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Assistência de Enfermagem à Gestante com Eclampsia e Pré-Eclampsia


Durante o período gestacional um dos maiores fatores que influenciam diretamente em risco materno e fetal é um distúrbio caracterizado pela súbita elevação de pressão arterial. A pré-eclâmpsia e a eclâmpsia são exemplo de Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG) que ocorrem durante a gestação e até mesmo durante o parto.

São patologias freqüentes e diagnosticadas após a 20ª semana de gestação. A avaliação e os cuidados de enfermagem devem ser prestados a estas gestantes tendo em vista seu diagnóstico precoce e a identificação de possíveis complicações.

AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM

Aferir PA rigorosamente (paciente na posição sentada e em decúbito lateral esquerdo).

Avaliar os sinais e sintomas:
  • Edema.
  • Oligúria (< 500ml/24horas).
  • Dor epigástrica ou no quadrante superior direito.
  • Distúrbios visuais ou cerebrais.
Verificar resultados de exames:
  • Proteinúria em exame de urina de 24 h, conforme rotina de pré-eclâmpsia leve e grave.
  • Trombocitopenia < 100.000/mm3.
  • Enzimas hepáticas.
DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM 

A partir de características definidoras e fatores relacionados à hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia, encontrados na avaliação de enfermagem, podem ser obtidos os seguintes diagnósticos de enfermagem:
  • Aumento da retenção hídrica relacionado às alterações fisiológicas da hipertensão gestacional e o aumento do risco de sobrecarga hídrica.
  • Alteração da perfusão tecidual, cardíaca, cerebral e fetal relacionado à alteração do fluxo sanguíneo placentário.
  • Risco de lesão decorrente de convulsões.
  • Déficit de conhecimento relacionado ao diagnóstico.
  • Ansiedade relacionada à preocupação com sua saúde e do feto.
  • Diminuição do débito cardíaco em virtude da pré-carga diminuída ou terapia anti-hipertensiva.

INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM

Explicar à paciente e ao seu acompanhante o processo patológico e a necessidade de períodos de repouso em decúbito lateral esquerdo.
  • Permitir tempo para perguntas da paciente ou acompanhante.
  • Manter o ambiente tranquilo.
  • Monitorar os sinais vitais de hora em hora, de acordo com a prescrição médica
  • Coletar sangue para realização de exames, caso seja solicitado pela equipe médica.
  • Instruir quanto à importância de relatar sintomas como cefaléia, alterações visuais, tonteira e dor
  • epigástrica.
  • Puncionar e manter acesso venoso periférico, de acordo com a prescrição médica.
  • Aplicar medicações conforme prescrição médica.
  • Manter grades laterais elevadas para evitar lesão em caso de convulsão.
  • Preparar a unidade da paciente mantendo material para oxigenoterapia (fluxômetro, cateteres, umidificador, máscara de Hudson e macronebulizador) prontos para utilização.
  • Preparar e manter próximo ao leito material para uma possível parada cardiorrespiratória.
  • Tomar as medidas para a possibilidade de cesariana (preparação da sala cirúrgica, materiais e equipamentos necessários).
  • Reunir os equipamentos e materiais necessários para os cuidados imediatos e possível reanimação do RN.
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