Paralisia Facial é mais comum do que se imagina


A paralisia facial (paralisia de Bell) é uma reação à inflamação no nervo facial, e em 75% dos casos, as causas são desconhecidas.

Já imaginou acordar de manhã e perceber que metade do seu rosto está paralisado. A maioria das pessoas poderiam pensar que se trata de sonho ou até mesmo de um AVC (acidente vascular cerebral), mas a condição é mais comum do que se pensa e pode acontecer com qualquer um.

Na maioria dos casos, a paralisia não tem causa específica para se estabelecer. A pessoa começa com dor ao redor da orelha, depois sente fraqueza na musculatura facial, não consegue mexer a boca nem fechar os olhos. Posteriormente, todo o movimento da mandíbula fica comprometido, fica difícil movimentar a sobrancelha, assoviar, beijar. Isso acontece de forma progressiva pouco antes da paralisia. O mais característico é a dificuldade de fechar o olho, deixando a córnea exposta.

A paralisia de Bell acomete apenas o nervo facial e não tem nada a ver com AVC porque é localizado abaixo do encéfalo. O nervo facial percorre os ossos da região temporal e se distribui. É um nervo inicialmente motor, mas também ajuda na produção da lágrima, no controle da saliva e das papilas gustativas. 

Em 20% dos casos, a causa é viral. O vírus herpes-zóster, que provoca catapora, por exemplo, pode afetar o nervo quando a imunidade está mais baixa.
Uso de medicamentos imunossupressores e o consumo de drogas, assim como outras condições que abaixam a imunidade também podem ser gatilho para a doença.

Mulheres na fase dos 20 aos 50 anos, que têm mais chances de desenvolver doenças neurológicas, mulheres na fase pós-gestacional, pessoas com doenças reumatológicas ou diabetes, pacientes que fazem quimioterapia etc. Ou seja, pessoas mais suscetíveis às infecções.

O tratamento é relativamente simples, mas deve ser feito o mais rápido possível para evitar possíveis sequelas aos pacientes. Em 90% dos casos, em até quatro semanas o paciente fica curado. Os médicos geralmente prescrevem corticoide para tratar a inflamação do nervo e reduzem a dose de forma progressiva. Se forem detectados vírus, deve-se fazer o tratamento contra esses microrganismos com drogas especificas.

Durante o tratamento, o paciente também pode utilizar medicamentos para aliviar sintomas consequentes da doença. Se o paciente não consegue fechar o olho ou parar de lacrimejar, por exemplo, os médicos prescrevem colírio específico para evitar úlcera de córnea ou mesmo pomada, explicou o neurologista.