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Atenção do Enfermeiro ao Paciente Portador de ALZHEIMER


Atualmente a  pessoa mais velha, na maioria das vezes, é definida como idosa quando chega aos 60 anos, independentemente de seu estado biológico, psicológico e social. Entretanto, o conceito de idade é multidimensional e não é uma boa medida do desenvolvimento humano. A idade e o processo de envelhecimento possuem outras dimensões e significados que extrapolam as dimensões da idade cronológica. Em todo o mundo, o número de pessoas com 60 anos ou mais está crescendo mais rapidamente do que o de qualquer outra faixa etária em todo o mundo. A população de idosos, pessoas com 60 anos ou mais, cresceu 7,3 milhões entre 1980 e 2000, totalizando mais de 14,5 milhões em 2000. O Brasil, até 2025, será o sexto país em número de idosos (Rodolfo Herberto SCHNEIDER. R. H &  IRIGARAY. T. Q ,2008).

De acordo com a  Organização Mundial da Saúde, velhice  é baseada na idade cronológica, na qual a definição de idoso inicia aos 65 anos nos países desenvolvidos e aos 60 anos nos países em desenvolvimento. No Brasil, de acordo com o Estatuto do Idoso (2003), as pessoas com idade igual ou superior a 60 anos são reconhecidas como idosas. Entretanto, alguns direitos como a gratuidade no transporte coletivo público urbano e semi-urbano só é concedida aos maiores de 65 anos( Rodolfo Herberto SCHNEIDER. R. H &  IRIGARAY. T. Q,2008).


Entretanto o envelhecimento da população brasileira é um fato irreversível, e que deverá se acentuar, no futuro próximo imediato. O impacto desta nova “ordem demográfica” é imenso  , quando se observa que os fatores associados ao subdesenvolvimento continuarão se manifestando por um tempo difícil de ser definido. O envelhecimento da população brasileira necessita, de imediato, de um diagnóstico de saúde a níveis nacional e regional, que possa conduzir a propostas realistas, as intervenções que daí surgirem, deverão então, ser avaliadas e redirigidas. Há uma necessidade premente de métodos inovadores e imaginativos, que possam contribuir para uma atenção ao idoso, em bases humanísticas e, ao mesmo tempo, compatíveis com a realidade socioeconômica do país.

Segundo POLTRONIERE. S. et. al,2011 a Doença de Alzheimer corresponde, atualmente, à forma mais comum de demência, sendo a grande causa de comprometimento cognitivo e comportamental no envelhecimento. Estudos realizados em 2010 apontam que existem cerca de 35 milhões de casos no mundo, e sua prevalência vem aumentando de forma significativa. Com base na expectativa de vida que aumenta em países em desenvolvimento, estima-se que, no mundo, em 2050, 22% da população seja composta por idosos. No Brasil, conforme estimativas para 2020, a expectativa de vida ultrapassará os setenta e cinco anos, chegando a 15% da população. Nesse contexto, o Brasil será o sexto país no mundo com pessoas idosas, existindo uma expectativa de aumento de doenças crônico-degenerativas, dentre elas o Alzheimer.

A doença de Alzheimer é a patologia neurodegenerativa mais freqüente associada à idade, cujas manifestações cognitivas e neuropsiquiátricas resultam em deficiência progressiva e incapacitação. A doença afeta aproximadamente 10% dos indivíduos com idade superior a 65 anos e 40% acima de 80 anos. Estima-se que, em 2050, mais de 25% da população mundial será idosa, aumentando, assim, a prevalência da doença (SERENIKIL. A &  VITAL. M. A. B. F,2008).

