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Cuidados de enfermagem a pacientes na UTI

O enfermeiro desempenha importante papel no âmbito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele deve estar preparado para atender a qualquer momento paciente com alterações hemodinâmicas, requer conhecimento específico além de ter grande habilidade para tomar decisões e programa-las em tempo hábil. Afinal, o trabalho em Unidade de Terapia Intensivo (UTI) é complexo, intenso e contínuo.

O enfermeiro que trabalha em UTI deve ser capacitado a realizar atividades de grande complexidade, ter autoconfiança, conhecimento técnico e científico para conduzir o atendimento do paciente com segurança. Como se sabe, numa UTI há muitos equipamentos e tecnologia envolvida, mas o grande diferencial de quem atua nesta área são os profissionais. A enfermagem constitui o principal instrumento para a qualidade e sucesso no cuidado prestado ao paciente, sendo fundamental manter-se atualizado.



O conhecimento necessário para um enfermeiro de UTI vai desde a administração e efeito das drogas até o funcionamento e adequação de aparelhos, atividades estas que integram as atividades rotineiras de trabalho desta unidade.

Na UTI os profissionais devem ficar atentos às necessidades fisiológicas básicas dos pacientes, pois muitos deles estão graves em risco de morte. A tecnologia dos equipamentos desta unidade deve ser uma aliada ao profissional de enfermagem para a manutenção dos cuidados, mas jamais deve substituir a essência humana, afinal cada indivíduo é único, com sonhos, famílias, amigos, etc., e o atendimento deve ser humanizado.

O enfermeiro deve realizar a sistematização da assistência de enfermagem (SAE) a todos pacientes, orientar a equipe na execução dos cuidados e prestar assistência ao paciente grave.



Equipe de Enfermagem:
- Deve verificar sinais vitais (SSVV) no mínimo a cada 02 horas,
- Pacientes com hipotermia está indicado uso de manta térmica e para hipertermia o uso de colchão térmico, para auxiliar na estabilização da temperatura;
- Realizar mudança de decúbito a cada 2 horas;
 - Auxiliar o enfermeiro e o médico em procedimentos específicos;
- Realizar todos os procedimentos relacionados à higiene e conforto do paciente.

Cuidados:

- Anotar ganhos e perdas, no mínimo a cada 2h;
Ganhos: medicações, líquidos (VO e EV), dietas e líquidos por sondas, NPP (nutrição parenteral prolongada) e hemoderivados.
Perdas: diurese, evacuação, débito de drenos, débito de sondas, e as perdas insensíveis (suór, estado febril e vômitos).

Monitorização Cardíaca
- Deve ser contínua, com rodízio do local dos eletrodos;
- O profissional deve saber diferenciar artefatos de traçados reais;
- Observar alterações de ritmos cardíacos, o sinusal do ritmo não sinusal, e eventual aparecimento de arritmias;

Fixação:
- Homens: região anterior do abdome, mantendo a uretra alinhada.
- Mulheres: face interna da coxa.
- Trocar a fixação a cada higiene íntima.
- Higienização: duas vezes ao dia, com água e sabão, e depois do enxague com clorexedina aquosa = diminuir riscos de infecção (ou conforme protocolo de cada instituição).
- Utilizar sempre sistema fechado (troca de sondas, avaliar sinais e sintomas);
- Atentar-se para prevenção de fístulas uretrocutâneas e/ou edema uretra interna;

