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Importância da Prescrição de Enfermagem


Imprescindível, é assim que definimos a prescrição de enfermagem! É um instrumento norteador das ações da equipe de enfermagem. A prescrição de enfermagem é um elemento essencial ao exercício da enfermagem, direcionado aos cuidados e, portanto, contribuindo diretamente para a qualidade da assistência.

A assistência de enfermagem de qualidade tem como pilar o planejamento sobre as ações e procedimentos, e todos os profissionais de enfermagem participam de forma integrada.

Para que todas as ações sejam executadas, deve se implementar a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), que é garantida pela Lei nº 272 de 2002. A enfermagem deverá acompanhar o paciente desde o momento da internação até a sua alta, participando ativamente da elaboração e execução dos cuidados de enfermagem.

A SAE é uma ferramenta utilizada para direcionar as ações, planejar o cuidado e entender os problemas e a evolução do enfermeiro de forma clara e organizada, atendendo as práticas assistenciais como modelo de trabalho.

A implementação da SAE que é regida pela Lei 272/2002, diz que sua implementação é essencial para a melhoria da qualidade da assistência, e incumbem todas suas etapas ao enfermeiro, devido ao seu conhecimento técnico e científico.


Privativamente cabe ao enfermeiro:

- Consulta de Enfermagem – anamnese (histórico), exame físico, diagnóstico, prescrição e evolução de enfermagem.
Para a implementação da assistência de enfermagem, é necessário seguir alguns passos para a realização da SAE:

- Histórico: consiste no levantamento dos problemas apresentados pelo paciente, inclui investigação social, rituais e costumes dos pacientes, entender a história pregressa da doença presente (quando, como, onde, o que já foi realizado, procurou outros serviços?);

- Exame Físico: consiste no exame físico céfalo-podal do paciente, observando todos os locais, não apenas onde possui queixas. Deve ser realizado exclusivamente pelo enfermeiro;

- Diagnóstico de Enfermagem: devem ser apontados todos os problemas que foram levantados através do histórico e do exame físico através de um julgamento clínico. Este é outro procedimento exclusivo do enfermeiro;

- Prescrição da Assistência de Enfermagem: após o identificação dos problemas, o enfermeiro deverá dispor à forma em que deverá ser realizado a assistência, dirigindo e orientando a equipe de enfermagem quanto aos cuidados que deverão ser prestados;

- Evolução da Assistência de Enfermagem: após a realização das etapas anteriores, o enfermeiro deverá relatar através da evolução de enfermagem, tudo o que foi levantado, observado e ocorrido durante o planejamento e processo de cuidado, todas as reavaliações, maneiras que o paciente reagiu com o tratamento disposto e novos problemas apresentados, deve ser realizado a cada vinte e quatro horas, porém pode ser atualizada sempre que necessário;

- Relatório de Enfermagem: esta etapa do processo pode ser realizada por todos da equipe de enfermagem (técnicos e auxiliares), aqui se deve descrever todos os cuidados que foram realizados ao paciente.

É responsabilidade do Enfermeiro: a coleta de dados, o exame físico, os diagnósticos, prescreve a assistência e realiza a evolução.
Aos técnicos e auxiliares de enfermagem cabe seguir as orientações do enfermeiro sobre as medidas que deverão ser adotadas no cuidado ao paciente e realizar o relatório de enfermagem.



Exemplos de Diagnósticos e Intervenções de Enfermagem:

Diagnóstico de Enfermagem
- Dor aguda

Características definidoras:
- Alteração na pressão sanguínea,
- Expressão facial;
- Mudança na frequência cardíaca;
- Dilatação pupilar