O mal de Alzheimer ou a  Doença de Alzheimer  é mais comum conforme a idade avança, com a entrada do envelhecimento, normalmente  após os 65 anos, a taxa de demência dobra a cada 5 anos, esta doença é responsável por mais da metade dos casos de demência acima dos 65 anos, segundo o Ministério da Saúde. Ainda pouco se sabe sobre como evitar o Alzheimer, no entanto, ao que parece, ter atividades desafiadoras para a mente aumenta o número de conexões criadas entre as células nervosas, e isso retarda os sintomas mais graves da doença (Leia também Atuação do Enfermeiro diante do AVC (Acidente Vascular Cerebral)


Problema de Pesquisa
Qual o papel do enfermeiro diante de um paciente portador da Doença de Alzheimer.

JUSTIFICATIVA
O presente estudo foi realizado para que os profissionais de enfermagem possam adquirir conhecimentos sobre a origem e métodos utilizados no ofício da profissão, além de aplicá-los de forma segura e consciente. 
Visa explanar sobre definição, sinais e sintomas da doença de Alzheimer.Obviamente, que o estudo também, será de grande importância por contribuir como material de consulta para os graduandos, futuros profissionais de enfermagem, pois fornecerá informações importantes, além de servir de material de apoio para quem já atua na área. 
Justifica-se que a discussão, referente o tema da pesquisa, possibilitou identificar que o enfermeiro dentro de seu ambiente de trabalho é um dos principais membros da equipe de saúde, com autonomia e capacitação para atuar no momento de uma Doença de Alzheimer, sendo, portanto, imprescindível buscar o conhecimento teórico cientifico por meio das atualizações oferecidas. Dessa forma, os profissionais serão capacitados para dar assistência a esta determinada situação e/ou mesmo preveni-la para que a mesma nem chegue a surgir.

METODOLOGIA 
Trata-se de um estudo de Revisão de Literatura Científica. Os trabalhos de revisão devem ser estudos que analisam a produção bibliográfica em determinada área, dentro de um recorte temporal.
Sendo assim, a presente pesquisa foi realizada considerando os materiais disponíveis no Google Acadêmico, Revista Scielo, Ministério da Saúde.

Os critérios de inclusão foram: a relação com o tema proposto, publicações em língua portuguesa, limitando-se a trabalhos completos e disponíveis, e pelo menos um dos autores possuir graduação completa em enfermagem. A coleta foi realizada em abril de 2016 e abrangeu os seguintes passos: definição das palavras-chave, busca dos trabalhos e seleção dos trabalhos pertinentes. As bases de dados utilizadas foram a Literatura Latino Americana e do Caribe (LILACS), Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF), com recorte temporal no período de 2008 a 2018. 

OBJETIVO DO TRABALHO 
Analisar a atuação do enfermeiro frente a Doença de Alzheimer.

DEFINIÇÃO  DA  DOENÇA  DE  ALZHEIMER
Segundo o Ministério da Saúde A Doença de Alzheimer (DA) é definida como um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta por deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais. Estudos de prevalência sugerem que no ano 2000 o número de pessoas com DA nos Estados Unidos era de 4,5 milhões. A porcentagem de indivíduos com DA duplica aproximadamente em cada 5 anos de idade a partir dos 60 anos, representando 1% aos 60 anos e em torno de 30% aos 85 anos. Sem avanços no tratamento, a previsão do número de casos sintomáticos nos EUA é aumentar para 13,2 milhões em 2050, sendo estimado um alto custo para o cuidado dos pacientes(MURAHOVSCHI. A. C. S. et. al,2013).

Contudo Doença de Alzheimer é definida  histopatologicamente, pela  perda sináptica e pela morte neuronal observada nas regiões cerebrais responsáveis pelas funções cognitivas, incluindo o córtex cerebral, o hipocampo, o córtex entorrinal e o estriado ventral. As características histopatológicas presentes no parênquima cerebral de pacientes portadores da doença de Alzheimer incluem depósitos fibrilares amiloidais localizados nas paredes dos vasos sanguíneos, associados a uma variedade de diferentes tipos de placas senis, acúmulo de filamentos anormais da proteína tau e conseqüente formação de novelos neurofibrilares (NFT), perda neuronal e sináptica, ativação da glia e inflamação (SERENIKIL. A &  VITAL. M. A. B. F,2008).