VentilaçãoMecânica (cânula de entubação/traqueostomia):
- Realizar higiene oral 3x/dia;
- Observar fixação e posicionamento da cânula endotraqueal, com o objetivo de prevenir a extubação (perdas acidentais) e a ventilação seletiva;
- Aspirar secreções e manter vias aéreas permeáveis;
- Recomendam-se cânulas com cuff de baixa pressão, diminuindo traumas de traquéia, insuflar lentamente até cessar a saída de ar (ideal pressão de 20cmH2O);
- Controlar e registrar parâmetros do respirador (ventilador mecânico);
- Participar do processo de desmame e extubação;
- Acompanhar evolução dos exames gasométricos e radiológicos, garantindo uma assistência de qualidade ao paciente;
- Recomenda-se sistema fechado de aspiração endotraqueal a pacientes com função pulmonar comprometida, que necessitam de PEEP (pressão expiratória final positiva) e FiO2 (fração inspirada de oxigênio alto);
- Atentar-se a mudança de decúbito para auxiliar na prevenção de atelectasias pulmonares e acúmulo de secreções;

Prevenção de Quedas:
Avaliar os pacientes quanto ao risco de quedas:
- Idade inferior a 5 anos e superior a 65 anos;
- Agitação ou confusão;
- Distúrbios neurológicos;
- Utilização de medicações sedativas;
Recomenda-se:
- Manter cama baixa, rodas travadas e grades elevadas;
- Utilizar restrição ao leito SN (consentimento informado);
- Atender prontamente o chamado do paciente;
- Deambulação com auxílio.

Integridade da pele:
- Prevenção de lesão por pressão: mudança dedecúbito a cada 2 h;
- Proteção das proeminências ósseas, com coxins, para evitar isquemias nas áreas de maior pressão;
- Hidratação da pele e massagem de conforto após banho, favorecendo a circulação periférica e consequentemente áreas de maior pressão;
- Utilização de colchões pneumáticos, colchonetes piramidais (casca de ovo);

Administração de Drogas Vasoativas:
- Seguir prescrição médica;
- Sempre que possível, recomenda-se utilizar bombas de infusão, pois desencadeiam importantes alterações hemodinâmicas;
- Controlar pressão arterial (PA) e frequência cardíaca (FC) no intervalo máximo de 60 minutos, para que se possa detectar e corrigir alterações hemodinâmicas.

Administração de dietas:
- Verificar a dieta de acordo com a prescrição;
- Elevar o decúbito do paciente para 30º para infusão das dietas;
- Testar a posição da sonda antes da administração da dieta (minimiza risco de aspiração);
- Infundir a dieta lentamente, a fim de evitar distúrbios gastrointestinais;
- Manter por 30 min após a infusão das dietas o decúbito elevado, facilitando a digestão e evitando aspiração;
- Observar ruídos hidroaéreos, distensão abdominal, náuseas, vômitos e diarreias.

Privacidade do Paciente:
- Respeitar a individualidade, a intimidade, a privacidade, anseios, valores, cultura e crenças;
- Respeitar os familiares e reconhecer a singularidade de cada um.



Top da Semana

Nervo Ciático inflamado: Causas, Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

O nervo ciático (ou isquiático) é o mais longo e espesso do corpo humano. Ele se origina no plexo lombo sacro, ou seja, na região lombar e é formado por diversas ramificações que se ligam às ultimas vértebras e à base da coluna vertebral e atravessam o quadril, os glúteos, a coxa, o joelho e o tornozelo.
Quando chega na metade do fêmur, o maior osso da coxa, o ciático se divide em fibular e tibial, que são ramificações que seguem pela perna.
A dor ciática caracteriza-se como uma dor persistente, semelhante a pequenos choques elétricos, sentida ao longo do trajeto do nervo ciático (coluna lombar, região posterior da coxa, pernas e pés). Pode vir acompanhada de formigamento, dormência ou fraqueza muscular no membro afetado e piora com o movimento. Nos casos mais graves, pode haver dificuldade para caminhar.

Cateter Venoso Central e os cuidados de Enfermagem

O cateter venoso central (CVC) é um sistema intravascular utilizado para administração de fármacos, infusão de derivados sanguíneos, nutrição parenteral, monitorização hemodinâmica, terapia renal substitutiva, entre outros. É um dispositivo que pode permanecer no paciente por longo período, minimizando o trauma associado às repetidas inserções de um cateter venoso periférico.

