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Um novo olhar sobre a prevenção



A saúde preventiva, tem como princípio fundamental, melhorar a qualidade de vida das pessoas, por meio de ações de promoção da saúde e prevenção de doenças e suas complicações. No modelo de saúde atual, optamos por esperar a doença aparecer, para daí sim, implementar o tratamento, que raramente é curativo.

Vale ressaltar que existem três níveis de medicina preventiva, o primeiro são as ações mais básicas, com o objetivo de impedir o surgimento de doenças na população. Atividades com conscientização são as mais comuns nessa área. O segundo nível já traz a doença instalada, mas em estágio inicial, quando ainda é possível fazer seu controle com medicamentos. A terceira fase acontece após as complicações, e é a etapa que mais consome investimentos por parte dos convênios de saúde.
A causa mais comum de mortes no Brasil são as doenças cardiovasculares. Elas matam cerca de 820 brasileiros a cada dia no país, e são responsáveis por 16,2% dos gastos com saúde pública, o que significa cerca de R$ 10,7 milhões por dia, apenas revendo os dados do SUS. Outro fator com grande impacto é o tabagismo. Aproximadamente 18% da população é fumante, e este grupo gasta 26% a mais em saúde. Os fumantes ficam 114% mais tempo internados e faltam 40% mais vezes ao trabalho. Outro monstro silencioso é o sedentarismo, 60 a 70% dos brasileiros são sedentários. Isto implica em 36% mais despesas com saúde, e quando internados, ficam 54% mais tempo nos hospitais. 

Nossa população vem envelhecendo de forma acelerada. Todo ano, 700 mil novos idosos são incorporados à pirâmide etária brasileira - a maior parte com doenças crônicas, alguns com limitações funcionais. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), por volta do ano 2020 as doenças crônicas não transmissíveis serão responsáveis por 80% dos problemas de saúde que afetam a humanidade. Diante desse prognóstico, fica evidente o quanto é crucial adotar uma abordagem mais preventiva nos modelos de gestão da saúde.

A atitude preventiva melhora a qualidade de vida, reduz internações hospitalares e melhora fatores de risco, o que consequentemente diminui gastos com atenção à saúde. Saúde não é um custo a ser administrado, e sim um investimento que precisa ser alavancado, este contexto reforça a importância das bases da prevenção, e a implantação de um sistema de saúde preventivo eficaz. 


Contribuiu com este Artigo:





Ágda Hemkemaier Andres
Enfermeira, Graduada pela Universidade do Estado de Santa Catarina, com especialização em MBA – Gestão em Saúde e Controle de Infecção pela INESP - SP , Enfermagem do Trabalho pela UNINTER -SC , Gestão Hospitalar pela UNIASSELVI- SC, Docência em Ensino Superior e Segurança do Trabalho e Gestão de Produção pela Faculdade Venda Nova do Imigrante –MG.| Linkedin




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