Entretanto é  visível o crescimento do número de idosos que necessitam de tratamento domiciliar e este cuidado envolve familiares, parentes e amigos . O acompanhamento de um idoso com doença de Alzheimer produz desgastes emocional, psicológico e financeiro para o cuidador familiar, pelo fato de o tratamento ser dispendioso e de o paciente perder gradualmente suas funções cognitivas e evoluir para quadros de total dependência, sendo assim essa situação exige redimensionamento da vida dos membros familiares para ser possível conviverem com as implicações causadas pela doença, fatos que conduzem à significativa interferência na qualidade de vida dos mesmos (INOUYE.K. et. al, 2010).

INOUYE.K. et. al, 2010, relata que no Brasil, o número de idosos com demência tem crescido rapidamente, mas há carência de dados empíricos sobre o impacto em cuidadores informais 6. Embora o cuidador familiar tenha importância crucial no Brasil, pois as ações do Estado são insuficientes no quadro da saúde pública 7,8; a grande maioria da população de cuidadores familiares ainda não possui as informações e o suporte necessários à assistência e este fato constitui fator de risco para seu desgaste físico, emocional e social (Leia também Tudo que você precisa saber sobre FEBRE AMARELA)

É possível sim a qualidade de vida para o paciente portador da Doença de Alzheimer, pra isso é imprescindível um trabalho de equipe multiprofissional  da área da saúde com uma atuação como : (fisioterapia, nutrição, psicologia, farmácia, enfermagem, etc...), desta forma juntos trabalharam para o bem- estar e qualidade de vida deste idoso, fazendo isso possibilita organizar o trabalho em um nível de complementaridade e especificidade que melhor atenda as diferentes demandas dessa população envolvida.

SINAIS & SINTOMAS 

Especialmente nas fases moderada a avançada da demência, o idoso pode apresentar sintomas neuropsiquiátricos. Esse conjunto de sintomas abrange a agitação, o comportamento motor aberrante, a ansiedade, a euforia, a irritabilidade, a depressão, a apatia, a desinibição, o delírio, a alucinação e as alterações de sono ou apetite 4. A prevalência desses sintomas neuropsiquiátricos em pacientes com demência é bastante elevada e sua identificação se faz por meio de escalas padronizadas de avaliação aplicadas ao familiar/cuidador, sendo o Inventário Neuropsiquiátrico (NPI)5  o instrumento mais utilizado nos estudos 2,4. Em um estudo realizado pela Santa Casa de Misericórdia de Vitória (HSCMV) com idosos acompanhados pelo ambulatório de geriatria, 98% dos idosos com demência apresentavam um ou mais sintomas neuropsiquiátricos, sendo a agitação psicomotora, comportamento motor aberrante e a apatia os sintomas mais frequentes 6. O impacto dos sintomas neuropsiquiátricos e dos distúrbios cognitivos no cotidiano do idoso com demência e da sua família é grande, pois a progressiva redução da funcionalidade e da autonomia gera uma necessidade cada vez maior de auxílio para realização das AVD e, consequentemente, demanda a presença de um cuidador. O cuidador pode ser definido como formal ou informal. O cuidador formal é um profissional com formação específica ou contratado, e o cuidador informal (PERDIGÃO. L. M. N. B,2017).



Segundo a Associação Alzheimer Portugal, 2018, relatou uma lista de sinais mais comuns da Doença de Alzheimer, :

Perda de Memória
Um dos sinais mais comuns da Doença de Alzheimer, especialmente nas fases iniciais, é o esquecimento de informações recentes. Outros exemplos incluem o esquecimento de datas importantes ou eventos, repetir a mesma pergunta várias vezes, usar auxiliares de memória (por exemplo, notas, lembretes ou dispositivos eletrónicos) ou mesmo membros da família para as coisas que habitualmente se lembrava por si mesmo.
O que é normal?
Às vezes, esquecer-se de nomes ou palavras, mas recordá-los posteriormente. (Leia também Atribuições do Enfermeiro como Pilar da Saúde Coletiva).

