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Diarreia – Sintomas, Tipos e Fatores de Risco


Trata-se de uma doença comum que consiste na evacuação frequente e sem controle de fezes líquidas. Pode ser aguda ou crônica, dependendo do tempo de duração dos sintomas.

Características: 
- Aumento do número de evacuações e perda de consistência das fezes, que se tornam aguadas. 
- Uma das piores complicações da diarreia é a desidratação. 
- Adultos são mais resistentes, mas bebês, crianças e idosos desidratam-se com facilidade. 



Sintomas de Desidratação:
Boca seca, lábios rachados, letargia, confusão mental e diminuição da urina que, reduzem os níveis de dois importantes minerais: sódio e potássio.

Causas da Diarreia:
- Toxinas bacterianas como a do estafilococus;
- Infecções por bactérias como a Salmonella e a Shighella;
- Infecções virais;
- Disfunção da motilidade do tubo digestivo;
- Parasitas intestinais causadores de amebíase e giardíase;
- Efeitos colaterais de algumas drogas, por exemplo, antibióticos, altas doses de vitamina C e alguns medicamentos para o coração e câncer;
- Abuso de laxantes;
- Intolerância a derivados do leite pela incapacidade de digerir lactose (açúcar do leite);
- Intolerância ao sorbitol, adoçante obtido a partir da glicose.

Tipos de diarreia:
A causa mais comum da diarreia é a infecção por vírus, bactérias ou outros parasitas que entram no organismo, causando gastroenterite – inflamação aguda que compromete os órgãos do sistema gastrointestinal.

Diarreia comum: caracteriza-se por provocar apenas fezes soltas e aguadas. Mais comumente ocorre em crianças. Geralmente está associada a uma combinação de estresse, remédios e alimentos. Por exemplo, excesso de gorduras, de cafeína, mudança do tipo de água ingerida ou mesmo ansiedade diante de acontecimentos importantes;

Diarreia infecciosa: comum em crianças, provoca além dos sintomas da diarreia comum, febre, perda de energia e de apetite. É causada por viroses e bactérias. Se não for convenientemente tratada, pode demorar até uma semana os sintomas desaparecerem;

Amebíase: pode ocasionar desde leve dor de estômago e flatulência até febre, prisão de ventre, debilidade física e fezes aguadas com manchas de sangue. É causada por um protozoário que invade o sistema gastrintestinal transportado por água ou comida contaminada. Infecção típica dos trópicos, manifesta-se também nos habitantes de regiões de clima temperado;

Giardíase: causada pela giárdia, um protozoário, seus sintomas variam da simples dor estomacal à diarreia persistente ou à presença de fezes pastosas. Sintomas de desconforto abdominal, eructação (arroto), dor de cabeça e fadiga também podem aparecer. A giárdia espalha-se no aparelho digestivo através da ingestão de água e alimentos contaminados. Também pode ser transmitida por relações sexuais ou por excrementos;

Intolerância à lactose: algumas pessoas não conseguem digerir a lactose, açúcar encontrado no leite e seus derivados, porque não produzem uma enzima chamada lactase. Entre seus sintomas, destacam-se tanto diarreia quanto prisão de ventre, desarranjos estomacais e gases.

Fatores de risco:
Qualquer pessoa pode apresentar diarreia. Não importa o gênero nem a idade. Alguns comportamentos de risco podem levar ao surgimento da diarreia, tais como:

- Ingerir água e alimentos contaminados com fezes (humanas ou animais);
- Viajar para países que não tenham bom saneamento de água;
- Consumo exacerbado de cafeína;
- Consumo exacerbado de álcool;
- Fumo.



Atenção: a diarreia pode ser sinal de que há algo com que você deva se preocupar, sendo importante procurar um especialista para certificar-se de que não há nenhuma condição envolvida no surgimento da diarreia.

O cuidado com crianças deve ser redobrado, principalmente quando ela vem acompanhada de outros sintomas, como febre e vômito podendo levar a um problema sério de desidratação. 
Busque ajuda médica se os sintomas da criança não melhorarem em pelo menos 24 horas. 
Atentar-se para presença de sangue ou muco nas fezes e se a criança não demonstra cansaço e fica irritado facilmente.



Top da Semana

Oxímetro de Pulso

oxímetro de pulso é um dispositivo médico que mensura indiretamente a quantidade de oxigênio que o sangue está transportando. Trata-se de uma monitorização não invasiva da saturação de oxigênio do sangue arterial.
O nível de oxigênio mensurado com um oxímetro é chamado de nível de saturaçãode oxigênio (abreviado como O2sat ou SaO2). A SaO2 é a porcentagem de oxigênio que seu sangue está transportando, comparada com o máximo da sua capacidade de transporte. O padrão de normalidade varia entre 90 - 100% de SpO2.