Intervenções de Enfermagem:
- Realizar uma avaliação completa da dor, incluindo local, características, início/duração, frequência,
- Qualidade, intensidade e gravidade, além de fatores precipitadores;
- Observar a ocorrência de indicadores não verbais de desconforto, em especial nos pacientes incapazes de se comunicar com eficiência;
- Usar estratégias terapêuticas de comunicação para reconhecer à experiência de dor e transmitir aceitação da resposta do paciente a dor;
- Investigar os fatores que aliviam/pioram a dor;
- Avaliar experiências anteriores de dor, inclusive histórico individual e familiar de dor crônica ou incapacidade resultante, conforme apropriado;
- Avaliar com o paciente e a equipe cuidados de saúde e eficácia de medidas passadas utilizada para controlar a dor;
- Auxiliar o paciente e a família a buscar e obter apoio;
- Determinar a frequência necessária para fazer uma avaliação do conforto do paciente e a implementação de um plano de monitoramento;
- Informar sobre a dor, suas causas, duração e desconfortos antecipados em decorrência dos procedimentos;
- Controlar fatores ambientais capazes de influenciar a resposta do paciente ao desconforto;
- Reduzir ou eliminar fatores que precipitam ou aumentam a experiência de dor;
- Ensinar os princípios de controle de dor;
- Encorajar o paciente a monitorar a própria dor e intervir de forma adequada;
- Administrar analgésicos, quando prescritos pelo médico;
- Aplicar calor/frio quando apropriado
- Atentar-se para queixas álgicas;

Diagnóstico de Enfermagem
- Mobilidade física prejudicada

Características definidoras:
- Amplitude limitada de movimento;
- Capacidade limitada para desenvolver habilidades motoras grossas;
- Capacidade limitada para desenvolver habilidades motoras finas

Intervenção de Enfermagem:
- Determinar a capacidade atual do paciente em transferir-se (exemplo nível de mobilidade, limitações aos movimentos, resistência, capacidade para ficar em pé e suportar o peso, nível de consciência, capacidade de cooperar, capacidade de compreender instruções);
Selecionar a técnica de transferência adequada ao paciente;
- Orientar o paciente sobre todas as técnicas apropriadas, almejando atingir o maior nível de independência;
- Orientar o indivíduo quanto ao uso auxiliares da deambulação;
- Identificar os métodos de prevenção de lesão durante as transferências;
- Determinar quantidade e tipo de assistência necessária;
- Usar a mecânica corporal correta durante os movimentos;
- Manter o corpo do paciente no alinhamento correto durante os movimentos;
- Auxiliar o paciente a deambular usando o corpo como muleta humana, conforme apropriado;
- Avaliar o paciente ao término da transferência quanto ao alinhamento corporal correto, a não oclusão de sondas e drenos, roupas de cama com rugas e dobras, pele desnecessariamente exposta, nível de conforto adequado para o paciente, laterais da cama levantadas e campainha ao alcance da mão.
- Realizar mudança de decúbito a cada 4 horas;

Diagnóstico de Enfermagem
- Déficit de autocuidado para o banho e higiene

Características definidoras:
- Incapacidade de acessar o banheiro;
- Incapacidade de lavar o corpo;
- Incapacidade de pegar artigos para o banho;
- Incapacidade de regular a água do banho;
- Incapacidade de secar o corpo

Intervenção de Enfermagem:
- Dar assistência no banho/higiene;
- Manter cuidados com as unhas, períneo, cabelos, olhos, ouvidos e pés;
- Promover saúde oral;
- Realizar higiene oral;
- Promover a mecânica corporal;
- Melhorar a imagem corporal do paciente;
- Melhorar a autoestima do paciente;
- Auxiliar na utilização do vaso sanitário;
- Auxiliar o paciente a vestir-se/arrumar-se;
- Estimular o exercício de vestir-se;
- Prevenção de quedas
- Realizar banho no leito;
- Auxiliar para o banho de aspersão com cadeira de rodas;
- Encaminhar para o banho de aspersão;
- Trocar fixação de curativos/punção após o banho;

Diagnóstico de Enfermagem:
- Déficit no autocuidado para alimentação

Características definidoras:
- Incapacidade de manusear utensílios
- Intervenções de Enfermagem:
- Monitorar a capacidade de deglutir do paciente
- Identificar a dieta prescrita;
- Garantir a posição adequada do paciente para facilitar a mastigação e deglutição;
- Oferecer assistência física se necessária;
- Providenciar higiene oral antes das refeições;
- Colocar o paciente em posição confortável para comer

Intervenções de Enfermagem:
- Monitorar a capacidade de deglutir do paciente
- Identificar a dieta prescrita;
- Garantir a posição adequada do paciente para facilitar a mastigação e deglutição;
- Oferecer assistência física se necessária;
- Providenciar higiene oral antes das refeições;
- Colocar o paciente em posição confortável para comer
- Manter decúbito elevado entre 30 e 45º;
- Auxiliar na alimentação;
- Fazer teste de localização de sonda nasoenteral antes de iniciar a administração da dieta;