Dificuldade em planear ou resolver problemas
Algumas pessoas podem perder as suas capacidades de desenvolver e seguir um plano de trabalho ou trabalhar com números. Podem ter dificuldade em seguir uma receita familiar ou gerir as suas contas mensais. Podem ter muitas dificuldades de concentração e levar muito mais tempo para fazer coisas que habitualmente faziam de forma mais rápida.O que é normal?Cometer erros ocasionais, por exemplo a passar um cheque.

Dificuldade em executar tarefas familiares
Pessoas com Doença de Alzheimer podem ter dificuldades em executar diversas tarefas diárias. Podem ter dificuldades em conduzir até um local que já conhecem, gerir um orçamento de trabalho ou em lembrar-se das regras do seu jogo favorito. A pessoa com Doença de Alzheimer pode ser incapaz de preparar qualquer parte de uma refeição, ou esquecer-se de que já comeu.O que é normal?Às vezes precisar de ajuda para gravar um programa de televisão ou deixar as batatas no forno e só se lembrar de as servir no final da refeição.

Perda da noção de tempo e desorientação
As pessoas com Doença de Alzheimer podem perder a noção de datas, estações do ano e da passagem do tempo. Podem ter dificuldades em entender alguma coisa, que não esteja a acontecer naquele preciso momento. Às vezes podem até esquecer-se de onde estão ou como chegaram até lá.O que é normal?Ficar confuso sobre o dia da semana em que se encontra, mas lembrar-se mais tarde.

Dificuldade em perceber imagens visuais e relações espaciais
Para algumas pessoas, ter problemas de visão pode ser um sinal de Doença de Alzheimer. Podem ter dificuldades de leitura, dificuldades em calcular distâncias e determinar uma cor ou o contraste. Em termos de perceção, a pessoa pode passar por um espelho e achar que é outra pessoa, não reconhecendo a sua imagem refletida no espelho.O que é normal?Ter problemas de visão devido a cataratas.

Problemas de linguagem
As pessoas com doença de Alzheimer podem ter dificuldades em acompanhar ou inserir-se numa conversa. Podem parar a meio da conversa e não saber como continuar ou repetir várias vezes a mesma coisa. Podem ter dificuldades em encontrar palavras adequadas para se expressarem ou dar nomes errados às coisas.O que é normal?
Às vezes ter dificuldade em encontrar a palavra certa para dizer alguma coisa.

Trocar o lugar das coisas
As pessoas com Doença de Alzheimer podem colocar as coisas em lugares desadequados. Podem perder os seus objetos e não serem capazes de voltar atrás no tempo para se lembrarem de quando ou onde o usaram. Às vezes, podem até acusar os outros de lhes roubar as suas coisas.O que é normal?Perder coisas de vez em quando, como não saber onde estão os óculos ou o comando da televisão.

Discernimento fraco ou diminuído
As pessoas com Doença de Alzheimer podem sofrer alterações na capacidade de julgamento ou tomada de decisão. Por exemplo, podem não ser capazes de perceber quando os estão claramente a enganar e ceder a pedidos de dinheiro, podem vestir-se desadequadamente ou mesmo não não ir logo ao médico quando têm uma infeção, pois não reconhecem a infeção como algo problemático.O que é normal?Tomar uma decisão errada de vez em quando.

Afastamento do trabalho e da vida social
As pessoas com Doença de Alzheimer podem começar a abandonar os seus obbies, atividades sociais, projetos de trabalho ou desportos favoritos. Podem começar a demonstrar dificuldade em assistir a um jogo do seu clube até ao fim, como faziam antes, ou podem esquecer-se de acabar alguma atividade que começaram.O que é normal?Às vezes, sentir-se cansado do trabalho, da família, ou não lhe apetecer sair.