O Oxímetro substitui a necessidade de Gasometria Arterial?
O oxímetro mensura indiretamente a quantidade de oxigênio que é transportada pelo sangue, e não é invasivo. Já a gasometria arterial é um procedimento invasivo e mensura diretamente tanto a quantidade de oxigênio transportada pelo sangue quanto a de gás carbônico (dióxido de carbono). 
Material necessário para instalação do Oxímetro: Equipamento: Oxímetro de pulso;Sensor adulto ou infantil (permanente ou descartável);Álcool…

Drenos e os cuidados de Enfermagem

Algumas cirurgias exigem a necessidade da colocação de drenos para facilitar o esvaziamento do ar e líquidos (sangue, secreções) acumulados na cavidade.
Dreno pode ser definido como um objeto de forma variada, produzido em materiais diversos, cuja finalidade é manter a saída de líquido de uma cavidade para o exterior.
As indicações para colocação de controle de drenos são específicas para cada tipo de dreno. 
Podem ser classificados em: 
- Dreno aberto, ex.: penrose; 
- Dreno de sucção fechada; 
- Dreno de reservatório; 
- Cateteres para drenagem de abscesso.



Dreno de Penrose 
É um dreno de borracha, tipo látex, utilizado em cirurgias que implicam em possível acúmulo local de líquidos infectados, ou não, no período pós-operatório. Seu orifício de passagem deve ser amplo e ser posicionado à menor distância da loja a ser drenada, não utilizando o dreno por meio da incisão cirúrgica e, sim, por meio de uma contraincisão. 
Para evitar depósitos de fibrina que possam obstruir seu lúmen, o dreno de p…

Cateter Venoso Central e os cuidados de Enfermagem

O cateter venoso central (CVC) é um sistema intravascular utilizado para administração de fármacos, infusão de derivados sanguíneos, nutrição parenteral, monitorização hemodinâmica, terapia renal substitutiva, entre outros. É um dispositivo que pode permanecer no paciente por longo período, minimizando o trauma associado às repetidas inserções de um cateter venoso periférico.

A cateterização venosa central é um procedimento amplamente utilizado em pacientes críticos, os quais demandam assistência à saúde de alta complexidade.
Os cuidados de enfermagem à pessoa com cateter venoso central exigem conhecimentos teórico-práticos indispensáveis para a correta manipulação e manutenção desse dispositivo, evitando complicações que poderão ser de enorme gravidade, retardando a recuperação ou mesmo, elevando as taxas de óbito, tanto de adultos como crianças.
Locais de inserção: As veias jugular interna, subclávia e femoral são as escolhidas para a inserção do CVC. Apesar de sua utilização em pacien…

Cuidados com a Gastrostomia

Gastrostomia e jejunostomia são procedimentos cirúrgicos para a fixação de uma sonda alimentar. Um orifício criado artificialmente na altura do estômago ou na altura do jejuno, objetivando uma comunicação entre a cavidade do estômago e a parede do abdômen.
O alimento pode ser administrado por uma bomba infusora ou através de seringa (alimentação em bolus). O preparo e "porcionamento" da dieta terá que seguir rigorosamente a orientação dada pelo nutricionista ou nutrólogo.
A higiene é fundamental para minimizar a contaminação da dieta e consequentes complicações gastrointestinais. Antes do preparo da dieta, é necessário realizar a lavagem adequada das mãos, dos alimentos e de todo material que será utilizado, bem como dos utensílios e da bancada onde haverá a manipulação. Depois da lavagem, recomendamos friccionar álcool a 70% na bancada e utensílios.

Tipos de Curativos

Curativo: é o tratamento utilizado para promover a cicatrização da ferida, proporcionando um meio adequado para esse processo. A escolha do curativo depende do tipo de ferida.
Curativo ideal  - Manter alta umidade entre a ferida e o curativo;  - Remover o excesso de exsudação, evitando a maceração dos tecidos próximos; - Permitir a troca gasosa;  - Fornecer isolamento térmico;  - Ser impermeável as bactérias;  - Estar insento de substâncias tóxicas;  - Permitir sua retirada sem ocasionar lesão por aderência.


Tipos de Curativos  Existem, atualmente, muitos tipos de curativos, com formas e propriedades diferentes. É importante antes da realização do curativo, a avaliação da ferida e aplicação do tipo de curativo que melhor convier ao estágio que se encontra, a fim de facilitar a cura.
- Alginatos;  - Carvão Ativado; - Hidrocolóide; -  Hidrogel - Filmes;  -  Papaína;  -  Antissépticos;  -  Ácidos Graxos Essenciais
Alginatos: são indicados para feridas exsudativas, com sangramento, limpas ou infectadas, agud…