Saiba tudo sobre a Escala de Coma de Glasgow


A Escala de Coma de Glasgow é um método usado para definir o estado neurológico de pacientes analisando seu nível de consciência. Utilizado recorrentemente por profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros, logo após o trauma, auxiliando no prognóstico e na prevenção de possíveis sequelas, principalmente nas lesões cerebrais.

Anteriormente, o objetivo da escala elaborada por Graham Teasdale e Bryan J. Jennett, 1974, era fornecer uma metodologia de atendimento que apontasse tanto a profundidade do dano neurológico quanto a duração clínica de inconsciência e coma. No entanto ao longo dos anos mudanças vem acontecendo e incorporada nas novas diretrizes. 

Recentemente foi acrescentado outro fator importante para ser medido na escala: a reatividade pupilar. Essa modificação foi uma tentativa de obter melhores informações sobre o prognóstico no traumatismo cranioencefálico, incluindo a probabilidade de morte, porque o estudo realizado pelos pesquisadores revelou maior precisão na análise do estado de sáude do paciente. Portanto a versão mais recente é denominada de escala de coma de Glasgow com resposta pupilar (ECG-P).

Sendo assim, a escala é essencial no Atendimento Pré-Hospitalar, pois é uma ferramenta que auxilia na mensuração do nível de consciência vítimas de Trauma Crânio Encefálico e/ou com rebaixamentos neurológicos.

ATENÇÃO!
Existem fatores-preexistentes que podem prejudicar e/ou interferir na avaliação, portanto cabe ao profissional reconhecer se a vítima está sobre qualquer tipo de sedação, e outros como: linguagem ou diferença cultural, déficit intelectual e neurológico, perda auditiva, ou impedimento da fala, intubação ou traqueostomia, fratura orbital e craniana, disfasia ou hemiplegia, dano na medula espinhal.

Na aplicação do método é considerado três fatores e determina uma pontação de acordo com o nível de consciência apontado em ada caso.
Abertura Ocular, Resposta Verbal, Resposta Motora. Além destes, na atualização recente, inclui-se mais um fator a ser observado: a Reatividade pupilar, que é subtraída da pontuação anterior, gerando um resultado final mais preciso.

Resposta Ocular:

Resposta Verbal:













Resposta Motora:

Pupilar (atualização 2018)

Se houve impossibilidade de aplica o estímulo, informa NT (Não Testado).

Passos para aplicação correta:

1- Verifique: Identifique fatores que podem interferir na capacidade de resposta do paciente. É importante considerar na sua avaliação se ele possui alguma limitação anterior ou devido ao ocorrido que o impede de reagir adequadamente naquele tópico (Ex: paciente surdo não poderá reagir normalmente ao estímulo verbal).

2- Observação do paciente e estar atento a qualquer comportamento espontâneo dentro dos três componentes da escala.

3- Estimule: Caso o paciente não aja espontaneamente nos tópicos da escala, é preciso estimular uma resposta.

4- Pontue e some: Os estímulos que obtiveram a melhor resposta do paciente devem ser marcados em cada um dos três tópicos da escala. Se algum fator impede a vítima de realizar a tarefa, é marcado NT (Não testável). As respostas correspondem a uma pontuação que irá indicar, de forma simples e prática, a situação do paciente (Ex: O4, V2 e M1 significando respectivamente a nota para ocular, verbal e motora, com resultado geral igual a 7).

5- Analise a reatividade pupilar (atualização 2018): suspenda cuidadosamente as pálpebras do paciente e direcione um foco de luz para os seus olhos. Registre a nota correspondente à reação ao estímulo. Esse valor será subtraído da nota obtida anteriormente, gerando um resultando final mais preciso. Essas reações devem ser anotadas periodicamente para possibilitar uma visão geral do progresso ou deterioração do estado neurológico do paciente.

Lembrando que o item Avaliação Pupilar, incluído na mais recente versão, 2018., foi adicionando como uma etapa posterior à contagem tradicional e que deve ser subtraída da conta geral, resultando em um panorama mais preciso da situação do paciente e permitindo ações mais rápidas para evitar consequências drásticas.

Contribuiu com este Artigo:





Mateus Henrique Dias Guimarães






REFERENCIAS
Glasgow Coma Scale Oficial Site: www.glasgowcomascale.org
IESPE. Como é a nova escala de coma de Glasgow e qual a sua importância? Disponível em: <  Site: https://www.iespe.com.br/blog/nova-escala-de-coma-de-glasgow/ >
MEDSCAPE. Escala de coma de Glasgow ganha atualização Esclarecedora. Disponível em: < https://portugues.medscape.com/verartigo/6502288 >