Faça como Milhares de Outras Pessoas, Cadastre-se e Receba Atualizações Diretamente em seu e-mail!

Sedentarismo e obesidade fazem casos de diabetes dispararem entre mulheres



O diabetes é uma doença crônica que ocorre ou quando o pâncreas não produz insulina suficiente - hormônio que regula os níveis de açúcar no sangue - ou quando o corpo não consegue utilizar de maneira efetiva a insulina que o organismo produz. A doença se divide em dois tipos, além da diabetes gestacional:

Tipo 1:
Essa condição é caracterizada por uma produção deficiente de insulina pelo organismo e demanda aplicações diárias do hormônio.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, a doença atinge principalmente crianças e adolescentes. Dos que sofrem com o diabetes, entre 5% e 10% do total são diagnosticados com o tipo 1. As causas são desconhecidas, e não há métodos de prevenção.


Tipo 2:
Esse tipo ocorre quando o organismo não consegue utilizar a insulina produzida pelo corpo. A condição atinge a maioria das pessoas com diabetes ao redor do mundo e, ao contrário do tipo 1, está amplamente associada ao excesso de peso e ao sedentarismo.

A forma de prevenir o diabetes tipo 2 é por meio da reeducação alimentar, redução do consumo de açúcar e de gorduras saturadas, além da prática de exercícios físicos regulares. A OMS recomenda pelo menos 30 minutos de atividade física na maioria dos dias da semana.


Entenda o motivo de disparar...

Nos últimos 10 anos, o número de pessoas com os diabetes tipo 1 e 2 no Brasil subiu 61,8%, de acordo números do Ministério da Saúde. O público mais afetado são as mulheres - 1 em cada 10 estão diagnosticadas com a doença. Maiores índices de sedentarismo e de obesidade fazem delas as principais vítimas do diabetes, afirmam especialistas.

Coincidentemente, a obesidade também saltou 60% entre 2007 e 2016 - hoje 18,9% da população é considerada obesa, de acordo com dados do governo. Entre o grupo feminino, porém, esse índice é um pouco mais elevado: atinge 19,6% das mulheres. Quando o critério é sobrepeso, o resultado é pior: mais da metade (53,8%) dos brasileiros pesa mais do que deveria.

As pessoas morrem de medo de ter diabetes, mas não tem medo da obesidade. O aumento do diabetes se dá basicamente pelo aumento da obesidade e do sedentarismo.

LEIA TAMBÉM: 
+ Aplicação de insulina e os cuidados de enfermagem
+ Cuidados com o pé do diabético

Por que há mais casos entre as mulheres?

Em geral, a doença afeta pessoas com menos anos de estudo e aquelas acima dos 55 anos. As mulheres com mais de 35 anos com obesidade abdominal, hipertensão arterial e triglicérides elevados são o público com maior risco de desenvolver a doença.

Em dez anos, o diagnóstico do diabetes saltou de 6,3% para 9,9% da população feminina, índice bem maior que o registrado entre os homens (7,8% da população masculina) e mais alto que a média nacional (8,9%).

A obesidade abdominal ocorre entre aqueles com circunferência da cintura acima de 88 cm, no caso das mulheres, e de 102 cm, nos homens.

Diabetes durante a gravidez

As mulheres também correm risco de desenvolver o diabetes gestacional, desencadeada por alterações no metabolismo materno e agravada por fatores de risco, como ganho de peso excessivo durante a gestação, idade materna mais avançada e quadro de hipertensão arterial.

O diabetes gestacional quase sempre desaparece após a mãe dar à luz - a condição, porém, aumenta as chances da mulher desenvolver doenças cardiovasculares e a probabilidade dela apresentar a doença após a menopausa. O bebê também fica com risco de desenvolver diabetes no futuro.

Diabetes e doenças fatais

A condição aumenta em até três vezes o risco de o paciente desenvolver doenças cardiovasculares, como derrame e infarto.
Entre as mulheres, a falta de controle da doença pode estar relacionada a uma menor redução de casos de acidentes vasculares cerebrais (AVC) nos últimos anos, segundo uma pesquisa publicada em agosto na revista científica Neurology.

Além de maior risco de AVC e de infarto, o diabetes é uma das principais causas de cegueira, falência do rim e amputações de membros inferiores.

A tendência de crescimento da doença no Brasil e no mundo preocupa autoridades de saúde. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2030 o diabetes será a sétima principal causa de mortes no mundo - hoje, é a nona.

 
Enfermagem a profissão do cuidar