A cateterização venosa central é um procedimento amplamente utilizado em pacientes críticos, os quais demandam assistência à saúde de alta complexidade.
Os cuidados de enfermagem à pessoa com cateter venoso central exigem conhecimentos teórico-práticos indispensáveis para a correta manipulação e manutenção desse dispositivo, evitando complicações que poderão ser de enorme gravidade, retardando a recuperação ou mesmo, elevando as taxas de óbito, tanto de adultos como crianças.
Locais de inserção: As veias jugular interna, subclávia e femoral são as escolhidas para a inserção do CVC. Apesar de sua utilização em pacien…

Drenos e os cuidados de Enfermagem

Algumas cirurgias exigem a necessidade da colocação de drenos para facilitar o esvaziamento do ar e líquidos (sangue, secreções) acumulados na cavidade.
Dreno pode ser definido como um objeto de forma variada, produzido em materiais diversos, cuja finalidade é manter a saída de líquido de uma cavidade para o exterior.
As indicações para colocação de controle de drenos são específicas para cada tipo de dreno. 
Podem ser classificados em: 
- Dreno aberto, ex.: penrose; 
- Dreno de sucção fechada; 
- Dreno de reservatório; 
- Cateteres para drenagem de abscesso.



Dreno de Penrose 
É um dreno de borracha, tipo látex, utilizado em cirurgias que implicam em possível acúmulo local de líquidos infectados, ou não, no período pós-operatório. Seu orifício de passagem deve ser amplo e ser posicionado à menor distância da loja a ser drenada, não utilizando o dreno por meio da incisão cirúrgica e, sim, por meio de uma contraincisão. 
Para evitar depósitos de fibrina que possam obstruir seu lúmen, o dreno de p…

Tipos de Curativos

Curativo: é o tratamento utilizado para promover a cicatrização da ferida, proporcionando um meio adequado para esse processo. A escolha do curativo depende do tipo de ferida.
Curativo ideal  - Manter alta umidade entre a ferida e o curativo;  - Remover o excesso de exsudação, evitando a maceração dos tecidos próximos; - Permitir a troca gasosa;  - Fornecer isolamento térmico;  - Ser impermeável as bactérias;  - Estar insento de substâncias tóxicas;  - Permitir sua retirada sem ocasionar lesão por aderência.


Tipos de Curativos  Existem, atualmente, muitos tipos de curativos, com formas e propriedades diferentes. É importante antes da realização do curativo, a avaliação da ferida e aplicação do tipo de curativo que melhor convier ao estágio que se encontra, a fim de facilitar a cura.
- Alginatos;  - Carvão Ativado; - Hidrocolóide; -  Hidrogel - Filmes;  -  Papaína;  -  Antissépticos;  -  Ácidos Graxos Essenciais
Alginatos: são indicados para feridas exsudativas, com sangramento, limpas ou infectadas, agud…

Arrumação de leito hospitalar

A técnica tem como função proporcionar repouso, conforto e segurança ao cliente. O cliente (paciente) é o elemento principal de qualquer instituição de saúde. 
Considera-se paciente todo o individuo submetido a tratamento, controle especiais, exames e observações medicas. O paciente procura o hospital quando atingido pela doença, cria nele angustia, inquietação, que leva a exagerar o poder e conhecimento sobre os profissionais que o socorrem, muitas vezes torna-se difícil o tratamento do doente, originando problemas de relacionamento (paciente pessoal).
Quando uma pessoa esta doente, precisa de ajuda para muitas das tarefas que habitualmente realiza sozinha. Parte do trabalho das pessoas que se dedicam, ao cuidado do paciente em um hospital é manter agradável o local que o cerca. Ficar em quarto limpo e com tudo em ordem ajudará o paciente a sentir-se melhor e tornará sua permanência no hospital mais agradável.
O leito é um fator importante na obtenção de repouso e conforto, sendo impres…