Pesquisa revela: 88% dos celulares em salas cirúrgicas estão contaminados


Atualmente os smartphones estão presente na vida de praticamente todas as pessoas, e são objeto pessoal no dia a dia de profissionais das mais variadas áreas

Após pesquisa, seu uso começa a ser questionado no âmbito hospitalar, tudo porque as bactérias encontradas neles estão relacionadas com infecções hospitalares.

ESTUDO: Realizado no Bloco cirúrgico do Hospital Português de Recife

Uma pesquisa, realizada pelo cirurgião Cristiano Berardo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), revelou que 88% dos smartphones presentes junto a profissionais em salas de cirurgia estavam contaminados por bactérias que podem causar infecções hospitalares.

Foram analisados 50 aparelhos celulares de cirurgiões, anestesistas, enfermeiros e profissionais que trabalham no bloco cirúrgico cardíaco, e a colonização de bactérias foram detectadas em 44 telefones.

Bactérias Encontradas nos aparelhos Celulares

A Staphylococcus coagulase negativa, da mesma família da bactéria comum nas infecções de ferida operatória de cirurgias cardíacas, foi a mais frequente. Também foram encontradas as bactérias Bacillus subtillis e Micrococcus. A infecção na ferida é uma das preocupações do pós-operatório.

A avaliação foi feita passando hastes flexíveis na superfície dos celulares e analisando o material coletado.

O hábito de deixar celulares em salas de cirurgia é comum em unidades de saúde (de todo Brasil). E a contaminação dos aparelhos ocorrem pelo toque dos dedos na tela, ao deixa-los sobre balcões, utiliza-los enquanto vai ao banheiro, etc. 

O hospital informou que a política de redução de riscos de infecções é focada no rigor com a limpeza das mãos. Para entrar na sala cirúrgica, além da lavagem das mãos, são proibidos adornos, brincos, anéis e relógios. Contudo, celulares, óculos e estetoscópio podem entrar na sala. 

O estudo recomenda a criação de barreiras para as infecções relacionadas com operações com peito aberto para redução de mortalidade e tempo de internação, o que pode ter impactos sobre os custos da saúde. 

Em uma nota técnica, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) orienta os centros de saúde a criar “estratégias e ações que alertem as equipes de saúde para adoção de comportamentos para prevenir transmissão relacionada ao uso dos celulares”.



OUTRO ESTUDO REVELA: 92% DOS APARELHOS CELULARES ESTÃO CONTAMINADOS

Em estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Londres, foi revelado que os celulares são foco de contaminação por fungos e bactérias (92% dos aparelhos estão contaminados).

Os fungos e bactérias estão em todos os lugares. Desde o banheiro até a cozinha, são milhares de microorganismos que se acumulam na nossa pele e também nos objetos que usamos.

A melhor maneira de evitar o contágio é manter as mãos sempre limpas, porque são elas que passam os fungos e bactérias para os objetos – e também para os alimentos que ingerimos.

A regra é clara: foi no banheiro, tem que lavar as mãos! E não adianta esquecer de lavá-las, usar o celular, e só então ir ao banheiro para o ritual de higiene. Ao tocar no celular de novo, as mãos voltaram a se contaminar com as bactérias que ficaram no aparelho. Detalhe: a E. coli pode sobreviver por horas na superfície, o que não é nada bom.