Alterações de humor e personalidade
O humor e a personalidade das pessoas com Doença de Alzheimer pode alterar-se. Podem tornar-se confusos, desconfiados, deprimidos, com medo ou ansiosos. Podem começar a irritar-se com facilidade em casa, no trabalho, com os amigos ou em locais onde eles se sintam fora da sua zona de conforto. Alguém com a Doença de Alzheimer pode apresentar súbitas alterações de humor ? da serenidade ao choro ou à angústia ? sem que haja qualquer razão para tal facto.O que é normal?
Desenvolver formas muito específicas de fazer as coisas e irritar-se quando a sua rotina é interrompida.


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PAPEL DO ENFERMEIRO DIANTE DO PORTADOR DE ALZHEIMER

Dentre a literatura encontrada, uma delas remete a importância do enfermeiro como cuidador, mas também como educador. A essa classe profissional se destina o dever de direcionar os seus conhecimentos e habilidades para o planejamento de ações em saúde, com o intuito de oferecer aos cuidadores subsídios para a instrumentalização do cuidado e orientar a adaptação dos mesmos no contexto domiciliar (GAIOLI; FUREGATO; SANTOS, 2012). Por esse motivo, é necessário que os profissionais de enfermagem adquiram conhecimentos e habilidades próprios de sua formação e tenham acesso às atualizações e capacitações constantes, na perspectiva de que é preciso que o cuidador esteja bem qualificado para conseguir prover um cuidado digno ao idoso. Apesar da falta de qualificação, há o interesse de alguns cuidadores em adquirir maiores informações sobre a doença. Com isso, o cuidador terá segurança e preparo para o trato de seus pacientes.

Entretanto é  de extrema relevância o acompanhamento de uma equipe de enfermagem, para que junto aos familiares e cuidadores possam desenvolver um plano de 3 cuidados, em que estarão descritas as atividades que os cuidadores podem e devem desempenhar. Além disso, é importante deixar claro ao cuidador quais procedimentos ele não pode e não deve fazer, além de saber reconhecer os sinais e sintomas de perigo, e quando deverá chamar um profissional de saúde. No Brasil existe uma política nacional voltada ao idoso, porém, as suas diretrizes não contêm especificidades para o idoso dependente. Diante disso, o cuidado em relação ao atendimento e as suas necessidades ficam sobre responsabilidade dos familiares ou cuidadores particulares (Alcides Viana de Lima Neto NETO. A. V. de. L. et. al,2015.)

Quanto ao papel do enfermeiro esta o papel de educador e desta forma poderá contribuir para as atividades dirigidas aos cuidadores leigos, na educação em saúde e na prevenção de agravos, ou seja, cabe a equipe de enfermagem a capacitação e qualificação sobre questões gerais relacionadas ao envelhecimento e específicas sobre cuidados, de acordo com os tipos e graus de dependência No Brasil existe uma política nacional voltada ao idoso, porém, as suas diretrizes não contêm especificidades para o idoso dependente (Alcides Viana de Lima Neto NETO. A. V. de. L. et. al,2015.)

Cabe diretamente ao  enfermeiro ao desenvolver o cuidado de enfermagem junto a familiares do idoso com Doença de Alzheimer pode ser a rede de apoio e ajuda na compreensão sobre a doença, possibilidade de ação para prevenção secundária ou terciária. Estas ações de cuidado desenvolvidas por meio de rodas de conversa, com participação ativa do idoso e familiar, apresentação de dúvidas beneficiam a saúde dos idosos, refletindo na melhoria da qualidade de vida das famílias.