Diagnóstico de Enfermagem:
- Integridade da pele prejudicada e Integridade tissular prejudicada

Características definidoras:
- Rompimento da pele; Destruição de camadas da pele;
- Invasão de estruturas do corpo
- Tecido destruído;
- Tecido lesado

Intervenções de Enfermagem:
- Realizar curativo com a medicação tópica, adequada;
- Observar sinais e sintomas de infecção;
- Observar e manter cuidados com áreas de pressão; Hidratar a pele, quando necessário;
- Fazer limpeza diária da incisão operatória;
- Realizar curativo na área da amputação;
- Observar e registrar possíveis alterações nas extremidades inferiores;
- Orientar ou posicionar o paciente para um melhor fluxo circulatório;
- Manter cuidados com artigos de látex, quando necessário;
- Observar sinais e sintomas de infecção em punção venosa;
- Observar alterações na pele
- Manter proeminências ósseas livre de pressão;

Diagnóstico de Enfermagem
- Padrão respiratório ineficaz

Características definidoras:
- Taquipneia;
- Bradipneia

Intervenções de Enfermagem:
- Monitorar frequência, ritmo, profundidade e esforços na respiração;
- Registrar movimentos torácicos observando a existência de simetria, uso de musculatura acessória e retração de músculos supraclaviculares e intercostais;
- Monitorar ocorrência de respiração ruidosa, como sibilos esganiçados e roncos;
- Monitorar os padrões respiratórios: bradipneia, taquipneia, hiperventilação, respirações Kussmaul, respiração de Cheyne-Stokes, padrão apneustico, respiração de Bilot e padrões atáxicos;
- Palpar em busca de expansão pulmonar igual;
- Percutir o tórax anteriormente e posteriormente, dos ápices às bases, bilateralmente;
- Observar localização da traqueia;
- Monitorar a ocorrência da fadiga de músculos diafragmáticos (movimento paradoxal);
- Auscultar os sons respiratórios, observando as áreas de ventilação diminuída/ausente e a presença de ruídos adventícios;
- Monitorar dados do ventilador mecânico, registrando aumentos nas pressões inspiratórias e reduções no volume corrente, conforme apropriado;
- Monitorar a ocorrência de aumento da inquietação, ansiedade e falta de ar;
- Registrar mudanças no SaO2, SvO2, CO2 corrente terminal e mudanças nos valores gasometria arterial, conforme apropriado;
- Monitorar a ocorrência de dispneia e eventos que melhorem ou piorem;
- Monitorar rouquidão e mudança na voz, de hora em hora, em pacientes com queimadura facial;
- Monitorar a ocorrência de crepitação, conforme apropriado;
- Abrir vias aéreas, usando a técnica de elevação de queixo ou de manobra mandibular, conforme apropriado;
- Colocar paciente deitado de lado, conforme indicação, para evitar aspiração; realizar movimentação em bloco diante de suspeita de aspiração cervical;
- Instituir esforços de reanimação se necessário
- Atentar-se e comunicar desconforto respiratório;
- Comunicar se saturação <90%;
- Realizar aspiração orotraqueal em 6/6 horas ou sempre que necessário.

* intervenções de enfermagem baseadas na NIC.









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Drenos e os cuidados de Enfermagem

Algumas cirurgias exigem a necessidade da colocação de drenos para facilitar o esvaziamento do ar e líquidos (sangue, secreções) acumulados na cavidade.
Dreno pode ser definido como um objeto de forma variada, produzido em materiais diversos, cuja finalidade é manter a saída de líquido de uma cavidade para o exterior.
As indicações para colocação de controle de drenos são específicas para cada tipo de dreno. 
Podem ser classificados em: 
- Dreno aberto, ex.: penrose; 
- Dreno de sucção fechada; 
- Dreno de reservatório; 
- Cateteres para drenagem de abscesso.



