
3. Antimicóticos (ou antifúngicos) administrados por via oral, como o cetoconazol. 
São recomendadas doses menores para pacientes com insuficiência respiratória crônica, por causa do risco de depressão respiratória. 
Devem ser usadas pequenas doses em pacientes idosos e debilitados. Devem ser observadas as precauções usuais no caso de pacientes com comprometimento da função renal ou hepática. 

Reações adversas 
Inquietude, agitação, irritabilidade, agressividade, ilusão, raiva, pesadelos, alucinações, psicoses, comportamento inadequado e outros efeitos adversos comportamentais, podem ocorrer com o uso de benzodiazepínicos, sendo mais prováveis em crianças e idosos. Além disso, os benzodiazepínicos podem induzir a amnésia anterógrada (incapacidade de reter fatos novos na memória, após a ingestão do benzodiazepínico), esta pode ocorrer com o uso de doses terapêuticas, e com risco aumentado em doses maiores.  
Efeitos de habilidade e atenção sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas podem ser comprometidos durante o tratamento.
O diazepam pode provocar cansaço, sonolência e relaxamento muscular, ataxia (desequilíbrio), disartria (dificuldade para falar), fala enrolada, dor de cabeça, tremores, tontura.
Muito raramente pode ocorrer icterícia e/ou frequência cardíaca irregular, aumento da fosfatase alcalina sanguínea e transaminases aumentadas. 
A administração intramuscular de diazepam injetável, ocasionalmente pode provocar dor local e vermelhidão na região da aplicação.

Abstinência ou Dependência 
O uso de benzodiazepínicos e similares pode levar ao desenvolvimento de dependência física ou psíquica, esse risco aumenta com a dose e duração do tratamento e em pacientes com história de abuso de drogas e/ou álcool. Quando ocorre dependência física, a retirada abrupta do tratamento será acompanhada de sintomas de abstinência como: dores de cabeça, dores musculares, ansiedade extrema, tensão, inquietude, confusão e irritabilidade. Em casos graves, podem ocorrer sintomas como despersonalização, desrealização, aumento da sensibilidade auditiva, dormência e sensibilidade nas extremidades, hipersensibilidade à luz, a barulho e a contato físico, alucinações ou convulsões. Como o risco de abstinência e rebote (reaparecimento temporário dos sintomas) é maior quando a descontinuação do tratamento é abrupta, é recomendado que a dosagem seja reduzida gradualmente.  

Superdosagem
A superdose de benzodiazepínicos, em geral, se manifesta por depressão do sistema nervoso central, em graus variáveis, desde sonolência, ataxia (falta de coordenação motora), disartria (dificuldades na fala) e nistagmo (movimentos anormais dos olhos). Coma, hipotensão (pressão baixa), depressão respiratória e diminuição dos reflexos podem ocorrer, mas são clinicamente tratáveis e reversíveis, se diazepam tiver sido ingerido sozinho.