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Hemograma Completo


O hemograma é um dos exames mais solicitados pelos médicos, além de ser uma das análises de sangue mais úteis. Quando o médico solicita uma coleta de sangue, ele precisa dizer ao laboratório o que pretende que seja analisado na amostra. No sangue circulam várias substâncias que podem ser dosadas ou pesquisadas, tais como proteínas, anticorpos, células, eletrólitos (potássio, sódio, cálcio, magnésio, etc.), colesterol, hormônios, drogas e até bactérias ou vírus, em caso de infecção.
O hemograma é solicitado quando o objetivo é ter informações sobre as células do sangue, nomeadamente, leucócitos, plaquetas e hemácias. Se o médico quiser saber como andam os níveis de colesterol, ele precisa escrever no pedido que deseja uma dosagem do colesterol; se o objetivo for saber se a glicose do sangue anda controlada, ele solicita a dosagem da glicose sanguínea. Portanto, em um hemograma não é possível obter dados sobre o nível de colesterol, taxa de glicose, pesquisa de bactérias, pesquisa de drogas, teste para HIV, etc.

Para que serve?

De maneira geral, o hemograma identifica doenças que bagunçam a composição do sangue, como leucemia, anemia e infecções bacterianas ou virais. Geralmente é solicitado para avaliar a saúde de maneira geral e quando há sintomas como febre, fadiga e fraqueza, entre outros. Alergias e hemorragias também podem ser detectadas com ele.

O hemograma é utilizado ainda para assegurar que a pessoa esteja apta a passar por uma cirurgia. E mesmo para como checar a reação do corpo a determinados tratamentos. 



Como é feito?

O exame é realizado de forma automatizada por meio de um equipamento de citometria de fluxo, que tem como função contar, avaliar e classificar as células sanguíneas de acordo com vários critérios estabelecidos.

No entanto, mesmo com o resultado fornecido pelo equipamento é preciso que seja feita uma análise microscópica, chamada de contagem diferencial em esfregaço sanguíneo, que é feito por um profissional habilitado em Análises Clínicas. A contagem diferencial consiste na diferenciação dos leucócitos e visualização de estruturas presentes nas hemácias ou nos leucócitos. Além disso, a contagem por meio do microscópio permite identificar células imaturas e, assim, pode auxiliar no diagnóstico de leucemia, por exemplo.


Resultados

No nosso sangue circulam três tipos básicos de células produzidas na medula óssea. São estas células que estudamos através do hemograma:
- Hemácias (glóbulos vermelhos ou eritrócitos).
- Leucócitos (glóbulos brancos).
- Plaquetas.

Os dados são interpretados de acordo com valores-padrão de referência, que variam de acordo com a idade do paciente.


Glóbulos vermelhos, hemácias ou eritrócitos

Eritrograma é a parte do hemograma em que são analisadas as características das células vermelhas do sangue, as hemácias, também conhecidas como eritrócitos. 
Além da quantidade, um hemograma também deve analisar as  características morfológicas dos glóbulos vermelhos, pois também podem indicar doenças. Esta avaliação é feita por meio dos seguintes índices hematimétricos:
  • Volume Corpuscular Médio (VCM): mede o tamanho das hemácias, que pode estar aumentada em alguns tipos de anemia, como por deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico, alcoolismo ou alterações na medula óssea. Caso esteja diminuído, pode indicar anemia por deficiência de ferro ou de origem genética, como a Talassemia, por exemplo. Saiba mais sobre o VCM;
  • Hemoglobina Corpuscular Média (HCM): indica a concentração total de hemoglobina através da análise do tamanho e coloração da hemácia. Veja o que significa HCM alto e baixo;
  • Concentração da hemoglobina corpuscular média (CHCM): demonstra a concentração da hemoglobina por hemácia, estando normalmente diminuído nas anemias, sendo essa situação denominada hipocromia;
  • Amplitude de distribuição dos glóbulos vermelhos (RDW): é um índice que indica a porcentagem de variação de tamanho entre as hemácias de uma amostra de sangue, portanto, caso hajam hemácias de tamanhos variados na amostra, o exame poderá vir alterado, o que pode ser uma pista para o início de anemias por deficiência de ferro ou vitaminas, por exemplo, e seus valores de referência estão entre 10 a 15%. Saiba mais sobre o RDW.

Glóbulos brancos (Leucócitos)

Quando a concentração de leucócitos está elevada, a situação é denominada leucocitose, e o inverso, leucopenia. O leucograma é um exame importante para ajudar a verificar a imunidade da pessoa e como o organismo consegue reagir a diferentes situações, como infecções e inflamações, por exemplo.

Plaquetas

As plaquetas são importantes para avaliar a capacidade de coagulação do sangue. Às vezes, indica um risco de trombose e entupimentos nos vasos sanguíneos ou, por outro lado, a presença de hemorragias.
O valor normal das plaquetas normal deve estar entre 150.000 a 450.000/ mm³ de sangue.
As plaquetas elevadas são preocupantes pois podem causar coágulos e trombos sanguíneos, havendo risco de trombose e embolia pulmonar, por exemplo. Já quando estão reduzidas, podem aumentar o risco de sangramentos. 





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