Dreno de Penrose 
É um dreno de borracha, tipo látex, utilizado em cirurgias que implicam em possível acúmulo local de líquidos infectados, ou não, no período pós-operatório. Seu orifício de passagem deve ser amplo e ser posicionado à menor distância da loja a ser drenada, não utilizando o dreno por meio da incisão cirúrgica e, sim, por meio de uma contraincisão. 
Para evitar depósitos de fibrina que possam obstruir seu lúmen, o dreno de p…

Sintomas e Tratamentos do Cisto Pilonidal

Cisto Pilonidal é a formação de uma bolsa a partir de qualquer tecido do corpo que pode compreender em seu interior ar, líquido, pus ou outro fluido. O cisto pilonidal é uma doença crônica muito comum, variante do cisto dermoide, e aparece habitualmente na região terminal da coluna vertebral (região sacrococcigiana ou sacrococcígea), conhecida popularmente como cóccix, alguns centímetros acima do ânus.
É muito comum que se encontre cabelos dentro do cisto pilonidal (“ninho de pêlos”), além de fragmentos de pele, glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas. Quando o acúmulo desse material resulta em uma inflamação, dando sinais de infecção e pus, o cisto pilonidal é também chamado de abscesso pilonidal. Apesar de ser conhecido por ocorrer na região do cóccix, o cisto pilonidal também pode surgir nos olhos, nariz, axilas, couro cabeludo e ao redor do umbigo. Acomete mais os homens jovens entre 15 e 30 anos.

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Doenças e Agravos de Notificação Compulsória

A vigilância epidemiológica tem como finalidade fornecer subsídios para execução de ações de controle de doenças e agravos (informação para a ação) e, devido a isso, necessita de informações atualizadas sobre a ocorrência dos mesmos. A principal fonte destas informações é a notificação de agravos e doenças pelos profissionais de saúde.
A escolha das doenças e agravos de notificação compulsória obedece a critérios como magnitude, potencial de disseminação, transcendência, vulnerabilidade, disponibilidade de medidas de controle, sendo a lista periodicamente revisada, tanto em função da situação epidemiológica da doença, como pela emergência de novos agentes e por alterações no Regulamento Sanitário Internacional. Os dados coletados sobre as doenças de notificação compulsória são incluídos no Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN).
Notificação Compulsória: comunicação obrigatória à autoridade de saúde, realizada pelos médicos, profissionais de saúde ou responsáveis pelos estabel…

Arrumação de leito hospitalar

A técnica tem como função proporcionar repouso, conforto e segurança ao cliente. O cliente (paciente) é o elemento principal de qualquer instituição de saúde. 
Considera-se paciente todo o individuo submetido a tratamento, controle especiais, exames e observações medicas. O paciente procura o hospital quando atingido pela doença, cria nele angustia, inquietação, que leva a exagerar o poder e conhecimento sobre os profissionais que o socorrem, muitas vezes torna-se difícil o tratamento do doente, originando problemas de relacionamento (paciente pessoal).
Quando uma pessoa esta doente, precisa de ajuda para muitas das tarefas que habitualmente realiza sozinha. Parte do trabalho das pessoas que se dedicam, ao cuidado do paciente em um hospital é manter agradável o local que o cerca. Ficar em quarto limpo e com tudo em ordem ajudará o paciente a sentir-se melhor e tornará sua permanência no hospital mais agradável.
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A importância de tomar água

Você sabia que a sede é o primeiro sinal de desidratação? Ela, por sua vez, é um estado que afeta muito mais os tecidos e células do que o volume de sangue corrente. O que fazer? Para homens é recomendável (de idade de 19 a 70 anos) o consumo de 3,7 litros de água, já para as mulheres (de idade de 19 a 70 anos) é recomendável 2,7 litros de água. Cerca de 60% do peso do corpo humano é composto por água. Nosso corpo ao longo do dia vai eliminando todo esse líquido através da transpiração, suor, saliva, urina e fezes, por isso o consumo diário de água é tão importante. 
Benefícios do consumo de água:  * Limpeza do organismo * Controle da pressão sanguínea  * Proteção dos olhos * Proteção dos rins  * Firmeza e beleza da pele * Absorção de vitaminas  * Melhora do funcionamento intestinal  * Transporte de nutrientes para as células 
A água pode ser substituída? NÂO, ou não totalmente. Voce não deve deixar de lado a água para optar por um suco ou refrigerante, a água é extremamente importante para que n…