CONCLUSÃO 
À medida que a expectativa de vida torna-se mais elevada, especialmente em países desenvolvidos, tem-se observado um aumento da prevalência da Doença de Alzheimer. 
De certa forma as  intervenções psicossociais podem facilitar o gerenciamento das alterações comportamentais de pessoas idosas com demência. No presente estudo, os cuidadores utilizaram estratégias baseadas em experiências próprias para manejo dos sintomas neuropsiquiátricos, que estão, em sua maioria, respaldadas pela literatura. Mas, cabe destacar que a participação do cuidador em grupos de capacitação e treinamento poderá expandir seu rol de estratégias, favorecer a troca de experiências e possibilitar uma permanente atualização. Portanto o desenvolvimento de pesquisas futuras poderá mensurar a efetividade dessas estratégias no bem-estar do idoso com demência, bem como na redução do estresse e da sobrecarga de cuidadores ((PERDIGÃO. L. M. N. B,2017).


Contribuiu com este Artigo:


Veridyana Márcia Silva Valverde
Enfermeira graduada pela Universidade Anhanguera de Taboão da Serra-SP,cursando  Especialização em  Urgência e Emergência em Enfermagem & Docência em Enfermagem, pela Faculdade Venda Nova Bandeirante (FAVENI), voluntária no Programa da Escola da Família Veija Júnior aos finais de semana na cidade de Iguape-SP, palestrante sobre diversos temas que envolve a saúde.| Linkedin





REFERÊNCIAS

SCHNEIDER. R. H &  IRIGARAY. T. Q . Oenvelhecimento na atualidade: aspectos cronológicos, biológicos, psicológicos e sociais. Estudos de Psicologia I Campinas I 25(4) I 585-593 I outubro -dezembro 2008.Publicado em : < http://www.scielo.br/pdf/estpsi/v25n4/a13v25n4.pdf >. Acesso em 20.mai.2018.

POLTRONIERE. S. et. al. DOENÇA DE ALZHEIMER E DEMANDAS DE CUIDADOS: o que os enfermeiros sabem? Rev Gaúcha Enferm., Porto Alegre (RS) 2011 jun;32(2):270-8. Publicado em : < http://www.scielo.br/pdf/rgenf/v32n2/a09v32n2 >. Acesso em 20.mai.2018.

SERENIKIL. A &  VITAL. M. A. B. F. Rev Psiquiatr RS. 2008;30(1 Supl).A doença de Alzheimer: aspectos fisiopatológicos e farmacológicos. Publicado em : <http://www.uesb.br/eventos/farmacologiaclinicasnc/artigo%20alzheimer.pdf >. Acesso em : 20.mai.2018.

MURAHOVSCHI. A. C. S Murahovschi. et. al,2013. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Portaria SAS/MS nº 1.298, de 21 de novembro de 2013. DOENÇA DE ALZHEIMER. Publicado em : < http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2014/abril/02/pcdt-doenca-de-alzheimer-livro-2013.pdf . Acesso em : 21.mai.2018.

INOUYE. K. et. al, 2010.Implicações da doença de Alzheimer na qualidade de vida do cuidador: um estudo comparativo. Publicado em : < https://www.scielosp.org/article/csp/2010.v26n5/891-899/ . Acesso em 22.mai.2018.

Lívia Mara Naves Barros PERDIGÃO. L. M. N. B, 2017. Estratégias utilizadas por cuidadores informais frente aos sintomas neuropsiquiátricos de idosos com demência. Publicado em : <  file:///C:/Users/Leonardo/Downloads/126244-269901-1-PB.pdf >.  Acesso em 22.mai.2018.

Associação Alzheimer Portugal,2018. Sinais de Alerta para um Diagnóstico Precoce.
 Publicado em : < http://alzheimerportugal.org/pt/text-0-9-33-34-sinais-de-alerta-para-um-diagnostico-precoce > . Acesso em : 23.mai.2018.

Alcides Viana de Lima Neto NETO. A. V. de. L. et. al,2015.A importância da enfermagem na educação dos cuidadores de idosos portadores da doença de Alzheimer. Publicado em : <  http://www.editorarealize.com.br/revistas/cneh/trabalhos/TRABALHO_EV054_MD2_SA11_ID1826_23092016214821.pdf >.  Acesso em : 23.mai.2018.