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Novas Recomendações para a Vacina de Febre Amarela


febre amarela (FA) é uma doença viral aguda, que cursa com dois ciclos de importância epidemiológica, ciclo silvestre e urbano. No entanto, as últimas evidências de FA urbana foram constatadas em 1942. Cumpre ressaltar, que no ciclo urbano o reservatório do vírus é o ser humano sendo seu vetor o mosquito Aedes aegypti, e que no ciclo silvestre, o reservatório do vírus são primatas não-humanos (PNH), geralmente macacos, e seus vetores são os mosquitos do gênero Haemagogus e Sabethes. Sendo o indivíduo nesse contexto, considerado reservatório acidental.
A FA em sua maioria é benigna, no entanto, tem alto poder de letalidade, ou seja, de matar. A principal profilaxia contra a doença é a vacinação, que antes, era feita através de duas doses com intervalo de 10 (dez) anos. Mas estudos evidenciaram que esse esquema não se faz mais necessário, constatando que uma única dose da vacina já confere imunidade contra a doença no indivíduo. Essa nova definição foi decidida pela Organização Mundial de Saúde, após reunião do Grupo Técnico Assessor (TAG) em julho de 2013 que revisou o documento normativo vigente desde 2003, e que estabeleceu várias recomendações, com destaque para que uma dose única da vacina febre amarela seja considerada suficiente para proteção por toda a vida.

Entretanto, o Regulamento Sanitário Internacional somente foi alterado em maio de 2014, estendendo a validade do certificado internacional de vacinação contra febre amarela dos atuais 10(dez) anos para toda a vida do vacinado. E esta nova regulamentação ganhou força legal a partir de junho de 2016. Abaixo está disponível o link da OMS sobre a seguinte regra: http://www.who.int/ith/updates/20140605/en/.



A tabela abaixo, extraída da Nota Técnica nº 102 do Ministério da Saúde resume as recomendações atualmente vigentes no país, para residentes de áreas com recomendação da vacina ou viajantes para essas áreas.



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